A Ilha da Noite

Para aqueles que amam o maravilhoso mundo criado pela Mestra inigualável Anne Rice. Lestat, Louis, Armand, Marius, Mayfairs, A Talamasca... Todos estão aqui.
 
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 BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET

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Ariel Castaneda
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/22/2011, 12:18 pm

_Não, eu não a vejo. Quero dizer, não concretamente. São manifestações. Ela se manifesta em mim constantemente, às vezes adormece, mas se reconhece a própria manifestação em outro evento, explode. É a graça. Eu idenifico os potenciais, no entanto, sempre me surpreendo.

Marius não esquecia a dança ou a gentileza. Movia-se com suavidade, levantava Ariel pela cintura para fazê-la girar, fazê-la esquecer que era matéria:

_E este é um momento de graça.
_É. Porque estamos cúmplices, cooperando para este evento.
_Todo o foco na dança e no riso.
_Sim, quero o máximo dele. Você quer o mesmo. Não há intenções e, intuitivamente, sabemos que cooperar é o mais certo a ser feito.
_ Um contrato gratuito. A graça é gratuita - Marius gargalhou, uma surpresa. Parecia um guerreiro dos contos do bardo. Aliás, era mesmo um deles. Marius vira o bardo nascer, que conclusão ao mesmo tempo óbvia e estarrecedora. Tão antigo quanto, mais antigo que, todavia ainda enxergava maravilha numa teoria básica. A gargalhada assustadora - que fizera mesmo Ariel tremer - continha o princípio da graça explanado.
_ Assim você acaba de provar a teoria.
_Sim. Começo a entendê-la. Mas permita-me dizer que se enganou em um ponto.
_?
_O princípio não é tão simples. Por exemplo, nos momentos pouco poéticos, ou nos momentos de desespero, de tristeza?
_Como eu disse, adormece. Veja bem, a graça nada tem a ver com felicidade prévia. Talvez aproxime-se da alegria, mas não penso assim porque a graça vai além. Está tanto na essência das coisas quanto em eventos.
_Como em uma dança?
_Em uma dança com o mestre de meu amado. No azul cobalto de seus olhos. Na gentileza que demonstra embora pudesse esmagar-me sem ter de prestar contas disso depois. Às vezes os eventos escolhem a graça, e essa escolha é a própria graça. Imagine! Eu jamais teria pensado em dançar com... você - foi estranho chamá-lo com tal tratamento. Ele riu do acanhamento repentino da mortal. Tinha rido também quando ela sentiu medo de sua gargalhada. Abraçou-a. Seu peito era muito, muito, muito confortável. Não estava frio, além disso o tecido que o cobria cheirava bem, recendia a coisa limpa, honestidade.
_Ariel, querida, você diria que a graça está aparentada com o otimismo?
_Eu diria que estou ficando maluca - Marius riu surpreso, dessa vez suavemente, para não deixá-la sentir medo de novo - estou com vontade de dormir.
_Vou parar de girá-la. Desculpe-me por isso, foi indelicado - ele a carregou até a beira da piscina, acomodou-a sobre sua capa - então?
_Não sou simpática ao otimismo, ele frustra porque estamos sempre querendo o que nos é favorável - enfiou os dedos na água, agitou-a de leve - Tenho para mim que seja cooperadora da esperança.

Houve um longo silêncio. O vampiro refletia. Ariel fazia uma prece de gratidão.

_Quero perguntar algo, mas não gostaria que isso quebrasse nosso contrato gratuito. É pessoal, você pode escolher não responder. Que tal?
_Qualquer coisa.
_Armand.
Ariel, ainda maluca, queria responder “A varinha escolhe o bruxo”, mas não diria tal absurdo em presença de criatura tão cortês e sábia – Seria muito frustrante se eu dissesse “porque sim”?
_Talvez eu respondesse o mesmo.
_É a pura graça. Nos cabelos, em suas mãos, na rapidez, na rebeldia, na atitude de criança má, no humor estranho que acompanha o meu e, perdão, mestre, nos igualamos em falta de dignidade.
_Tudo bem, foi honesta. Sem querer ser irônico, foi digna.
_ Perto dele tudo parece ter menor importância ou ser perdoável. É um feiticeirozinho, e lindo, ainda que não fosse, é maníaco, eu... Eu não sei.
_Obrigado. Mesmo.

Marius ajeitou-lhe a máscara, os cabelos, beijou sua cabeça. Despediram-se.
Estava frio, Ariel tinha os ombros de fora. Enrolou-se na capa, permanecendo deitada. Viu então a amiga mortal na beira oposta da piscina, sozinha. Lembrou-se de quando lhe deu um presente.

_Lafa, quer deitar aqui comigo?
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/22/2011, 2:20 pm

A coisa toda se passou de modo muito rápido. Em um segundo tinha a bela Ariel abraçada com ele, lhe cobrando mais uma em tantas "salvações". No segundo seguinte já estava nos braços da Deusa Romana, alva, deslumbrante e tão séria - Pandora.

Não teve como evitar um leve tremer de pernas, um estremecimento. Tinha paixão por aquela vampira.

- O que há, belo Curador. Não desejas dançar comigo?

- Não brinque comigo, Deusa Pandora. - Jaja não conseguia encarar aqueles olhos. - Você sabe o quanto me deixa perturbado...

- Ainda nutres aquela antiga paixão por mim? - Jaja sentiu uma leve ironia nas palavras da outra. - Não sabes que você foi apenas uma brisa ligeira enquanto me derretia no calor da saudade do meu Romano indeciso?

Jaja bem o sabia, e não gostou na época de ter sido um passatempo. Saíra do breve relacionamento um tanto quanto machucado.

- Veja bem. Vejo o meu amado dançando com aquela bela mortal e não consigo sequer esboçar um pensamento de ciúmes. Isso chama-se segurança!

- Muito fácil de falar quando se dança com uma mortal e não com uma Deusa Romana - balbuciou o pobre vampiro.

A gargalhada de Pandora foi ouvida por todo o salão. Aquela cascata de cabelos negros e ondulados jogados para trás com um charme sobrenatural.

- Não trupudie da minha paixão, Pandora. Você sabe o quanto demorei para juntar os meus imortais caquinhos.

O assunto foi bruscamente cortado quando ouviram outra gargalhada alta do outro lado do salão.

Era Lestat, num de seus exageradíssimos rompantes, ante uma antônita e belíssima vampira de cabelos negros e uma roupa um tanto inadequada para o frio que fazia na noite.

_________________
Bebe comigo?

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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/22/2011, 3:27 pm

- Suas moedas não são confiáveis.. até onde sei. - disse, sorrindo para o charmoso bruxo.
- Então, além de amante de vampiros, passou a desconfiar de mim? - perguntou, enquanto pegava uma taça de vinho, da bandeja trazida por um garçom que passava ali perto.
- Desculpe, força do hábito,vou guardar meu sarcasmo para quem mereça. - disse Sophia, um tanto distraida, a observar a dança de Jaja e Pandora. Ele parecia completamente efeitiçado pela beleza da vampira. Conversavam como velhos amigos, talvez velhos amantes.. Nunca se sabe.

Por um momento, seu olhar pousou na corrente em seu pescoço, o pingente em forma de chave, uma chave real. Julien não deixou de notar.

- Porque trás uma chave no pescoço? - perguntou, demorando um tanto demais o olhar..
- Ah, por que aqui, ela está mais bem protegida, do que em qualquer outro lugar. - respondeu, tocando de leve a pequena chave, que tinha um formato peculiar, como se fosse feita especialmente para ela...
- Mesmo? Seria fácil até para mim, tomá-la de você. - respondeu, com uma das mãos descendo do pescoço para o ombro de Sophia.
- Ah, pois eu lhe consideraria um herói em tentar... - os dois se olharam, os olhos negros e o olhar profundo de Sophia, quase fizeram Julien recuar.
- Seria muito indelicado, me aproximar assim, de uma jovem tão..delicada. - disse, tentando virar a conversa.
- Ora Julien, não seja tão retogrado, onde está o bruxo ousado e conquistador das histórias? - sorriu.
- Esse Julien, gostaria de saber o que abre essa chave, o motivo de ser tão importante assim, para ficar em uma posição tão privilegiada.
- Abre um cofre. - respondeu, tentando prolongar o mistério.
- Do... Talamasca? - replicou Julien.
- Sim; mas não lhe direi o que há dentro do cofre, nem onde fica. - disse, dando o assunto por encerrado.
- Sabe... não costumo falar com os membros dessa sua Ordem, mas por você, até reconsidero essa postura. - disse, tentando fazer Sophia sentir-se melhor.

Ela mal ouviu essa frase, pensando no cofre, na sede da Ordem em Nova Orleans...Essa cidade tão maravilhosa, tão cheia de mistérios. Só ali, poderia estar em um salão, dançando com bruxos e vampiros. Estava nos seus planos escrever um dia... um livro sobre o poder mistico que pairava sobre àquelas ruas, as pessoas, até mesmo na mistura do negro com francês.... Da cultura, a postura...Tudo naquela cidade era fascinante.
Tanto é que havia se mudado para a sede de Nova Orleans, abandonando todo o requinte de Amsterdã. Sentia-se bem lá. No clima agradável, nas caminhadas, em ler nas praças...

Lembrou-se de David... um dia, sentada no banco de um carro, aquela mesma chave nas mãos, um sorriso malicioso nos lábios.
O fitava encantada por aquele homem, tão encantador, gentil e culto. Seria um sonho se não houvessem tantos impedimentos...

- Que cara é essa, Sophia? - perguntou, com um olhar estranho.
- Não sei... - respondeu, desviando o olhar.
- Me olha como se essa pequena chave fosse a chave de um hotel, onde você me prenderia e abusaria de mim. Você não vai fazer isso, vai? - perguntou, sorrindo alto e a beijando na testa.
- Não David, imagina... Sua querida Merrick jogaria um vodu em nós... Eu, conseguir o que ela...em anos nunca...

Riu ao lembrar dessa situação.

- Ótimo, me sinto muito lisongeada com sua consideração. Gosto de você Julien... Você é o mistério de Nova Orleans, é um bruxo ardiloso e conquistador. E esse poder, fala ao meu coração.... - disse, procurando com o olhar, seu querido Armand. Não o encontrou. Mas encontraria.
- Desculpe Julien, mas há muitos assuntos inacabados aqui... Preciso encontrar uma pessoa. Incomoda-se em nos falarmos mais tarde? - perguntou, tentando ser educada e conseguir manter a boa relação que tinha com o bruxo.
- De maneira alguma, mas apareça... Ou procurarei você. - disse. Acenando com a mão para que ela fosse...

Saiu, deixando Julien com um olhar de admiração no rosto.


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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/22/2011, 7:30 pm

Délia estava adorando o baile.
Deliciou-se com o encontro de Julien e Sophia, acompanhando de longe com os olhos e ouvidos. Belas palavras, as da mortal. Ela não se importava em dizê-las. Com a vampira era diferente; sentia seu orgulho crescer quando não alimentava o do outro. E Julien não precisava inflamar seu ego mais do que qualquer um dos belos e belas daquela noite. Ele já sabia. Além do mais, Délia já o havia mostrado muito bem o quanto gostava dele quando se encontravam, na época do bruxo. Ela não poderia dar mais segurança à ele. Julien não era um tipo de homem a quem se pode deixar seguro demais, até mesmo em relação a uma vampira. Não era tão difícil se apaixonar por ele.
Délia andava por entre as pessoas, tantos Mayfair, sangue de bruxo. Inebriante, ou quase.
Captou o olhar de Fleur, sorriu e caminhou para ela, enquanto via Lestat se afastar. Ele lançou-lhe um olhar penetrante antes de virar completamente o rosto.
Mas que diabos. Ela odiava não controlar a transparência de suas emoções. E aquilo sim era inebriante. Guarde seu charme, Lestat.
Ah, como se ele fosse fazer isso.
Percebeu que Lestat procurava alguém. Ele saiu do salão e foi para a piscina. Ela sabia que Armand também havia ido para lá, provavelmente seguindo Louis e a criança-vampiro. Lá também estavam a mais nova mortal acolhida de Armand, Ariel, e a que acabara de chegar, Lafayette. Marius não voltara para dentro, devia estar em algum lugar lá fora também. Délia não perdera nada, e não podia se esquecer que as coisas ainda estavam estranhas demais por ali. Ela já estava em seu modo de procura, talvez de destruição também, quem sabe? Queria saber o que pudesse descobrir.
Viu Jaja com Pandora. Ah, nem adiantaria se aproximar dele agora. Ela mesma se perdia ao olhar para a romana. Filha dos Milênios. Tudo nela chamava a atenção.
Como era essa visão de vampiro, ver tanto, tão rápido, com tanta nitidez! Isso deixaria um mortal louco.
Bem, e quem disse que não deixa os imortais loucos?
Agora chegara até Fleur. Com seu quase inalterável sorriso, meio sarcástico por natureza, mas simpático, cumprimentou a vampira, a que estava até o momento absorta em Lestat. Bem, não podia culpá-la, assim como não podia culpar as mortais que estavam apaixonadas por Armand. Realmente, era possível culpar qualquer um por qualquer paixão? É inevitável.
- Boa noite, Fleur.
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Lafayette
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/22/2011, 8:51 pm

Laila estava pensando em como tudo naquela noite parecia surreal. Certamente mais tarde se lembraria mais dela como um sonho do que como realidade, e a noite estava apenas começando. Seu devaneio foi interrompido quando ouviu alguém chamá-la. Lafa. Sim, seu querido apelido na Ilha na Noite. Era Ariel, sentada na outra borda piscina. Levantou do seu banco e foi andando em direção a ela, onde sentou-se ao seu lado.

- Boa noite, Ariel. Vejo que está aproveitando muito a noite. - Disse, sorrindo.
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Danni de Lioncourt
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/22/2011, 11:44 pm


As mais notáveis presenças do salão agora se encontravam lá fora, Claudia havia conseguido a atenção que queria, ela não tardaria para por seus planos em ação – ao menos era isso que parecia -. Eu nem cogitei a ideia de seguí-los, estava bem aqui onde estava. Por um ínfimo de segundo me perturbou a ideia de pensar que Claudia e Nicki estão mortos, mas eu mesma toquei nos cabelos dela e ajeitei seu penteado, eles são sólidos, perfeitamente “vivos”. Mas isso não importa.
Cantarolava, dançava, apanhava mais uma taça de vinho, deixava meus pensamentos livres como eu, agora. Por alguns segundos pude vislumbrá-lo, apenas ele, Nicki, como se ninguém mais estivesse naquela sala. Era como se Nicki tivesse uma luz que o destacasse dos demais. Ali sentado na janela em seus trajes negros, arrancando a música febril do instrumento desde que ali chegou.
— Os mortos são sempre um mistério aos olhos humanos. Não há luz, não há magia. — a voz soava tão irônica, quase risonha, as palavras se formando e cantando como que dentro de minha mente. A música não parava.
— É claro que há, mas nada que se compare. O mistério atrai, você atrai. — eu parecia ter sido enfeitiçada por ele, por sua música, pelo seu mistério.
— Abriria mão da própria sanidade por mistérios? Mistérios de morto-vivos que agora estão mortos? Isso não é muito inteligente.
— Nascemos como estrelas, pontinhos luminosos se confundindo uns com os outros, mas diferentemente delas, toda nossa luz toda se vai. É a única certeza, e não é confortável. Sendo assim por que não se deixar levar por esses mistérios? Pela beleza, pela música! Não sabemos se Ela chegará, e a caixa misteriosa permaneça fechada para sempre.
— Então lhe bastaria que a caixa se abrisse...
— Não é assim tão simples. O fácil demais não apetece.
— Não lhe disse que seria fácil. Não vejo sentido nessa conversa. Há algo levando todos para fora, por que não os acompanha?
— Adivinhe.
— Imagine que a Morte está aqui, agora. Sedenta. Imagine que a Morte, nesse mesmo instante, esteja tocando a sua mão e a levando para seu lar sombrio, sem mais explicações — agora ele estava próximo, pude sentir o toque em minha mão, tive certeza que era ele, mas ao virar o rosto, postava-se diante de mim, com sua máscara branca — Ela te leva e você morre. Como a luz que se apaga e põe um fim à tudo. Isso não está longe de ser real, não é mesmo?
— Perfeitamente. Qualquer um pode interpretá-la, isso não seria um desafio.
— Seria maldade... — a ironia novamente na ponta de sua língua.
— Ora, você falará de maldades? O que seria o bom ou mal? Isso tem alguma importância?
Nicki não disse nada. Apanhou minha mão de um modo cortês e a beijou.
— O que acha de uma dança?
— Uma excelente ideia.
Sua mão envolveu minha cintura e antes mesmo que eu pudesse perceber, rodopiávamos no salão, graciosamente. Seus passos eram ritmados e quase flutuantes, e alguma coisa... A música! Ela tocava novamente, seria esse um truque de sua mente? Agora definitivamente eu não conseguia enxergar ninguém além dele. Não haviam bruxos, outros vampiros, ou mortais. Não havia ninguém, o salão estava vazio, subíamos uma escada e num piscar de olhos já me encontrava na sacada.
— Isso é...
— Loucura?
— Fascinante. — terminei a frase, em um suspiro, encerrando a dança com um leve sorriso no canto dos lábios.
Dançando juntos na sacada da mansão, ao som de seu violino, era surreal, inacreditável. Bom, estando num baile de carnaval em Nova Orleans, em meio a bruxos e vampiros, quem poderá dizer o que é real?
— Desça. Fale com eles. É o melhor que pode fazer agora...
— A situação está cada vez mais interessante.
— A noite só está começando... — ele sorriu, mas não me olhava, sua expressão era indecifrável. Ah, Nicki...
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Ariel Castaneda
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/23/2011, 1:14 pm

_ Sim, Lafa, Laila, Lafayette. Adoro a aliteração em seus nomes. Só por causa disso já merece que os vampiros a acolham.
Como não extrair o melhor deste baile? Muito divertido mesmo.

Uma apareição castanho-avermelhada passou, circunspecta, pelo outro lado da piscina. As mortais trocaram olhares significativos e riram.

_Você nunca consegue levá-lo a sério? - perguntou aquela em trajes alvos.

_Claro que sim, mas eventualmente distraio-me com sua forma. Sou cativa dessa compleição jovem e grave.

A verdade é que, por estranha "coincidência", muitos haviam deixado o salão e pareciam concentrados naquela área. O curador havia garantido que aquele era um dia de festa, e Marius estava ali, o que poderia dar errado? No entanto, a pontada de preocupação vez ou outra voltava a pinçar os sentidos de Ariel. Melhor ignorá-la ao máximo. Melhor distrair-se com a beleza plena depositada em cada espaço circulável da mansão. O próprio vestido de Laila era algo em que se demorar por longo tempo. A água, tranquila, em repouso, refletindo as máscaras, os vestidos, os brilhos, as luzes, as auras... Que era aquilo? Certa luminescência, uma consistência estrangeira no líquido vital...

_Laila, que tipo de água emite sons e convida?
_ ?
_Quanto frio estamos sentindo?
_Nenhum. Parece que esta capa aqueceu-se como nosso sangue.
_Parece. Você sabe nadar?
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/23/2011, 2:47 pm

Sophia se encontrava em um estado comum a si... Grandes arrependimentos, cada palavra que falara. A falta de finalidade de suas conversas... Ah, sim. Não conseguir mais que alguns minutos de cumplicidade com Armand, e manter a politia da boa vizinhança com Julien lhe causou mal estar. Mas logo seus sentimentos chegariam a um equilibrio.

Pensava no que era o amor entre vampiros e mortais.
Um amor que aprisiona, que a impede de viver outros amores, é platônico, frio, triste, solitário, um amor que transforma uma mulher como ela em uma tola que mal consegue balbuciar algumas palavras com coerência. Uma mulher, que aos olhos dos homens é fascinante, intocável, torna-se nada mais que uma criança aos olhos de um vampiro.
É quase irônico, vampiros serem criaturas tão atrativas. Mesmo que não se saiba quem são, o que são... É imeditado. Mesmo que não saibamos seus nomes, seus desejos, suas paixões...Eles atraem. E ela, sentia-se a mais tola das mortais, por saber quem são e o que são, e mesmo assim amá-los descontroladamente.

Sentada em um banco no jardim, sob a sombra noturna de um grande carvalho, Sophia bebericava vodca, a única bebida que poderia lhe conferir alguma estabilidade nesses momentos. O copo entre as mãos, exalava um aroma quase reconforante.

Podia ver claramente os mortais, imortais e bruxos ao redor da pscina, podia vê-los, senti-los... Via Laffayete e Ariel conversando... Via Lestat.. Via Louis e sua Claudia, e também via Armand. Seu reizinho, seu vampiro nefasto e ainda assim tão belo, esse que era o senhor de seu coração... Ou melhor, o senhor de sua mente.
Que conseguiu chegar sem avisar, sem ser notado e logo tornou-se um desejo incontrolável. Muitas vezes, ela era encontrada pelos outos membros do Talamasca, descontrolada, molhada por horas de chuva negligênciadas, não chorava. Mas ardia em febres internimiáveis, febres que levavam até alucinações...

Ele que voava, eles voavam, ela dançava em volta dele, como uma ninfa da floresta cultuando Apolo... Talvez ele fosse Eros e ela sua Psiquê. Sim, eles eram. Ela, uma jovem apaixonada, apaixonada por um Deus, um Deus belo, puro, mas capaz de grande maldade. Sim, sua adorada Psiquê... Ela que morria, ao ser separada de seu amor... Ele prateava a morte de sua amada... Volte para mim Psiquê.... Eternamente juntos, no Olimpo... No além.

- Eros e Psiquê... - suspirou. Um dia talvez dividisse a lenda desse amor maldito com Armand. Não era a hora. Sophia tinha um propósito. Falar com Jaja.
Era seu verdadeiro propósito ali.


Foi a sua procura, passando entre vampiros e mortais. Não conseguiu encontrá-lo no jardim. Esbarrando propositalmente em Armand... pousando os lábios próximo à sua orelha.. citou..

" Quando a mulher sem par, beleza peregrina,
Que de sofrer e amar e lutar teve a sina,
A terra percorreu, exausta, noite e dia,
Em procura do amor, que só no céu vivia! "


Ele a fitou, encantado com o pequeno verso de T.K Harvey.

Ela completou...

" A linda amada, em transe, conduzindo,
Após tantos labores enfrentar,
Eis que, com a aprovação dos deuses todos,
Em sua esposa eterna há-de torná-la. "


- Isso é uma proposta, linda Sophia? - perguntou.


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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/23/2011, 6:44 pm

"Nada mais tenho a fazer, a não ser observar aqueles que estão entretidos com algo. É assim que me divirto."

Fora dessa forma que pensara. A observação era um meio de captar os mais variados detalhes da personalidade de cada um e do âmago das criaturas. Talvez prendesse-se demasiado em detalhes, deixando de aproveitar o social, contudo preferia pensar consigo. A análise de cada movimento e brilho era nada mais que fascinante.

Postando-se em algum canto, saudações eram bem-vindas e retribuídas com igual cordialidade.
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Fleur de Feu
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/23/2011, 8:56 pm

O cumprimento foi registrado com dificuldade.
-Olá Délia.Lindo vestido - sorriu.
-O seu também é,quer dizer,não é bem um vestido,mas é lindo - ironizou Délia,sempre simpática.
Caminharam lentamente por entre o brilho do salão.A conversa estava ótima,mas ela não podia negar.Vez por outra pensava em Lestat,em sua expressão angelical e perversa ao mesmo tempo,e ficava divagando.Podia jurar que a amiga também pensava em um anjo,talvez de lindos cabelos vermelhos.
-Você viu o nosso curador? - questionou Fleur - sinto-me horrível sem tê-lo cumprimentado até agora.
-Sim,mas não creio que seja um momento apropriado.Está visivelmente aproveitando cada minuto de uma certa companhia - replicou.
Fleur compreendeu.É,talvez fosse melhor deixá-lo preso na beleza de Pandora por enquanto.
Notou que faltavam algumas presenças essenciais no salão,além de seu amado.Armand,Louis,Cláudia...onde estavam esses seres que sempre povoavam seus pensamentos?E o que era aquilo?Parece que havia forças materializadas naquela noite,vindo da saída do salão para a piscina.Era extremamente fascinante aquela mistura de sentimentos e intenções que emanavam de lá.
Não pôde se conter.Olhou para Délia com os olhos brilhando por trás de sua máscara.
-Enquanto Jaja não está disponível,eu gostaria muito de conhecer esta magnífica Mansão.Queria começar pelo jardim...ou pela piscina.O que você acha?

Délia compreendeu perfeitamente.Parece que Lestat estava errado enfim.Nem todo mundo acreditava nas mentiras de Fleur.



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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/24/2011, 12:30 am

Laila riu das intenções de Ariel. Olhou ao seu redor e viu o lugar cheio, parecia que de uma hora para outra o jardim se tornava o principal lugar da casa. Estava tão distraída com a conversa que nem notara os vampiros ali. Avistou Armand conversando com Sophia, Louis com Claudia e Lestat parecia estar procurando alguém.

- Nadar? Eu mal cheguei e já irei me atirar na piscina? - Disse, rindo.
- Algum problema com isso?
- Não, certamente que não. Um momento tão único, por que me preocuparia com coisas tão mundanas quanto ficar molhada? Estamos aqui para nos divertir, não estamos?
- Então o que estamos esperando?

Laila olhou para a água, que refletia as luzes e se movia de maneira hipnótica. Não pode deixar de pensar na festas de Stella, em que todos acabavam se atirando na piscina.

- Vamos de vestido mesmo? - Perguntou.
- Você que sabe. - Respondeu Ariel.
- Não sou tão libertina assim. - Ela tirou os sapatos e se jogou na água, ainda usando a máscara e o vestido, seguida por Ariel. A roupa que se secasse depois.


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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/24/2011, 1:12 am

Jaja sentiu um leve toque em seu ombro e saiu do estado hipnótico que se encontrava dançando com a Deusa. Marius encontrava-se ao seu lado.

- Jovem Lioncourt - disse o Mestre com os olhos brilhando - permite que eu agora conduza minha amada por esse salão?

Jaja aproveitou a deixa e rapidamente dirigiu-se para os lados da piscina sem olhar para trás. A paixão por aquela vampira era ainda avassaladora.

Porém ao chegar perto da fabulosa piscina nos jardins da mansão, adorou ver a cena, no mínimo curiosa mas certamente para lá de sensual.

Duas figuras femininas estonteantes a nadar com seus vestidos colados aos belos corpos e as máscaras conferindo um ar de mistério sedutor inigualável.

- Ah... Nada como uma visão assim para me tirar do estado de estupor que foi dançar com a bela Deusa - murmurou sem evitar um sorriso para si.

- É verdade querido Curador - ouviu uma voz feminina agradável ao seu ouvido - Você, mesmo depois de todos esses anos ainda não conseguiu se recuperar totalmente, não?

Jaja virou-se e deu de frente com a belíssima vampira ruiva, Délia. Délia que já ouvira-o chorar muita vezes com o coração despedaçado por Pandora, que nunca seria sua.

- Oh doce e sábia Délia. Vai ser difícil algum dia meu coração se recuperar totalmente dessa mágoa.

Porém tratou de sacudir a cabeça, como se para afastar lembranças tristes dessa sua noite radiante e falou para sua amiga de longos anos.

- Vejo que tem gente se refrescando desse calor abafado que faz aqui hoje. - e apontou para a piscina. - Não acha uma cena linda?

Porém notou que a amiga estava perturbada com algo. E não conseguiu se conter.

- Diga-me Délia querida. O que lhe aflige nessa belíssima noite?

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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/24/2011, 2:52 pm

Délia chegara com Fleur ao lado de fora. Fez um aceno para ela indicando que não se importava se ela fosse procurar Lestat, o que muito provavelmente era o que faria.
Finalmente pudera falar com Jaja. Sentia-se mal pelo que ele sofria, mas não conseguia descer Pandora em seu conceito de forma alguma.
- Oh, desculpe Jaja, eu divaguei. Sim, uma cena linda. - ela disse, olhando para a piscina. Hmm. E se ela pulasse também? Não, ainda não. No final da noite, talvez.
- O que está te incomodando hoje, querida? - Jaja perguntou novamente.
Délia suspirou.
- Há algo errado aqui, e você sabe. Bem, o que mais eu poderia esperar, em um baile como esse? - riu.
- É só isso? - Jaja perguntou, e riu, meio debochado. - Certo, existem alguns mistérios. Mas desde quando mistérios te perturbam, Délia? Seria mais provável que você estivesse jubilando.
A vampira abaixou o olhar.
- Estou preocupada. Claudia está com Louis. Convenhamos que isso já é motivo para se preocupar. E Julien está escondendo algo. Ah, Julien.
Jaja a observou, quase dizendo com o olhar "Comigo é Pandora, com você é Julien". Mesmo ele não tendo dito nada, Délia balançou a cabeça negativamente.
- Comigo é Lestat.
Ele sorriu.
Délia olhou vagamente para o jardim, as duas mulheres na piscina, uma visão encantadora. Viu David e Lestat conversando sobre algo. Viu o perfil de Louis. Viu alguém que chamou sua atenção.
Selene. Ah, como poderia não conversar com Selene?
- Não posso deixar de dar minhas congratulações, Curador. - ela disse, virando-se para Jaja. - Que a eternidade lhe proporcione muita vida, dentro de você, tirada de suas vítimas, de qualquer forma que seja. E com vida, quero dizer, simplesmente, tudo. Falo com você mais tarde. Talvez você tenha algumas coisas a me dizer, até lá...?
Ele continuou sorrindo, inalterável, enquanto ela caminhava para o outro lado do jardim, por onde Selene acabara de passar. Deu um último olhar para Jaja, que já se entretinha observando a piscina novamente.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/24/2011, 3:57 pm

- Não, são só versos, querido. Lhe dei alguma idéia errada? Desculpe-me. Mas os versos sobre Eros e Psiquê sempre vão me lembrar de você. O amor entre uma jovem e tola mortal e o mais belo dos deuses imortais. - replicou.
Armand a olhava, inexpressivo. Talvez estivesse ponderando a idéia... Talvez não.
- Espero que sejam só versos. Mas me diga, Sophia, você veio a esse baile apenas para lamentar a beleza fria dos meus olhos? Ou tinha algum outro propósito? - perguntou, já sabendo a resposta.
- De fato... E bem lembrado, é melhor livrar-me desse compromisso, e poder desfrutar das surpresas que essa noite reserva. Incomoda-se em ir comigo? Prometo que serei breve... - disse, tentando manter essa proximidade.
- Ah, querida... São tantas as belezas da noite... Veja, há duas beldades a nadar... E Selene está rondando... Devo trocar algumas palavras com ela. Teremos a noite, os meses, os anos, linda Sophia. Divirta-se, procurarei você depois. - respondeu, as mãos sob os ombros dela, lhe faziam uma pressão reconfortante.

Sophia não respondeu, baixou os olhos e desviou de Armand.

Procurou Jaja afim de lhe falar...

Caminhou pelas bordas da psicina, até encontra-lo, observando o nadar das beldades mortais dos vampiros.

Lhe tocou de leve no braço, abrindo um grande sorriso quando ele se virou para cumprimentá-la.

- Sophia... Estava me perguntando quanto tempo demoraria para que você viesse aqui trocar algumas palavras comigo. - disse Jaja.
- Desculpe minha indelicadeza, tive algumas conversas mais urgentes, mas você não se importa, não é? - sorriu.
- De maneira alguma... Mas aqui esta você, radiante. Parece feliz. Seu Armand foi simpático, não? - tentou ser amigável com a jovem do Talamasca.
- Sim.. Foi. Mas deixemos esse assunto para momentos mais apropriados. Vim aqui não como uma amiga, que está feliz com seu aniversário, ou com seu posto de curador. Vim pelo Talamasca. - disse, desviando o olhar.
- Que querem comigo? - perguntou, intrigado.
- Ah... Como você deve saber, mudei para Nova Orleans a algum tempo... E uns meses atrás fui chamada em Londres...- falou.
- Continue..
- Acho que comecei essa história pelo lado errado... Sou formada em história sabe, me especializei na relação entre arte e história. Além de ter feito muitos cursos de arqueologia, inclusive, escavações em paises latinos. Enfim... Tenho um dever dentro da Ordem, que está além da pesquisa e manutenção dos arquivos do Vampiro Armand. Como todos sabem, o Talamasca, é um grande financiador das artes e dos centros históricos. É nesse ponto que me encaixo, distribuo verbas... As grandes verbas. E foi por esse motivo que me mandaram aqui. - disse, parando para respirar. Ou deixar que ele absorvesse tudo que acabara de dizer.
- Sim...Prossiga.
- Pois bem, vou lhe dizer exatamente o motivo. Porque não quero mal entendido entre nós.
- Eles estão arrependidos do acontecido... Entre eles e Lestat. Aquelas ameaças infundadas.. Sobre as quais eu fui terminantemente contra. Mandaram-me aqui, para fazer as pazes. Eu sei que você não precisa do nosso apoio, nem do suporte técnico, ou coisa alguma que possamos lhe fornecer.
- Ah, estão querendo me financiar. Que gentil... - sorriu.
- Sim, eu só tinha que falar isso... Pode desconsiderar. Agora vamos, quero me divertir essa noite. E você... parece deprimido. Vamos Jaja...
- Oh, sim. Vamos, claro. Não posso esconder sentimentos dessa sua mente, não é?

Os dois sairam pelo jardim, caminhando e observando as pessoas.

Jaja não pode deixar de notar o olhar de preocupação de Sophia ao ver Claúdia e Louis...
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/24/2011, 7:54 pm

Fleur separou-se de Délia.A princípio,iria procurar por Lestat,mas desistiu.Por mais que o amasse,o baile estava maravilhoso,e estavam presentes os seres mais incríveis e sobrenaturais que deixariam qualquer mero mortal louco.Então,não custava nada aproveitar custava?Deixou sua mente se abrir.
Olhou para os lados,e encontrou duas máscaras que lhe atraíram.Era Sophia,acompanhada de Jaja.Que sublime!Não poderia ser melhor.Caminhou para eles.
-Olá belo casal.
Os dois se viraram e sorriram.
-Amada Fleur,que bom finalmente lhe falar.Gostando do baile? - cumprimentou.
-E como qualquer coisa na terra poderia não estar gostando desse baile? - respondeu - Ah Sophia querida,desculpe-me a interrupção.Estou estorvando?
-De maneira alguma - falou Sophia gentilmente.Fleur virou-se novamente para Jaja.
-Jaja,mais tarde se possível,gostaria de conhecer esta bela mansão.E também...acho que preciso de mais um de seus conselhos.Tem acontecido...coisas - disse a vampira ironicamente.
-Será um prazer - sorriu o curador lindamente.
-Sophia,como está o Talamasca?Acho que eu exagerei da última vez que estive na sede.
Exagerado?Fleur deixou o corpo de um lindo jovem em frente aos portões principais do Talamasca.Ele estava à beira de uma overdose,praticamente implorou pelo beijo da morte.
-Está bem,e é verdade,eles ficaram um pouco alarmados com isso.Confesso,às vezes me surpreendo com a sua forma de viver sempre entre a ascensão e o abismo.Mas não posso lhe repreender,não estamos nesta comemoração maravilhosa para isso - olhou em volta.
-Concordo.Desde que cheguei,estou com o cabeça um pouco nas sombras.Quero me distrair.Belo Jaja,espero que a eternidade lhe proporcione as transformações mais sublimes.Anseio pela companhia de ambos em breve - fez uma reverência ao amigo e à Sophia como se estivesse com um vestido invisível.O casal sorriu com divertimento,vendo Fleur se afastar.Jaja lhe jogou um beijo com uma das mãos.
---------------------
Avistou Laila na piscina com a nova pupila de Armand.Os vestidos pareciam estrelas no brilho da água.Não pensou duas vezes e correu.Os colares balançaram e ,e por um momento,Fleur não lembrou de nada,nem de Lestat,nem de Jaja,nem da sua vida doce e difícil quando era mortal.Só havia o luar e a pressão esmagadora da água envolvendo seu corpo.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/24/2011, 8:55 pm

Era um líquido viscoso e morno, cor de estrela. Certamente não era água. Era um líquido feitiço, no qual escorregava-se em vez de se movimentar. Lentamente. Respirar não fazia falta tamanho aconchego. Ariel caiu de costas, olhos e braços abertos, vendo as saias e os cabelos soltarem-se, perderem seu peso de coisa. Conseguia apenas pensar que ficaria toda cintilante nadando ali. Por acaso aquilo era nadar? Sentia cócegas fluindo entre os dedos, marcando seu contorno corporal.

Contrariou-se um pouco ao sentir com as costas o fundo da piscina. Virou-se de bruços, com preguiça. No líquido denso, duvidou de que poderia boiar. O que estaria Laila pensando daquela experiência? Ali no fundo, o violino perturbado de Nick não penetrara. Era um outro som, murmuros, talvez, zumbidos... Diferentes vozes cantando notas sortidas. Harmonizadas apesar de discrepantes. Que festa! Seus pulmões reclamaram, deveria esforçar-se por subir. Esboçou um gesto de nado, sentiu-se impelida para baixo novamente, alguém pulara na não-água, expandindo o brilho e fazendo-a quase não querer subir. Fleur... Sabia disso por causa do brilho das contas de seu colar. Elas sussurraram imersas, quase livres do pescoço imortal. Ariel iria mesmo entender o que disseram, mas chegou à tona.

E o clima da festa, já tão inebriante, estava escandalosamente mudado.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/24/2011, 10:08 pm

A noite estava quente e a água refrescava não só seu corpo mas também sua mente. Olhava as pessoas ao redor, viu Armand entrando na casa novamente. A sensação de leveza misturada a música atormentada e febril que vinha da casa causavam um efeito quase alucinógeno, como se todas aquelas estrelas acima dela formassem figuras fantásticas, como se aquele momento pudesse durar para sempre.

A atitude das duas mortais encorajou outros a também entrarem na piscina. Despertou de seu estupor. Melhor assim.

Cansou-se, hora de dar uma volta pela casa. Saiu da piscina, sorte que Rowan tomara o devido cuidado de deixar toalhas nas cadeiras próximas. Pegou seus sapatos e entrou no banheiro do vestiário. Olhou-se no espelho e se secou. Saiu. Teria de ficar do lado de fora até que suas roupas estivessem razoavelmente secas. Agora sentia frio, envolveu os ombros com a toalha.

Lá fora notou a presença de um ser solitário, perto do grande carvalho, que a observava. Daniel. Foi até ele.

- Boa noite, Daniel. O que faz aqui sozinho?
- Não estou muito no humor de festa hoje.
- Entendo.
- Sabe, se veio até aqui para falar sobre ele, nem tente.
- Não, eu não vim. Vim falar sobre você, sobre a noite. Nunca mais ouvi notícias suas.
- Você me lembra eu mesmo uns anos atrás, quando também era um mortal bobo enfeitiçado pela beleza e poder dele. Deles.
- Pode me culpar?
- Não, certamente que não. Só estou lhe alertanto que uma vez que você tem consciência desse mundo, uma vez que deseja desesperadamente fazer parte desse mundo, nunca mais será livre novamente.
- Está sendo dramático. Já falou com ele esta noite?
- Já, ele veio até mim. E você sabe que tudo o que eu disse é verdade. Olhe para você, querendo desesperamente falar com ele, querendo desesperadamente que ele a note. Você idolatra um ídolo que não existe.
- Está me fazendo sentir tola. Mudemos de assunto, não está fazendo bem a você. Ainda não o superou.
- É, eu acho que sim.

Silêncio.

- Sinto frio, vou pegar mais uma taça de vinho. Fique bem. - Disse a jovem.

Daniel sorriu de uma forma amargurada e voltou ao seu isolamento.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/25/2011, 6:45 pm

Délia chegara até Selene, que observava curiosa o lugar onde Louis e Claudia estavam. Eles conversavam. O rosto de Claudia era doce, mas um pouco sarcástico. Rostinho de boneca, parecia esculpido por alguém que, com raiva, não pôde deixar de colocar uma pouco de malícia no que deveria ser um rosto inocente. Louis estava de costas, abaixado para estar ao alcance da criança-vampiro; não era possível ver suas feições.
- Olá, Selene.
As vampiras encontraram seus olhares e sorriram. Selene levantou a mão para ser cumprimentada, e Délia fez o mesmo, as duas trocando beijos aristocráticos com um ar divertido, como se cada uma fosse um homem a cumprimentar uma mulher.
- Faz algum tempo - Selene apontou.
- Faz. Você deveria visitar a Ilha da Noite mais vezes.
- Deveria... Mas você entende, Délia, que eu persigo ou sou perseguida. Tenho que estar em tantos lugares... Ou melhor; quero estar em tantos lugares.
- Claro, claro. Faça suas viagens, persiga seus amores e suas vítimas. Só não nos esqueça.
- Isso, minha amiga, é impossível.
Délia olhou para o lado e viu Sophia a andar com Jaja, e Laila indo até Daniel. Daniel. O que seria aquela cara, ciúmes? Olhou de volta para Selene.
- Nenhum problema com as mortais de Armand, certo?
Ela sorriu, confiante, mas não respondeu.
- Gostaria de ir com você em sua próxima missão - Délia falou de repente.
Selene pareceu levemente chocada.
- Por que iria querer isso? Você tem suas próprias peregrinações.
- Eu tenho a eternidade. Não preciso escolher um ou outro. Quero ir com você.
Selene ficou pensativa.
Délia continuava a absorver tudo o que se passava em sua volta. Lestat ainda estava com David, Sophia olhou para ela por um momento e Armand não estava mais lá. Então um som chamou sua atenção; um gemido. Era de Louis.
Quase todos os vampiros olharam para o mesmo lugar. Lestat, David, Délia, Selene, Jaja, Fleur. Os mortais também, querendo ver para onde tantos olhares se dirigiam.
A visão não era muito diferente da anterior. Mas agora Claudia olhava para Louis em completa frieza. Ele virou-se um pouco, e Délia pôde ver sua expressão. Parecia devastado. Murmurou "não". Claudia colocou uma mão sobre seu rosto, puxando-o para si e o beijando.
Délia não mudou sua expressão, só continuou a observar. O clima da festa estava diferente, mas logo os mortais voltaram a se divertir; exceto os mortais dos vampiros, claro. E exceto os do Talamasca.
Délia viu Lestat. Seu rosto estava... estranho. Preocupado, triste, mas não tão desolado quanto seria de se esperar. Olhou para Claudia novamente e ouviu Selene falar.
- Minha vontade de matar alguém hoje a noite está crescendo.
- Nem me diga, querida.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/26/2011, 1:06 pm

Ela estava apaixonada.
Como isso foi acontecer?Já era insano demais saber da existência de vampiros,e mais louco ainda era se apaixonar por um.Mas era impossível.Ele a beijava tão docemente,e mesmo quando o sangue escorria,ela não se importava de deixá-lo beber o quanto quisesse.Queria ser levada por ele.Queria a eternidade.
----------------
A água era hipnótica.Havia vários vampiros e pessoas na piscina.Pareciam seres místicos na água,com os olhos sobrenaturais e os vestidos lindamente se movendo sob a água.Ariel parecia uma boneca de porcelana,movendo-se lentamente em direção à superfície.Os raios do luar faziam sua máscara brilhar.Entendera por quê Armand a tinha como protegida.
Fleur subiu até a borda da piscina.Estava com sede,queria sair e procurar alguém para saciar sua vontade.Ouviu uma agitação distante dentro do salão,e olhou.Os convidados olhavam para alguma coisa ou alguém,e ela pensou que podia ser Cláudia ou Lestat o motivo.
Nadou mais um instante,e chegou à beira da piscina.Uma mão estendeu-se.Era Armand.Ah,lindo Armand.Se não fosse por Lestat,era provavelmente por esta beldade que estaria apaixonada agora.Entregou sua mão e deixou que Armand a puxasse para si.
-Suponho que esse seja o início de mais uma de suas ações inebriantes - disse o vampiro.
-Talvez.A propósito,suas crianças são lindas - apontou com os olhos para a piscina. - O que fará com elas?
-Isso é particular - sorriu Armand sombriamente - Venha,os senhores da festa deixaram toalhas para os convidados.
Pegou uma toalha;não seria difícil para Fleur se enxugar.As jóias e as vestes douradas estariam secas em pouco tempo,só o cabelo demoraria um pouco.
-Meu belo vampirinho,dança comigo? - perguntou Fleur.
Armand sorriu e pegou sua mão.Caminharam para dentro do salão.Deixou que a música e o belo rosto de Armand a envolvessem.Será que Armand tinha tantos amantes quanto Lestat?
-O que acontece se eu arrebentar seus cordões? - perguntou Armand.
-Meu jovem Armand,sempre perverso - respondeu Fleur,formulando uma imagem.
Dançaram por mais um tempo.Ao se despedirem,Armand beijou sua mão.
-Depois me conte o que ainda fará essa noite - sussurrou para ela.
Ela contaria sim.Ainda tinha muito baile para presenciar.

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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/26/2011, 4:57 pm

Sophia avistou Armand, conversando e dançando com Fleur. Finalmente o encontrara.
Mas não se daria ao luxo de falar novamente com ele.
Havia outra pessoa com quem gostaria de trocar algumas palavras.
Daniel... O coração da jovem disparou ao ver a figura solitária do vampiro sob a sombra do carvalho, o mesmo carvalho que minutos antes foi a testemunha silenciosa de sua tristeza.

- Essa noite reserva mais surpresas do que imaginávamos, veja quem está aqui. - disse Sophia, ao falar com Jaja e indicar Daniel que conversava com Laffayete.
- Você quer ir até ele, não quer? - perguntou Jaja, como se pudesse ouvir os pensamentos dela.
- Temos algumas questões para acertar... Ele não foi muito gentil em nosso último encontro. - respondeu, ao lembrar-se das maldades que Daniel lhe falara alguns anos atrás.
- Então vá. Foi de muito consolo passar esse tempo ao seu lado. - disse Jaja.

Sophia fez uma reverência e saiu.

No caminho, passou por Délia e Selene que conversavam animadas.

- Uma noite bem animada não é? - disse a jovem.
- Ah, demais Sophia. Está aproveitando? - falou Selene, que parecia gostar muito da jovem.
- Estou sim. Muito. E você? Onde estão aqueles seus adoráveis rapazes? - perguntou, referindo-se a Vladmir e Mikhail.
- Quer encontrar-se com eles? Meus filhos são de fato adoráveis, gostariam muito de conhecer você. Espere um momento. Quando encontrá-los, mandarei que eles a procurem. Agora vá. Eu sei que estava planejando falar com Daniel. Espero que ele não desagradável com você.... - disse Selene, antes de sair para falar com David.
Délia acompanhou Selene. Parecia esperar algo.

Sophia finalmente chegou à sombra do carvalho.

- Sophia... Seria esperar muito, que você não estivesse aqui? Seria esperar demais que não dirigisse seu sorriso e suas palavras para mim? - disse Daniel, com seu já famoso tom amargurado.
- Sim, seria esperar demais. Eu vim pelo Talamasca, e estou aqui, dirigindo minhas palavras à você por mim. - disse, sentando-se ao lado do vampiro.
- Não me engane, nem tente se enganar. Veio aqui porque é uma amante dos vampiros, tão tola quanto as outras que estavam à nadar. - replicou, seco.
- Você é tão mais belo quando não é desagradável. - disse, procurando provoca-lo.
- Acha belo, o que é falso. O que é mau... Ah, Sophia. Você nos conhece, sabe o que e como somos... Que diabo faz aqui? - disse Daniel.
- Sou ainda mais doentia que as outras... Eu conheço minha própria condição. Mas não fale comigo como se me conhecesse.Sabe o que me levou ao Talamasca? Aposto que não.Sabe como conheci David? Aposto que não. Então, não fale dessa maneira.
- Você sim... Não me compare a você. Eu não tive sorte, um vampiro não me procurou. Um vampiro não me deixou viver, e outro não me adotou. Foram as fatalidades que me levaram até eles. - disse Sophia.
- Olhando por esse lado, você não é iludida... - disse Daniel.
- Ainda tinha dúvidas? - perguntou Sophia.
- Tenho uma pergunta. Sempre tive... Desde que te vi a primeira vez...
- Você quer o sangue?


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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/27/2011, 1:56 am

Aproveitando o alvoroço provocado pelos acontecimentos em torno da "pirralha eterna" e fazendo valer a constante atenção e cavalheirismo do anfitrião, Jaja viu a única oportunidade provável naquela noite de se aproximar daquela mulher linda e fria.

Rowan finalmente era sua. Podia fazer aquela pergunta que sempre quisera fazer mas nunca tivera a oportunidade.

- Olá, Rowan.

- Meu querido Curador. - disse a loira por trás de seus olhos cinzentos, eternamente insondáveis. - Gostando do nosso Baile? Bem sabe que você é o grande homenageado desse ano.

- Fantástico! Digno dos Grandes Bailes Mayfair.

- Nem me fale nisso. Não há como comparar com os grandes eventos criados por Julien, Mary Beth e Stella, que parece se divertir como há quase 100 anos não faz. - Observou maliciosamente.

O silêncio durou pouco e Jaja viu então a oportunidade.

- Diga-me, Rowan, se você me permite ser tão direto e indiscreto, mas típico de um Lioncourt, se puder me perdoar. Porém vejo que você nunca temeu a nós, vampiros. Bem sei que você e suas antepassadas nunca tiveram problemas conosco. Mas diga-me. Como você conseguiu escapar dos encantos de meu Tio naquela ocasião e mesmo assim mantêm-se casada com Michael?

Ao invés de ter uma resposta segura, na ponta da língua, típica de Rowan Mayfair pós episódio Lasher, Rowan mostrou-se pela primeira vez em tempos sem ação. Seus olhos desviaram-se e sem encará-lo, convidou Jaja a se sentar em uma mesa mais afastada do jardim.

- Sofro com a mais absurda e impensada ação da minha vida.

Jaja vira o vislumbre de uma lágrima naqueles olhos tristes.

- Michael não merecia alguém que ja tentou traí-lo por duas vezes, como eu. Mas como deixar esse homem maravilhoso que quanto mais dificuldades enfrenta maior fica o coração? O amor que ele sente por mim não pode ser desprezado mais uma vez...

- Rowan. Lembre-se que você caiu de encantos pelo vampiro mais espetacular e atraente que jamais existiu. Você estava enfeitiçada por meu tio.

- Mesmo assim, Jaja. Foi uma traição. Até hoje me penitencio com isso. E o silêncio feito por ele em relação ao ocorrido é o que mais me martiriza. Michael é um ser iluminado. Passar pelo que ele passou por causa do maldito Lasher...

- Sofrer mais do que você nesse episódio com Lasher... - tentou consolá-la.

- Não, Jaja. Sei que não sou digna de pena e nem tenho como usar nada como desculpa. Traí Michael de verdade por duas vezes, e se hoje ele me aceita ainda com todo esse amor é porque seu coração é puro demais.

Jaja refletiu por um momento, enquanto Rowan se servia de um Bourbon oferecido por um garçon.

- Rowan. O que interessa para todos nós não fica no passado de cada um. E sim no presente e naquilo que podemos vir a construir. Não vê o meu caso? Transformado em vampiro no auge do meus 30 anos. Vivendo há anos um amor que nunca será correspondido ou alcançado, motivo sempre de assunto entre os de minha espécie. E mesmo assim encontro forças para desenvolver um trabalho feito com tanto carinho e dedicação que é ser Curador da Biblioteca.

- O que vale, querida amiga, é estarmos bem hoje, esquecendo nossos erros, por maiores que tenham sido lá atrás, fortalecermo-nos agora e trilhar um futuro cada vez melhor. É nisso que eu acredito e é nisso que você tem que acreditar.

Rowan segurou na mão fria do amigo sentado a sua frente.

- Sou eternamente grata por suas palavras e por sua amizade, Jaja querido. Porém ainda vai passar um bom tempo até que a minha expiação pelo meus erros deixem minha conciência pronta para aspirar um futuro melhor.

- Lembre-se, Rowan, que o Centro Médico Mayfair é uma criação sua. O trabalho que você tem lá pode ser a melhor maneira de você sair dessa sua angústia. Volte para lá e volte a se dedicar as suas pesquisas. Você vai ver o quão mais leve você vai se sentir...

Foi interrompido pela chegada de Michael que parecia estar adivinhando o assunto que estavam conversando pois veio andando lentamente. Cumprimentou o Curador com um aceno urgente de mão e se dirigiu a ambos:

- Rowan. Jaja. Acho que vocês deveriam vir comigo, pois a situação lá dentro com aquela criança infernal está começando a sair do controle.

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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/3/2011, 2:58 pm

Délia e Selene estavam com David e Lestat.
- Há algo que eu deveria saber aqui, David? - Selene perguntou, arqueando uma sobrancelha.
- Há algo aqui, isso posso dizer.
Délia olhava para Lestat, quase hipnotizada. Ele sorriu para ela. Parecia ter se esquecido de Claudia e Louis por um momento. Délia não queria deixar transparecer seu amor, mas desviar o olhar agora seria ainda pior. Sorriu de volta, provocante, e levantou a mão para tê-la beijada por ele.
Délia virou-se, então, para poder olhar para os três vampiros.
- Alguém pode responder a pergunta mais óbvia? Como aquela boneca está viva? - disse, adicionando uma boa dose de sarcasmo à palavra "boneca".
Todos ficaram calados. Délia observou as expressões e tentou entender o que significavam. Estavam pensativas. David e Lestat pareciam já ter algumas suposições fortes, e Selene os avaliava tanto quanto Délia.
As duas vampiras iriam fazer mais perguntas, mas um grito agudo desviou as atenções.
Claudia, é claro.
Ela empurrou Louis, que quase se desequilibrou.
- Pare de ser egoísta, Louis! - gritava. - Como você acha que eu me sinto? Você sequer pensou nisso?
Louis quase parecia escandalizado. Não queria chamar a atenção. Bem, que escolhesse melhor suas companhias.
David, Lestat, Délia e Selene começaram a andar até os dois, cada um por um motivo e intenção diferentes. Délia viu Rowan, Jaja e Michael se aproximando também, com o canto dos olhos. Outras pessoas ficaram observando de longe, ao menos por enquanto. Julien estava entre elas.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/5/2011, 6:47 pm

Louis virou-se em lágrimas para Lestat e David.

- Vocês acreditam no que ela disse desta vez? - perguntou o abalado vampiro. - Me acusa de nunca ter podido amar nenhum homem ou mulher. Isso carnalmente.

Abraçou-se a David e os outros ainda ouviram ele balbuciar entre lágrimas.

- Nunca quis fazer dela uma vampira...

Délia e Selene se entreolharam espantadas. Rowan, Michael e Jaja chegados naquele instante entenderam tudo no ato e apiedaram-se do pobre Louis.

No entanto a postura fria e o sorriso debochado no rosto de Lestat era o que o tornava ainda mais perigoso naquela hora, fitando Claudia.

A diabinha, porém, esticou o queixo e mandou de pronto para o famoso vampiro.

- E você, Pai. Você, quando mortal, teve as suas aveturazinhas sexuais na França dos tempos dos reis e rainhas ridículos. - e levando as mãos aos próprios cabelos, puxando-os em desespero gritou:

- Eu quero experimentar os prazeres da carne e não posso, seu desgraçado!!!

Agora a confusão estava formada com vários convidados acorrendo ao local do escândalo e até a música tinha parado.

O sorriso não deixava o rosto de Lestat. Estratégicamente Jaja, sabedor dos impulsos do Tio colocara-se perto dele. Mas era aquilo. Alguém jamais conseguira segurar Lestat?

A respiração parecia suspensa no salão naquele momento. Qual seria a reção do Príncipe dos vampiros?

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Última edição por Jaja de Lioncourt em 3/8/2011, 1:00 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/6/2011, 3:11 pm

-O que você pretende fazer agora,meu perigoso príncipe das trevas? - perguntou Fleur,aproximando-se de Délia,David e Lestat.Abraçou Lestat pelas costas e soltou as palavras provocadoras.
Era verdade.Ela queria que Lestat fizesse alguma coisa.Aquela pirralha nojenta...apesar de entender a condição cruel de Cláudia,não gostava muito da idéia de tê-la de volta.Sempre infernizante,por assim dizer.
-O que você acha que eu vou fazer? - disse ele virando levemente o rosto,sem tirar os olhos de seu primeiro foco.Abriu mais um sorriso e passou delicadamente um dedo pelos braços de Fleur.
-Não sei.Acho que eu vou ter que esperar pra ver.
Soltou os braços do corpo do vampiro.
Lestat começou a andar.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   3/11/2011, 2:41 pm

Sophia ficou apreensiva.
Não sabia o que estava acontecendo, e nem tinha como ver, do lugar onde estava.
Caminhou, caminhou não. Correu até lá.

Abriu espaço entre os mortais que se aglomeravam próximos a piscina, mesmo que não soubem o que passava por ali. Talvez não suspeitassem do perigo que corriam.. Já Sophia, sabia muito bem o que poderia acontecer.

Havia uma aglomerado menor... Eram os vampiros...

A jovem sabia que Armand ia lhe mandar sair dali se a visse... Preferiu evitar encontrá-lo. Procuraria David, esse não se negaria a lhe dar informações.
Mas seu olhar foi atraido para a presença de Claudia. Não havia visto a pequena vampira.
E lhe parecia perturbador que estivesse ali...Não estava morta? E morta mesmo....

Encontrou David ligeiramente afastado dos outros... Parecia refletir sobre a situação.
O puxou pelo braço até ficar ainda mais afastado deles...Não gostaria que ouvissem o que ia falar...

David foi a contragosto, sabendo que não seria nada fácil livrar-se daquela conversa.

- David... David.. o que ela faz aqui? - perguntou Sophia.
- Não sei,acha que se soubesse estaria assim, tão preocupado?
- Ela não deveria estar aqui... ela.. ela está morta!
- Eu sei que está, mas está aqui também,é perturbador.
- Então, que diabos essa ... continua fazendo aqui? Porque não a mandou de volta pro inferno de onde veio? Você pode... Até eu posso fazê-lo. Ela é espirito, ou está aqui no fisico também?
- Ela parece muito sólida para ser um espirito. Não pode ser possessão,porque o corpo está completamente destruido a séculos. E não há como o espirito alterar a estrutura do corpo que oculpa.

Os dois estavam alheios ao que acontecia ao seu redor.
E não viram que a adorável Claudia observava tudo que conversavam.

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