A Ilha da Noite

Para aqueles que amam o maravilhoso mundo criado pela Mestra inigualável Anne Rice. Lestat, Louis, Armand, Marius, Mayfairs, A Talamasca... Todos estão aqui.
 
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 AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES

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Jaja de Lioncourt
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MensagemAssunto: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/23/2012, 12:34 am

Tópico para postagem e comentários dos presentes.


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Última edição por Jaja de Lioncourt em 12/24/2012, 5:59 pm, editado 1 vez(es)
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Jaja de Lioncourt
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/24/2012, 5:39 pm

Galera.

Comentários aqui só de quem recebeu o presente.

Demais comentários no outro tópico do Amigo Oculto.

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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/24/2012, 7:00 pm

Oi gente.

Bom eu disse ao Jaja que eu iria começar pq eu fui a primeira a ganhar presente no ano passado. Então aqui vai: a minha amiga secreta é linda, querida, fã do Bowie e Depp e dyva do rock ...

S2 GABS S2


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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/24/2012, 7:02 pm

FELIZ NATAL DE SANGUE

Flôr pegou a bolsa apressada. Já eram quase duas da tarde e estava atrasada para sair. Iria passar o natal com os pais no interior, e levaria Gabrielle consigo. Os pais da amiga de Flôr foram passar o Natal no exterior, e Flôr, para adoçar um pouco a amiga que se recusara a ir para um lugar tão frio quanto a Suécia neste período do ano, convidou Gabrielle para vir passar Natal em Belém, bem no meio das chuvas e do calor úmido.
- Prefiro mil vezes ir pra Belém do que pra Europa. Meus pais ficaram loucos se acharam que eu iria pra Europa com eles agora. Minhas mãos iam virar pedra e cair naquele lugar – dissera Gabs no dia em que Flôr fizera o convite.
Flôr enfiou as chaves do carro na bolsa rapidamente e desceu as escadas apressada. Tinham combinado de ir logo após o trabalho de Flôr, que tivera a enorme sorte de ter algumas pilhas extras de papéis pra preencher. Ia buscar Gabrielle em seu apartamento e iriam partir imediatamente.
Chegou na frente do prediozinho arrancando pneu. Gabrielle já estava na portaria esperando , e saiu correndo ao ver o carro. Caía um chuvisco fraco.
- Você demorou além da conta – disse Gabrielle. Havíamos combinado de ir a 1h atrás.
- Eu sei, o chefe que é um cretino e me deu essa merda de trabalho extra. Mas pelo menos vou folgar até bem depois do ano novo.
- Vamos chegar a tempo? – perguntou Gabrielle.
- Vamos. Mas a gente tem que correr. Esse negócio dos meus pais quererem passar Natal num hotel fazenda a 6h de carro daqui foi foda – respondeu Flôr. Preferia ter ficado em Belém mesmo.
- Não faz mal. Contanto que tenha comida boa, silêncio e poucas crianças, por mim tá bom. Não sou eu que vou dirigir mesmo - provocou a amiga com uma piadinha.
Partiram imediatamente. Por sorte não havia congestionamento nem tráfego intenso na estrada. Chegariam em tempo de poderem descansar antes da ceia.
x-x-x-x-x
A chuva aumentara muito na estrada. Caía fortemente contra o vidro. Flôr dirigia devagar. Já estavam na estrada há quase 4h, e decidiram parar pra comer alguma coisa em uma loja de conveniência. Desceram do carro e entraram no friozinho da loja quase deserta em um posto de gasolina, logo no início da noite.
Pegaram alguns sanduíches de micro-ondas e deram para o atendente esquentar. Pediram café enquanto esperavam, e sentaram-se à mesa.
- As senhoras são corajosas de pegar a estrada logo hoje no meio da chuva. A maioria das pessoas já viajou e as estradas estão meio vazias. Pra onde as senhoras vão?
- Estamos indo pro hotel fazenda Parque Verde. – respondeu Flôr.
- Ah sim, muita gente passou pra lá. A senhora só tem que tomar cuidado pro seu carro não engatar por aí.
- Minha seguradora nos pega em qualquer lugar se acontecer alguma coisa, e eu revisei o carro – disse Flôr.
Terminaram de comer e voltaram para o carro. A chuva havia diminuído e melhorara a visibilidade. Ainda bem pois já havia anoitecido.
- Essa chuvarada deve ter atrasado a gente – disse Gabrielle.
- Pior que sim. Vamos ficar na estrada por mais ou menos umas 2h ainda. – disse Flôr, chateada com a chuva.
x-x-x-x-x-x
Cerca de meia hora depois, uma luzinha no painel do carro de Flôr começou a piscar. Gabrielle dormia. Flôr olhou de relance e constatou que era o aviso de que o tanque estava quase vazio.
- Não pode, eu enchi o tanque antes de virmos. Tem alguma coisa errada – pensou consigo mesma.
Gabrielle acordou com a parada do carro. Perguntou o que estava acontecendo, e a amiga explicou. Flôr desligou o carro e religou. Nada. Continuava piscando.
- Vou descer e ver embaixo do carro. Pode não adiantar nada mas é o que dá pra fazer – disse Flôr.
A moça desceu do carro e, ao se abaixar, espantou-se. Estava vazando gasolina. Contou à Gabrielle.
- Mas que merda, você nem bateu o carro! Será que dá pra se abaixar e ver direito?
- Dá sim.
- Deixa que eu vejo. – ofereceu-se Gabs. Vai logo ligando pra assistência. Você disse que tinha uma filial em uma cidade no meio do caminho.
- Tem sim. Caramba, logo agora que já escureceu...
Tentou ligar. Sem sinal. Gabrielle saiu debaixo do carro.
- Flôr... Não parece que o tanque quebrou. Parece que alguém enfiou alguma coisa nele pra fazer um buraco. – disse Gabrielle, espantada.
- O que?? Que absurdo! Deixa eu ver – e resolveu se abaixar pra olhar também. Realmente a amiga estava certa. Parecia que alguém tinha furado o tanque com alguma coisa de mais ou menos a grossura de um dedo. Pedaços de metal estavam virados pra dentro.
- Caralho, só o que faltava! O telefone não pega! Será que fizeram isso de propósito? - disse Flôr. Gabrielle não respondeu. Não sabia o que dizer.
- É melhor a gente fechar o carro e ir andando pela estrada. Essas estradas não são totalmente desertas. Sempre tem uma vila ou fazenda pelas beiradas. Em algum lugar desses deve prestar o celular. Ou então a gente pede pra usar o telefone e avisar a seguradora e os meus pais.
Pegaram as bolsas de dinheiro e saíram andando. Colocaram umas blusas de capuz por cima das roupas. Sorte que a mãe de Flôr recomendou que levassem isso pra uma emergência. Parecia absurdo levar aquilo mas no fim se provou útil.
Flôr ficou carrancuda. Não sabiam dizer se furaram mesmo o tanque de propósito, ou se haviam batido em alguma coisa sem perceber. Somente Gabrielle parecia estar achando alguma coisa divertida naquilo. Flôr perdeu a paciência e perguntou o motivo do aparente divertimento.
- Vamos ter histórias pra contar. Perdidas no interior do Pará, no meio da chuva, véspera de natal, com os monstros da noite à solta. O que achas?
- Nem um pouco engraçado. – respondeu Fôr rispidamente. – Tá escuro e a gente tá no meio do nada droga, debaixo dessa chuva que tá fazendo o favor de engrossar.
Andaram por uns 20 minutos e avistaram algumas casas na estrada. “Finalmente”, pensou Flôr.
- Anda, vamos parar embaixo daquela casa ali e tentar o celular. – disse Gabs.
Nada. Sem sinal. Resolveram bater na porta e chamar alguém. Sem resposta, embora as luzes das casas estivessem ligadas.
- Não devem querer falar com ninguém. Quanto espírito natalino. Vamos pra próxima. – disse Flôr.
A mesma coisa aconteceu. E na casa seguinte também. E na próxima.
- Tá isso perdeu a graça. Mas o que tá acontecendo? – disse Gabrielle.
- Não sei...eu... – Flôr parou no meio da frase, quando olhou para um lado e notou alguma coisa caída na margem da estrada, do outro lado. Uma pessoa.
- O que foi?- perguntou Gabrielle. Olhou na mesma direção e também viu o homem caído.
Ambas as moças congelaram.
- Você acha que a gente vai lá ver? – disse Gabrielle baixinho olhando pros lados.
- Eu não sei...o que você acha?
- Sei lá...talvez devêssemos ir, pra ver tá baleado, sangrando, ou ao menos vivo.
Flôr ouvia o martelar das suas pulsações. Aquilo era absurdo e horripilante.
- É, tá certo.
As duas foram, vacilantes e assustadas. Ao chegar ao lado do homem, viram que ele não estava sangrando. Mas estava muito pálido. Podia ser a chuva, mas havia algo a mais. Parecia tão estranho, tão sem cor...tão...sem sangue. Com certeza estavam morto, o que deixou as amigas espantadas.
Flôr decidir virar o homem de peito pra cima com um chute. Ao fazer isso, a cabeça do homem rolou, e viram dois pequenos furinhos no pescoço dele. Suaves e marcantes.
- Que porra é essa?! – disse Gabrielle.
- Lembra mordida de vampiro. Deve ser algum sádico. A gente tem que ligar pra alguém logo! Anda, vamos sair da margem da estrada. Se passar um carro a gente grita.
- Devíamos entrar numa dessas casas! Ver se tem um telefone. Eu não vou ficar parada esperando alguém aparecer depois de ver essa bizarrice! E se todo mundo aqui tiver dado no pé por causa disso?!
- Tem razão. Acho que essa casa aqui tá com a porta aberta. – disse Flôr.
Realmente estava. Entraram na casinha simples. Uma tv ligada, luzes acesas, com certeza haviam pessoas ali mais cedo, mas por quê não estavam? Teriam saído apressadas?
Chamaram. Ninguém respondeu. Procuraram por um telefone. Nem sinal.
- Droga Flôr, o que tá acontecendo...
Flôr não sabia o que dizer.
- Temos que ficar calmas... Vamos entrar em outra casa.
Saíram em direção à próxima casa. Estava chovendo forte agora, e ambas as moças estavam quase chorando, muito assustadas. Entraram na casa ao lado.
A cena que viram foi chocante. A mesa estava feita, provavelmente para a ceia. E haviam 4 pessoas mortas no chão. Uma mulher, um homem e dois rapazes. Todos com a mesma aparência, sem cor. As moças levaram um susto e se afastaram.
- Você viu isso?! A gente tem que sair daqui! Que droga.... – começou a dizer Gabrielle com a voz embargada.
- Será que eles também tem marcas no pescoço Gabrielle?
- Eu sei lá! Você não tá querendo ver não é?
- Lógico que tô! Eu vou entrar.
- Tá maluca?! Não...
Mas Flôr entrou na casa. Tremia olhando pra tudo aquilo. Parecia filme de terror. Aproximou-se do corpo caído mais próximo da porta, o do rapaz. Estava de lado. Bastou chegar mais perto pra ver as marcas no pescoço. Flôr não ficou pra ver os outros e saiu começando a chorar.
- Eles tem marcas... que maluco tá fazendo isso?! Deixa eu tentar o celular denovo pra ....
- Não vai funcionar.
Uma terceira voz de homem surgiu no lugar. As duas se assustaram e procuraram por quem falara. Ninguém.
- Quem tá aí? – perguntou Flôr, tremendo.
Silêncio.
- Quem tá aí?!– perguntou novamente.
- Eu disse que não vai funcionar o telefone. – respondeu a voz de homem. Suave, macia, juvenil.
As moças ouviram passos e um rapaz saiu das sombras de uma casa próxima. Era um adolescente, estava com roupas comuns, o cabelo vermelho molhado da chuva. Era muito branco e belo. Flôr não sabia se estava em pânico ou estupidamente fascinada.
Ninguém falou. Os três apenas se olharam.
- Eu disse pra ele não assustar vocês tanto assim. Mas é que ele é impulsivo demais. Não escuta ninguém. Se dependesse dele vocês iam passar metade da noite nisso até a gente aparecer. – disse o rapaz, aproximando-se.
As duas deram uns passos pra trás. Não sabiam se ficavam ou saíam correndo.
- Quem diabos é você? – perguntou Gabrielle com a voz grave.
- Meu nome é Armand. Muito prazer. Não precisa se apresentar porque eu já te conheço, Gabrielle.
As duas ficaram incrédulas.
- Como é que você sabe meu nome?!
- Nós estamos observando vocês duas faz tempo. Sabemos muita coisa de vocês.
- Nós? Tem mais alguém com você?
- Tem sim Flôr. Só mais um. Ele tá por aí...preparando mais alguma coisinha pra vocês, eu diria. – respondeu o rapaz ao mesmo tempo com um sorriso de diversão e reprovação.
- Observando a gente? Vocês estão seguindo a gente desde Belém?! – perguntou Flôr. – Então foram vocês que furaram o tanque do meu carro, seus loucos?!
- Ah não fui eu não. Mas admito que foi uma boa idéia. – e soltou um sorriso à meia boca malicioso.
As duas começaram a chorar e tremiam.
- O que vocês querem porra?! – gritou Gabrielle.
- Só passar o Natal...com vocês. – abriu um largo sorriso. As pequenas presas, finas e delicadas, ficaram totalmente expostas. As moças gritaram e saíram correndo.
Correram desesperadamente em direção às árvores. Metros à frente, olharam pra trás. O garoto tinha desaparecido.
Continuaram correndo e entraram no meio das árvores. Correram, e correram...até não aguentar mais. Pararam e quase caíram de exaustão.
Flôr chorava e Gabrielle estava em choque.
- Você viu aquilo?! Um vampiro! – disse Gabrielle, arfando.
- Isso... isso é loucura! Isso não existe!
- Que droga Flôr, você viu! Não parecia falso. E ele...ele definitivamente não era humano!
- Eu não sei mais o que eu vi...
- Ele disse que tinha outro. A gente não pode parar agora!
- Eu não consigo mais correr, nem você! Temos que pensar! – disse Flôr.
Ficaram atrás das raízes de uma árvore. Estavam assustadas, sujas, molhadas e perdidas. Literalmente. Não sabiam mais de que lado vieram e pra onde estava a estrada.
- O que a gente vai fazer? – perguntou Gabrielle.
- Eu...quer dizer...se eles são vampiros, pode ser que a luz faça mal. A gente devia se esconder. Esperar amanhecer.
- Ficar paradas? Aqui?
- Tem idéia melhor? – sussurrou Flôr.
- Não....- respondeu Gabrielle por fim.
Sentaram no chão e esperaram. Pelo sol. Pelo fim daquele pesadelo. E ainda não era nem meia-noite.
x-x-x-x-x-x
A noite só ficava mais sombria. Um frio horrível se instalara na mata. O único barulho eram os das gotas fracas de chuva nas árvores e mosquitos.
- A gente vai acabar morrendo. – disse Gabrielle.
- Sinto-me culpada por meter a gente nessa.
- Não é culpa de ninguém. Como a gente ia adivinhar uma coisa dessas? Nós...
Passos nas folhas. Ambas ficaram mudas e espreitaram.
Um rapaz loiro andava calmamente pela mata. Alto, de cabelos compridos, bronzeado. Também estava molhado da chuva. Vestia só uma calça comprida preta e botas. Parecia uma luz na escuridão. Era lindo e parecia uma assombração ao mesmo tempo.
As moças mal tinham coragem de respirar. Provavelmente era o outro vampiro de quem o tal do Armand falou. O rapaz parou alguns metros adiante da árvore onde as moças estavam escondidas e sentou em um tronco de árvore caída.
- Por que vocês estão se escondendo aí? Não adianta muito sabe. – disse o rapaz.
Nenhuma falou. Podia ser um teste.
- Andem, por quê vocês não vem falar comigo? Saiam daí de trás dessa raíz de árvore de uma vez.
Não tiveram escolha. Levantaram-se, trêmulas. Não tiraram os olhos do rapaz. Pânico e fascinação novamente se misturaram.
- Eu me chamo Lestat.
- O que você quer com a gente?
- Fazer uma surpresa. Estou passando meu natal com vocês, não estão vendo?
- Você é um...vampiro? – perguntou Gabrielle.
- Sou. Não precisam ter medo. Não muito pelo menos.
- Vocês mataram aquelas pessoas!! – disse Flôr.
- É...mas nenhum era santo, acredite. Os bonzinhos estão só dormindo. Por quê vocês não param de perguntas? Venham aqui comigo.
O olhar do rapaz mudou. Ambas não conseguiram fazer outra coisa se não obedecer. O rapaz levantou e elas o seguiram.
As amigas se olharam. Talvez aquela fosse sua última noite. Como amigas. Vivas. Tanto faz. Aquilo parecia não ter mais sentido nenhum. E se tivesse, não parecia ter um fim muito feliz.
Chegaram a uma clareira. Bem no meio tinha uma árvore não muito alta. Estava toda enfeitada. Tinha bolas, enfeites, brilhos. Como se fosse uma árvore de natal molhada de chuva. Bonita e surreal.
- Gostaram? Eu fiz pra vocês.
Nenhuma conseguiu responder. Lestat estendeu a mão.
Flôr começou a andar. Parecia hipnotizada. Gabrielle segurou o braço da amiga. Flôr puxou o braço e continuou andando.
- O que você tá fazendo?! - gritou Gabrielle.
- Só quero ficar um pouquinho com ela.
Quando Flôr se aproximou, o rapaz a abraçou e cravou os dentes no pescoço da moça. Gabrielle começou a chorar e caiu de joelhos.
- Logo você também vai saber o que é isso, querida Gabrielle. Mas não por mim. Já peguei o que era meu.
O vampiro loiro carregou a moça nos braços e levitou. Foi levitando, cada vez mais alto...e sumiu na copa das árvores. Gabrielle ficou ali, sozinha, com aquela árvore estranha. Não sabia o que fazer. Esperava acordar a qualquer instante daquele sonho louco.
Silêncio. Segundos se passaram. Talvez minutos. Ou horas.
Solidão.
- Não fique assim. Ele não vai machucá-la. Nem eu irei machucar você. – disse a voz suave e juvenil novamente.
O rapaz jovem e ruivo saiu andando de trás da árvore enfeitada, também com um olhar diferente. Gabrielle, neste momento, sentiu o medo desaparecer aos poucos. Sentiu uma atração imensa por ele, o coração pulsando alto. Ele estendeu a mão e Gabrielle se levantou, sem restrições. Seria isso que Flôr sentiu pelo outro vampiro loiro? Um desejo incontrolável? Não sabia.
Só sentiu o rapaz pegar sua mão abraçá-la, sentando no chão com ela no colo, debaixo do chuvisco. Beijou-a no pescoço, e Gabrielle, num misto de fascinação, descrença e afeto por aquele que se chamava Armand, adormeceu, perguntando-se se ela e Flôr teriam a chance de conversar sobre tudo aquilo no dia seguinte, como velhas amigas. Ou se tudo não passava de um sonho maluco de natal.





Feliz natal querida, espero que goste! Beijos <3
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/24/2012, 8:19 pm

AHHHH QUE COISA MAIS LINDA, FADS *-* amei, amei, amei <3
Muito tudo, sério, adorei que você tenha me tirado *-* muitíssimo obrigada, feliz natal pra você minha flor <3

Só temos um problema agora, pessoal... o amigo secreto empacou, porque minha amiga secreta também é a queridíssima Fleur! \o/

Meu presente é uma carta interceptada... essa aqui:


Ma Chérie,

Eu sei que já faz algum tempo desde a última vez em que lhe escrevi, e que você provavelmente deve achar que eu desisti de dar-lhe esses pequenos detalhes sobre minha nada entediante vida imortal, mas não pude deixar de lhe contatar mais uma vez.

Mas devo lhe avisar desde já que não há motivo para alarde ou preocupação; não estamos a beira de um colapso da civilização, eu não deixei outro idiota psíquico tomar conta de meu corpo e, dieu merci, o demônio não convidou-me novamente para uma aventura no céu e no inferno, e não vejo uma bruxa ou um taltos há anos.

Tampouco nenhum de meus amigos imortais deixou de existir; David e Armand ainda estão por algum lugar desse imenso mundo, em algum lugar, Marius e sua amada Pandora continuam a deslumbrar o coração de mortais e imortais por onde passam, Gabrielle... Gabrielle sempre está por aí, em um lugar onde eu não posso alcançá-la, e Louis, espantosamente, permanece ao meu lado. Nada de realmente extraordinário aconteceu nos últimos anos.

De certa forma, esse é exatamente o problema. Eu estou entediado. Tédio e Vampiro Lestat são coisas que nunca se deram e nunca se darão bem. Tédio e vampiro Lestat significam perigo, ao menos para alguns pobres mortais desavisados.

Oh, eu sei o que você está pensando, e uma palavra apenas: não. Não sou tão simplório, chérie. Não lhe escreveria apenas para lhe contar sobre alguns assassinatos ordinários ou não-tão ordinários. Isso é rotina, e eu estou farto de rotina. Eu estou entediado.

Meu problema, chérie, é que me pego sentindo falta de ter uma cria. Eu sei, eu sei, você não precisa começar com o discurso de que Mona foi criada há apenas alguns anos, assim como David, de que sou irresponsável, de que eu adoro ser uma fonte comunitária de sangue para novatos e não-novatos. Eu já sei disso, assim como você. Citar regras só vai fazer-me mais ávido para quebrá-las, e você sabe perfeitamente disso.

Deixe-me contar-lhe sobre minha mais nova candidata a imortalidade. Quero deixar claro a você que não irei forçá-la – sim, ela – a coisa alguma, se ela assim não quiser. Irei apenas conversar com ela e contar-lhe o que eu quero fazer. Não penso que ela iria aceitar de primeira – quem o faz? – mas isso não irá impedir-me de visitá-la e propor-lhe minha oferta repetidamente. Louis sempre se zanga quando eu lhe digo isso, mas no fundo ele sabe que esse sou eu, o perfeito demônio a se recuperar.

Você deve lembrar-se que eu, Louis e David passamos um carnaval no Brasil durante a década de noventa. Eu sinto falta daqueles tempos; a tecnologia atual me conquista completamente, mas havia certo encanto naqueles anos. Mas estou me desviando do tópico novamente, eu sei. Nosso carnaval no Brasil. Louis, às vezes, visita o Brasil comigo, para ver as pessoas, de uma variedade sem igual, ou apenas toda a riqueza e diferença de cultura concentradas em um só lugar.

Mas confesso que visito o Brasil sozinho mais vezes do que poderia contar. Na minha primeira visita com Louis e David, visitei apenas o Rio de Janeiro, mas nas outras vezes, gostei de visitar alguns lugares no Norte. Maranhão, Tocantins, Pará. São apenas lugares onde gosto de ir às vezes para passar o tempo, e foi em uma das minhas andanças noturnas eu a vi.

Após vê-la algum tempo, não pude deixar de segui-la e descobrir mais sobre ela. Eu até sei o termo que você usaria para meu comportamento, chérie, uma dessas palavras da era da internet que você adora usar –stalker. Acho que você não cometeria um engano fazendo-o. Mas como eu dizia, comecei a segui-la e a conhece-la.

Ela, como uma candidata ao sangue negro não poderia deixar de ser, é uma beldade, de pele morena e cabelos longos. Observei que ela sempre aparenta ser muito simpática a todos ao seu redor, e ser bem querida entre seus amigos.

Oras, esse é um perfil comum, eu sei que é o que você está pensando. Sim, eu sei que é. Mas há... algo mais nela.

Ela é uma daquelas pessoas que é muito mais do que deixa de transparecer. Ela tem uma energia e um vigor que, nesses meus dias de tédio sem fim, me animaram imediatamente. Ela possuí essa perseverança, essa vontade de ser tantas coisas e essa vontade de lutar por elas, essas características que sempre me fizeram amar os mortais.

E ela é tão deliciosa paradoxal, chérie! Ela contrabalança alegria e tristeza, euforia e depressão, paixão e ódio de uma maneira fascinante. Ela é tantas coisas, e não aparenta sequer notar isso. É sempre mais difícil notar nossas próprias falhas e qualidades, eu sei. Ela é desafiadora de se entender. Eu sempre amei um bom desafio.

É por isso que escrevi-lhe agora, chérie. Considere-se com sorte; não estou no espírito de contar minha vida para muitas pessoas, imortais ou não, desde que interrompi a narração das Crônicas Vampirescas. Mas sua companhia sempre foi estimada por mim, e não quis perder a oportunidade de lhe dar uma pequena amostra da minha mente nesse momento, sabendo que vou lhe deixar com certa preocupação. Posso até imaginar a expressão indignada em seu rosto neste instante, e quase posso rir da imagem mental. Eu simplesmente amo isso!

Como não quero que você se intrometa em meus assuntos, receio não poder lhe dar o nome de minha candidata, mas posso apenas lhe dar uma pequena dica... flores de fogo provocam-me uma euforia sem igual.

Provavelmente, eu estarei batendo na porta dela no instante em que esta carta estiver em suas mãos, chérie. Eu sei que você tentará me contatar, mas não espere uma resposta tão cedo.

E como sei que você comemora o feriado cristão mesmo sem realmente acreditar nele (chérie, você também é tão adoravelmente contraditória que um dia ainda lhe convencerei a aceitar o sangue negro), lhe desejo um feliz natal; pra você, pra mim, e pra minha Flor de Fogo.

Lestat de Lioncourt
24/12/2012


Queria agradecer a Ayame, porque eu estava sem ideia nenhuma sobre o que escrever e ela me deu essa sugestão.

Espero que você tenha gostado Fads, fiz de coração, feliz natal <3

_________________
“E assim, estendemos a mão para o caos furioso, apanhamos alguma coisa pequena e brilhante e nos agarramos a ela, dizendo para nós mesmos que ela tem significado, que o mundo é bom, que não somos a encarnação do mal e que no fim iremos pra casa.”

-
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"Estaria sempre dividido. Sempre haveria a dor. Dor e prazer interligando-se e moldando-o, mas um, na verdade, jamais se sobrepondo ao outro; nunca haveria paz."



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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/24/2012, 8:40 pm

s2 CHORANDO LITROS DE EMOÇÃO!!! s2

Amei Gabs *----* Amando Lestat ever *----* que coisa linda a gente se tirar *-----*

Agora pessoal, alguém se habilite pra continuar santa
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/24/2012, 8:58 pm

Já que empacou, eu continuo XD

Bem, minha amiga secreta é a Lailla! *\O/*

Fiz uma art pra você, mas como o arquivo ficou grande, vou deixar o link ^^

http://2.bp.blogspot.com/-qilvHlQ3Dn0/UNi3dB7EsdI/AAAAAAAACJI/uwyOuq5FOlg/s1600/Armand.png

Feliz Natal, linda *-*
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/25/2012, 4:59 am

Ain, o Mandie *-*
Que lindo, adorei!
Obrigada, Vic I love you


Por novidade acabei por não pegar a Foxy esse ano xD
A minha amiga secreta dessa vez é a Lumi o//

Como de costume, fiz uma arte, que esse ano é pra ser tipo um cartão de Natal. Tem a Akasha, caso alguém não reconheça, que acho que é dos personagens preferidos da Lumi, se não me falha a memória.

Espero que goste Very Happy

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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/25/2012, 11:54 pm

Adorei, minha favorita Musa. *.* Thanks Lafa.

Meu amigo secreto é um dos caras mais loucos do Forum.

Malk. cheers







Vi tantas vezes a cabeça de cavalo este ano no avatar do Malk que so conseguia pensar em poderoso chefão.
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/26/2012, 5:26 pm

=

Então, é sempre um paradoxo
num da pra saber se é melhor tirar gente nova ou da antiga né
Diferente do ano passado que titei o mais antigo
Essa ano tirei uma das New Fangs!!

Bom...como as meninas já sabem eu não consigo só fazer uma ilustração
normalmente tenho que criar uma situação pra encaixa-la.

Bom, já tinha a ideia era fazer uma princesa, daí quando vi seu avatar
isso me fez concretizar a ideia.
basicamente ela é filha da Loucura que ficou governando seu reino
já que a mamãe decidiu "cair no muindo" (( e tem um texto que escrevi, mas num sei classificar o que ele é XD~ ))



Princesa Loucura

Em sua cadeira escritas estão
As palavras e profecias
De dias que ainda virão.

Sangue fraco, demência e escuridão.
Medo, devaneios e o desespero da solidão.

Pelo mundo sua mãe anda
Levando lúgubres visões de destinos cruéis
Febre e loucura nos aguado
No futuro em abonança.

O futuro porém, não podemos temer
Às sombras a luz há de cobrir com seu resplendor
Da forma mais difícil aprenderemos
A em comunidade conviver
E de nosso próximo não mais ser matador.




Acabando com o "mistério" (!?) Minha amiga é Ísis Maluca
(( que fez ficar doido por 2 dias sem saber quem ela era )) \o/
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Ísis Draculea
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/26/2012, 7:03 pm

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...Malk, eu adorei o presente, ficou muito bem feito mesmo - e não sei porque, já tinha a intuição de que era tu que tinha me tirado - e quanto à loucura, bom, você acabou acertando, loucura é uma constante na minha vida cyclops

O meu sai daqui a pouco só vou fazer isso em outro comentário porque senão vai ficar imenso...
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Ísis Draculea
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/26/2012, 8:30 pm

Bem pessoal, eu não vou contar quem é o meu amigo secreto agora, na fanfic mesmo já dá pra saber quem é, mas antes uma dica: é uma veterana que andou sumida do fórum mas que retornou recentemente - e pra mim, era uma novata até criar vergonha na cara e ler o tópico de apresentação dela no fórum (falar nisso, mals ae galera, não vi a existência dele quando me cadastrei aqui Razz ) - e gostaria de pedir desculpas ao nosso fã clube do Armand caso alguma coisa não fique bem feita, eu não passei da biografia do Lestat, mas vamos ao que interessa...


Olá, meus caros amigos, como vão?Espero que tão bem quanto eu. Bom como alguns de vocês já sabem, meu nome é Ísis Draculea (ih, não estão sabendo? Dá uma olhada aqui http://migre.me/cyhmx ) e estou no mundo desde antes das cruzadas, o que me faz uma vampira antiga e cheia de histórias, mas essa não é uma história minha. É de um amigo meu.

Bom, como vocês devem saber, tenho muitos amigos vampiros e essa história pertence a um dos mais próximos e complicados de todos: Andrei, também conhecido como Armand. Diga-se de passagem, uma das maiores cagadas de Marius de Romanus e também a mais interessante. Sim, porque o Andrei é irritante e crisento, mas ao mesmo tempo, é um perfeito lord e um vampiro de muito mais fibra que seu criador. Nos damos bem, é verdade, mas não podemos conviver muito, porque ele e Lestat tem uma relação de amor e ódio e o meu relacionamento com o Lestat...Bom, deixa pra lá, não vem ao caso, aliás, ele nem está nessa história, o fato é que me espantei quando o Andrei saiu lá da Ilha para vir até Timișoara para falar comigo. Melhor, me pedir um favor. Ele queria que eu encontrasse uma vampira de quem eu ouvira falar. Uma vampira russa por quem se interessara, mas como tinha uma vida intinerante, ele não conseguira contato com ela. Ela costuma assinar seus recados usando um título que acredito ser de uma obra do Ian Fleming, em francês, eu acho, "Da Rússia Com Amor" (que no Brasil virou "Moscou contra 007", não sei por que...) e tem o nome da filha mais famosa do Klaus Kinski e é um verdadeiro camaleão, desde que popularizaram tintas para cabelo e afins...

_E por que você não vai procurá-la?

_Porque ela está sempre de mudança e tenho meus negócios, você sabe.

_Entendo... - Resolvi calar meu sarcasmo.Usá-lo contra ele é fria sempre - E por que você acha que tenho tal disponibilidade, Andrei?

É claro que ele não gosta que eu o chame assim, mas não consigo e ele sabe disso. Por isso prefere fingir que não ouviu nada.

_Porque você não iria perder a oportunidade de fazer um belo tour mundo afora, principalmente se eu financiar metade dele.

De fato, ele estava certo. Eu sentia saudades de casa, é fato, mas...Bom, eu estive realmente em casa, ainda que dormindo...Ah, vocês me entenderam!

_E o que quer que eu faça quando encontrá-la?

_Tente entrar em contato com ela, ajude-me a chegar até ela. Conte sobre meu interesse e tente fazer com que eu e ela nos encontremos.

Respirei fundo. Tentar fazer esse tipo de coisa nunca foi meu forte e não queria que desse errado. Só iria deixar mais complicada nossa já complexa relação...Mas isso não queria dizer que eu não iria deixar de provocá-lo um pouco rs...

_O que tanto te interessou nela, mal pergunte?

_Ela é uma imortal interessante, bela, atraente, temos coisas em comum e NÃO, NÃO É PORQUE A SELENE ME DEIXOU PARA FICAR COM O TARCÍSIO.

Filho da mãe...

_Tá legal, eu te ajudo. Vou começar pela terra natal de vocês, é onde as referências são mais fortes e se não a encontrar por lá eu peço informações, OK? Eu parto depois de amanhã.

Ele concordou. Foi então que percebemos nossa sede e resolvemos sair para caçar. É divertido, é fato, mas me sinto mais à vontade com o Lestat...Passamos boa parte da noite na rua. Ele me deixou no meu apartamento e foi para algum lugar. Não me perguntem onde, eu não sou a babá dele. Fui cuidar da minha vida: minhas malas, documentos, contatos em alguns lugares (sim, porque hotel para uma vampira feito eu, que permanece escondida, é o lugar mais complicado do mundo!) e um roteiro de viagem mais ou menos pré definido.

No dia combinado eu parti. Passei os últimos dois meses rodando o mundo. Rússia, Ucrânia, minha terra natal (Romênia), Alemanha, França, Itália, Portugal, Estados Unidos...Até que um amigo me deu uma pista quente: Santo André, no Brasil. Segui até lá e sim, esse meu amigo estava certo. Lá estava a vampira que eu procurava. Fiz o que Andrei me pediu (tenho que me educar a chamá-lo pelo nome atual ou isso ainda vai me dar problemas...). Entrei em contato com ela. Comentei sobre Armand (ae, consegui!) e ela deu a resposta que ele esperava: sim, ela queria se encontrar com ele. Entrei em contato com ele e ele me pediu que esperasse e de fato esperei...Um calor insuportável, diga-se de passagem (e pensar que larguei meus 15 graus negativos pra quebrar um galho de um vampiro!) e tive que esperar até o Natal, quando ele chegou. Tratou logo de marcar um encontro com ela em um restaurante (kkkkkkkkkkkkkkkkk...) e me tratou friamente. Tudo bem, Armand, eu sei o que vocês querem, não vou bisbilhotar vocês.

No dia marcado, saímos os três, eu sempre a uma distância razoável deles (ou vocês acham que eu ia perder a chance de me divertir um pouco?) e os observava. Eram um belo casal, sem dúvida. Me lembravam os boiardos de minha terra, um Caravaggio ao lado de um Botticelli, imortais como as noites, frios como os invernos de minha terra e fascinantes como apenas nós, os vampiros, podemos ser. Eram um casal perfeito e Armand estava enfeitiçado por ela e vice-versa...

Bom, não sei como terminou a noite dos dois. Armand não me ligou sequer para agradecer o presente de Natal que lhe arrumei e também não fiz questão de ligar de volta, vou deixar que algum sentimento nobre tome conta da vida deles, não vou me intrometer. Quanto a mim?Bom, tomei o primeiro voo de volta para casa. Eu estivera sendo seguida a viagem inteira. Não, não era Andrei ou Lestat, ou Louis ou quem quer que fosse. Era alguém que eu conhecia e de quem me distanciara há séculos. Quem me colocara nessa vida imortal e insana. Eu sabia que ele estaria me esperando em casa, o homem de pele branca, olhos claros e cabelo negro revolto que me tornara o que sou: Alexandru de Timiș. Meu criador, meu esposo e meu eterno adversário...

Para encerrar, eu gostaria de agradecer ao And...Armand por ter me colocado nessa história. Durante o período em que me aproximei daquela vampira, entendi o porquê de seu interesse por ela, ele não mentira ou exagerara em nada: Natacha Jakimiak era realmente bela, atraente, interessante, com muitas coisas em comum comigo e muito bacana e divertida.Realmente, vale a pena sair da Ilha da Noite e enfrentar 15 graus negativos em Timișoara para ter uma chance de encontrá-la. Só espero que ela aceite a minha amizade com a mesma boa vontade que aceitou o desejo de Armand por ela.


Ah, abaixo vão aqui duas fanarts pra você, Natacha. OK, eu não desenhei - como já disse: faço uma linha reta ficar torta usando régua - mas achei um site que quebrou bem o galho pra mim. Pegue a mais bonita e aproveite!







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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/26/2012, 9:49 pm

Ahhhhh *u* Que lindo Ísis! Amei demais! O conto, as fanarts... tudo! Obrigada mesmo Armandete feliz! USAHSUHSUAHUSH'' Nem tem como não aceitar uma amizade vampiresca de primeira Wink Vou salvar td aqui no pc, achei demais!
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/26/2012, 9:57 pm

Chegou a minha vez, vamos lá! Ok, sobraram poucas pessoas que ainda não foram tiradas.... Então nem tem como fazer suspense *snif snif* Tirei uma moça... Morena... veterana... Rufem os tambores porque o meu presente vai pra Foxy!

O começo
Apreensiva por nunca ter estado em um especialista na saúde mental penso no tipo de coisa a que se submetem esses profissionais. Sala de espera; Uma pessoa, outra... Mais outra e algumas outras tantas que não quis enumerar por medo de descobrir quantos olhares vagos perdidos em seu infinito particular poderiam estar ali. Cabisbaixa e com mãos suadas ouço clara e aguda a voz da doutora que me chama com certa impaciência; O ultimo paciente se demorou a sair, o que aumenta mais ainda minha apreensão.

Uma mulher com pouco mais de cinqüenta anos. Uma estranha a me interrogar por detrás daquele divã, a única mobília bonita do local. Conto desajeitada o que me perturba e espero alguma interrupção para algum comentário ou pergunta. Nada. Imerge daquele silêncio caustico o som do telefone, era a recepcionista da clinica informando uma emergência com um paciente rebelde. Tendo que me deixar esperando por alguns minutos forçando uma simpatia incômoda ela se desculpa e sai da sala rapidamente prometendo voltar tão rápido quando possível.

Não; Não, eu devia sair dali eu não tinha nenhum problema mental, tinha de haver outra explicação! Pesquisei sobre simbologia e sonhos, paranóia e outras explicações racionais, mais sabia por intuição que não era esse caminho. Talvez seja algo espiritual achei. Saindo de lá quase despercebida entre aventais brancos e pessoas com suas particularidades estranhas, me alivio ao perceber o passar despercebido.

Chegando a rua de minha casa me deparo de sobressalto com uma moça de cabelos negros e cacheados, de baixa estatura o que lhe conferia o semblante de fragilidade. “Uma verdadeira boneca” pensei, mas nunca a vi por aqui, nem mesmo o rapaz moreno muito alto de contraste a sua frente, tanto pela altura quando por seu tom dourado de pele. Não vi seu rosto, mas poderia ser um rapaz tão lindo quando ela. Ah...Teria sido uma bela visão. Hoje vejo com clareza como os fatos se sobrepuseram.

Na mesma noite decidi que iria me prender ao sonho, iria ver aquele quem ou o que me angustiava tanto ao acordar. Assim o fiz, com técnicas de relaxamento e um pouco de medo fui dormir. Precisava saber o que era que acontecia comigo. Durmo e novamente tudo se repete. Lindas estepes ao meu redor, e alguém a me segurar pela cintura por detrás do meu corpo, esse rapaz... Sim era um rapaz que me segurava! Esse rapaz se despede e alçamos vôo. Cama, escuro, madrugada, meu quarto igual como o deixei antes de dormir.

Semanas se passaram dessa forma, sonhando e juntando pedaços com anotações desnorteadas. Teria fim próximo essa agonia.

Férias. Arranjando tempo livre para descansar e dormir, pude ver mais focar nesse sonho. Um rapaz conversa comigo muito intimamente. Algo que me perturbava e me deixa impaciente, acordando então com uma terrível angústia. Mas como todo descanso um dia vira tédio, aceito o convite de ir a uma festa conhecida da minha antiga cidade.

Musica, agito a multidão frenética sem sentido individual, um conglomerado animalesco formando esse todo, essa festa. Talvez tivesse bebido demais, pois jurava que tinha visto a “moça boneca” acompanhada de um rapaz louro de estatura média à alta, muito bonito porem pouco adequado ao local com seu rosto aristocrático.

Voltando para casa ao amanhecer e me entregando a um sono de ressaca, abro caminho àquele sonho... Nós não alçamos vôo nesse sonho, eu ria deliciada. Acordada. Com enorme espanto me deparo com a moça boneca, com trajes elegantemente antiquados em suas enormes rendas deixando a mostra o colo pálido. Aquele lugar não era meu quarto, aquelas cobertas acetinadas me eram estranhas e a maciez daquele travesseiro muito diferente do meu; Essa cama tinha dossel, onde eu estaria meu deus?!

- Acalme-se Natacha- dizia a moça com tom tranqüilo, tenro.
- Cala a boca! O que é isso? Mas... O que?- me interrompo ao ver o moreno ali ao fundo na escrivaninha do quarto sentado diante de diários e um tinteiro. Pena na mão.
- Quem são vocês afinal? Porque estou aqui? Como me trouxeram?- um real vômito de perguntas descontroladas. Enquanto dizia isso olho para os lados e levo um real susto. Tinha mais um homem no quarto encostado na cabeceira da cama.
- Shhhhhhh!- O único som vindo daquele homem que agora vinha compassadamente em minha direção;
- Saia daqui! Não se aproxime de mim!- digo indo vagarosamente para trás.
- Você irá entender... Vai...- diz esse homem agora mais próximo de mim se revelando um rapaz pouco mais velho que eu. Com tom de suplica e pesar enfim ele para diante de mim. Temerosa que aquelas pessoas poderiam ser de algum esquema de trafico de mulheres, achei melhor ficar parada, não sabia do que eles eram capazes. Rapidamente, o rapaz me segura com ambas as mãos pelos braços, que pressão estranha ele fazia em minha pele. Pensei que fosse morrer aquele momento baixei a cabeça e respirei fundo.
- Não se preocupe, não tenho intenção de lhe inferir algum mal.
Tranqüilo, como ele me parecia tranqüilo e sincero no que dizia. Mas, eu tinha medo.
- O que você vai fazer?
- O que venho a lhe prometer a tempo demais.- dentes no meu pescoço, que dor aguda... As estepes, novamente o rapaz a me abraçar que era ele... Armand, não Andrei, assim eu o chamava. Todas as promessas voltando como em filme, a sua proposta para a eternidade, minha duvida e meu sim. O que ele era, oque eram aquelas pessoas. David, Foxy e Lestat o rapaz louro. Estamos nas estepes, naquele momento me volta a memória de ele ter me escolhido dentre suas vítimas para ser sua cria pelo meu apreço por nossa terra mãe, a espera para minha transformação por causa do que Lestat havia dito sobre não querer mais imortais fracos para o dom da noite.

Bebedora de sangue. David me explicara que o pequeno roubo de sangue em doses baixas poderia passar despercebido para mim caso não fosse preparada para o dom das trevas, eu poderia considerar somente sonhos ou delírios. Na primeira “refeição” me sai bem com a ajuda de Foxy e póstuma Armand.

- Foxy como foi sua transformação?!- digo após notar que o vento se agitava nas arvores nas ruas de nova orleans.
- David me conheceu ainda humana, não teve coragem de me transformar e Lestat o fez e aqui estou!- disse ela com largos movimentos propositalmente teatrais me fazendo rir.
- Um cavalheiro da Talamasca!
- De fato. Você já terminou de ler as crônicas?- disse ela sem disfarçar sua curiosidade.
- Sim, já tinha ouvido falar e vi muitas coisas pelas visões de Andrei mais não sabia de tudo isso.- interrompo-me para formular uma pergunta- Foxy, você não está naquelas crônicas, como deduzi você foi transformada depois da morte de Merrick, e Rowan? Oque houve com ela?
- Ela nunca foi transformada, continua com Michael e o centro médico Mayfair- diz em tom de graça.
-Hm, entendi. Existem mais que foram transformados depois de você?
-Claro!- uma explosão de nomes- Fernanda, Fleur, Jaja, Laila, Lucy, Malkav, Ísis, Susane, Felipe, Victorie e tantos outros!
- Uau! Isso daria muito mais crônicas Foxy!
- São histórias esperando para serem escritas.
- Talvez um dia eu as escreva quem sabe!!!- animo-me com a idéia.
- No prazo da eternidade- ria-se da ironia.


Assim foi como entrei na vida eterna, mantive em segredo por muito tempo, não mais suportei Andrei assim como seu mestre não manteve Pandora. Como se deu nosso “tratado de paz” renovado se deve a outra bebedora de sangue. Nesta noite de Natal, eu e Andrei estamos a mandar um Feliz Natal a todos e em especial à Foxy, que despertou-me a vontade de escrever nosso legado imortal, a Lestat que enfim não me matou e a todos filhos da noite eterna. Faremos a nossa ceia junto a mortais aqui no centro de Moscou e veremos que banquete nos espera.

De La Russie, avec l’amour.

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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/26/2012, 11:13 pm

OWNTI que amor. Eu adoro a Rússia sabia? E David.. Ah, David, meu amor. Só detalhe, apesar de morena naturalmente, atualmente eu sou ruiva :p

Enfim, primeiro eu queria me desculpar pela baixa qualidade do meu presente, prometo escrever algo depois e dedicar à você...

Minha amiga secreta é uma garota...
Ela é desses membros inconstantes...
É muito amável e fofa....

Gosta do Louis... E é... A Susane!


" É o céu, pano de fundo soturno das histórias amaldiçoadas.

É a noite estrelada, sombria ou apenas escura. É a sorte, a má sorte.

A má sorte da beleza, por grande força agraciada. É a sobrevivência do fraco.

São duas esmeraldas sangrentas, envoltas em palidez. São joias raras de melancolia, banhadas em tão poderoso liquido.

É o negrume mais espesso que a névoa da noite. É uma languidez felina, uma desenvoltura quase feminina.

Era fé. Fé no homem. Fé em si. Era fé no mundo. Fé no Deus. Fé numa Era. Fé numa ideia.

A Fé numa força de vontade inexistente. Crença numa bondade interior, a crença num castigo de horror.

Foi amor. Amor revestido de não-saber, de querer, de possessão e paixão. É amor invadido, ousado, pervertido.

É tempestuoso, insólito e amoral, é amor na sua mais cândida forma imortal. Quando parece cessar, quando parece parar, renasce, revive na fria risada fatal.

Foi revelar, esconder e dissimular. Perigoso, estimulante, um frio cortante de incertezas. É rudeza e gentileza.

Sentia-se que sim. Pensava-se que não. Sobreviveu apenas pelo medo, e pelo isolamento da solidão.

É um convite aberto à perdição. As contradições abertas e pulsantes. É incomum e degenerado, por mais repelido, nunca é abandonado.

Ainda que desejo amargo, pinicar irritante, é forte. É equilibrado. É a linha de conexão entre o megalomaníaco e o megalodepressivo. É amor, louco e amoral. "


Espero que goste Very Happy
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/27/2012, 7:45 pm

É lindo Foxy... embriagante e apaixonado!


Vamos la... meu amigo oculto é um fofo e querido de todos... é meio bravo as vezes, ele é que bota ordem na casa e é quem começou tudo isso...
Meu amigo oculto é o Jaja

Eu escrevi uma "coisa" pra vc, espero que vc goste Smile

Divagações de Lestat sobre Memnoch


Quando eu olho para as estrelas, para noite que me cerca com sua imensidão, eu fico pensando em como somos...

Não somente nós Vampiros, mas todo o mundo. O mal esta em cada passo, em cada olhar, em cada esquina.

Como pode uma linda e inocente criança ter uma doença como câncer? ... Ou como se explica o fato de milhares de pessoas morrerem tão dolosamente pelo fogo ou pela água?
O mal esta a espreita de tudo que existe? Será que nós Vampiros somos o menor dos males?

Será que o mal é gratuito e sem justiça? O que ou Quem pode controla-lo ou decidir como ou porque ele será infringido?

Se Deus existe como eu penso que existe, se eu realmente eu O vi naquela aventura, porque isso acontece? Porque temos que passar por isso?

E então me vem na mente que Deus é amor, e que ele ama muito todos nós... TODOS nós!
Minha mente é um turbilhão de ideias e duvidas... Mas tenho uma teoria que esta ficando cada vez mais clara para mim...

E se Deus for um Pai querendo repreender um filho muito amado e ensina-lo o caminho correto?

Deus ama muito Memnoch, O Anjo Caido.

Minha teoria é a seguinte: E se nós formos o anjo que caiu e se espalhou pela Terra, e se nós formos um Ser que precisa aprender uma lição de amor para poder voltar aos braços do Pai?




E quero lhe oferecer uma musica:

Fallen Angel - Uriah Heep

http://www.youtube.com/watch?v=A__uPMnHDtk

Espero que goste... Embarassed
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/27/2012, 8:52 pm

Adorei a "coisa" linda que vc escreveu, Su queridaaaa!!!

Obrigadúúúú!!!! cheers

******************************************************************

Bom...

A minha Amiga Oculta é uma verdadeira bonequinha!!!

E apesar de curtinha (desculpe querida) essa short fic foi feita com muito carinho!

E um agradecimento super especial a Frau Dead por ter feito a belíssima Art ao final.

Feliz Natal, querida!!! santa santa santa

*****************************************************************

Vic estava triste.

Andava pelas ruas brumosas e abandonadas daquele canto da cidade de New Orleans. O namorado a largara, seus amigos caçoavam dela e agora lhe viravam as costas.

Tudo isso porque ela gostava de se vestir de Lolita o tempo todo.

Porém era esta a sua válvula de escape para a vida monótona e chata que era a sua. De início as amizades apareceram nas reuniões de grupos e o seu namorado viera desse grupo. Tudo corria as mil maravilhas.

Mas ser uma Lolita em tempo integral, como ela tanto desejava, era algo fora da realidade para essas pessoas. Os amigos lhes viraram as costas e o namorado, vendo que ela tomava essa atitude estranha dera uma desculpa qualquer e terminara o romance.

Agora ela, infeliz, com o lindo rosto outrora tão perfeitamente maquiado, manchado pelas lágrimas. A roupa, sempre perfeita e imaculada, agora estava amassada e suja. Os sapatinhos em suas mãos.

Chegara a uma ponte que passava por sobre um rio. Aqueles passos que já vinha ouvindo há dois quarteirões mantinham o ritmo mas por várias vezes olhara por sobre o ombro e não vira a origem deles.

"Que se dane" pensou. "Quero mais é que me peguem mesmo. A vida não faz mais sentido. Me tomam por louca. Não me entendem..."

Qual era o problema em ser Lolita por todo o tempo? Para a sociedade seria só mais uma jovem seguindo alguma moda esquisita. Para ela porém era a libertação. Era a sua vontade, sua vida.

Na parte mais alta da ponte subiu no parapeito. As águas turvas e convidativas esperavam por ela. Ouvia ao longe os cantos natalinos de mais uma noite de natal solitária. Foram tantas... somente os dois últimos natais é que tivera a companhia deles... falsos amigos.

Contemplava agora do alto do parapeito as luzes das iluminações de natal da cidade, os sinos ecoando.

Dobrou os joelhos e pulou com força para frente.

Com surpresa, de repente via-se cara a cara com aquele louro lindo, de tirar o fôlego. Que olhos eram aqueles. Um brilho violeta. Uma sobrecasaca ao estilo antigo vestia-lhe tão bem como uma segunda pele. Os longos cabelos presos num rabo de cavalo displicente. Céus! Era o homem mais lindo que jamais vira!

Ouviu a voz em sua cabeça.

"Não tema, ma chérie. Você de fato quer ser uma Lolita por toda a sua vida? E que tal pela eternidade?"

Cravou delicadamente os dentes no pescoço de Vic e sugou, sugou e fez o milagre da transformação mais uma vez.

Lestat fizera mais uma companheira para si.

Agora New Orleans tinha uma mulher ainda mais linda vestida de Lolita em tempo integral. Vagando célere pelas ruas, fazendo suas vítimas. Aparecendo nos cafés e bares. A Lolita Perfeita!

Seu nome? Victorie de Lioncourt.





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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/27/2012, 10:30 pm

Nhoooo que fofo Jajá, adorei *----*

E você, mestra Frau, VOCÊ É UMA TRAIDORA!! hehehe
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/27/2012, 10:54 pm

Victorie de Lioncourt escreveu:
Nhoooo que fofo Jajá, adorei *----*

E você, mestra Frau, VOCÊ É UMA TRAIDORA!! hehehe

(ok, aproveitando a brecha e comentando aqui mesmo...)

kkkkkkkkkkkkk.... xD
Também te amo minha vampirinha... <3
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   12/27/2012, 11:31 pm

E assim encerramos mais um Amigo Oculto de Natal, galera.

Adorei, pra variar , o alto nível dos presentes aqui.

Se alguém quiser postar mais algum presente já tem um tópico aberto para isso.

http://ailhadanoite.forumeiros.com/t700-presentes

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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES   

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AMIGO OCULTO - NATAL 2012 - TROCA DE PRESENTES

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