A Ilha da Noite

Para aqueles que amam o maravilhoso mundo criado pela Mestra inigualável Anne Rice. Lestat, Louis, Armand, Marius, Mayfairs, A Talamasca... Todos estão aqui.
 
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 BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET

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A&J
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/11/2011, 10:48 pm

Délia observava tudo em silêncio, sem conseguir esconder a expectativa em seu rosto.
Lestat se aproximou devagar de Cláudia. Antes de chegar muito perto, porém, virou o rosto para Louis.
- Você, pare de choramingar. Pare de se incomodar tanto com o que ouve. O que ela disse não é verdade. Você amou carnalmente muitas vezes, mon amour, nós dois sabemos disso. - terminou com um pequeno sorriso malicioso, antes de voltar sua atenção para a pequena vampira.
Cláudia não olhava para ele, e sim para David e Sophia, que conversavam um pouco afastados. Ela parecia se divertir com a confusão dos dois; aliás, parecia se divertir com a confusão de todos.
Lestat chegou bem perto, mas não se abaixou, obrigando-a a olhar para cima.
- Você está certa, Cláudia, querida, você não pode experimentar os prazeres da carne. Mas não é mais porque te fiz uma vampira. É porque você está morta.
Se olhares pudessem matar, Lestat estaria em chamas.
Louis pareceu odiar a atitude de seu amante, mas se manteve quieto. Lestat continuou:
- Viemos aqui para nos divertir, Cláudia. Se você continuar escandalizando os convidados, eu acabo com todo esse seu teatro.
- E você sabe como fazer isso, pai?
- Claro. - ele se abaixou um pouco e murmurou - Meus contatos não são muito diferentes dos seus.
A criança-vampiro automaticamente lançou um olhar para trás de Lestat, para a direita.
Ah, Cláudia. Dramática demais, pensou Délia. Desesperada demais. Entregou o ouro.
Délia não precisou seguir o olhar de Cláudia; sabia que era Julien quem estava naquele ponto. Mas olhou para lá, juntamente com muitos outros, só para ver o bruxo sorrir e erguer a taça de vinho que tinha nas mãos num cumprimento elegante.
Délia sorriu triunfante enquanto entendia que a vampirinha não estava acima de todos, afinal.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/11/2011, 11:31 pm

Sophia continuava chocada com o fato de Claudia estar ali.
Estava além das suas experiências no Talamasca.
Estava além dos seus poderes... Mas que poderes eram esses...
O que eram seus poderes comparados aos dos vampiros?

Não, não era o momento para recordações do passado.

Mas ele, ele não esqueceu.

Como poderia?
Ela havia adorado demonstrar seus poderes para ele.

Ainda poderia ver o brilho dos poderes nos olhos dela.
Poderia ver a voz hipnótica de seu poder...de persuação?
E lembrava como era assustador ser dominado pela hipnose...
A maldita telecinese era pior... De onde vinha aquele poder?
Não vinha dos espíritos,todos eles sabiam.
Ela não era uma bruxa...Mas conseguiu matar uma pessoa atirando cacos de vidro na mesma. Sophia, agora muito mais controlada. Foi por isso que entrou para o Talamasca,não conseguia controlar bem seus poderes sozinha. Ainda era complicado para ela controlar um pequeno lado homicida que adoraria usar seus poderes para o mal. Não o faria.

- Que está olhando? - perguntou Sophia.
- Seu lado homicida... - disse David, distraido.
- Meu lado homicida já teria matado aquela adorável garotinha. - disse Sophia, pegando mais uma taça de vinho com um garçom que...passava por ali.
- Você deveria parar de beber. Não vou controlar seu lado homicida assim. Nem você.
- Acha que eu me importaria? Até que gostaria de perder meu controle e fazer Claudia se matar no forno da cozinha. Mas nesse caso, Louis ficaria desagradado, e daria muita confusão.

O vampiro apenas a olhou, os olhos negros escondendo suas expressões atrás da máscara, o cabelo passeando ao belprazer da brisa. O brilho continuava ali, e aquele lado dela estava cada vez mais desperto.

- Agora eu entendo o que há de tão comum entre você, Armand e Selene. São assassinos sádicos em potencial. - disse David, entre risos.
- Eu prometo me comportar, se você prometer mante-la afastada de mim. Sinto que qualquer mulher mortal realizada e que tenha algum tipo de ligação com vampiros e mesmo assim tenha escapado do sangue negro corre perigo perto dela.
- Pro bem de Claudia, espero que ela não resolva conhecer a Bela Sophia. - disse uma voz que não vinha de David.
- Selene...




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Fleur de Feu
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/13/2011, 12:07 pm

Fleur abriu caminho se afastando dali.Passou por Marius e o puxou pelo braço para que a acompanhasse.Não prestou atenção se Pandora estava lá e se estava sendo indelicada.Pararam.
-Mas que diabos está acontecendo aqui?O que ela é afinal? - perguntou para Marius.
-Não sei,e não estou certo se alguém aqui sabe.Acalme-se.
-Ele devia arrancar a pele dela fora de uma vez,ou arrumar um outro jeito de acabar com isso.Foi visível o olhar que lançaram para Julien - irritou-se Fleur.
-Engraçado.Esta é a comemoração de Jaja,seu amigo,e estão presentes membros do Talamasca,da Ilha da Noite e outros que são de seu apreço até onde sei,e mesmo assim você quer que aconteça uma desgraça? - Marius lançou um olhar curioso para Fleur.
Não houve resposta.
-Marius querido,com sua licença - deixou o vampiro para trás.Não sabia dizer o que se passava em sua mente.
Talvez devesse sair e se saciar de sangue um pouco,para ver se a vontade de ver a discórdia passava.Mas provavelmente isso não iria acontecer.Deixou a idéia pra depois.
Viu Louis com sua expressão paradoxalmente linda e ridícula.Parou ao lado dele.
Cláudia deu dois passos lentos para o lado,sem tirar os olhos de Lestat.Andou e começou a correr pelo salão,os cachos dourados balançando sombriamente enquanto os presentes abriam caminho.Fleur não conseguiu ver seu rosto.Subiu as escadas para o segundo andar com todos os olhares para ela,e desapareceu.
Silêncio.Um barulho violento veio do segundo andar,como alguma coisa se partindo.
-Infelizmente,não creio que esta será sua última aparição por hoje - disse para Louis.Seus olhos brilhantes a fitaram entristecidos.

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Lafayette
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/13/2011, 9:46 pm

Laila assistiu todo o escândalo de Claudia pela janela do salão, junto com algumas outras poucas pessoas amontoadas ali, que também observavam curiosas. Lestat certamente não se importava com aquela criaturinha infernal, mas Louis saíra arrasado.

A jovem resolveu entrar no salão. De lá, pode ver Claudia subindo as escadas para o segundo andar. Quando um estranho barulho pareceu vir de lá de cima, Julian também subiu, tentando não chamar muita atenção. Ela ficou preocupada, isso não parecia muito bom. Louis não o vira, mas Lestat não parecia tão interessado. Ela resolveu deixar isso pra lá, pois afinal, o que poderia fazer? Melhor continuar curtindo a festa.

Agora que a vampirinha fora embora do salão, as coisas iam voltando ao normal e o clima descontraído da festa retornava. Finalmente viu Jaja disponível, hora de dar os parabéns.

- Boa noite, Jaja. Perdoe-me pelo atraso em cumprimentar-lhe, mas você estava tão ocupado com tantas presenças ilustres.
- Ora, não se preocupe. A noite apenas começou e eu tenho todo o tempo do mundo. - Ele sorriu.
- Falando em todo o tempo do mundo, sei que os anos já não lhe têm a mesma importância de outrora, mas não posso deixar de lhe desejar o melhor que a eternidade pode lhe propocionar. Parabéns, Jaja.
- É muita gentileza sua, obrigado. Assim até me sensibilizo. - Ambos riram.

Após aquele breve momento de descontração, Laila notou certa preocupação no rosto de Jaja.

- Acha que alguma surpresa desagrável pode vir a acontecer esta noite? - Ela perguntou.
- Como já disse antes a Ariel, não creio que venham a estragar o aniversário do sobrinho do Príncipe, e mantenho essas mesmas palavras. Mas por vezes penso que há certas forças que nem sempre podemos controlar...
- Acho que não deveria se preocupar. Há mais pessoas aqui interessadas em fazer desse evento mais uma divertida comemoração do que um grande desastre. Ninguém deixaria nada terrível acontecer. - Disse ela, pensando em Julien.
- Sim, está certa, não vou me preocupar. O que aconteceu foi algo pequeno, sem muita importância se comparado a todo o resto. Era mais do que esperado o que Claudia fez, mas sinceramente, ainda mantinha um pouco de esperança de que ela seria menos egoísta e não causaria problemas.
- Pois é, coitado do Louis. Está arrasado. Ainda bem que há tantos amigos dispostos a reconfortá-lo.
- É, pelo menos isso para animá-lo um pouco.
- Espero que ele se recupere logo, esta não é uma noite para lamentações. Agora se me permite, vou pegar uma bebida. Nos falamos mais tarde. Divirta-se.

Foi para o outro lado do salão, onde a grande maioria dançava, agora ao som de uma música muito animada. Dentre os ali presentes, uma figura se destacava: Stella.

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The Doctor
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/15/2011, 2:07 pm

- Mimaram demais essa pirralha. Deveriam meter uma chinelada em cada face, para torná-la um pouco mais decente. CHAMEM SANTIAGO! FOOOOOOGO! - comentou para si, indignada, ao observar o drama de Cláudia.
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A&J
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/15/2011, 7:05 pm

Depois que Claudia correra para cima e de um momento silencioso de choque, os convidados voltaram lentamente a aproveitar a festa. Louis ainda parecia triste, mas o que havia para se fazer quanto a isso? Lestat que cuidasse dele, ou David. Délia o amava, mas não limparia suas lágrimas. Não agora.
Ela começou a andar, observando com o canto dos olhos Selene com Sophia, Fleur com Louis e Laila com Jaja. Vira que Julien fora atrás de Claudia, com a mesma elegância de sempre. Achou que ouviria uma discussão vinda de lá, mas, depois do barulho de algo se quebrando, só viera silêncio. Estariam somente olhando um para o outro?
Bem, ela poderia ouvir se as coisas se complicasse lá em cima. Todos os vampiros podiam. Imaginou que alguém subiria para ver o que estava acontecendo; se ninguém o fizesse, ela mesma iria. Mas agora, avistou uma figura sorridente no centro do salão que a fez caminhar até lá.
Stella dançava alegremente, ignorando todos os acontecimentos. No momento estava sozinha, mas dançara com alguns homens antes disso. Délia chegou lentamente, colocando-se no grupo de pessoas a observavam. Sorria ao ver Stella rindo alto e pulando sem vergonha pela pista. A bruxa estava com um vestido preto, com ombros de fora, e uma linda luva negra subindo pelos braços. Seu cabelo estava preso sobre sua cabeça, mas alguns fios já haviam caído. Uma máscara também preta, porém extravagante e cheia de detalhes em renda, lhe cobria a parte superior do rosto.
Délia saiu do meio do grupo e foi até ela. Stella a recebeu prontamente, agarrando sua mão e a puxando para dançar também. Délia riu e se deixou levar, assumindo o papel que seria do homem e guiando Stella animadamente por entre as pessoas. Rodavam e se aproximavam perigosamente, com Délia ficando com a boca - e os dentes - a poucos centimetros do pescoço da mortal, e logo se afastavam para rodopiar um pouco mais.
- Você está consciente do que está acontecendo entre os vampiros nessa festa? - Délia perguntou quando o movimento permitiu.
- Claro. Ele me contou.
- Ele quem?
Stella não respondeu. Continuaram dançando.
Quando acabaram, Délia tentou entrar na mente de Stella e descobrir mais. Não conseguiu. Recebeu um olhar de deboche dela ao perceber isso.
- Ele quem? - perguntou de novo.
Stella sorriu.
- Até o fim da festa você saberá, bela bebedora de sangue. Agora permita-me ir me refrescar.
Despediram-se e Stella saiu de lá. Délia ouviu o barulho da piscina momentos depois.
- Tsc, tsc... Isso tudo está muito estranho. - murmurou para si mesma, mas sabendo que outros vampiros a ouviam e se dirigindo a eles também. - Sinto que o final desse baile será memorável.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/15/2011, 7:43 pm

Sophia cansou do baixo astral daquele momento.
Claudia que fosse tratar de seu pouco tempo ali,ela iria se divertir.
Mesmo que não fosse da maneira como gostaria.
Ainda estava com David, caminhavam juntos, acompanhados de Selene.
A vampira era sorridente e completamente alheia aos problemas.
Mas havia algo nela que incomodava Sophia, talvez o fato de ser uma vampira.
Tanto fazia... Ela procuraria outras coisas para fazer.

E não, não procuraria Armand.

- David, sinto dizer, mas devo procurar meu outro padrinho. E se você não tivesse todo esse bloqueio em encontrá-lo, adoraria que fosse comigo. Mas, eu entendo. Então, até depois. E por favor, não me deixe mais cinco anos sem notícias. - disse Sophia.
- Sophie... eu prometo. E faça me um favor você, não deixe aquele seu outro lado acordar - disse David, beijando a mortal no rosto.

Sophia caminhou um tanto cabisbaixa pelo jardim, mas precisava estar com outras pessoas... Precisava sim, a festa era para se divertir, não para resolver antigas diferenças..
Mas ao entrar no salão pareceu respirar novos ares, parecia ter recobrado a alegria com a qual tinha chegado.

E a mesa do Talamasca nunca havia lhe parecido tão convidativa.

Avistou Stella que dançava animada pelo salão.

" Não me admira que Aaron goste tanto desses bruxos."

Novamente viu Yuri... Não, ignoraria a presença dele.
Maldito cigano galanteador...

Aproximou-se alegremente da mesa, e todos vieram lhe abraçar, lhe perguntar onde esteve. Só Aaron não falou nada, apenas puxou uma cadeira vizinha a sua, indicando que desejava Sophia ali.
Ela sentiu a repreensão naquele gesto, mas não poderia negar sua companhia a ele.

- Olá Aaron - disse sentando na cadeira que lhe fora tão gentilmente cedida.
- Bela Sophia... Onde esteve?Borboleteando pelo salão? - perguntou.
- Não fale assim... Bem, eu estive resolvendo alguns assuntos.
- Com vampiros?
- Sim, com vampiros. Não foi para isso que me mandaram aqui?
- Não para certos vampiros... Você o viu?
- Sim, eu o vi. Está tão radiante, tão belo... Tão David.. - suspirou.
- Eu não estava falando dele... - Aaron sorriu ao ver que sua observação estava plenamente correta.
Sempre acreditou que aquela paixão pelo Vampiro Armand era apenas um analgésico para o que sentia de verdade. Que aquele fascinio, era apenas para dizer: " Há um alguém mais fascinante por quem posso me apaixonar."
- Não? Bem, quanto aquele outro vampiro, eu o encontrei também.

Sophia se calou por alguns momentos, desejaria não ter falado sobre ele.
Pegou mais uma taça de vinho, que não durou nem alguns minutos em suas mãos.

Aaron reparou um leve olhar de despreso que ela lançou na direção de Yuri.
Gostaria que ele se arrependesse amagarmante de ter se apaixonado por uma certa bruxa...

- Sophia, você não vai quebrar os vidros dessa casa também vai? Gastamos milhares de euros para reconstituir os da casa de Londres... - disse Aaron sorrindo.
Falava claramente de um certo episódio em que ela ameaçou jogar todos os cacos de vidro em Yuri, quando descobriu o romance dele com Mona.
Ela só riu.







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Fleur de Feu
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/16/2011, 10:57 pm

-Você deveria trocar essas roupas meu querido.Você é belo demais pra se vestir dessa forma.Valorize a beleza que encantou Lestat - disse Fleur para Louis.
Ele riu.
-Bem que ele comentou.Nunca se sabe quando você quer distribuir afeto ou matar alguém - disse Louis,cortando um pouco aquele clima gélido que se estancava em seu rosto,embora aquilo não tirasse a profunda tristeza que emanava de seus olhos - Se você não se importa,eu gostaria de caminhar sozinho um pouco.Venha comigo até o portão principal.
Fleur acompanhou Louis até o portão, e o deixou seguir para remoer um pouco o que estava acontecendo.Queria conversar mais,queria saber se ele sabia o motivo da presença de Cláudia ou o que estava acontecendo.Mas resolveu deixar para outro momento.
Viu Jaja pelo meio do salão,ao lado do tio,que conversava com uma das novas pupilas de Armand.Fleur sorriu de longe e o anfitrião veio em sua direção.
-Minha pérola dourada,estou lhe concedendo um minuto de meu ocupadíssimo tempo para uma dança.Aceita?
Fleur sorriu e estendeu a mão.
Os dois dançaram alegremente por alguns minutos.Fleur sorria alto quando rodopiavam,e Jaja achava graça de sua risada escandalosa e meio sem motivo.Alguns presentes também sorriam ao olhar o saudoso casal.
-Qual a razão de tamanho divertimento? - indagou Jaja.
-Estou celebrando a linda festa de Jaja de Lioncourt,dançando com o aniversariante da noite, e comemorando o momentâneo desaparecimento daquela pirralha.Quer mais?

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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/21/2011, 4:35 am

Jaja estava feliz.

Afora o pequeno probleminha com a pirracenta, o Baile, já varando a madrugada e a poucas horas do amanhecer ia transcorrendo muito bem, apesar de que a atmosfera sempre parecia um pouco elétrica.

Também, pudera! Com os convidados que estavam ali, era o mínimo que podia se esperar.

A música boa, pessoas lindas, inteligentes e articuladas, comida e bebida, para aqueles que podiam consumir, de primeira...

Sim o aniversário perfeito.

Era a hora da dança de honra do aniversariante, e até agora Jaja não sabia qual era a surpresa que seu Tio lhe dissera que aconteceria nessa hora. Não é que estivesse tenso, mas uma surpresa vinda de Lestat era sempre Qualquer Coisa!!!

Agora a limusine prateada gigantesca parara a porta da Mansão. Quem seria? Todos os olhares de Mortais, Imortais e Aparições voltaram-se para a entrada do magnífico Salão Mayfair e todos os presentes mostraram-se reverentes com a iluminada figura parada ali naquele instante.

Ela, tranquila e segura, em meio a Vampiros, Mayfairs e outros, que faziam silêncio reverente enquanto a elegante mulher, a única sem máscara, mas nem por isso menos altiva e bela, dirigia-se em direção ao aniversariante que boquiaberto com um rápido olhar para Lestat que exibia o mais brilhante sorriso de "dono da festa", aprovando ao sobrinho com a cabeça, como quem diz: "Esse é o meu presente para você, querido sobrinho"

- Acho que todos esses meus filhos gostariam de nos ver dançando nesse momento, querido aniversariante. - Ela disse com voz doce e pausada - Concede-me essa contradança?

Então, como que por mágica as luzes diminuiram e uma luz desceu sobre Anne Rice e Jaja mais que nunca respeitoso e cavalheiresco, começaram a evoluir pelo salão sob o aplauso de todos ali presentes, ao som de uma exuberante valsa de Strauss.

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Lafayette
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/22/2011, 2:31 am

Jaja e a Sra. Rice dançavam no meio do salão, a luz que caía sobre eles deixava o momento ainda mais bonito. Ao redor, todos os convidados, sem exceção, os assistiam admirados e Lestat exibia um sorriso triunfante no rosto. Ao que a valsa de Strauss terminou e a próxima música começou, outros casais se juntaram a eles, dentre estes estavam Rowan com Michael. A esta altura, Julien já havia voltado do andar de cima com uma Claudia em espírito calmo.

Laila assistia os casais dançando, fascinada. Viu Armand, ele também tinha os olhos voltados para os que dançavam. A moça deixou a taça de champanhe vazia e, em uma decisão repentina, foi até ele.

- Armand. – Ela disse.
- Achei que nunca viria até mim.
- Sabes que sou tímida, além do quê, sabes que intimidas.
- Pois não deveria, por essas poucas horas, mortais e imortais são iguais.
- Se este é o caso, me daria a honra de uma dança? – A bebida certamente a ajudara com a recém-descoberta ousadia.

Ele sorriu e botou as mãos na cintura dela, ao que ela botou as suas nos ombros dele. Acompanhando a música, os dois dançavam e conversavam.

- Você é mal, poderia ter vindo falar comigo, sabe o que sinto.
- Tento escapar disso, manter as relações com mortais meramente pelo desejo vital, mas nem sempre é possível. Queria poupá-la, mas você mesma prefere a destruição.
- Sim, eu prefiro. Do contrário não teria vindo esta noite, noite que eu não perderia por nada nesse mundo. E você mente quando aqui também comparece. Mas é loucura minha achar que você se importa.
- Ainda acho interessante quando os vivos sabem o meu nome.

Ainda a conduzindo, o vampiro desceu sua boca até o pescoço dela e o perfurou. A jovem sentiu o êxtase que tantos ali presentes conheciam, mas que quase ninguém afora jamais sonharia em sentir, a não ser que fosse momentos antes da própria morte. Instantes depois, ele parou.

- Está insáciavel esta noite. – Disse ela, rindo.
- Vocês têm as bebidas prazerosas que lhes convém, e o que nos resta? Nada mais justo.
- Então não houve nenhum tipo de acordo prévio entre os vampiros em relação ao sangue?
- Cada um faz o que deseja, desde que não ultrapasse as vontades do outro.

Final de mais uma música, hora de parar com a dança. Ela o arrastou para o jardim.

- Armand, nos veremos novamente?
- Você não deveria, o amor idealizado é sempre mais bonito.
- Mas nem sempre é sincero.
- O que Daniel disse?
- Ele disse para eu ficar longe. Daniel acha que é são, mas na realidade sempre foi louco.
- Então você também é.
- Como todos aqui presentes.
- Não se esqueça de que sei o que está pensando.
- Então sabe o que eu quero. – Disse ela, segurando o pulso dele. Ele sorriu.
- Você quer tudo, não é mesmo? Não se contenta com o que já tem.
- Deixe seu lado anjo falar por esta noite, ou seria o lado demônio?

Ele deu uma pequena mordida no próprio pulso e o entregou a ela, que bebeu apenas um pouco, mas o suficiente para enlouquecer qualquer mortal.

- Devo ir agora, há outras que me esperam. – Disse ele, e a beijou no rosto.
- Armand, todo mundo o quer. – E ela o viu entrar novamente no salão. Olhando para baixo, viu um pingo vermelho no vestido branco.


Última edição por Lafayette em 3/27/2011, 4:01 pm, editado 2 vez(es)
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Ariel Castaneda
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/22/2011, 12:00 pm

A Mestra e a dança mais importante. Cláudia, o sofrimento de Louis. Laila, sangue de Armand. Yuri, Sophie, David. Délia e Estella, estonteantes. Imagens esparsas, como flashes. Ariel deixava rosto e máscara quase fundidos a uma parede fria na fachada, assim poderia continuar sendo inteira.

O Colecionador aparecera, é claro que faria isso, embora ela sempre se recusasse a acreditar. Deixara o bardo repousando, vestira-se, confeccionara a máscara, baile. Todos os seus irmãos no sangue ali. E assim pudera ignorar a presença constante.

Por fim, ele vencera - insistindo, sempre vencia dessa forma. Ofertas irrecusáveis que atingiam exatamente na falta de dignidade de Ariel. Ela concedia. Vendera-lhe amor, atenção, sexo, tempo, desenhos, textos, sorrisos, carinho, ultimamente vendia o lado.

O Colecionador pagava muito, muito bem, mas Ariel sabia que lado era uma não-coisa e que vender isso configurava absurdo até mesmo para ela. Passara a ignorar seu cliente. Ele se submetia. Qual seria o limite, Ariel cismava mentalmente, nunca chegando a vislumbrá-lo.

Até que a insistência alcançara First Street. Obrigara Ariel a atender.

_ Você não pode entrar.
_Mas comprometi-me a guardar seu lado.
_Dispensado está.
_Divido a cama com Lestat se você quiser, Ariel, deixe-me entrar.

Negou desanimada, balançando a cabeça. Lestat? Que absurdo. Ela adorava Armand, verdade, entretanto isso não era motivo. Não o corrigiu, trocar nomes na percepção limitada de um mortal obsesso, que inútil!

_ O bardo mudou você, Ariel, fica escondida atrás dele, vive por ele, pelas páginas imundas dele, por personagens que não a levantarão se você cair.
_Isso sempre fui eu. O bardo e eu, numa essência só. Não me cobre isso, não reclame sua moeda. Pagou o que quis. E não estou mais a venda.
_Então você vai ficar?
_Vou.
_Devo voltar daqui?
_Isso.
_Sabe que estive aqui durante todo o baile?
_Sei, e isso comprometeu minha presença muito mais do que eu gostaria de ter permitido.
_Essa é sua escolha. Se mudar de ideia...
_Não vou mudar.
_Eu sei.

Ariel sentira-se livre, vazia, culpada, assustada, doida, triste, sozinha, leve, apaixonada, feliz. Por isso punha o rosto na parede fria. Que conforto.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/22/2011, 6:45 pm

Délia estava pasma.
Vasculhara muitas mentes a procura de explicações para os eventos da noite, mas não teve uma pista sequer sobre o que acabara de acontecer.
Anne Rice estava ali.
Délia sorriu largamente. Tinha de falar com Lestat agora.
Andou pelo salão, admirando todos que dançavam, inclusive o casal principal, e procurou o Príncipe lentamente com os olhos. Ao passar perto da passagem para o jardim, cruzou com Armand.
- Boa noite, Armand. Não falei com você hoje?
- Não, você parece muito ocupada.
Délia riu.
- Eu? Você é quem está passando por todas essas mãos mortais a noite inteira.
- Isso é uma ofensa? - Armand perguntou, com um sorriso frio.
- Não, é uma acusação. Você não é mais anjo para elas do que elas são para você.
- Hmm. Conte mais. Estou precisando saber mais sobre isso.
- Usar ironia contra mim nunca deu muito certo, Armand.
- Não estava sendo irônico. Gostaria que você realmente me explicasse, que sentimentos estão em seus corações, se é amor ou vício, quem controla quem.
- Porque alguém tem de controlar.
- É claro.
Délia parou. Esticou a mão para passar sobre os cabelos de Armand, que não recuou. Com os dedos firmes entre os fios de trás da cabeça, ela olhou para o vampiro. Pareciam prestes a se beijar.
- É amor. Você sabe tão bem quanto elas, todas.
- E quando elas não sabem?
- Elas sabem.
Délia se aproximou mais, ficando com o rosto bem perto do de Armand. Encostou sua testa na dele.
- É a sua sina - ela murmurou -, não é? Você atrai os outros com tanta intensidade que repele a si próprio. Anjo caído e anjo ascendente. Você pode lidar com si mesmo?
- O que acha?
Délia levou os lábios para frente e encostou nos de Armand, com muita leveza, e então se afastou.
Olhou para ele por um momento muito curto e sumiu.
Lestat. A noite só terminaria com Lestat.
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Fleur de Feu
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/22/2011, 7:03 pm

Fleur parou ao lado de um violino inebrinate que voltara a tocar.
Nicolas era extremamente belo.
A vampira teve vontade de chorar.Mas não podia estragar sua máscara de sangue.Se fosse para manchá-la,que fosse com o sangue de outrém.
Sorriu.
-Você sorri,mas não é isso que gostaria de fazer.Por quê não vai e faz o que sua mente maligna lhe diz? - perguntou Nicolas abruptamente,em meio a uma breve redução no som do violino.Parecia um susurro agora.
-Não é um bom momento - limitou-se a responder.
-Está pensando nele?
Silêncio.
-Nele...em tudo - respondeu Fleur. -Às vezes me sinto deslocada ou com uma necessidade enorme de alguma coisa que eu não sei explicar o que é.
-Isso é a morte sufocando você querida.Não sei se fez isso por você ou por ele,mas agora que você apagou as luzes,vai ter que andar na escuridão.Entretanto,devo ser sincero.Pode não conseguir. - disse Nicolas suavemente.
-Foi isso que aconteceu com você?Você sucumbiu?
-Talvez.
-O que eu faço então?
-Acho que eu não sou um bom conselheiro.A noite, o sangue...Lestat... - ele levantou o canto dos olhos diante desse nome.- Tudo te enlouquece.
Fleur olhou para A Mestra,dançando com Jaja.
Realmente,enlouquecedor.

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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/24/2011, 5:55 pm

Sophia parecia estar em outro mundo, via tudo acontecer mas estava alheia a tudo.
Via os convidados dançando alegremente, via Aaron falar sobre arte com um homem a seu lado, via Anne Rice... Anne Rice? Riu. A imagem lhe tirou do estado de imobilidade.

- Vai ficar aqui? Desde quando ficou velha? Parecia ter só vinte e poucos anos alguns minutos atrás, ganhou mais uns cinquenta nesse meio tempo? - perguntou Aaron.
- Existem alguns momentos em que de fato me sinto uma velha. Gostaria de ter o espirito leve e jovem sempre. - disse Sophia.
- Não é momento para lamentações. Vá se divertir, e se me der licença... Minha adorável e animada esposa está me chamando. - disse Aaron.

Mais algumas taças de vinho e Sophia resolveu que voltaria a... como disse Aaron, 'borboletear pelo salão'.

Saiu da mesa do Talamasca, caminhando alegre pelo salão.
Tudo parecia mais belo, mais colorido... Havia tirado o véu que lhe cobria a visão?
Talvez fosse um daqueles momentos em que piscamos e descobrimos que não estavamos vendo o que realmente acontecia.

" Há algo de muito estranho nesse lugar... Há algo de muito estranho nessa situação. Criaturas naturais e sobrenaturais dividindo o mesmo espaço nunca dá boa coisa".

Caminhando distraida observando tudo tal qual uma criança curiosa esbarrou em... Louis?
O que ele fazia ali? Não, não no baile,mas no salão.

- Sophia... fazem alguns anos. - disse o vampiro, mudando o olhar de direção.
- Sim, fazem alguns anos que você tentou me matar. - riu.
- Não precisa me lembrar disso. Mas também, você anda por ai, pela madrugada como se não tivesse motivo algum para temer algo.
- Motivo simples: eu não tenho nada para temer. Quer dizer, tenho até... mas, nada que envolva você.
- Importa-se em caminhar um pouco comigo?
- Não, e não quero caminhar, dance comigo Louis. Nós dois precisamos esquecer nossos fantasmas essa noite. - disse Sophia.
- Acredito que sim. Tenho tantos fantasmas para esquecer, como posso ter errado tanto, Sophia? Como posso ter... Feito o que fiz a ela. - Louis ainda lamentava pelo comportamento de Claudia.
- Você fez o que manda a sua natureza, e ela... Perdeu sua razão, querido. Ela faz o que faz apenas pelo prazer de atormentá-lo, tenho minhas duvidas de que seja assim tão ressentida. E não vamos transformar nosso agradável encontro em lembranças ruins do passado.

E assim Sophia conseguiu fazer com que Louis sentisse algum conforto em estar naquele salão, e fazê-lo dançar... Como todos os outros na festa.


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Ariel Castaneda
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/25/2011, 9:56 pm

O coração voltara a bater com a musicalidade de antigamente, coisa que, realmente, Ariel acreditava desaparecida. De repente, tudo era valioso e merecia apreciação, como antes, isso era exultar, concluiu; era o verbo exultar voltando a seu vocabulário prático. Na verdade, ela estava apreciando, como nunca, viver.

Louis e Sophia... Que situação delicada, como todas as situações envolvendo o vampiro de olhos verdes. Amava-o tanto, tanto! Sentia inclusive um instinto absurdamente protetor em relação a ele. E adorava vê-lo na companhia de moça tão amável.

É verdade que as últimas atitudes adotadas por Ariel cansavam-na demais e lhe davam ganas de permanecer para sempre encostada à parede. Só mesmo Armand para tirá-la dali.

_ Oi, meu anjinho, só você eu ia querer agora.

Ele estava leve, sorridente. Tudo parecia realmente mais leve.

_Sabe, Mandie, quando eu o vejo sem camisa assim, lembro de um anjinho no Studio 54. Desculpa, estou aceitando qualquer besteira que me venha à mente.
_Dispensou o Colecionador, não foi? Sabe, você está sorrindo tanto que não se faz necessária a leitura de mente.
_É...
_Nem falou de mim para ele, eu o vi descendo a rua odiando Lestat.
_Desculpe-me, mas achei tão absurdo o argumento do obsesso que não quis discutir.
_Sabe, se ele voltar a incomodá-la, vou ter de corrigi-lo...

Ariel riu, porque tudo era engraçado também.

_Agora, diga-me uma coisa, criatura do ar. Tem algo, tem algo que devo perguntar, porque afinal você ainda professa a cristandade e eu. Ariel, está sentindo um cansaço extremo?
_Dispensei o cliente de uma existência, nasci de novo. Vir ao mundo cansa, não?
_Cansa. Eu a vi nessa parede, quase desmaiada. Digo, tive de me esforçar para vir até você, e os convidados, lentos, eventos lentos, certa animosidade... Estou doido.
_Não, espera. Como se nada se desenvolvesse, como se tudo estivesse num ritmo mais arrastado.?
_Assim.
_Mas o que tem a cristandade, amado?
_Só um palpite.
_Prossiga.
_Ariel - Armand parecia estar se esforçando muito, memórias difíceis, talvez -, você sabe uma missão de Lestat, de uma coisa que, você já ouviu a história de um Lestat abandonado em chão de capela, de.
_Eu sei, eu sei - Ariel segurou o rosto do menino de mármore com as duas mãos, ele não precisava concluir raciocínio. Cláudia e Nicholas e a inexplicável água melódica, aqueles espíritos perdidos tão carnificados ali, santo Deus. - Memnoch.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/26/2011, 1:23 pm

Délia continuou a caminhar até encontrar quem queria.
Lestat, incrivelmente, estava sozinho. Encostado em uma parede, quase desleixado, mas elegante, ele viu Délia se aproximar. Abriu um estonteante sorriso, e ela retribuiu.
- Dama de Fogo, boa noite - disse ele, pegando a mão de Délia e beijando-a.
- Formalidades?
- Não acha que são necessárias?
Délia riu.
- Não sei se essa pergunta é absurda por ser feita para mim ou porque você é quem está perguntando.
- Por quê? Você está muito formal hoje, tem de admitir, ao menos em comparação com suas passagens na Ilha da Noite.
- Claro, mas não por necessidade.
Délia se aproximou.
- Quero você em meus braços. - ela murmurou.
- Para quê?
- Você irá rir.
- Fale.
- Para te proteger. Se é que amor é proteção, de alguma forma.
Lestat a observou com dor nos olhos.
Os dois haviam ouvido o nome vindo da boca de Ariel, os dois ouviram Armand com ela. Lestat não parecera surpreso; difícil pensar que isso não passara em sua mente. Délia, porém, fez de tudo para não deixar transparecer seu horror quando ouviu aquele nome, enquanto ainda estava procurando pelo loiro.
Lestat sorriu, triste.
- Jogue-me todo o amor que quiser, Délia. Se é proteção ou não, não importa. É amor, e eu não me cansarei dele.
Délia não esperou e abraçou Lestat, o salto de sua bota fazendo com que ficassem quase na mesma altura. Beijou seu pescoço e afagou seus cabelos, enquanto ele apertava uma mão na cintura da vampira. Délia segurava sua máscara com a mão livre, caída ao lado do corpo - a tirara quando viu Anne Rice, antes de falar com Armand.
Lestat foi mais rápido que ela. Agarrou os cabelos vermelhos de repente e os afastou, para ter o pescoço livre. Délia gemeu de dor e prazer quando os dentes a perfuraram, e não se importou se Lestat queria ou não que ela fizesse o mesmo. Mordeu também, e quando sentiu aquele sangue em sua boca, quase perdeu o peso do corpo.
Desespero, medo, coragem, petulância. O que mais poderia estar ali? Amor, muito amor, a percepção do sentimento, nele e nos outros. Aquelas não eram visões do que Lestat já viu... E sim do que sentiu. Bem, é certo, para alguém que sentiu tanto e com tanta intensidade.
Parecia um furacão! Paixão, luxúria. Vaidade, claro. Raiva, agonia, felicidade, prazer, incredulidade, egoísmo.
Vazio.
Será que ele teria feito isso com qualquer um que aparecesse ali naquela hora? Talvez.
Akasha, a posição era a mesma, trocando sangue com o Príncipe. Mas Délia não era uma Rainha, não. O que será que ele estava captando dela? Imagens de sua Grécia, os mortais que teve e que já morreram, ou só seus sentimentos também, os que ela sentia por ele? Não conseguia definir, Lestat enchia sua mente e seu coração, ela não conseguia pensar em si.
Ele tirou os dentes da carne branca daquele pescoço, que logo se curaria, e gentilmente empurrou Délia para que parasse também. Ela lambeu sua pele antes de se afastar e olhou para ele.
Lestat levantou um dedo e passou pela boca da vampira. Não havia sangue ali, ela engolira tudo. Ela permitiu, não se importava que ele fizesse qualquer coisa.
- Por que você me ama? - ele perguntou.
Délia levantou a mão livre - a outra ainda segurava a máscara - e afastou o dedo dele de sua boca. Foi com o rosto para frente o beijou. Não parecia em nada com o beijo leve e casto que dera em Armand, e sim com uma mistura de paixão, medo e dor. Ele retribuiu.
- Não sei - ela disse quando pararam. - E não estou nem um pouco preocupada em descobrir.
Lestat sorriu.
Estavam tão próximos, ele encostado na parede, ela pressionando seu corpo contra o dele. Mas sabia que precisavam se afastar. Alguma coisa ainda estava acontecendo no Baile... Ela não ouviu enquanto bebia o sangue, aquele sangue, mas ouvia agora. Alguém gritara em algum lugar. Claudia? Será que veio do segundo andar? Ela havia descido. Onde estava Julien? Armand e Ariel não estavam mais no mesmo lugar.
Délia fitou os olhos de Lestat e disse silenciosamente que não queria sair dali nunca mais.
- Precisamos, chérie.
- Por quê?
- Porque assim é a vida.
- Estamos mortos.
- Não, você sabe que não. Estamos mais vivos do que jamais fomos como mortais.
Délia abaixou o olhar. Afastou-se um pouco e colocou a máscara novamente. Pôs um sorriso no rosto. E, arriscando um francês forçado, disse:
- Venez à la grande finale, mon amour.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/27/2011, 10:07 am

Felicidade, alegria, vivacidade... Isso é ser jovem?
É ser mortal? Sim... Sophia agora sentia-se feliz em ser mortal e dançar.
Talvez fossem os olhos de Louis. Havia algo de trágico, algo de belo, algo que fazia com que ela visse o mundo de um outro ângulo. Que era feliz, comparado ao mar de angustia que eram aqueles olhos verdes.

Por alguns momentos ver o mundo girando e girando a sua volta era maravilhoso, era um mundo a parte, o mundo de alegria, o mundo que foi quebrado como um espelho fraco quando Louis ouviu... " Memnoch."

- Algo errado?
- Algo fora de seu devido lugar. O lugar dos demônios não é no inferno?
- Depende, você está aqui, eu estou aqui. Talvez o lugar dos demônios seja por ai, atormentando e enlouquecendo os simples e inocentes mortais.
- Mas alguns demônios, não deveriam sair do lugar que lhe compete.

O vampiro desculpou-se e saiu.

Sophia tentou descobrir o que acontecia, tudo continuava terrivelmente igual, apenas... olhares mais atentos dos imortais e seus companheiros.

Tudo parecia uma pintura surreal e incompreensivel.

Havia alguém ali para lhe mostrar como interpretar aquilo que via?
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Lafayette
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/27/2011, 3:05 pm

Laila voltou ao grande salão duplo, sentia-se desolada, como sempre acontecia no final das festas. Sentia uma certa perturbação no ambiente, mas não sabia dizer da onde vinha. Era certo que muitos estiveram preocupados durante a noite sobre como Claudia e os outros estavam ali, mas ela não se importava. O importante para ela era o momento em si, que todas aquelas presenças estivessem ali, fazendo o que estivessem fazendo, se divertindo e divertindo os outros. Como chegaram ali e para onde iriam depois, ela não queria pensar nisso. Nada dera errada esta noite, então por que se preocupar?

Notou que o salão já se encontrava mais vazio, pessoas que ela não conhecia já iam embora, e aquela desolação a atingiu com mais força agora: a noite estava acabando. Dali há pouquíssimas horas deixaria o mundo de sonhos para voltar de encontro a realidade. Fez alguma esforço para se recompor, se tinha poucas horas para aproveitar, então que as aproveitasse com tudo o que tinha direito. E quem ali mais sabia se divertir se não Stella?

Olhou com mais atenção para as poucas pessoas que ainda dançavam, achou Stella. Era de se esperar que ela fosse das últimas a desistir e, por algum motivo, parecia que ela atraía aquelas pessoas ao seu redor. Trocara de roupa depois do banho na piscina, e agora vestia um vestido roxo e máscara prateada, como a provocante melindrosa que era. Ela esbanjava charme e sensualidade ao ritmo da música, com um copo de champgne na mão.

Laila se aproximou de Stella e começou a dançar. As duas sorriram.

- Quisera eu saber dançar como você, Stella. – Disse a moça, alto para que a outra pudesse ouvir.
- É tudo uma questão de você se entregar a música, não há muito mistério nisso.
- Sim, ou talvez eu apenas não tenha o mesmo entusiasmo e habilidade que você, por isso tanto a admiro.
- Obrigada. Mas veja só, vou lhe mostrar como é fácil. – E pegou a mão de Laila, fazendo-a acompanhá-la. Deixou a outra mão livre entregando o copo ao garçom que passava.

As duas dançavam, agora cada uma com seu próprio ritmo, mas de certa forma, com os seus movimentos se completando.

- Sabe, é uma pena que tantos já tenham ido embora, o sol ainda nem nasceu. - Disse Laila.
- Ora, isso é normal. Nem todos compartilham do nosso entusiasmo. - A outra respondeu.
- Notei certos ares de preocupação neste salão. Sabe o que está acontecendo?
- Sei, mas há certas coisas que nem todos precisam saber.
- E você está preocupada?
- Não, estou aproveitando esta noite como se fosse minha última, porque definitivamente é. Pensar no depois só quebraria o esplendor do momento.
- É exatamente o que eu estava pensando. Agora me diga, Stella, esta festa está tão boa quanto as que você costumava dar?
- Eu diria que está no mesmo nível. Minha bisneta Rowan se superou. - Disse, rindo.

Um homem que Laila não conhecia veio falar com Stella, e a moça percebeu que este era o momento de deixá-la.

Por mais que tentasse não se importar com aquela inquietação entre os convidados, aquilo a estava perturbando. Precisava saber o que estava acontecendo. Viu Sophia em um canto sozinha, parecia pensativa.

- Olá, Sophia. Aproveitou esta noite como deveria?
- Creio que sim. Mas devo lhe dizer, esta ainda não acabou.
- Estou de acordo. Também notou certa inquietação entre os convidados?
- Sim.
- Sabe o que está acontecendo?
- Não estou bem certa se é o que estou pensando, mas vou descobrir.
- Se souber de algo, eu gostaria de saber.
- Pode deixar. Agora se não se importa, vou ver o que está acontecendo.
- Vá lá. - As duas sorriram e Sophia se foi.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/29/2011, 7:56 pm

A festa ainda durava, mas o sonho estava quase no fim.
Talvez uma esperança remota de algo... Sophia tremia por dentro..
De dez em dez anos, logo tudo estaria acabado, de dez em dez anos tudo que conheciam mudaria... Em dez em dez anos, o amor pereceria... De dez em dez anos, logo ela não existiria. Amores mortais, amores imortais... E o que havia depois dessa vida desgraçada de tivera? O nada? Um paraíso onde não poderia entrar?

Mas a preocupação com o que aconteceria ali, martelava em sua mente.
O amanhecer estava próximo, e logo todos os imortais se recolheriam.
Logo, toda a mágia que a cercava quebraria e seria reduzida a lembrança.


- Sonhando, Sophia? - era David, mais uma vez. Sempre tão terrívelmente constante.
- Lamentando.
- Lhe prometi que voltaria, que te encontraria mais uma vez. E não lamente, que motivos teria?
- Mas por quanto tempo? Por quanto tempo estaremos aqui? Por quanto tempo você estará aqui? - respondeu.

Sophia lamentava por sua própria inabilidade de mudar o que precisava mudar, e principalmente porque previa que algo muito, muito, inesperado aconteceria.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/29/2011, 10:48 pm

Aproveitando o fim da festa Moriggan saiu da janela de onde havcia observado tudo usava uma capa preta com um capuz q lhe cobria o rosto havia aproveitado a festa a sua maneira,
cumprimentou os mortais e imortais q ainda estavam presentes e desejou "uma boa vida eterna" ao primo Jaja , e subiu para o segundo andar para procurar ( ou pelos menos tentar achar) Claudia.
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Lafayette
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/30/2011, 7:41 pm

Finalmente Laila foi falar com o famoso Príncipe Moleque.

- Lestat! Eu não poderia ir embora sem antes ter a honra de falar com você. - Disse ela.
- Concordo. Você realmente não deveria. - Ela riu da resposta dele.
- Não necessitamos de apresentações, não é mesmo?
- É claro que não.
- Sabe, me sinto nas nuvens. Que noite mais incrível! Acho que nunca em minha vida testemunharei um evento igual a esse. Para tornar tudo isso mais perfeito, só mesmo se tivesse a oportunidade de vê-lo cantar. - Disse ela, brincando.
- Como você descobriu? - Disse ele, abrindo um largo sorriso.

A jovem o olhou, incrédula.

- Você está falando sério?
- Por que eu mentiria?
- Mas por que tão no final?
- Somente para ser mais memorável.
- Mas é claro, que pergunta a minha!
- Agora se me permite, chegou o meu momento, pois daqui alguns minutos o sol nascerá. - E beijou a mão dela.

Laila o seguiu com os olhos, ainda não acreditando. Ele foi até a varando lateral, onde se encontravam os músicos, estes, muito versáteis, mudaram dos instrumentos clássicos para a guitarra, bateria, baixo e teclado. Nick continuou com o seu violino. Então Lestat, com sua voz sobrenatural, chamou a todos, sem nem mesmo precisar de um microfone:

- Então, meus caros convidados, lamentavelmente a noite está prestes a acabar. E como uma última homenagem ao meu querido sobrinho, à todos os que se mantiveram presentes até o final e, é claro, a nossa querida mestra Sra. Rice, eu vos dedico essa música. - Disse, com toda aquela pose de rockstar. E começou a cantar uma de suas antigas composições.

"But those of you with tongues,
sing my song.
Sons and daughters Children of darkness
Raise your voices Make a chorus Let heaven hear us
Come together, Brother and sisters, Come to me."

Laila sentiu um arrepio ao ouvi-lo cantar, e ainda o violino de Nick acompanhando tudo.




Última edição por Lafayette em 4/1/2011, 1:00 am, editado 1 vez(es)
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Fleur de Feu
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/30/2011, 10:39 pm

-Estava demorando que fizesse algo mais célebre- repetiu Nicolas,estendendo a mão para Fleur e tirando-a do chão.
Lestat começava cantar.Estava quase amanhecendo.
Uma pena que aquela noite estivesse chegando ao fim.Queria mais tempo com Lestat,David,Jaja e os amigos da Ilha da Noite.Viu Ariel e sorriu de longe.
-Querido Nick,acho que preciso de algo mais...entorpecedor, por assim dizer.
Nicolas sorriu,puxando Fleur para si.Não demorou muito para que a deixasse provar do mel que atraía a qualquer criatura daquele salão.
Era um abraço mútuo,Nicolas pareceu se entregar também.Sangue ia e vinha diante da doce voz de Lestat

-Acabou?- riu Fleur.
-Você ainda precisa distribuir um pouco mais de afeto.Até breve minha bela - Nicolas a beijou nos lábios e se foi.Como uma assombração.E talvez fosse mesmo.

-Atrapalhada?- indagou uma voz atrás de Fleur.
Laila.
-Olá querida.Está em missão?Descobriu algo? - sorriu Fleur.
-Ainda não.Mas pretendo.
-É...não creio que um salão cheio de mortais,imortais e possíveis assombrações não tenha algo mais a contar antes do nascer do sol.



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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/31/2011, 9:48 am

Ariel gargalhou. Pois não era o timbre inconfundível de Lestat? Parecia que explodiria de felicidade, assim, apenas luzes dentro de si, vontade incontrolável de gritar, de estar junto, de viver o que, visto à luz do amanhecer, parecia um sonho do qual jamais despertaria se pudesse escolher.

Correu para balançar os cabelos no salão, era isso mesmo, Lestat cantando. E o suor fino de sangue, ali, e Louis com o espírito mal contido de veemência - isso, o que ele sentia por Lestat era nada menos que veemência - ali, o príncipe tão orgulhoso de si quanto nos tempos antigos; antes de suas aspirações a santidade, quando o culto ao savoir vivre ditava as regras, se é que alguma havia.

A atmosfera era elétrica. Ela sentia mini-choques nas pontas dos dedos, nas solas dos pés, estômago flutuante. Estava descalça, já sem máscara, mais descabelada que nunca. Livre e vulnerável. Qualquer coisa lhe podia suceder, so summer free, para sentir cada nota guiada pela garganta preternatural, para ser simplesmente jogada sem direção, que podia ela contra uma reunião daquele porte?, poeira no vento, como seu próprio nome sugeria, o espírito do ar do bardo, bardo, amor de minha existência, obrigada por me fazer quem sou e colocar-me exatamente aqui, no meio do som e da fúria.

Lestat a viu. Velhos conhecidos. Era absurdo o mote, ela com 26 anos mortais; entendia, entretanto: Por favor, "Freak on a leash", Lestat. Pelos velhos-não-velhos tempos ele aquiesceu.

You'll never see me fall from grace
Something takes a part of me.
You and I were meant to be.
A cheap fuck for me to lay.


Que todas as coisas se danassem, não era essa a maior lição de seu vício por Armand, danação? Que danação aquilo tudo, criaturas singulares, de eras singulares, inverossímeis, ali, numa incrível ópera rock, suando sangue, luxúria e fantasia.

Foi rápido assim:

No calor da melodia danada, Nicholas e um solo veloz, Lestat vociferando, como um desafio, Chop Suey!,

Wake up (Wake up)
Grab a brush and put a little makeup
Hide the scars to fade away the shake up
(Hide the scars to fade away the)
Why'd you leave the keys upon the table?
Here you go create another fable

You wanted to
Grab a brush and put a little makeup
You wanted to
Hide the scars to fade away the shake up
You wanted to
Why'd you leave the keys upon the table?
You wanted to

I don't think you trust
In my self righteous suicide
I cry when angels deserve to DIE!!
(Ahh)

Wake up (Wake up)
Grab a brush and put a little makeup
Hide the scars to fade away the
(Hide the scars to fade away the shake up)
Why'd you leave the keys upon the table?
Here you go create another fable

You wanted to,
Grab a brush and put a little makeup
You wanted to,
Hide the scars to fade away the shake up
You wanted to,
Why'd you leave the keys upon the table?
You wanted to

I don't think you trust
In my self righteous suicide
I cry when angels deserve to die
In my self righteous suicide
I cry when angels deserve to die!

Father! (Father!)
Father! (Mother!)
Father! (Fuck You!)
Father!

Father, into your hands,
I commend my spirit!
Father into your hands,

Why have you forsaken me?
In your eyes, forsaken me
In your thoughts, forsaken me
In your heart, forsaken me

Trust in my self righteous suicide
I cry when angels deserve to die
In my self righteous suicide
I cry when angels deserve to die.


Todos rendidos, mais e mais afetadamente àquela harmonia impossível.

Porém Gabrielle, na parede, séria, aguçada. Um déjà vu? Ariel completamente tonta, acordes acelerados demais, excessivos para seus sentidos mortais, enlouquecedores - Lestat gritando mais e mais alto, Nicholas ferindo as cordas com séculos de ódio recolhido, oitavas altas, altíssimas, náuseas, a juba loira encharcada de suor vermelho, chão que desaparece, estridência, vidros de janelas partidos, braços calmos amparadores, dor absoluta, fim da canção:

Lestat arrancara camisa e casaco com uma só mão.

Nicholas espatifara violino e arco de uma só vez, estendera braços receptivos para a plateia.

Claudia viera correndo e subira em seu colo.

_ Então chora quando anjos merecem morrer, pai?

Louis precipitara-se apavorado. Lestat estendera o braço para barrar-lhe o impulso.

_Quando anjos merecem, eu choro - frisou a palavra santa.

Olhares não matam. Cláudia e Nicholas apertaram as mãos.

_Que belo quadro! - escarneceu o príncipe - Nicholas e Cláudia no inferno. Por que não estou surpreso?

_Por que, Lestat? - o violonista zombava - Porque é muito egoísta para colocar-se no lugar dos demais. Acha que desaparecemos simplesmente? Apenas para seu mundo de vaidade.

_Sim, seu maldito. Padecemos cada dia novamente, eternos prisioneiros de seus erros!

_Prisioneiros não frequentam bailes, Claudia.

_Não, não frequentam. Mas eu tinha um crédito com alguém influente.

Ariel sentiu como se o ar se envenenasse. Escondeu o rosto no abraço de Daniel. Sabia que era Memnoch ali, e ela, viva, não podia ver aquilo. O homem comum, pensava em choque, o homem comum.

_Deitado num convento não me serviria apropriadamente - nenhuma respiração. O amanhecer fora suspenso para que aquela voz do início da criação se pronunciasse.

Lestat fez um trejeito cético.

_E o que Claudia teria a ver com isso?

_Ela? Afetaria mortalmente a única criatura com quem você já se importou.


_Claudia - Louis balbuciou no auge do desamparo. A pirralha eterna teve seu momento de triunfo. Nicholas não compartilhara dessa pequena vitória, tão tomado pelo desprezo estava.

_E agora - seguiu firme a menina-mulher - afeto você, maldito! - os dois irmãos na desgraça avançaram para o cantor principal da peça.


.
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Desvaneceram. Como num sonho. O homem comum acenou, sorridente, em despedida.

.
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.

Lestat estava sozinho no centro do salão. Louis correra para ele mas contivera-se ao parar a seu lado e ampará-lo com as mãos em seus ombros. Gabrielle respirava alívio. Marius, Pandora e David baixaram a guarda. Armand zombava com o olhar.

.
.
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Os Mayfair, deliciosamente perplexos, sabiam que este fora o melhor baile que ocorrera naquele local. Sra. Rice, a um canto, examinava serenamente a pertinência dos olhos-de-sogra na mesa de doces.


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.

_Ariel, vamos agora, é quase dia. Armand me confiou sua volta.

_Sim, obrigada - já estava dormindo ao cruzarem a porta. Certamente Daniel a colocaria em segurança ao lado do repouso do bardo, no jardim da criação, de frente para a árvore da vida.

I love you


Última edição por Ariel Castaneda em 3/31/2011, 11:57 am, editado 5 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/31/2011, 11:31 am

Délia passou por tudo sozinha.
Sentiu seu coração bater o mais forte que podia enquanto Lestat cantava, Lestat, seu Príncipe, seu... O quê? Não era nada seu, além do maior amor de sua vida imortal, e o que isso significava? Tudo, nada, para ela e para ele.
Não importa. Délia não sabia se fechava os olhos, como sempre fazia ao ouvir aquela voz cantando, ou os mantinha abertos para apreciar cada detalhe, cada gotícula de suor de sangue na pele branca.
Não poderia fingir indiferença agora. Não, ela não conseguia fazer isso quando música estava envolvida, nunca conseguiu, e com Lestat ainda? Deixou seu rosto transparecer toda sua emoção, coberto pela máscara, sim, mas mostrando seu interior de qualquer forma. Délia acompanhou a música com os lábios, cantando muito baixo junto com Lestat, sem desviar os olhos dele. O Príncipe olhou para ela em certo momento - com certeza, olhava para todos que o amavam e o admiravam, vaidade! - e deixou que ela sentisse e imaginasse que estava cantando exclusivamente para ela, apesar de saber que não era verdade. Délia sentia o contrário; ela estava cantando para ele.

Why have you forsaken me?

Será que o sangue que saía de seus olhos podia ser visto? Sim, escorria para seus lábios, Délia sentia o gosto das próprias lágrimas.

Trust in my self righteous suicide.

Não conseguia parar de olhar, ouvir, sentir, estava no ápice, não aguentaria mais!
I cry.

A música estava acabando e Délia deixou-se cair na parede atrás de si, fechar os olhos, tentar absorver tudo aquilo sem chorar mais e sem desmoronar completamente. Mas que droga, isso não era justo. Música, Lestat. Não era justo com ela. Não era possível manter-se estável assim.
Não é preciso manter-se estável, Délia.
David.
- Você tem o direito de dizer isso?
- Preciso ter? Renda-se, como estava agora mesmo. Não é preciso manter-se estável quando se trata de Lestat. É quase impossível.
- Quase. Eu deveria conseguir superar esse 'quase'.
- Ah, vocês, vampiros altivos. Deixe o orgulho de lado. Sabe que deve.
- Foi meu orgulho que me fez chegar aonde estou, David. Mas concordo com você. Agora, deixe-me prestar atenção no que está acontecendo.
A comunicação mental cessou e Délia viu Lestat sem a camisa, Cláudia num relance, Nicolas. Gabrielle no canto, porque não falara com ela? Agora não havia mais tempo, só restava admirá-la por alguns segundos, admirar seu controle. Sim, ela queria ter isso, a frieza, o auto-controle, mas também não queria. Gabrielle, o que está aí dentro? Só a preocupação por Lestat? Era possível, bem provável, mas ninguém saberia. Pensamentos são superficiais e enganosos, não são? Nem tente entrar na mente dela.
Chega de adivinhações. Ela tentaria encontrar Gabrielle em algum outro momento na eternidade. Quando teria essa oportunidade, quando a vampira apareceria para o mundo novamente, era impossível saber, mas a esperança jamais morreria.
O homem comum.
Délia não poderia tê-lo visto.
A intensidade de sentimentos voltou, mas não como êxtase. Délia gemeu, e a dor só não continuou porque tudo aconteceu rápido.
Ouviu Cláudia falando, Nicolas, contra Lestat. Idiotas. Idiotas! Queria matá-los.
Louis, a base de tudo para o Príncipe. Ah, quão lindo e trágico era aquilo. Délia sorriu, incrédula com a própria expressão.
Cláudia, pare de falar! Se chegar mais perto de Lestat...
Desapareceram.
Meu Deus, como o alívio poderia ser tão grande? É o sentimento mais esmagador, talvez mais que dor, alegria ou satisfação.
Délia olhou para o lado. As bruxas, onde... Stella sumira. Ah, claro. Estavam mortos... Julien. Julien!
- Adieu. - Délia murmurou. Amor desgraçado, não queria senti-lo.
Ela viu Lestat no centro do salão. Ele estava bem, tudo estava bem. Armand, David, Gabrielle, Marius, Pandora, Selene, Rowan, Michael, Mona, Daniel saindo com Ariel, Laila, Sophia, Fleur, Jaja, Danni, Dellanuit, os membros da Talamasca.. Aaron!
Délia estava ficando tonta. Tantas pessoas, vampiros, bruxos, mortais. Cada um significando algo diferente para ela. Ela não poderia viver sem eles, sem falar com eles, ler sobre eles. Não podia, e não conseguia se lembrar da época em que não os conhecia. Amava, mas redescobriu o amor com eles.
Olhou para Anne Rice. Não havia nada para falar. Ela sabia.
Lestat e Louis no centro do salão. Deu uma última olhada para cada um dos presentes e caminhou para a porta.
Tudo estava bem, e isso bastava.

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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/31/2011, 3:20 pm

Agora tudo acabara.
Era dia, dia... O sol cumpria seu ciclo interminável.
Dia... Sim, a noite trazia mistérios e amores, mas o dia... Era tão claro, tão terrivelmente claro, não havia espaço para a fantasia, para ilusões, muito menos para amores. Amores imortais. Eros... Ele se fora, mais uma vez. Agora era vagar. Vagar em sua insignificância mortal, vagar dentro de sua alma. Alma?
Alma imortal, alma invisível. Alma....


Que som é esse? O que é essa voz? O que fazia sua própria alma sentir uma animação? Porque queria se aproximar desse som? Som...

Lestat? Sim, o vampiro Lestat. Ele cantava. Seria permitido sorrir para ele? Seria permitido chorar com sua voz? Oh, Lestat.
E ele, onde estaria? O dia, era o dia. Eram os anos. Os vampiros.

Agora Sophia ouvia a si mesma cantando. Alegre, via que os outros estavam ligados a ela por uma mesma emoção.
Admiração. Presos a ele, sim. O vampiro Lestat. É o que une todos esses vampiros, bruxas e mortais numa teia de desejo e admiração.

E Eros? Estava longe, caminhando para longe dela, caminhando para longe... Mas era uma máscara, e as máscaras estavam caindo. Sim, o dia faz cair as máscaras. E a máscara dela, era uma máscara de amor.

- Eu o amo! - disse, virando-se para o lado. Onde esperava estar alguem, que já não estava mais ali. Admirando o próprio som de sua voz, ao conseguir liberar aquelas palavras. Reprimidas por anos de inabilidade em expressar seus sentimentos com ele. Reprimidas por diferenças,regras,segredos. Sangue... Sangue maldito.
Odiava o sangue e seus mistérios. Tinha medo dele.
Medo do infinito.

Mas não, era a hora de cair as máscaras.

- Eu o amo! - Repetiu agora com mais convicção e em alto som.
Agora desejava não saber nada do que sabia. Ter noção de como é eterno, de como é imutável. De como é inatingivel.

Desatou o laço que prendia a máscara, e a carregou nas mãos.
Agora o olhos escuros e profundos poderiam ser vistos realmente...

Ia embora, era hora de ir.

Sim, era a hora de voltar para o dia. Ser o que era, sem os mistérios da noite.
Se despediria sem palavras, sem gestos e sem amor. Adeus aos mistérios.
Voltar para a casa. Para sua vida cheia de segredos, mas nada de mistérios.

O amava, mas não o encontrava mais. Onde estava?

Eram tantas pessoas,haviam tantas pessoas ali antes? Só agora que seu coração gritava por ele. Ah, sim. Bela hora de desaparecer David!
Realmente pensou isso? Ao menos em pensamentos seria permitido dizer que o amava.
E pensar em quem amava. Não simplesmente pensar que ama alguém, alguém sem nome e sem rosto. Ele tinha um rosto, um nome...

Rosto da noite, voz calma e adorável, olhos falsamente mansos, um coração inquietante.

Respirou profundamente e se virou novamente, agora para o outro lado. E não que ele estivera ali? E ouviu, ou ao menos sentiu seu grito desesperado.

- Acabou. - disse Sophia.
- Sim, a noite acabou.
- Não, as máscaras acabaram.

Ela jogou sua bela máscara no chão e a pisoteou. A quebrou ao meio.

- Acabaram as máscaras, é o fim da noite, começo da manhã. Adeus, David, querido.
Adeus aos outros imortais tão graciosos e belos. Adeus para os mistérios.

Deveria falar que o amava? Mais dez anos de solidão e segredo?
Um coração sangrando e um sorriso falso no rosto?
Sim, sua máscara de amor.
O amava, e ele sabia. Mas admitir, quebraria sua máscara que era seu esconderijo.
Máscara de amor, outro amor para esconder o verdadeiro.

- Adeus, Bela Sophia.
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