A Ilha da Noite

Para aqueles que amam o maravilhoso mundo criado pela Mestra inigualável Anne Rice. Lestat, Louis, Armand, Marius, Mayfairs, A Talamasca... Todos estão aqui.
 
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 AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.

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Jaja de Lioncourt
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MensagemAssunto: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/21/2011, 8:45 am

Esse é o tópico do Amigo Oculto 2011 exclusivo para a entrega de presentes e comentários sobre os mesmos.


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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/23/2011, 8:05 pm

Começamos!

Agora é esperar que o Dead cumpra o combinado e comece. Tem até as 20:30. Senão, passa a vez pra outro.

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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/23/2011, 8:44 pm

Minha amiga oculta é a FLEUR DE FEU

De Vampiro para Vampira.



Levantei-me naquela linda noite onde a neve caía. Preparei-me para usar o Dom da Nuvem e sobrevoar a aldeia ao pé do monte, onde ficava a minha escondida moradia.
Era a noite de Natal. A minha noite favorita do ano. E quantas centenas de anos já haviam passado...
Minha diversão favorita nas noites de Natal era sobrevoar sorrateiramente pequenas cidades alpinas onde ainda se celebrava o Natal como se estivéssemos parados no tempo, dois séculos atrás.
Guirlandas de azevinho penduradas às portas. Vozes e tilintares de copos, taças e talheres. Gritos felizes de crianças a esperar a hora dos presentes. O maravilhoso cheiro de iguarias preparadas com carinho para as ceias. Na igreja central da cidade a meia-noite a cidade em sua totalidade se reunia para celebrar a Missa do Galo (nome curioso) e assistir a exibições de coros amadores, mas sempre lindos.
É. Lá estava eu agora, envolto em minha capa de veludo azul escura a me misturar com os transeuntes que se dirigiam para as suas casas, abraçados e felizes, quando ao passar por um beco ouvi, com minha audição sobrenatural, um soluçar baixo. Parei e olhei e vi o que poucos teriam visto. Um vulto de uma pessoa sentada de costas para o fundo muro. Pela ausência curiosa de cheiro de sangue, percebi que estava perto de um da minha raça, do sexo feminino.
Aproximei-me devagar e dando a perceber que estava me aproximando, como fazia sempre.
Ela me olhou. Os olhos sombreados de cristais rubros de lágrimas de sangue. Mas que bela vampira!
A cor de pele de um pálido amorenado, o que mostrava que quando viva tinha sido uma belíssima morena dos trópicos. Seu rosto de uma beleza estonteante. A boca super provocante. Ao sorrir devia ser ainda mais bela e sedutora. O corpo por baixo de seu manto parecia-me perfeito!
- Pare, por favor. – murmurou com uma voz soprano belíssima e suave. – Não se aproxime mais, nobre vampiro. – Pediu com olhos suplicantes.
- O que tens, ó bela dama. Por que a tristeza numa noite tão bela? – sentei-me ao seu lado tentando parecer o mais amistoso e receptivo o possível.

- Ora, Noites de Natal – disse com tristeza na linda voz. – Pois foi numa Noite de Natal que fui criada e amaldiçôo essa noite mais do que todas as outras de toda essa minha existência como vampira que fui transformada sem a minha anuência. Hoje sou um ser sem família e sem amigos. Solitária condenada a vagar pela eternidade...
E me abraçou pousando a cabeça em meu ombro chorando agora copiosamente.
Deixei passar alguns instantes para a bela desabafar o suficiente. Finalmente se acalmou um pouco e delicadamente lhe estendi meu lenço vermelho de seda. Ela o aceitou de bom grado.
- Qual o seu nome, bela dama? De onde você é?
- Meu nome e Fleur de Feu. Sou do Brasil, de uma cidade de clima totalmente diferente do desse daqui. De uma cidade do norte do país. Mas foi ao viajar, fugindo de casa para a Inglaterra é que foi meu mau destino. Lá é que fui capturada e transformada no que hoje sou.
Eu entendia a tristeza dela, uma vez que também fora transformado em vampiro contra a minha vontade. Poucos sabiam lidar com essa transformação como eu, usufruindo a melhor maneira possível das coisas boas, só matando o mal-feitor para me alimentar e conhecendo as coisas boas e belas, da arte e da cultura, sem nunca entrar em debates e confusões com outros do meu tipo. Às vezes travando contato mas mantendo cuidadosa distância. Gostava da vida que levava.
Tentei, com toda a minha eloqüência explicar a ela como vivia e como ela podia viver bemsem precisar ser tão infeliz.
- O que mais me incomoda – disse ela, me olhando fundo nos olhos – é a solidão. Tenho medo de me aproximar de outros da nossa espécie e ser maltratada. Não conseguiria nunca lidar com isso. Certamente seria destruída por alguém mais forte e de pouca paciência e modos.
Sim. Eu sabia que a maioria dos vampiros existentes eram assim. Eu possuía um dom que poucos da minha espécie possuíam. Emanei um calor de pura amizade e amor pela moça e vi que ela se acalmou totalmente e até esboçou um sorriso para mim.
- Venha comigo. – levantei-me ajudando-a a se levantar e a envolvi pela cintura alçando vôo. – Veja com os meus olhos as belezas do Natal.
Mordi minha língua e colei minha boca a dela por um breve instante, o suficiente para ela beber do meu sangue e vivenciar a experiência da noite belíssima de Natal que eu tinha passado.

Funcionou! Ela finalmente relaxou e começou a exultar com as belezas da cidadezinha que sobrevoávamos, cheias de enfeites e motivos natalinos. Senti que uma onda de felicidade invadia o seu coração.
Mais tarde, levei-a a minha biblioteca na minha casa, instalei-a em uma confortável poltrona e lhe falei de meus escritores favoritos.
- Você gosta de Poe? – perguntei no meio do assunto, pois ela era uma vampira apreciadora de bons autores modernos, porém parecia não conhecer os antigos.
- De fama – respondeu a bela. – Mas lhe confesso que nunca li nada dele.
Abri uma das minhas várias escrivaninhas e de dentro de uma gaveta tirei um papel em formato de pergaminho, manuscrito com o poema mais famoso do incrível e maravilhosamente gótico autor: The Raven – O Corvo.
Essa é uma versão do famoso poema escrito a mão pelo próprio Poe, a quem conheci já no final de sua vida.
Os olhos da vampira brilharam. Ela sabia apreciar algo tão precioso!
- Tome – eu disse – É seu. Fica como um presente de alguém que apreciou muito a sua companhia. Você fez da noite de hoje uma das minhas noites de Natal mais completas e felizes, pelo simples fato de lhe conhecer.
Ela emocioanada tomou a relíquia nas lindas mãos e delicadamente me deu um beijo no rosto.
Desenrolou o rolo com cuidado e com sua belíssima voz começou a recitar alto, com prazer e entonações típicas de uma vampira:






Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
"'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door-
Only this, and nothing more."

Ah, distinctly I remember it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow;- vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow- sorrow for the lost Lenore-
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore-
Nameless here for evermore.

And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me- filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating,
"'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door-
Some late visitor entreating entrance at my chamber door;-
This it is, and nothing more."

Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
"Sir," said I, "or Madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you"- here I opened wide the door;-
Darkness there, and nothing more.

Deep into that darkness peering, long I stood there wondering,
fearing,
Doubting, dreaming dreams no mortals ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word, "Lenore!"
This I whispered, and an echo murmured back the word, "Lenore!"-
Merely this, and nothing more.

Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping somewhat louder than before.
"Surely," said I, "surely that is something at my window lattice:
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore-
Let my heart be still a moment and this mystery explore;-
'Tis the wind and nothing more."

Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and
flutter,
In there stepped a stately raven of the saintly days of yore;
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed
he;
But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door-
Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door-
Perched, and sat, and nothing more.

Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore.
"Though thy crest be shorn and shaven, thou," I said, "art sure no
craven,
Ghastly grim and ancient raven wandering from the Nightly shore-
Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning- little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blest with seeing bird above his chamber door-
Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,
With such name as "Nevermore."

But the raven, sitting lonely on the placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered- not a feather then he fluttered-
Till I scarcely more than muttered, "other friends have flown
before-
On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before."
Then the bird said, "Nevermore."

Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
"Doubtless," said I, "what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master whom unmerciful Disaster
Followed fast and followed faster till his songs one burden bore-
Till the dirges of his Hope that melancholy burden bore
Of 'Never- nevermore'."

But the Raven still beguiling all my fancy into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird, and bust and
door;
Then upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore-
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt and ominous bird of yore
Meant in croaking "Nevermore."

This I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamplight gloated o'er,
But whose velvet violet lining with the lamplight gloating o'er,
She shall press, ah, nevermore!

Then methought the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by Seraphim whose footfalls tinkled on the tufted floor.
"Wretch," I cried, "thy God hath lent thee- by these angels he
hath sent thee
Respite- respite and nepenthe, from thy memories of Lenore!
Quaff, oh quaff this kind nepenthe and forget this lost Lenore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

"Prophet!" said I, "thing of evil!- prophet still, if bird or
devil!-
Whether Tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate yet all undaunted, on this desert land enchanted-
On this home by horror haunted- tell me truly, I implore-
Is there- is there balm in Gilead?- tell me- tell me, I implore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

"Prophet!" said I, "thing of evil- prophet still, if bird or
devil!
By that Heaven that bends above us- by that God we both adore-
Tell this soul with sorrow laden if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden whom the angels name Lenore-
Clasp a rare and radiant maiden whom the angels name Lenore."
Quoth the Raven, "Nevermore."

"Be that word our sign in parting, bird or fiend," I shrieked,
upstarting-
"Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!
Leave my loneliness unbroken!- quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my
door!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

And the Raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming,
And the lamplight o'er him streaming throws his shadow on the
floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted- nevermore!


*****************************************************************

O CORVO


Edgar Allan Poe
Tradução de Fernando Pessoa (1924)


Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo:
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais."

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, de certo me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo
Tão levemente, batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse os meus ais,
Isto só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.
Meu coração se distraia pesquisando estes sinais.
É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um Corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nenhum momento,
Mas com ar sereno e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais.
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho Corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o Corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".

Mas o Corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento,
Perdido murmurei lento. "Amigos, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais."
Disse o Corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas suas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entorno da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o Corvo, "nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta! -
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, e esta noite e este segredo
A esta casa de ânsia e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!"
Disse o Corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta! -
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida, se no Éden de outra vida,
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o Corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo", eu disse. "Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o Corvo, "Nunca mais".

E o Corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda,
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais.
E a minh'alma dessa sombra que no chão há de mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!




**********************************************************

The Raven no vozeirão de James Earl Jones:



santa FELIZ NATAL FLEUR QUERIDA E A TODOS OS AMADOS AMIGOS DO ILHA DA NOITE santa

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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/23/2011, 8:51 pm

Bom

Agora é esperar a Fleur postar o dela e por aí vai.

Sempre seguindo a ordem.

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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/23/2011, 11:22 pm

AIN JAJA que coisa mais linda, eu amei *.*
Muito obrigada mesmo, vc tbm é mto querido por mim s2 s2 s2

Bom, a minha amiga oculta é ARIEL CASTANEDA, minha dyva, amiga, companheira, ouvinte, soul sister, everything s2




Espíritos do Natal

Cristina acordou com a vista turva. Sentia uma dormência no corpo, como se tivesse dormido muito tempo. Abriu os olhos lentamente e visualizou um teto muito alto, ricamente ornamentado. Nada parecido com o teto simples de sua casa, último lugar onde lembrava ter estado. Será que bebeu tanto no jantar de natal que esqueceu o que tinha acontecido? Também não se lembrava disto. Olhou para os lados e viu uma pessoa deitada ao seu lado. Ariel.
Também estava desacordada.
Demorou para entender o que estava acontecendo. Estava deitada no chão, não tinha bebido, não estava em casa, e não sabia onde estava. E Ariel estava ao seu lado, mais estranho ainda.
Cristina se sentou e viu que estavam em um enorme salão, com várias lojas fechadas e corredores, tudo na penumbra. Sentiu uma pontada desespero.
Segurou os ombros de Ariel e falou:
- Ariel, acorda!
A amiga abriu os olhos devagar, e levou um enorme susto quando a viu.
- Mas o que é isso?! – parecia igualmente perdida.
As duas se olharam e começaram a conversar. Nenhuma sabia que lugar era aquele. E ambas estavam em casa normalmente antes desse absurdo acontecer.
- Mas você não se lembra de nada? – perguntou Ariel.
- Não... – respondeu Cristina.
- O que nós vamos fazer?
- Acho que devíamos tentar sair daqui, ou pelo menos descobrir onde estamos - respondeu Cristina sem muita certeza do que dizia.
- Eu sei o que está acontecendo. Estou sonhando. É isso, tem que ser – Ariel dizia querendo acreditar, mas no fundo sabia que aquilo não era sonho.
Cristina segurou as mãos de Ariel e as duas levantaram. Andaram pelo salão devagar, ouvindo apenas os sons dos próprios passos. Caminharam corredores e mais corredores de lojas, sem sinal de ninguém, subindo e descendo escadas. Fez Ariel lembrar de sonhos estranhos que tinha ultimamente, onde ela caminhava por lugares desertos, fugindo de alguém que a perseguia. Fazia muito frio.



Chegaram a uma escadaria alta e muito larga, o que parecia ser a entrada do lugar. Desceram e avistaram uma enorme baía sob um céu escuro e sem estrelas. Estavam em uma ilha. A estrutura do lugar era grandiosa, e com certeza era uma loja de departamentos de alto poder aquisitivo, mas diferenciada. Era um tanto... gótica, ou sombria. Nunca tinham visto um lugar daqueles. Em uma placa acima dos grandes portões lia-se:
“Bem-vindo ao Ilha da Noite”
- Ariel, isso tá me assustando. A gente não tem como sair daqui.
- Vamos procurar um telefone, ou coisa assim. Parece ser a coisa mais sensata a se fazer – disse Ariel mais séria que o normal. Parecia estar digerindo tudo aquilo, do mesmo modo que Cristina.
Voltaram para o salão principal, mais assustadas que no começo. Era algo completamente absurdo, sem sentido. Mas já que estavam nisso, não importava mais, tinham que dar um jeito de sair. Caminharam por um caminho diferente do anterior em silêncio, na esperança de encontrar um telefone, até que Ariel notou uma portinhola entreaberta, ao lado de uma pintura a óleo. O quadro se entitulava “Kiev, 1700”.
- Cristina, olha, tem uma portinha aqui aberta – disse puxando levemente a mão da amiga.
-É, tem uma luz lá. Devíamos ver.
Aproximaram-se do quadro. Não havia autor entitulado na pintura. Empurraram a portinhola e viram que ela dava em uma escada, tão bonita e ornamentada quanto todas as outras, mas não tão larga. Desceram lentamente, observando as outras dezenas de pinturas nas paredes. Eram cidades em diversos tempos diferentes, umas desconhecidas para ambas.
- Você acha que são todos da mesma pessoa? – indagou Ariel.
- Aparentemente sim. Tem um estilo bem parecido, e nenhuma tem assinatura. – refletiu Cristina.
Chegaram ao final da escada, e viram que estavam em mais um corredor. Porém a iluminação era diferente. A luz era mais avermelhada, mais fechada. E tinha uma fraca corrente de ar. Aquela não era uma parte normalmente acessível às outras pessoas, concluíram Cristina e Ariel.
- Tá ouvindo isso? – perguntou Cristina. – Tem uma coisa tocando.
Era verdade. Ariel ouviu um sibilo baixo, como se fosse uma música distante ou bem baixa tocando.
- Sim...acho que é som de piano...
Caminharam apressadamente pelo corredor seguindo o som. Ao fazerem uma curva, pararam de súbito. Havia uma mesa, semelhante a um pequeno altar, bem no meio do corredor.
Ambas olharam assustadas, pois aquilo parecia ser proposital, como se estivesse ali para que elas encontrassem. Aproximaram-se.
Em cima havia um grande vaso com flores laranjas e vermelhas, muito brilhantes. Aos pés do vaso, dois envelopes, ambos embaixo de pesos de papel. O primeiro tinha como peso um pequeno anjinho de porcelana, todo branco, exceto pelos cabelos vermelhos e pelas asas negras cuidadosamente pintados. Estava desnudo, e tinha um suporte dourado que parecia ouro puro. O segundo não tinha exatamente um peso de papel, mas sim uma caixinha de música menor que a palma de uma mão, de espessura fina. Era vermelho-sangue, e dentro exibia um desenho de uma menina de cabelos cacheados e dourados, sentada sobre um chão flores vermelhas.
Ambas olharam fascinadas, embora estivessem constantemente aflitas pela estranheza da situação. Pegaram os objetos e finalmente puderam ler ARIEL e CRISTINA em grafia vermelha nos envelopes.




- Cristina, vamos embora... – pediu Ariel, dando um passo atrás.
- E você que ir aonde? Nós finalmente encontramos alguma coisa, vamos ver o que é.
As duas pegaram os envelopes. Ariel começou a ler o seu:

Querida Ariel
Não se assuste com os fantasmas da noite, eu estarei aqui para proteger você. Sempre estive, por mais que na maioria das vezes você só sinta a minha presença. Espero que goste do presente, em breve lhe darei coisa melhor. Por ora, Feliz Natal.
Armand


Cristina olhou nervosa para a sua carta, e começou:


Querida Cristina
Pensou que eu jamais iria falar com você? Claro que não. Gostava de ver como você olhava para o nada, esperando por mim. Estava apenas procurando um momento mais apropriado. Que acontecerá esta noite. Feliz Natal.
Lestat

Ariel esperou um pouco e pergunto sem rodeios:
- Como assim, quem é Lestat? Você conhece?
- Eu não sei... Espera. Ultimamente, sempre que vou jantar fora, vejo um cara me olhando, mas ele nunca fala comigo. Eu fico esperando, mas quando vejo, ele sumiu.
Silêncio.
- E esse Armand? Não entendi o que ele disse. Você tem medo de que? – perguntou Cristina.
- Não é medo, são uns sonhos que eu tenho às vezes. Alguém fica atrás de mim, sempre acordo assustada.
- Isso tá oficialmente estranho. Anda, vamos embora. Não sabemos quem são, podem ser dois malucos – disse Cristina.
Pegaram o anjinho de porcelana e a caixinha de música e guardaram nos bolsos.



Seguiram o corredor único no qual estavam, tentando sentir a corrente de ar. Podia ter uma porta aberta, levando a algum lugar que as tirasse dali. Mais adiante, tinha mais quadros nas paredes, porém não eram lugares, e sim retratos. Todos eram muito bonitos, e as pessoas retratadas tinham expressões únicas. Caminhavam olhando os quadros, mas sem parar. Até que chegaram em frente a um enorme quadro, onde Cristina não pode evitar e parou.
Era o homem que a observava nos bares e restaurantes. Alto, com os cabelos loiros compridos, e profundos olhos azuis, de uma beleza sem nome. No quadro, estava aos pés de uma escada contemplando tristemente um céu escuro, que parecia amanhecer. Segurava uma flor vermelha.
- Cristina, o que foi? - Perguntou Ariel ao ver a amiga parar.
- É ele, o homem que me observa nos lugares – disse, aproximando-se do quadro.
Ariel juntou-se a amiga. O quadro se entitulava “O Príncipe do Sol, 1863”. Ariel levou as mãos à boca ao ler a data. Ouviram uma pancada, um barulho muito alto vindo do andar de cima. Não disseram nada, e puseram-se a correr.



Chegaram ao final do corredor. Para a direita, uma outra escada subia. Para a esquerda, uma porta.
- E agora?! – indagou Cristina.
Ariel correu para a porta e forçou. Trancada.
- Tá fechada. Eu acho que... devíamos subir. O barulho veio lá da frente e...
Não terminou a frase. As luzes se apagaram. Cristina gritou.
- Ariel!!
A escuridão não se prolongou. A luz voltou instantes depois e só aumentou o medo de Ariel. Cristina havia desaparecido.



Ariel começou a chorar. Não sabia o que fazer, mas pouco depois, estava decidida a encontrar a amiga e sair daquele lugar. Fossem quem fossem Armand e Lestat, Ariel os odiava. Eram dois monstros que sabe lá como, as trouxeram para um lugar estranho, causaram medo, e agora levaram a sua amiga. Correu escada acima.
A escada era muito maior que a outra. Ariel sabia que não iria parar no térreo. Estava cansada, com medo e chorando, quando chegou a um patamar com uma portinhola. Estava aberta.
Saiu para um pequeno pátio vazio. Não tinha paredes, apenas vidraças, e em frente havia um elevador. Ariel apertou o botão e entrou. No painel do elevador, o botão mais alto piscava, chamando o elevador. Não tinha um número de andar, mas sim o desenho de asas de anjo.
Ariel não tinha opção. Ou apertava o botão de outro andar e fugia de quem estivesse lá em cima, ou ia ao seu encontro. Decidiu, por fim, que se quem estivesse lá em cima tivesse uma resposta para aquilo tudo, iria para lá. Não importava o que fosse acontecer.



Quando as portas do elevador se abriram, Ariel sentiu uma forte corrente de ar. Chegara a um salão com os portões do outro lado abertos. O ar da noite entrava furiosamente, balançando os lustres e as cortinas do salão. Não havia ninguém ali.
Saiu. Caminhou lentamente para os portões, e viu o céu. Correu pelo pátio a céu aberto e chegou à beirada. Estava no alto da Ilha da Noite, sob um céu escuro onde só a lua brilhava.
Não sabia o que fazer. Não havia lugar nenhum para ir, a não ser voltar e procurar outro caminho ou andar pelo pátio em busca de outra entrada.
Foi quando sentiu. Alguém estava parado lá atrás.
Ali, na entrada dos portões por onde Ariel acabara de sair, estava ele. Um rapaz em um terno escuro, com os cabelos vermelhos esvoaçantes ao vento. Tinha a pele clara e parecia uma estátua de tão belo. Incrivelmente, Ariel não sentiu medo quando ele começou a andar em sua direção. Ela colocou a mão no bolso e tirou o anjinho de porcelana, olhando a semelhança entre ambos.
Levantou novamente o olhar. O rapaz perguntou:
- Está com medo?
Ariel surpreendeu-se com a calmaria da própria voz.
- Não.
O rapaz sorriu e se aproximou até ficar a poucos centímetros do rosto do Ariel. Abraçou-a, e virou sua cabeça até deixar o pescoço dela exposto.
E foi então que a sensação voltou. A sensação de estar adormecendo, de estar voltando para um de seus sonhos. Olhou para o alto. Acima deles, duas sombras passaram, voando. Reconheceu vagamente os cabelos de Cristina. Quando a luz da lua saiu de trás de uma nuvem, iluminou os cabelos dourados do homem que carregava sua amiga.
Achou ter visto asas, ou talvez estivesse apenas adormecendo nos braços daquele rapaz. Caiu em um sonho onde caminhava em um lugar deserto, de mãos dadas com um rapaz de cabelos vermelhos, com quem ela carinhosamente conversava e chamava de Armand. Sorriu antes de finalmente perder os sentidos.

 FIM 


tenho mais um presente Smile
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/23/2011, 11:24 pm




Querida, te amo muito, obrigada por todas as vzs em que vc ficou até altas da madrugada ouvindo meus lamentos, me aconselhando, rindo, e principalmente, me fazendo companhia de tão longe!


Jajá, a história ficou tão doce, tudo de bom s2 s2 s2
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/23/2011, 11:35 pm

Não acredito que minha flor me tirou!!!!!!! Fate or coincidence? I love you Love you so much, Fadinha!!! ^^ Não agradeça pelas madrugadas, foram horas de reciprocidade.

****

Changing subjects...

****

Vou falar, dá um medão presentear quem eu tirei, pessoa de talento e exigente.

(Ah, ok, são poucas as pessoas assim aqui no Ilha, né?)

****

Um menino.

(Ficou mais fácil.)

****

Eu conheço pessoalmente.

(Opa...)

****

Gosta do Louis...

(Ahahahaha, sem trollagem, agora é óbvio!)

****

É o Fii. ^^



E mais um presentinho, fiz há anos, em São Tomé, super divagando, pra uma peça que encenei. Mas uma vez vc me contou que fez a "story board" do filme. Pois bem, eu fiz o filme em poeminhas. ESta parte fala do Louis. Espero que goste:


O solitário predador
E sua pequena aprendiz
Buscando sonhos de amor
Pelas ruas de Paris

Que segredos consigo trariam
Pai e filha de mãos dadas?
Quantos crimes ocultariam
Em suas perversas mentes trancadas?

A boneca de porcelana
Que ao ciúme se rendeu
Em uma taça tomou a vida
De quem o eterno lhe concedeu

Noites e noites cruzando o mar
Dando outro início a sua história
Veludo e ouro para ocultar
Sua funesta, incerta glória...

Belas criaturas pálidas
Praticantes da traição:
Nesta Paris onde buscam sonhos
Irão apenas achar punição.



Feliz natal, Felepe Felipe, muitas realizações positivas neste 2012 que se anuncia.
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/24/2011, 11:20 am

Aeee Ju, adorei adorei adorei !!!! muito lindo !!!!

Galera, desculpem a demora, mas além de toda a minha enrolação, tão trocando a fiação
aqui em casa e eu vou passar o Natal sem luz !!!

Mas enfim, to aqui na casa do meu amigo pra postar o meu presente, que aliás, é pra uma
menina muito especial, uma das gatinhas aqui do Ilha que eu só tive a oportunidade de encontrar uma vez.

ISABELAAAAAA
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/24/2011, 12:45 pm

Ai que lindo, Felipe!!! Adorei o desenho!!*--* ( É o Louis de Papai Noel? *-*)
Obrigada!!!!


A minha amiga secreta é a Nanda!!Very Happy

Fiz duas versões do meu presente, uma montagem no photofiltre do Lestat&Louis, não consegui escolher, então, aí vão as duas..xD

a primeira, normal:


a segunda, com sangue..




Espero que goste!!

Feliz Natal!!!!
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/24/2011, 1:12 pm

Ahh! Amei as 2 versões Isa,muito obrigada lol! .

-----

Bom, o meu presente vai para uma moça:

Que é a Lafayette!!!



# No livro HDB vol.1, nos arquivos das bruxas, citam que Stella era idêntica a atriz Clara Bow,então
me foquei nessa atriz para a sua art, e consegui essa foto especial dela!

# Pesquisei seu Top 10 de Personagens Lafa, e estava Armand e Lestat, e tinha a Stella!
O motivo por que eu escollhi a Stella,foi pq achei que ficaria mais original como presente e
diferente,afinal muitos aqui AMAM Lestat e Armand, e na certa teriámos varias arts deles
por aqui kkk. Espero que tenha gostado. Very Happy
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/24/2011, 4:12 pm

Ain, Nanda. Amei amei amei *___*
Perfeito, muito obrigada <3

E agora vou revelar o meu amigo secreto.



Vou fazer um pouquinho de suspense.



Uma dica fácil.



Peguei minha amiga secreta também no ano passado AUSHUAHS


Quem lembrar, mata a charada.



Ela é muito querida aqui na Ilha.



É viciada no David e no Armand.


Acho que agora todos já devem saber.


Tá, chega.


Minha amiga secreta é a ....


Foxy Very Happy


Explicando a minha art, fiz um desenho da Selene e do Armand, e usei uma frase da Selene, que ela falou acho que no Natal passado.


Espero que goste. Feliz Natal, Foxy Very Happy


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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/24/2011, 4:24 pm

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH Laffan sua danadinha!
Amei; amei; ameeeei *----*

Então... meu amigo oculto,quando peguei essa pessoa fiquei muito feliz.... Fiz algo que unisse o que ela gosta e minhas criações. Fácil.

Não sei fazer muito mistério. Quando lerem a fic vão saber.


- Lembranças -


500 d.c


Khayman abriu os olhos. Tencionava descobrir o que o tinha despertado. Não que estivesse dormindo. Se fosse esse o caso não haviam ruídos altos o suficiente para acordá-lo. Estava apenas afundado em suas memórias,ou na falta delas. Pensava no passado, no homem que já fora. Imagens disformes de cabelos ruivos à sua frente. E também uma moça correndo à beira da praia. Nunca contara a ela. Mas a vigiava de perto. A seguia em seus passeios noturnos à beira do Mediterrâneo. Seus longos banhos. Aquela luz fantasmagórica que se formava em seus cabelos quando o brilho da lua refletia neles. Poder da noite. Filha da lua.

Selene chegara alguns minutos antes, vinda da rua, correndo como se houvessem labaredas de fogo perseguindo-na. Sempre pensava na possibilidade das pessoas enxergarem de acordo com a cor de seus olhos. Fosse assim, Khayman veria tudo em tons de preto. Selene entre marrom e sépia. Meu belo pai. Ele ainda parecia saído de uma das paredes do Egito. Longos cabelos negros, olhos escuros. Composição corporal forte. Fora um soldado quando vivo. Um homem belo e forte. Apesar de atormentado por desejos de vingança, poder, muito poder. E sua filha, tinha uma beleza atemporal. Os olhos frios de caçadora de homens vertiam ternura pelo “Mestre, Senhor Khayman. Pai do meu sangue. Ou, pai.” Capazes de verdadeiras matanças, eram uma dupla de assassinos implacáveis. Que sim, admiravam a humanidade e suas produções, mas que quando o sangue ardia não viam nada além do desejo de matar. Pra que se penalizar?

Aqueles olhos inquisidores. “ Responda ou arrasto você pra dentro da terra.” Ele podia assustar muitos vampiros. Mas não a ela. Era sua filha, sangue do seu sangue. Ele nunca faria mal a ela.

- Posso saber que orda de bárbaros está invadindo essa maldita cidade? Ou qual a outra razão para isso? Ouço felicitações, bebedeiras, jantares, música. Que festa esses romanos inventaram agora?
- Cristãos. Você sabe, esses malditos cristãos. Sabe desse costume deles de se apropriar de costumes de outros. - comentou.
- Sei. E que o que eles inventaram agora? Festejam pelo que? - Não que ele soubesse muito bem do que estava falando, por alguns momentos esqueceu onde e quando estava. Só sabia que ela era Selene. Não sabia de onde vinha. Sabia que era sangue de seu sangue, e isso bastava. Era o que os uniria para sempre.
- Digamos assim que eles uniram lendas de vários povos, claro, há aquele homem o Jesus que eles dizem ser filho de seu Deus. Um filho que veio para a terra morrer pelos pecados dos homens. Homens tão estranhos. Além de falarem que ele ressuscitou, eles mesmos pediram o sangue do homem. Muito conveniente. Em suma, essa festa de agora é uma daquelas maneiras de eufemizar algumas mudanças culturais. Mistura de ano novo romano, Dies Natalis Solis Invictis, festival pro Solstício de Inverno,entre outras festas “pagãs”. E essa festa é pra comemorar o nascimento dele. Algo pra fraternidade e amor. Interessante.
- Esses cristãos. Até pouco tempo atrás eram a escória da sociedade romana. E veja só agora, com esses papas... Minha querida, seu povo também comemorava aniversários dos deuses. Bonitas festas, fogueiras, danças. Você sabe,esteve lá. Você e sua Atena. Não sente falta? Não, não sente.

Levaram a noite a caminhar por Roma, ver cortejos, ouvir os sinos badalando. Quase anônimos, quase desconhecidos. Tentaram firmar um pacto de não morte aquela noite. Mas ela não poderia. Alimentar-se de animais? Ele talvez pudesse. Ela... precisava de um homem pra enfeitiçar. Isso renderia vários “ minha feiticeira, sacerdotisa de Hades, amante de Anúbis, devoradora de homens.” Eram palavras carinhosas, ditas entre abraços.

Ele se limitou a baixar o capuz da capa de Selene. Chama-la de “Sua Virgem”. Isso fez o sangue ferver nas veias mortas da vampira. Irritada, magoada. Já isso, era algo que ela não poderia suportar. Era um segredo que apenas eles conheciam.

- Não repita isso. - Cuspiu as palavras com ódio no rosto dele. Queria se afastar, mas não poderia. Ele agarrou seu braço. A empurrou contra um murro de pedra que ladeava a rua.
- E você não repita isso! - Arrependeu-se logo. Não poderia se dar o direito de acabar com aquela relação. Ela era o que o impedia de terminar com um corpo invencível e uma mente deteriorada no fim do ano.

Já era tarde. Pela primeira vez, ela sumiu de suas caminhadas. Desta vez não foi ele a cansar de conviver por décadas com alguem que o conhecia. Não era sua necessidade de sumir. E passara também a odiar essa festa que se chamaria Natal. Por fazê-lo lembrar de seu erro.

1890 d.c

Atormentado. Completamente atormentado. Não conseguia dizer onde ela estava, não poderia imaginar quem ela era. Mas sabia que precisava encontrá-la. Lembrava seu cheiro, o gosto de seu sangue. Sabia que seu sangue corria no dela. Precisava dela.

Baque! Ouvira uma canção de Natal; e todo seu ódio por aquela celebração voltou. Sentira vontade de queimar toda a Paris por fazer sua memória voltar. Selene, Roma, Natal.

Caminhava pelas ruas daquela cidade engolindo todas as novas antigas memórias. Como quando bebia sangue, e sentia as veias se aquecendo a cada gole. Eram aquelas memórias queimando nas veias.

Ouviu passos apressados subindo a rua, vinham da direção de um teatro fechado. Uma moça corria. Vestida como uma dançarina de Cabaret. Uma vítima? Não que estivesse com fome, a muito tempo não sentia a sede. Mas precisava de algo para desviar seus pensamentos daquelas malditas músicas de Natal. Que ela não pedisse ajuda, ele não poderia recusar. Pequenos serviços aos humanos.

Mas ela, não era humana. Aquela noite especialmente não havia nada de humano nela. Grossas lágrimas vermelhas escorriam dos olhos, borrando aquela maquiagem francesa. Se estivesse usando uma peruca, não mais. Os longos cabelos eram um emaranhado de fios. Roupas rasgadas como se acabasse de sair de uma briga. Emitiu uma especie de urro ao ver que alguem a observava. Talvez pensasse que fosse assustar esse elemento. Pensou. Estava escalando um murro quando sentiu a poderosa mão de Khayman agarrar sua perna. A puxou e a fez cair em seus braços.

- É você. Eu sabia que ia encontrá-la no Natal. - A olhava, encarava aquela criatura que se debatia em seus braços. Estava furiosa, rosnava como se tivesse perdido a razão.
- Me largue. Parei de falar com você, esqueça de mim. Você não é tão bom em esquecer? Vai ser muito conveniente.
- Até que eu gostaria, mas é impossível. Enquanto meu sangue correr em você, vampira, eu nunca poderei te esquecer. Temos laços de sangue. Filha da casa real. Sangue puro. Poderosa e furiosa como somos nós. Vingativa. Como eu. Você, Selene é minha. É a essência bestial do meu sangue que grita em seu corpo, que te faz sentir prazer em dominar os homens. Mesmo que eu não sinta esse prazer da mesma forma que você.
- Me solte. - Agora não havia tanta veemência naquilo. Era orgulho, simples.

Ela caminhou alguns momentos sozinha, mas era efusiva, carinhosa, amorosa com os amigos, e o ódio que sentiu por ele foi se esvaindo enquanto a saudade crescia em seu lugar. O abraçou, sentiu o que os malditos cristãos chamariam de completude familiar. Ele era a única coisa familiar à ela. A quem poderia recorrer. Seu pai, pai no sangue. Seu mestre. Ele a ensinara a caçar, se esconder, algumas regras de como agir. Mesmo que ela não fizesse nada à maneira que lhe fora ensinada.

- Me acompanha num banquete de Natal pai? - O olhava com aquela expressão insinuante que tinha quando pretendia tramar uma travessura.
- A qualquer lugar com você. Minha lua.

Virando à esquina Selene havia preparado para si mesma um banquete. Vários homens parados esperando o que eles achavam que seria “uma violação coletiva” no todo não estavam errados.

198.. d.c

A Ilha da Noite. Que belo nome. Pomposo. Assim como era o vampiro que a nomeou. Mesmo que às vezes despertasse seus instintos primários de proteção paternal. Mas um nome adequado para o reduto das mais encantadoras criaturas da noite. Khayman tocava piano enquanto pensava nessas coisas. A ouvia cantar. Ali ao menos não era Natal. Mesmo que alguns sentissem a vontade pura de sair para ver as luzes e ouvirem as vozes humanas. Sentir o cheiro das especiarias culinárias natalinas. E se banquetear com o grosso sangue regado à vinho das festanças.

- Feliz Natal, Khayman. - Lhe dissera a doce Jess.
- Só se for para você, querida. Só se for pra você. - Ela não sentiu animosidade em suas palavras, mesmo porque elas não existiam. Falava como se não fosse com ela. As palavras lhe atravessaram os ouvidos.

2010 d.c

A ouvira chegar, aquela máquina feroz chamada lamborghini. Envolta no cheiro de gasolina e no seu próprio aroma conhecido. Além do cheiro de sangue do jovem Armand. Ela envolta em panos, uma estola de seda indiana. Lembrou-se de falar claramente para que não matasse ninguem aquela noite, em especial o jovem pupilo de Marius. E ouvir a risada e sentir que ela piscava para ele. “ Confie em mim pai. Está tudo bem. ”


De súbito acordou de seus devaneios. A horas estava contemplando a visão da sacada do salão de festas da casa de Selene. Sentiu um leve toque em seu ombro. Viu sua lembrança se materializar. Sentiu quando ela a envolveu com os braços quentes de quem acabou de beber. Um farfalhar no vestido. Ela tirava não sei de onde um colar. “ Pedra da lua. ”

- Feliz Natal pai.
- Só se for pra você querida. Feliz dia, feliz vida, feliz morte, independente da data.

Selene o sentiu agarrar seu braço e a puxar para si. “ Você ainda é minha virgem. ” Ela riu.


Minha amiga secreta é a Lucy obvil.

Feliz Natal.

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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/25/2011, 7:00 pm

Adorei Fox, uma fic com meu Esquecidinho favorito.
Very Happy

Meu amigo secreto é do tipo maluquinho e sem noção. Se vocês acham que é o Malk se enganaram, ele é outro tipo de maluco. XD

Minha imaginação Não estava no ápice para escrever algo sobre dragões, mas espero que tenha ficado boa.

Meu chegado secreto é um destes ai, XD ele troca de nome como eu de personalidade. Oga/Dead/Pedro


O CHAMADO


Caminhando pela rua na calada da noite sozinho aparentemente, não se ouve nenhum ser caminhante, a não ser o barulho dos grilos e ratos da cidade, e sons de veículos ao longe. Caminho em linha reta sem destino apenas seguindo o extinto que tanto chama, as ruas estão escuras e logo em frente surge o arvoredo próximo.

Agora que me encontro na saída da cidade é possível ouvir os sons vindos da floresta.

Com o primeiro passo na terra um calafrio me percorre, percebo agora que algo estranho chama-me a entrar na floresta é como um ímã, mas não dou importância aos avisos continua caminhar mesmo assim, ate que os calafrios de alerta de perigo iminente não se mostrem mais.

Começo a me perguntar o que tem dentro da floresta, e porque continuo a caminhar, e porque estou aqui, gosto da presença do perigo talvez seja esse o motivo, mas não sei mesmo assim porque continuo não há nada aqui.

De um barulho persistente em um arbusto próximo, surge um lobo que lentamente se caminha ate mim e olha-me como fala-se siga-me e não faça perguntas, logo o som de uivos de uma alcatéia surge atrás de mim, e não penso já estou aqui o que pode acontecer de pior e corro atrás do lobo que esta muito a minha frente. Segui o caminho que ate então não estava estranho, mas inexplicavelmente a floresta começa-se a ganhar vida ouço diversos sons novos seres rastejantes, e pássaros sussurrarem. Ouço as corujas dizerem “não siga”, os corvos “volte, volte”, as cobras “fique, fique”. Olho ao meu redor e vejo olhos que me seguem como se eu fosse saboroso, olho para trás para ver o quanto ainda posso ver, mas apenas há escuridão.

Logo que chegamos a um riacho o lobo olha para mim e para o brilho fraco do outro lado. O que fazem minhas pernas para continuar a caminhar e seguir o que o lobo aponta, a água esta gelada o rio não é fundo passo com um pouco de dificuldade mais chego ao outro lado.

Ao chegar à outra margem me encontro com o brilho que na verdade é um fantasma, ele aponta para um caminho tortuoso no meio da mata e desaparece. Não sei por quanto tempo estou caminhando nem tanto quando os sons da floresta desaparecerão e novos sons da cidade surgiram, o fantasma surge novamente a minha frente e aponta o facho de luz ao longe, o caminho não esta mais escuro esta claro, vejo como a mata é bela e não mais assustadora, vejo próximo a mim outras pessoas muito brancas que andam como sem fosse zumbificadas a seguir sempre em frente, será que estou assim também.

Continuo o caminho, vejo luzes mais fortes e ouço uma canção fascinante, a canção esta mais alta, corro para chegar ate ela, na abertura da mata me vejo no cume de uma montanha, a luz e a canção estão vindo de um palco. Os outros continuam correndo ate la, paro e vejo o que tanto caminhei para ver, no palco um homem canta um canção hipnotizante que do mesmo modo que chamou-me também chamara outros. Não acredito no que vejo, aquilo que chamava-me a caminhar uma longa noite em uma floresta, era uma canção. No fim estou vendo um show de um tal Vampiro Lestat.




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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/27/2011, 11:35 am

Minha amiga secreta e uma menina muito impaciente que se estivesse esperado um pouquinho só eu teria postado meu presente HEUEHUEHEUHEUEHU ela adora o David Bowie, quem ve as fotos dela no Orkut ja sabe,
é A Bruninhaaa >.<
eu fiz dois desenhos mas um o arquivo ficou corroido no meu pen drive e so vo poder postar depois
ele eu fiz de ano novo e esse é de natal
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Acho que pode estar com problema mas vo colocar o link do desenho
tanto o que ue postei no meu face e o que eu fiz o upload
http://imageshack.us/photo/my-images/210/presentedoamigooculto.jpg/
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=242715059131226&l=e290d2c9f8
Acho que é pq a imagem e muito grande sendo assim non consigo postar, mas vee ai se conseguem abrir os links :T
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/27/2011, 11:47 am

Pessoal, vou postar embaixo do Pedro pra podermos voltar pra ordem correta, tá? Wink

AHHH QUE LINDO PEDRO @.@

E fanática por David Bowie é uma ótima caracterização para mim, rere

Eu podia ter sido a segunda a postar, e acabar com a ansiedade já, criaturinha ¬¬

E não tinhamos previsão de QUANDO DIABOS você voltaria, por isso postei T.T

Mas mesmo assim, obrigada pelo desenho! Eu gostei muito *-* E VÊ SE VOLTA DE VIAGEM LOGO PORQUE EU QUERO O OUTRO QUE FICOU CORROMPIDO ¬¬

Minha amiga secreta é alguém super fofa... a SUSANE! cheers


Never Doubt I Love*

- Mas quem poderia imaginar que o velho tivesse tanto sangue no corpo?(¹) Ah, o milagre que nosso sangue negro opera – não acha um espetáculo, Louis?

Louis balançou a cabeça, em sinal de reprovação. Não sabia o que era mais irritante; o prazer de Lestat em matar, seus monólogos narcisistas, ou o fato dele geralmente estar certo. Tudo o que fez foi levantar o rosto e dizer:

- Bem Lestat, quando se sente prazer em matar, acredito que deva ser realmente um espetáculo.

- É incrível como você consegue tirar o prazer de qualquer situação, Louis. – disse Lestat em um tom desgostoso, deixando sua vítima – outrora um desavisado homem que tentara assaltá-los – escorregar contra a parede como se fosse um saco de lixo, e enlaçando um braço em Louis, puxando-o – Vamos sair daqui.

Andaram em silêncio por algum tempo, só observando a noite, enquanto Louis pensava porque ainda aceitava caçar junto com Lestat, só para a resposta acertá-lo logo em seguida: porque ele gostava.

E tão verdade era que Louis nunca assumiria. Não gostaria de admitir que seu irritante, insuportável e cruel criador poderia ser uma boa companhia, e que caminhar de braços dados por New Orleans estava longe de ser desagradável. E por mais que nunca fosse admitir, sabia que em algum nível, Lestat sabia disso.

Após algumas ruas em silêncio, Lestat observou seu companheiro e disse:

- Quando é que você vai parar de se vestir com andrajos, Louis?

- Sou um mendigo que sofre de penúria até de agradecimentos(²), Lestat. Não vejo muitos motivos para vestir outra coisa. – disse Louis, com um sorriso tímido.

- Ah, mas se tem algo do qual você não sofre, Louis, é excesso de lamúria. Poderia dar-se ao requinte de proporcionar para suas vítimas uma morte vinda de um legítimo cavalheiro se você se vestisse de acordo com um. – disse Lestat, debochando com um sorriso.

- Você não me acha um legítimo cavalheiro, Lestat? – perguntou Louis sem malícia, com genuína curiosidade na voz.

- Claro que eu acho, Louis. Contemplativo e masoquista, o mais perfeito tipo de cavalheiro desse século.

Louis sorriu, e ousadamente permitiu-se deitar a cabeça no ombro de Lestat, enquanto caminhavam.

Após mais um tempo de silêncio confortável, foi Louis quem se pronunciou:

- Lestat, você acha que é certo? Acha que um dia nós iremos pagar, eu, você e Claudia, por esses tempos de ouro que compartilhamos?

- Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras e dar-lhes fim tentando resistir-lhes?(³) Louis, eu não posso prever o futuro; tenho muitos poderes, mas esse não é um deles.

Ora, Lestat estava em dos seus dias poéticos. Tanto melhor, Louis pensou; assim poderiam ter uma conversa civilizada.

- Eu sei que não, Lestat, mas o que você realmente acha?

Lestat, então, pareceu assumir um ar pensativo, e por alguns minutos, nada falou; mas logo, seus faiscantes olhos claros fixaram-se nos de Louis com tamanha força, que esse baixou os seus e afastou-se um pouco, sentindo-se estranhamente envergonhado.

- Louis, desde a noite em que lhe transformei você me faz essa mesma pergunta. A resposta ainda é a mesma. Eu não sei. Acho que, quando mortais, nossa fé é mais cega e podemos acreditar com mais facilidade em deuses, castigos, punições. Você sabe disso, acho que não preciso citar seu irmão, preciso? Como imortais, nos tornamos mais descrentes – mas quem pode garantir? Eu não sei o que vai acontecer conosco, Louis, da mesma forma que você não sabe.

Louis abriu a boca pra responder, mas antes disso, Lestat continuou:

- E você me perguntou o que eu acho, Louis; eu acho que certos momentos deveriam ser aproveitados, e não questionados. O que eu, você, e Claudia vivemos é um desses. Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia(4) meu caro Horácio. Eu não sei mais que Hamlet ou o Espectro, portanto tudo que lhe peço, de uma vez por todas, é para parar um pouco de lamentar-se e aproveitar o que tem, que tal?

Louis ficou pensativo por alguns instantes, enquanto ainda caminhavam de braços dados. Quando se preparou pra dizer algo, viu Claudia vindo em sua direção, e jogando-se em seu pescoço.

- Em tuas orações, ninfa, recorda-te de meus pecados(5). – saudou-a Louis, sentindo-se feliz por dentro quando ela sorriu, reconhecendo a citação. Lestat sorriu de lado, observando-os com indisfarçado prazer, e acrescentou suavemente:

- Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade – nesse ponto, Lestat fez uma pausa e fixou seus olhos claros em Louis - mas confia em meu amor(6).

Louis sorriu largamente ao olhar para Lestat: agora não conseguia mais pensar em como livrar a própria alma de culpas e castigos.

- Nesse momento, não tenho dúvida alguma. Enquanto estivermos nos braços um do outro... Estamos a salvo de tudo.


Fim

*Trecho original segundo o wikiquote de citação de Hamlet, ato II, cena II.

¹ -Shakespeare, Macbeth.
²- Shakespeare, Hamlet.
³-Shakespeare, Hamlet.
4- Shakespeare, Hamlet.
5-Shakespeare, Hamlet.
6-Shakespeare, Hamlet.

Agradeço a fofa da Ayame por me ajudar com a gramática da fic e com o final :3

Fiz a fic pensando em algo fofinho, mas sem ser meloso... aquele epílogo do O Vampiro Lestat me inspirou quando ele fala que representava Shakespeare pra Claudia e ele e o Louis caçavam de braços dados. Como eu adoro Shakespeare, usei trechos de duas das minhas obras favoritas. Espero que tenha gostado, Susane!

E agora, meu segundo presente:

Eu pensei em fazer algo sombrio, e resolvi ouvir música pra me inspirar; a música era Lady Grinning Soul do David Bowie (letra aqui), que você deve conhecer por gostar de Bowie, e quando vi, fiz um semi plágio .-. então, pode interpretar o poema abaixo como uma releitura da música ou como poema mesmo. Whatever. E sempre recomendo ouvir enquanto lê. XD



Living End

Cheiro não-familiar e não-estranho;
Rosto conhecido e desconhecido;
Sorriso quente, e ao mesmo tempo, gélido;
Sabia quem era, e ao mesmo tempo, não sabia.

A dama lhe sorriu novamente, mostrando apenas parcialmente os dentes brancos;
Seu olhar parecia guiar-lhe através da multidão, despindo-o de qualquer pudor;
Seguiu-a sem hesitar,
Sua doce dama sorridente.

O quarto parecia estranhamente escuro, lhe causando pavor;
Mas quando ela tocou em seus lábios, tudo pareceu sumir.
Aceitou-a de bom grado,
Sabendo que ela seria o fim de sua alma.


Fim

Espero que tenha gostado, Su! I love you

_________________
“E assim, estendemos a mão para o caos furioso, apanhamos alguma coisa pequena e brilhante e nos agarramos a ela, dizendo para nós mesmos que ela tem significado, que o mundo é bom, que não somos a encarnação do mal e que no fim iremos pra casa.”

-
-
-

"Estaria sempre dividido. Sempre haveria a dor. Dor e prazer interligando-se e moldando-o, mas um, na verdade, jamais se sobrepondo ao outro; nunca haveria paz."



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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/27/2011, 1:55 pm

Muito lindo, amei a história e adorei as citações de Shakespeare que vc colocou, ainda mais a citação: "Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor" essa frase me traz muitas lembranças *.*
E sobre a música, é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!! o poema é tão lindo e combina com esse meu jeito romanticamente tragico de ver tudo!!
Adorei Gabs, obrigada!



Agora o meu amigo secreto... é umas das pessoas mais incriveis e admiraveis desse forum... ele que me trouxe devolta pra ca! E ele é meio apaixonado pela loucura... sabem quem é??
MALKAV!

O Reencontro...

Alguma coisa estava pra acontecer...

Ele olhou ao redor e notou a beleza das flores, o cheiro inebriante que elas tinham e sua leve textura. Poderia passar a eternidade ali.

Um instinto de medo...

Tudo estava tão lindo e ele se sentia tão feliz , e tinha a sensação de que fazia muito tempo que não se sentia assim.

Mas será que esse medo teria um fundamento?...

Ele se virou e a contemplou como se fosse a primeira vez, e fazia tanto tempo que ele já não se lembrava de como o contorno de sua boca era sensual, ou de como sua voz era doce mas imperativa.

O medo vinha em ondas, como se fosse um aviso...

Ela sorriu pra ele e nesse momento não existiam palavras. Abraçaram-se e sentiram-se... aos poucos veio o reconhecimento e a luz voltou a sua mente como um raio: ele era um sugador de vidas através do sangue e caminhava na Terra há mais tempo do que queria.
Isso era muito comum, sua memória na maioria das vezes já não era tão boa, ou será que ele trancava suas lembranças para que conseguisse sobreviver?
Ele ouviu a voz que não ouvia há milhares de anos, doce e cristalina:
_Khayman, meu querido...
E ele ouviu-se dizer:
_Maharet, agora eu me lembro que esperei tanto por isso!
_Tudo tem o seu momento Khayman. E estamos juntos agora e acho que será impossível nos perdermos novamente! – jogou a cabeça pra trás , os cabelos cor de fogo jogado nas costas e o som de seu riso preencheu tudo.
O sol estava chegando, e esse era o instinto de medo... não que o sol ainda pudesse mata-los, mas depois de tanto tempo se escondendo da manhã ensolarada, isso era normal. E ele tinha outro motivo para querer entrar na caverna... queria que quando o sono viesse, Maharet estivesse em seus braços, queria que estivessem unidos novamente...

______________________________________

E eu fiz uma arte que eu acho que tem a ver contigo, é o Khayman meio perdido em devaneios...




è isso, espero que tenha gostado Jeffs lol!
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/27/2011, 2:38 pm

=

Ai meu Deus q lindo Suse *--*
nem tenho palavras... ( chorando aqui )... o texto é lindo
e arte realmente ficou o máximo \o\

Bem então ner
assim como pra Brus, acho que pra mais ninguem tem mistério o meu amigo
HUAUHAUHAAHUAUHAUAHUHAHUAUH

Apesar d'ele ficar no pé da galera, acontece que sem ele não estariamos reunidos aqui
(por mais um ano pra alguns ) ele fundou (e junto conosco) consolidou o Ilha da Noite.
Sem mais delongas meu A.O. é o mais iluminado dos membros Jey-Jey de Lioncourt :

(((( tentei fazer seus personagens favoritos ... me desculpe ))))) HUAUH

Rowan


Lestat-Osíris


E bom... como o clima é de Natal
tem um Jesus Negão que eu fiz tbm UHAHUAUHAUHAUH




Ps.: Se achar que são Spoiler pode editar =D
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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    12/27/2011, 4:11 pm

Mas não iria editar NUNCA!!!

Pô Malk. Adorei vc ter me tirado. Vc é um figuraça que foi me conquistando aos poucos.

A ROWAAAAAAANNNNNN!!!! cheers Adorei o Lestat. E o Jesus Negããããããoooo!!!!

Demais! Demais!!!

E pára de encher a minha murcha bolinha. Sei que sou um pé no saco!!!!

***********************************************

E mais um Amigo Oculto de Natal se foi.

Maravilha galera do Ilha. Com gente tão talentosa não tinha como sair coisa ruim...

FELIZ 2012 MINHA FAMÍLIA AMADA!!!!

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MensagemAssunto: Re: AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.    

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AMIGO OCULTO DE NATAL 2011.

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