A Ilha da Noite

Para aqueles que amam o maravilhoso mundo criado pela Mestra inigualável Anne Rice. Lestat, Louis, Armand, Marius, Mayfairs, A Talamasca... Todos estão aqui.
 
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 BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET

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Jaja de Lioncourt
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MensagemAssunto: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/18/2011, 12:40 am

Prezados Membros do Fórum A ILHA DA NOITE.

Rowan Mayfair & Michael Curry tem o prazer de convidá-los a participar do Baile de Máscaras que se realizará na Sexta Feira, dia 18 de Fevereiro, a partir das 16 horas em sua Mansão na First Street 1239.

Aguardando a presença de todos.

Até lá!

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Jaja de Lioncourt
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/18/2011, 4:01 pm

Abrem-se as portas daquela Histórica e Maravilhosa mansão.

Vemos logo a porta o belo casal Rowan & Michael a nos recepcionar, ambos com máscaras belíssimas e roupas a rigor, numa mistura de século XIX com modernidade.

Estilosíssimos!

Ouvimos no grande salão músicas animadas e vemos várias pessoas já lá dentro mascaradas. Muitos Mayfairs passados, que por um poder desconhecido estão todos ali:
Stella e Charlotte são as mais animadas comandando o baile e dominando o salão.

Alguns poucos especiais e amistosos membros da Talamasca liderados por Aaron Lightner estão sentados bebendo e fumando entretidos em divertida conversa, sabedores que em dia de festa a paz irá reinar com toda a certeza.

Descendo a grande escadaria o casal mais festejado da noite: Mary Beth & Julien de braços dados abrindo um grande sorriso.

A expectativa é enorme, pois a partir das 18 horas são esperados convidados para lá de especiais: Os Vampiros mais famosos de New Orleans.

Lestat e sua turma tinham confirmado presença. Afinal, iriam todos comemorar também o aniversário do atual Curador da Fantástica Biblioteca de Arte & Escrita de New Orleans: Jaja de Lioncourt, sobrinho bisneto do famoso Vampiro.

É - a noite realmente promete !!!

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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/18/2011, 5:03 pm

A vampira andava devagar pelas ruas, com sua máscara ainda na mão. Trajava um vestido preto, com os ombros de fora e um pouco aberto na parte frontal inferior, por onde suas pernas vez ou outra apareciam em meio ao movimento da caminhada, e com botas de salto também pretas que subiam até suas coxas.
Depois de algum tempo, já em First Street, ela pôde ver uma multidão acumulada em frente à uma mansão. Colocou a máscara sobre seu rosto e continuou andando com calma.
Ela viu alguns rostos conhecidos, mas decidiu não falar com ninguém enquanto ela própria não fosse notada. Muitas vozes se ouviam enquanto várias pessoas adentravam a enorme casa. O cheiro de sangue era muito, muito forte; mas ela havia se preparado para isso, havia se alimentado pouco antes.
Chamou a atenção de algumas pessoas e passou despercebida por outras enquanto entrava pela porta. Sorriu gentilmente para os anfitriões. Um belo casal. Sorriu também para a garota ruiva que se encontrava atrás deles, um pouco curiosa, um pouco desinteressada.
Avaliou o salão, com pessoas para todo lado. Achou um canto em uma parede para se enconstar e observou o lugar, pensando em como seria a noite.


Última edição por A&J em 2/21/2011, 1:05 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/18/2011, 5:40 pm

Sophia ia ao Baile em First Street com dois propósito bem definidos, o primeiro e mais imediato, aproveitar a festa, e o segundo, coletar material para sua pesquisa para o Talamasca.
Chegava emcima da hora pois seu voo havia atrasado, mas nada a impediria de ir.
Encontrar seus amigos mais chegados, os vampiros e Michael. O insistente bruxo que relutava em aceitar entrar para a organização. Não se incomodaria com ele.

Quando o carro parou na frente da casa podia ouvir claramente as notas das Quatro Estações de Vivaldi tocando. O violino soltando as notas quase a fez querer dançar. E dançaria. Não agora.

Ao entra no grande salão ficou espantada com a quantidade de Mayfairs, entre outros convidados... Não pode avistar nenhum vampiro, mas os Talamasca, já estavam todos lá.
Sentados ao que parecia numa área restrita para eles, bebendo e fumando, quase formando uma nuvem de fumaça em torno de si. Que terrivel.
Não ficaria por muito tempo ali.

Ajustou a máscara no rosto, jogando levemente uma parte do longo cabelo cacheado pro lado. Que caiu sobre os enfeites na parte superior da máscara, dando-lhe um ar de mistério. Seu vestido preto rendado era tão leve que quase não o sentia. Esse baile era a batalha do charme, naquela noite encontraria o vampiro e o encantaria.

Caminhou lentamente até a área do salão ocupada pelo Talamasca, quase dançando sozinha a doce e alegre melodia de Outono.

Quando ficou próxima o suficiente para ser reconhecida, os dignissimos membros da Ordem não deixaram de levantar de seus cadeiras e cumprimentar Sophia. Que se limitou a sorrir gentilmente.

- Desculpem minha demora senhores, meu vôo atrasou. - disse, olhando de canto para uma pessoa em especial.
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Jaja de Lioncourt
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/18/2011, 11:54 pm

De repente as portas da Mansão se escancararam.

A música pára. Todos se voltam para a claridade mais que do luar ao redor de silhuetas de belíssimas e alvas figuras:

Os Vampiros haviam chegado!

E chegaram juntos!!!

Lestat, com uma bela sobrecasaca azul e uma reluzente máscara prateada.

Armand com um belo terno negro e uma máscara dourada.

Louis, não muito a vontade em um terno marrom antiquado e um máscara também marrom, muito sem graça.

David, elegantérrimo com um terno inglês bege que fazia sua pele amorenada se sobressair e com uma bela e discreta máscara branca.

Marius e Pandora eram um caso a parte: ele de terno negro e uma capa vermelho vivo com uma belíssima máscara também vermelha mas em tom mais escuro. Ela com um belíssimo vestido longo cor de verde mar com uma máscara aveludada em tom negro.

Fariam realmente frente com o outro belíssimo casal (?) da festa - Mary Beth & Julien. Além de Rowan & Michael, claro.

Fechando o cortejo, o aniversariante da noite. Jaja de Lioncourt. O Curador da Fantástica Biblioteca de Artes & Escrita de New Orleans. Um vampiro culto e curioso, com uma roupa e um turbante vermelhos e uma bela máscara dourada clara.

Lestat, amando o silêncio causado pela aparição deles, disse em voz alta, clara e cheia de humor:

- Queridos amigos. Por que o silêncio? Viemos ou não aqui para nos divertir?

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Ariel Castaneda
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/19/2011, 12:00 pm

Ariel deixa o bardo a repousar e sai segurando as saias, máscara posta, passos que mal se organizam tamanha a expectativa. Sabem aonde ir, urgem por estar lá, mas o bardo, as obrigações, as conveniências... Não! É a festa da carne, e os obrigadores dormem. Ela sabe que está livre por algumas horas.
Chega à porta da mansão, só há um objetivo: na festa da carne, a festa do sangue. Na festa do sangue, presenças confortáveis, histórias em comum, compreensão mútua e o nome. "Meu capricho de cabelo vermelho, minha ideia-mania dos santos dias de farsa. Quando ponho os olhos em você sei que não enlouqueci, Daniel disse uma vez. Sei que não..." Sua mão é segurada, uma presença às costas, contato frio nos dedos, sopro gelado. O nome. Armand.
_ Bem-vindo, espírito do ar.
O que fazer senão abandonar-se? Ele não sorri, e o que pensa? Sente? Sim. Prova a pulsação com os dois dedos no pescoço de carne quente e isso faz respirar doer - é o toque do mal sedutor trazendo desejos de condenação.
_ Isso é paixão mortal, minha querida Ariel. Só posso macucá-la.
_ Eu quero.
_ Claro que sim.
Ele a vira de frente, puxa sua nuca. Têm a mesma altura. Encostam as frontes.
_ Ariel, Ariel, esvaziou de novo o coração, era pra ser um amuleto.
_ Era nada. Você enche só porque sabe que eu vou beber. Mauzinho. Me aperta assim e abraça, só pra me ver chorar.
_ E já está morrendo.
_ Agora mesmo.
Armand lambe o sal das pálpebras úmidas. A máscara de Ariel é de flores, desmanchada como ela própria. Tem perfume de maceração, coisa frágil desfeita nos dedos do imortal garoto. Ele gosta de vê-la apertar os olhos quando lhe perfura os lábios inferiores, adora a dor dela, essa mania que a rege.
_ Você é inocente, não sabe nada da imundície deste mal. Acha-o bonito. Não é.
_ Não vai me convencer, amado. Na cela, seu dano é poesia.
_ Cela. Cadê o bardo? - Armand impõe mais ritmo, o sangue verte em abundância. Ariel suspira: o bardo, na cela. Armand e sua maldição bonita - Dormindo - responde. O vampiro é velho para sentir fome e ter de caçar em uma festa deste tipo, mas aquilo era sangue ofertado, delícia morna cheia de vida, bombeada no ritmo que ELE comandasse. "_ Não para, não", ela tenta dizer perdida, tão que nem o antigo pode saber a que se refere.
_ Há uma presença aqui, Sophia, preciso provê-la com certas informações.
_ Vai ser a melhor das pastas - Ariel sussurra, quase dormindo.
_ Vai sim - o imortal lhe beija a testa. Sorri. "Ela é mesmo do vento, pensa, poeira flutuando na luz." - Vai se divertir?
_ Muito. Vou beber, fazer um poema e dormir no chão.
_ Isso.
O príncipe está por ali, todos estão. Ela teme os Mayfair, sabe que não a conhecem bem, pessoalmente só vislumbrou o casal anfitrião e Mona algumas vezes. A presença dos bebedores de sangue a acalma, no entanto. Apesar de humana, tem certeza de que eles são mais uma proteção que uma ameaça. E ser ameaçada por eles não seria exatamente um problema. Jaja passa por perto.
_ Parabéns, amado amigo. Finalmente posso retribuir o convite. Bebe comigo?


Última edição por Ariel Castaneda em 2/24/2011, 8:25 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/19/2011, 3:36 pm

Sophia quase perdeu o fôlego, dançando e rodopiando pelo salão, com o belo cigano Yuri a lhe sorrir, fingia muito bem estar interessada no rapaz. Mas sentiu o rosto queimando e o coração disparado quando avistou o cortejo dos vampiros.
Tentou não dar na vista do quanto estava abalada, continuou a dançar, agora separada do par, fazia leves movimentos com os braços como se fosse uma bailarina.
Ele a tomou novamente e lhe disse cheio de malícia..

- Seu vampiro chegou, o que vai fazer agora? Está cheio de vampiros aqui Sophia... - disse maldoso, ferindo os sentimentos e o orgulho da jovem, que era só sonhos e desejos.
- Não tenho medo de Armand, Yuri. Eu sei que ele não se importará de perder alguns minutos de sua eternidade falando comigo. Eu o amo, não tenho medo. E a vampira que é realmente especial ainda não chegou. Não tenho motivos para temer. - respondeu, afastando-se do jovem ,saindo pelo salão, mas acabou por esbarrar em várias pessoas, mas entre elas, seu olhar recaiu em uma em especial. Um vampiro finamente trajado, um vampiro moreno e belo, um vampiro tão especial... David.

- Me desculpe - disse, aproveitando o rosto oculto pela máscara, achou que poderia escapar sem que ele soubesse quem era.
- Sophia... - disse o vampiro, com os braços cruzados sobre o peito, lhe lembrou o velho David Talbot, que tanto a repreendia por sua quase obsessão pelo Vampiro Armand.
- David... desculpe, não o reconheci. - mentiu.
- Você parece perturbada, não gostaria de ir a um lugar mais calmo? - perguntou.
- Eu deveria? Não era você que sempre me disse para não confiar nos vampiros? - respondeu, lágrimas nos olhos.
- Realmente... Mas você não me daria o beneficio da dúvida? - sorriu.
- Está bem, mas não quero ir a outro lugar, vamos ficar por aqui mesmo. - respondeu.

Os dois saíram juntos, pelo lado do salão, passando por Lestat que olhou curioso a jovem que acompanhava David. Com um leve sorriso, tão típico, piscou para o outro, que lhe virou o rosto e como se devesse uma explicação,falou.
- Ignore. Ele acha que um dia vou decidir matar alguém.

Sentaram em um sofá, próximo a janela, e ficaram em silêncio por algum tempo.
Até que Sophia não aguentou mais a tensão, e decidiu tocar no ponto que lhe interessava.

- Você o viu? - perguntou, ciente de que David saberia responder.
- Sim, o vi. Mas está acompanhado. Não o importune, Armand não costuma ser amigável com o Talamasca, e será ainda mais hostil nessa situação. Está novamente apaixonado por um mortal. Nesse caso, uma mortal. - disse, e ficou a olhar Sophia, que estava levemente amargurada, com o cotovelo sobre o apoio da cadeira, fitava a janela, como se não ouvisse o que David falava.
- É injusto sabe, essa situação. Tão próxima, e tão distante,desse mistério que povoa minha mente desde que ouvi seu nome a primeira vez. Desde que soube quem ele era, quando estudei cada passo de sua vida, quando passei horas nos nossos arquivos procurando sobre ele, todas as horas passadas em frente ao quadro com seu rosto... Esse mistério chamado Armand... - baixou os olhos e dos cílios caíram uma lágrima. Uma lágrima solitária e fria, que lhe escorreu pelo rosto.
- Sempre é. Esse é o castigo do Talamasca, estar tão próximo a essas criaturas, saber suas histórias, seus nomes e não poder se aproximar deles. Muitas vezes, em todos os anos em que estive na Ordem, pensei que seria melhor não conhecer esses mistérios. Eles o aprisionam, te fazem escravos. É uma vida ingrata Sophia, eu não desejo essa vida para você. Sempre soube que esse seria o fim, soube como sabia qual seria o meu fim. - respondeu, levemente cabisbaixo.
Ela desistiu daquela conversa, não queria ficar nessa situação deprimente, apaixonada por um vampiro, dentro do Talamasca.

- Vamos dançar, deixe que ele me veja. Deixe que aprecie minha beleza, que me veja com outro vampiro. Que me veja com você... - sorriu.
David pensou um pouco antes de responder, parecia indeciso.
- Vamos, é sua obrigação me fazer feliz esta noite, anos sem noticias, se eu não procurasse nunca saberia a verdade sobre você. Vamos... - agarrou a mão de David, impressionada com sua rigidez e a dificuldade que teve em puxá-lo.
- Que seja, se é para passar minha noite com uma mortal, que seja com você.




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Danni de Lioncourt
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/19/2011, 5:59 pm

O vôo do Brasil para cá havia demorado a ponto de pensar que não fosse conseguir chegar. Detestava demoras, mas nada poderia fazer. Ao chegar, passando pela Rue Royale, adentrei a casa onde havia marcado com Cláudia. Trazia meu vestido, as jóias, máscaras e o que mais fosse preciso para ir ao baile. Claudia havia planejado tudo, não sei como conseguiu voltar, mas estava perfeitamente "viva".
— E aqui estamos. Deixe-me ver quais de suas jóias ficam melhor em mim! E depois faça fotos minhas com sua máquina de fazer fotos, disse ter uma, não é? — Ah então ela sabia da conversa com os outros membros da ilha, uma simples brincadeira... — Fotos dignas de molduras para a parede da sala!

As horas passaram enquanto escolhíamos nosso figurino, ela me assegurou que não mataria sua própria convidada, só assim pude ficar mais tranquila. Não, ela não parecia um anjo, ou uma boneca, era uma perfeita adulta, seus modos de falar, as brincadeiras que fazia...

— Claudia, essas pérolas são tão mais belas em você, não vê?
— Benji me trouxe uma com detalhes em ouro. Não sabia que uma cria de um vampiro tão desprezível pudesse ser tão agradável. — comentou com delicadeza, embora suas palavras não fossem assim tão doces.
— Benji e Sybelle irão também?
— Virão no carro atrás de nós, se não me engano. — deu de ombros, colocando os brincos exuberantes.
— Pronto, agora seu cabelo está perfeito!
— Cachos de Maria Antonieta! — ela riu — Mal posso esperar para ver o sofrimento de Louis. Mal posso esperar para ver meu velho pai.

Ouvi a buzina do carro.
— Ah, meu irmão! — disse Claudia, pulando da cadeira aveludada e o observando pela janela com um sorriso irônico na face. Sim, ela o havia convidado.
— Nicolas! — disse sorridente ao vê-lo, ele apenas sorriu de canto, acenando que Claudia e eu entrássemos no carro. Era preciso carros? Ainda mais um tão charmoso quanto aquele?
— Há um modo mais elegante de se parecer humano? — Nicolas disse com um sorriso cínico. Ele desceu do carro, e abriu a porta traseira, Cláudia adentrou o carro perfeitamente humana, puxando a barra do vestido com cautela, e eu o fiz em seguida. Nicolas fechou a porta e voltou para o banco do motorista.
— Podemos ir, madame? — disse direcionando o olhar para Claudia que assentiu afirmativamente.

— Você já conheceu Lestat, não é? — Claudia perguntou.
— Já, mas essa história ainda é mantida em sigilo.
— Nem mesmo A Ilha da Noite tem conhecimento?
— Eles terão em breve. Ainda não houve um bom momento para isso.
— Bem, chegamos! — disse Nicolas, estacionando o carro o mais próximo que conseguiu da mansão. — Nos encontramos lá dentro, ainda tenho de conseguir um violino! Tenho composições exclusivas para esta noite.
— Até mais, Nicki. — dissemos eu e Claudia.
— Aconselho que você não fique tão próxima de mim, mas como disse já conhecer Lestat, creio que não haverá problemas. Que pena! — ela riu diabólicamente, levando uma das mãos enluvadas à boca.

Como havíamos combinado, ao adentrar a mansão não ficaríamos tão juntas, ela tinha seus planos maléficos e eu não tinha absolutamente nada a ver com eles. Logo pude ouvir o violino enlouquecido de Nicki ao adentrar a mansão, óbviamente não pela porta. Ao lado da janela, onde a luz batia em seu rosto mascarado em um ângulo perfeito. Em uma fração de segundos Lestat se aproximou, me saudando.

— Ora, achei que não viria mais. O Brasil não fica assim tão longe!
— Sou obrigada a concordar, agradeceria se tivesse como voar até aqui. — ele não se conteve e riu.
— Bom, teremos bastante tempo para a conversa, seja bem-vinda, ma chère! — ele sorriu, se afastando.

É, pelo visto a noite será longa! E onde estão meus conhecidos amigos da Ilha?
Ah se eu tivesse uma visão vampírica essas horas...
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/19/2011, 10:49 pm

A noite mostrava-se extremamente agradável, mas não tinha certeza se seguiria esse caminho no destino em que ela teria.

Não é que ela não estivesse animada para o programa: a festa seria uma ocasião histórica e única. Quando, na vida (ou na morte) poderia reunir novamente toda a elite vampiresca e bruxa em um único local?

Não, ela estava interessada no evento. Só assistir já seria magnífico, participar então, nem se fala.

Mas sabia que, com exceção de poucos, não era muito querida pelos vampiros. Não que isso fizesse diferença pra ela; não dava a mínima. Porém, seu desprezo por cada ser pensante do planeta ficaria um pouco de lado essa noite.

Uma coisa que muito a incomodava eram aqueles trajes. Não se lembrava de usar nada parecido desde que era uma mulher humana da sociedade francesa. Usava um vestido de baile negro com pequenos detalhes branco e prata, de alças largas e que ia até metade de suas coxas; estava com sapatos elegantes de salto alto, negros também. Estava usando um xale negro também, que dava a impressão de seu vestido ter mangas longas, mas cansara-se logo dele, e o carregava pendurado.

Seu cabelo era algo que estava particularmente detestando; uma parte estava enrolado no alto de sua cabeça, e algumas mechas louras caiam por seus ombros, como se fosse a marquesa em pessoa. Usava uma máscara de veludo negro, muito bonita e que cobria seus olhos com delicadeza.

Mas deixou suas divagações de lado ao chegar na bela mansão e adentrar na belíssima festa; avistou rostos conhecidos, e acabou chegando razoavelmente perto deles:

- Boa noite, senhores e senhoras.

_________________
“E assim, estendemos a mão para o caos furioso, apanhamos alguma coisa pequena e brilhante e nos agarramos a ela, dizendo para nós mesmos que ela tem significado, que o mundo é bom, que não somos a encarnação do mal e que no fim iremos pra casa.”

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"Estaria sempre dividido. Sempre haveria a dor. Dor e prazer interligando-se e moldando-o, mas um, na verdade, jamais se sobrepondo ao outro; nunca haveria paz."



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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/20/2011, 11:16 am

A vampira sorria largamente. A cada momento, mais e mais vampiros e seus humanos chegavam. Ela via e ouvia a conversa de todos.
Tentava decidir o que fazer quando foi surpreendida por uma mão em seu braço.
- Boa noite, chérie. Não havia te visto.
- Olá, Julien. Eu havia te visto.
- É claro.
O bruxo segurou a mão da vampira e a cumprimentou formalmente com um beijo.
- O que veio fazer aqui hoje?
- Preciso de um motivo?
Julien sorriu.
- Não, é claro que não. Mas poderiam existir muitos. A mesa do Talamasca está bem ali. E, olhe, a garota deles está dançando com David. Interessante.
- Por favor, Julien, você sabe que eu parei minha perseguição à Talamasca há muito tempo.
- Sei também que velhos hábitos demoram a sumir, Délia.
- Nisso tenho de concordar.
Délia observou os mortais da Ordem, a elegância que todos emanavam. Observou a mortal, Sophia, a rodopiar com David Talbot, procurando chamar a atenção de Armand.
- Senti saudades. - ela falou de repente.
- Eu também, querida. Eu também.
Délia percebeu que sua conversa com Julien estava chamando a atenção de duas figuras interessantes. Michael Curry e Louis de Pointe du Lac. Julien também notou.
- E quem será sua presa agora, chérie? - ele perguntou, com seu sorriso característico, a adivinhar os pensamentos da vampira.
- Terei mais de uma essa noite. - ela respondeu. - Com licença.
E começou a caminhar para Louis enquanto ouvia que Gabrielle chegara.



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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/20/2011, 1:28 pm

Sophia, pela primeira vez naquela noite sentia-se alegre, dançando e conversando com David, conversas ao pé do ouvido... A voz sobrenatural enchia seus ouvidos, como um nectar de felicidade.. Criaturas sobrenaturais, tão encantadoras. As amava.

Viu a vampira com máscara que imitava as feições de um felino a conversar com Julien, esse misterioso e sensual bruxo. Se não estivesse tão interessada em falar com Armand, iria ao encontro dele. Parecia destino, enquanto pensava a vampira se afastou e caminhava na direção de Louis... Oh, Louis, tão belo. Mas tão trágico, preferível não encontrá-lo.

David parecia feliz em estar na sua companhia, ouvir novamente a voz de sua afilhada mortal.

- Você realmente acredita que conseguirá falar com ele? - perguntou, num passo em que ela se afastava e logo era puxada novamente para ele. E consigo trouxe uma resposta.
- Estou cuidando disso. - falou.

Avistou Armand, que conversava ainda conversava com Ariel. Ela encantada com a presença dele, parecia que seu mundo se resumia a visão da beleza do vampiro.
Sophia não se deixou abater pelo ar de romance entre os dois...

Esperou um momento em que poderia ser vista, beijou levemente a pontas dos dedos e formando um beijo nos lábios soprou o carinho à distância para Armand. Que recebeu com um leve divertimento no rosto... Piscou, demorando com os olhos fechados, como se estivesse sendo de fato beijado. Ela que ficou satisfeita, voltou a dançar.

- Me dá licença, David? Tenho uma... coisa para fazer. - disse.
- Claro, nos vemos depois. - respondeu, beijando-lhe a mão educadamente.

Sophia caminhou pelo salão, admirando os convidados, animada com a perspectiva de finalmente trocar algumas palavras com seu amado vampiro.
Passando pelos anfitriões, Michael e Rowan, não pode deixar de cumprimentá-los.
Uma leve reverência e algumas palavras.

- Uma bela festa, devo agradecer pelo convite. Já que, se dependesse do Talamasca, eu estaria bem longe desse salão repleto de vampiros. - disse, direcionando suas palavras ao homem, havia sido ele a convidá-la.
- Você alegra nossa festa Sophia, nada tem a agradecer. Agora vá, parece que há alguém lhe esperando. - respondeu Michael.

Ela não sabia do que ele falava, mas logo percebeu... Era Armand, que gentilmente lhe pedia que o acompanhasse. O leve tocar das mãos, um choque. Como se houvesse uma grande energia estática entre eles. No meio do caminho, até onde ele queria chegar, Sophia parou.

- Espere, você sabe o que está fazendo? - perguntou, apreensiva.
- Caminhando. Sei muito bem como se caminha, faço isso a bastante tempo. Não caminho direito, ao seu ver? - respondeu, tentando fazer uma graça com a situação.
- Mas para onde estamos caminhando, onde vamos? Porque está fazendo isso? Você sabe... Você sabe, que mesmo sendo um absurdo, mesmo sendo contra as regras e os estatutos do Talamasca, eu me apaixonei pela sua história. Sofri com o seu sofrimento, me alegrei nos momentos da sua história em que você era feliz. Odiei seus inimigos, comemorei seus feitos... - falou, enquanto segurava as mãos dele entre as suas.
- Eu não conhecia esse lado, só era do meu conhecimento que você cuidava dos meus arquivos, escrevia a minha pasta para a Ordem. Não que além de uma especialista, era uma admiradora. - disse Armand, soltando-se das mãos dela, ficando a fitá-la por alguns instantes.
- Agora que sabe, continua querendo ir comigo? Mesmo sabendo que os vampiros são o veneno para aqueles que os amam. Mesmo sabendo que esta proximidade vai alimentar meu desejo? Meu sonho tolo de poder compartilhar minha vida com você? - perguntou, esperando que ele falasse sim, sim que a queria mesmo sabendo de tudo isso, que ele a queria.
- Eu não tenho uma resposta para isso.... Vamos aproveitar só essa noite, sem pensar nas consequências, sem pensar no depois. Você não queria uns minutos da minha eternidade? Estou oferecendo à você... - disse, segurando o rosto da jovem entre as mãos, com um leve semblante de insatisfação.

Sophia não teve tempo de responder, pois na entrada do salão, surgia um grupo de vampiros...

Selene, trajando um vestido de seda roxa, luvas negras, sapatos de salto, também negros, com enfetes de diamante. Uma máscara que lhe cobria os olhos, ornada com pedrarias e brilhos. Acompanhada de dois vampiros, que quase pareciam gêmeos, vestidos em ternos de veludo preto, gravatas de seda vermelha... Usávam máscaras também iguais, que mudavam apenas pela cor, Vladmir e Mikhail os filhos vampiros dela.E para completar o grupo, mais antigo, mas não menos admirável dos vampiros, Khayman.





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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/20/2011, 4:22 pm

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Última edição por Fleur De Lioncourt em 2/20/2011, 4:29 pm, editado 1 vez(es)
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Fleur de Feu
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/20/2011, 4:24 pm

A vampira caminhava em um beco próximo à mansão.Na noite fria,trajava vestes um tanto quanto inadequadas,ainda mais para um baile,mas era impossível resistir a um presente daqueles. Ganhara de seu amigo tão confiável,que mesmo após seu nascimento para morte,ainda mantinha a essência tão fugaz que a deixava cada noite mais impressionada.”Espero que aprecie querida,comprei especialmente pra você”, dissera ele.Doce David.As vestes eram lindas,mas a máscara violeta fora um toque seu.

Mas não era David a razão de seus devaneios agora.Era ele.Ele sim tinha gosto de sangue.Ainda lembrava das palavras de seu último encontro.
-Por que você não pára com isso?Você me tortura. Quando eu finalmente me distraio,você aparece.Não vou mais te procurar.Quero que faça o mesmo – dissera ela.
-Não seja ridícula,você não consegue ficar sem mim.Você não consegue e simplesmente não quer.Repete isso pra se convencer do contrário.Não gaste sua língua Fleur.Vai me procurar em breve – respondeu ele.

Cinco noites depois houve o convite para o Baile de Máscaras.Aniversário de Jaja de Lioncourt.Ela riu pra não chorar.Ele sabia disso o tempo todo,e sabia que não deixaria de ir ao aniversário de Jaja. Maldito seja.

Enfim adentrou a porta da Mansão.O salão estava cheio.Conversas,sorrisos,fumaça de cigarro.Procurou um sinal,um vestígio da presença dele.Avistou Louis,sua beleza mais uma vez manchada pelos trajes inadequados.Mas não importava,era um sinal de que ele estava lá.

Armand se aproximava do portão apressado.Passou ao seu lado olhando-a da cabeça aos pés.Não sabia dizer se aquilo era admiração ou reprovação,e continuou sem dizer uma palavra.Viu David se afastando do salão com uma jovem,e decidiu não incomodá-lo ainda.Circulou mais um pouco sentindo aquele cheiro de sangue,cumprimentando alguns membros da Ilha da Noite.Até que o encontrou.
Sentado em uma poltrona negra,ele parecia um anjo e uma assombração ao mesmo tempo.Olhou-o fixamente e seu olhar a denunciou.Virando lentamente o rosto,sorriu sarcasticamente ao vê-la,confirmando que suas últimas palavras estavam certas.

Lestat,capaz de deixá-la estática com apenas um olhar.

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A&J
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/20/2011, 7:25 pm

Délia sentiu todos os vampiros que chegaram antes de alcançar Louis. Sabia quem era cada um e não se incomodou em olhar para eles, ainda não.
Sorriu quando se postou na frente do vampiro, que a encarava em um canto, afastado de todos.
- Talvez você devesse ter vindo sozinho, se não queria ser notado. Chegar com Lestat não é muito sutil.
- É melhor desta forma. O brilho de Lestat ofusca o meu, se é que tenho algum.
- Acha que não?
Louis desviou o olhar enquanto Délia se aproximava um pouco mais.
- Ele está olhando, não está?
- Quem, Lestat? Está. Mas outra pessoa está chamando sua atenção. Outra vampira.
Délia riu baixinho.
- Você não tem sorte, tem? Sei que queria deixá-lo com ciúmes.
Louis afastou o rosto e pareceu chocado. Délia suspirou.
- Odeio quando você faz essa cara, tão sóbria, tão...
- Sensata?
- Sim. Odeio isso. Pode ser sensato o quanto quiser, mas não demonstre. Você fica horrivelmente destacado quando faz isso.
Louis não respondeu, mas relaxou um pouco. Délia se aproximou mais.
- Posso?
- Tenho escolha?
Délia sorriu, mas Louis não pôde ver. Ele gemeu baixo enquanto sentia os dentes da vampira perfurando seu pescoço. Ela se agarrou à ele com um pouco mais de força enquanto bebia. Depois de pouco tempo, ela lambeu os pequenos furos e os observou enquanto se fechavam. Limpou sua boca na roupa dele, o que não o agradou.
- Qual seu plano para hoje, Délia, beber de todos os vampiros que encontrar? Sou só um aperitivo, não?
- Sim, querido, você é só um aperitivo, mas delicioso, te garanto. E você não entendeu ainda que não faço planos?
Délia sorriu e começou a se afastar, quando uma ruiva apareceu ao seu lado.
- Como você conhece oncle Julien?
Délia observava Mona enquanto Louis ia embora. Viu com o canto dos olhos que o vampiro encontrara alguém que chamou sua tenção. Viu que era Cláudia.
Aquela noite estava ficando cada vez mais interessante.


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Ariel Castaneda
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/20/2011, 8:38 pm

_ Sente-se bem? Sente-se? - Ariel olhava para o vinho na taça. Estava rodando o cristal, lindo depois das lentes que o sangue de Armand colocara em suas percepções. Sem sabor depois que esvaziara o medalhão - isso sempre lhe dava forças para sair dos círculos viciosos da obrigação. Tinha de tomar cuidado para não ficar dependente. Ainda que abominasse a cela sabia o quanto o bardo significava, e que os expedientes horríveis aos quais devia submeter-se eram exatamente o que lhe permitia todas as outras coisas. Engraçado: comprava as chaves da liberdade com as obrigações da cela. Agora tinha a árvore da vida, podia contemplá-la todas as manhãs, e o cárcere estava bem no meio do jardim da criação. Sem tanto submeter-se ainda estaria sendo picada pelas formigas. Passado terrível. Foram seus serviços ao bardo que permitiram a nova localização. Abominava os serviços. Amava o bardo.

Jaja estava ocupado com os outros convivas, seu aniversário afinal, e ele era parente da presença mais cheia de luz e calor naquela festa. Ela esperaria. Enquanto o curador não viesse (e era até bom que se demorasse um pouco, assim estaria menos aérea), tinha de cumprir a parte do poema. Lembrou: beber, criar, dormir no chão. Não necessariamente nessa ordem.

O vinho, vermelho, vinho, púrpura, o vinho. Dourado, tlim, tlim no cristal. Tão doce o sangue, quando jovem e quente. Em uma taça viva transbordando sonhos... Discurso antigo, da existência desobrigada. Ariel já fora poeira. Já fora dissociada como seus amigos Elemiah e Alana.

Uma pontada de preocupação roubou sua inspiração novamente. Não era o clamor das obrigações, o bardo ainda dormia. Levantou o rosto. Uma existênciazinha dourada. Pérolas. Um paletó marrom. Tudo tão rápido! Louis tomava Cláudia nos braços. Cláudia! O que ela fazia ali?, a razão berrava.

Ariel: Ele vai se machucar.
Razão: Cláudia está morta.
Ariel: É, mas está ali também, e Louis com ela, sem Merrick para intervir.
Razão: E o que seu menininho vai fazer agora? Hi, hi, hi.
Ariel: A sorte é uma puta e a razão não fica longe. - Príncipe! - chamou silenciosamente, uma súplica, enquanto encaminhava-se para o casal bizonho. Odiava aquela pirralha. Odiava que Louis se machucasse, porque sabia que era Louis e Lestat para sempre. E aquela coisinha irritante que esmagaria debaixo do salto das botas se tivesse forças para isso estava sempre fazendo papel de estorvo.
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/20/2011, 9:23 pm

Lestat continuou olhando.E sorrindo,obviamente.
Fleur ficou estática,o corpo esquentando tão rapidamente como se estivesse sorvando sangue.Era evidente que Lestat tinha incontáveis amantes,muitos deles presentes nesse belíssimo Baile.Mas estava claro também que ele dedicaria um minuto de sua eternidade para infernizá-la.E deixá-la ainda mais apaixonada.
A vampira finalmente se recuperou e começou a andar em direção oposta,tentando ignorá-lo e decidida a não terminar nos braços dele mais uma vez.Mas era tão difícil resistir àquela beleza,aos olhos,à voz...Lembrou-se de Jaja.Era o aniversário dele.Iria procurá-lo e dar-lhe os parabéns;talvez isso a distraísse brevemente.
Avistou Louis mais uma vez,dessa vez conversando com uma vampira em um lindo vestido preto.Difícil reconhecer algumas presenças no Baile,afinal,não só as máscaras distorciam um pouco a sombria realidade,como também a visão de Lestat a deixava sem condições de se concentrar.
Enquanto caminhava,um sorriso malicioso se abriu em seu rosto.O que era aquilo?Uma perturbação em Lestat?
"Volte aqui" - ouviu Fleur em seus pensamentos.Mas ela continuou,a pequena roupa dourada e os lindos colares balançando enquanto andava.
-Pelo visto você gostou do meu presente.Mas realmente não imaginei vê-la com ele aqui.
Era David.Era sempre uma dádiva vê-lo.
-Se você duvidava de minha audácia,então por que me deu este presente?
-Queria ver se você ia me surpreender.Mas devo perguntar,não era você que estava decidida a esquecê-lo?Vir aqui e imediatamente procurá-lo não me parece ser uma boa estratégia.
-David...
Mas sua fala foi interrompida pelo rápido vislumbre da vampirinha de lindos cachos,em outra parte do salão.Perguntou-se se Lestat a havia visto,e até pensou em questionar David,mas novamente seu olhar foi aprisionado por algo maior.Lestat levantara-se e caminhava em sua direção,a máscara prateada reluzindo ao brilho do salão.Se havia visto Cláudia,ficaria pra depois.
-Creio que devo me retirar.Até depois - sorriu David.
Sentiu mais cheiro de sangue.E em breve sentiria o gosto.






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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/20/2011, 9:32 pm

Gabrielle caminhava com elegância por todo o salão. De fato, como pensava que seria, a festa estava deslumbrante.

Olhou para Lestat um instante; ele estava observando uma bela vampira que chegara ao local. Sorriu com esse pensamento; Lestat nunca mudaria. Lembrou que seu filho fora o primeiro a falar com ela quando chegou:

- Há quanto tempo, mãe. - disse ele, abraçando-a. Ela fez uma careta com a palavra 'mãe', mas ele não a viu.

- Estava com saudades, Lestat.

- Eu também, Gabrielle... você está linda assim.

Ela somente sorriu para ele, que completou com uma piscada em seguida:

- E você deve estar odiando estar nessas roupas elegantes, não é?

Dessa vez ela riu de verdade, e disse:

- Você me conhece, meu filho. Odeio toda essa formalidade... mas uma só noite não vai me matar.

Ele riu alto, e abraçou-a de novo:

- Não suma, marquesa. Quero falar com você de novo antes do fim da noite.

- Eu prometo. - ela disse, com uma sobrancelha arqueada, enquanto Lestat voltava para a multidão.

E agora, pouco tempo após disso, ela andava por entre o elegante salão; o que realmente a fez parar foi uma visão chocante.

Ela conhecia aquele rosto, na forma humana e na forma vampírica.

Conhecia bem até demais.

Assim que reconheceu Nicolas, Gabrielle procurou Lestat com os olhos, mas não conseguiu localizá-lo. Logo, notou uma pequena figura abraçada a Louis; não precisava ser um gênio para reconhecer Claudia.

"Mas o que diabos esses dois estão fazendo aqui... e vivos?" - ela perguntou a si mesma, confusa.

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“E assim, estendemos a mão para o caos furioso, apanhamos alguma coisa pequena e brilhante e nos agarramos a ela, dizendo para nós mesmos que ela tem significado, que o mundo é bom, que não somos a encarnação do mal e que no fim iremos pra casa.”

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"Estaria sempre dividido. Sempre haveria a dor. Dor e prazer interligando-se e moldando-o, mas um, na verdade, jamais se sobrepondo ao outro; nunca haveria paz."



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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/20/2011, 9:44 pm

Sophia ficou ainda mais apreensiva, procurou as mãos de Armand, como se estar junto delas fosse lhe conceder alguma proteção.
- Ela, ela vai fazer algo?- perguntou, como se não soubesse que a vampira pouco se importava com quem ele andava.
- Não vai. Mas não entendo sua pergunta, ao que sei, vocês já se conhecem. - disse, desviando um pouco o olhar, que foi dar em uma linda criança de cabelos dourados, com um sorriso malicioso no rosto e em Lestat que se aproximava dela.
Sophia tentou enxergar o que ele via, mas eram muitas pessoas à sua frente.
- O que acontece? Me diz. - pediu.
Ele não respondeu, a conduziu para um espaço mais próximo ao que acontecia.

- Mas... o que ela faz aqui?- perguntou, ao finalmente vislumbrar Claudia, a criança-vampiro.
Armand não respondeu, olhou-a como se estivesse preocupado.
- Preciso ver o que acontece, nos falamos depois, linda Sophia. - disse, mas não saiu de perto dela, pegou sua mão e a entregou à Selene. Que se apresentou, dando-lhe beijos nos dois lados do rosto, à moda grega.

Os dois pareciam esquecer Sophia, ali, parada...

- Que diabos está acontecendo aqui? - perguntou Selene, referindo-se claramente a aparição de Claudia.
- Vou descobrir, agora cuide da nossa adorável mocinha do Talamasca. - disse Armand, que deu um leve beijo na mão de Sophia.
Que não ficou com a vampira, e o seguiu.

- Está louco? Acha que vou deixar você ir sozinho? Vou com você! - exclamou, furiosa, por ser tratada como um nada por aqueles vampiros.
- Acha que pode me...proteger? - ele riu, não, gargalhou.
- Atrapalhar é que não vou. E quero ver de perto o que acontecerá. Seja educado e me dê aqui essa linda mão. - disse, agarrando-se novamente a ele.
- Insistente... - respondeu.

Mas os dois sairam, indo juntar-se ao grupo de vampiros.

Sophia, satisfeita com a vitória de estar ao lado dele, não pode deixar de no meio do caminho, parar, abraça-lo e dizer: Te amo.

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Danni de Lioncourt
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/20/2011, 10:52 pm

Dançava livremente pelo salão, enchendo o vestido graciosamente enquanto rodopiava ao som do violino enlouquecido de Nicolas. Mas agora havia uma presença, uma adorável presença que me enchia de curiosidade: Sophia. Estava nítido no olhar da bela moça os sentimentos que tinha por Armand. E o próprio Armand, como sempre sua face angelical encantadora e envolvente, quanto tempo, não? Meu sentimento de gratidão por ele era indescritível, ainda podia sentir os efeitos de seu sangue vampiresco, mesmo que muito fraco pela pouca quantidade, correndo em minhas veias juntamente com o meu. O efeito estava quase passando por completo, fazia algum tempo desde aquela aventura inesquecível... Mas, isso é outra história. Sophia e Armand tinham um foco, e não só eles, como boa parte dos convidados - se não todos eles! - na figura do vampiro Louis carregando nos braços sua pequena Claudia.
Ora, eu não tinha porquê odiá-la, ou odiá-lo, e isso poria minha vida em risco, levando em consideração minha condição humana, mas não por isso... Via em Claudia a injustiça, a sede de vingança, ela me assegurou que não me mataria por ser sua convidada, e eu devia acreditar nela. O que ganharia desconfiando? Os planos dela não me envolviam, eu sabia que Claudia iria agir, iria tornar aquela noite a mais inesquecível da vida de quem ali estivesse presente - como ela mesmo disse. E não havia absolutamente nada que eu poderia fazer.

Agora Lestat se aproximava deles. A sensação de perigo era deliciosa!
Meus desvaneios cessaram de repente com a voz que invadiu minha mente "Finalmente aprendeu a esconder os pensamentos. Mas essa sua feição não me engana. O que ela te disse?

— Armand... — murmurei sem perceber, estava próxima dele e de Sophia agora. E então os cumprimentei gentilmente. — Como vai, belo anjo? — um sorriso suave formou-se em meus lábios.
— Vi o carro chegando, pensei que viesse só.
— Não vim, como pôde perceber. Agora, fale-me sobre essa linda jovem que lhe acompanha, hum? — sorri para Sophia, me apresentando para ela em seguida. — Sophia é um belo nome. Já ouvi falar de ti algumas vezes, e acredito que quem o falou não seja um mistério, não é? — ri ao receber um olhar fuzilante de Armand.
— Pelo visto está totalmente recuperada, o remédio ajudou? — ele riu muito levemente.
— Ajudou. — disse com delicadeza, em seguida suspirando — E eu não sei, Armand. Juro que não sei. — e eu realmente não sabia, Claudia não seria tola a ponto de me dizer seus planos, ela "apenas" aceitou minhas jóias, permitiu que a fotografasse, e veio comigo até aqui.
— O vejo mais tarde, Armand. Vou cumprimentar os outros convidados. Não dispenso uma boa conversa contigo, hum? Temos tanto a falar! Mas deixemos pra outra hora. Até mais, até mais. — cumprimentei Armand e em seguida Sophia.

Deixei os dois e lancei um último olhar para Louis e Claudia. Não, eu não ficaria ali. Não era bom. Precisava saudar mais convidados e é claro, o aniversariante da noite, Jaja de Lioncourt.

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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/21/2011, 12:54 am

Jaja sentia-se realmente feliz com tudo o que via, ouvia e principalmente sentia. Tudo ao redor era uma mágica inesquecível.

Nunca, na sua vida mortal e imortal também, vivenciara uma reunião de pessoas tão memoráveis como a desta noite.

A eletrecidade em torno das pessoas, quer humanas, vampiros, bruxos ou paranormais estudiosos chegava a ser palpável.

"Quanta sabedoria, quantos egos, quanta loucura..." estava num devaneio sonhador quando sentiu ao seu lado uma presença forte e encantadora.

- Olá, belo Curador. Como se sente em mais um aniversário de sua vida mortal?

Sentiu a pontada de ironia na pergunta da linda presença ao seu lado. Ariel estava, como sempre, provocantemente encantadora.

- Quem dera os anos me voltassem a passar - respondeu com uma piscadela. - Faz um bom tempo que não a vejo.

- E da última vez deixou-me cheia de saudades da nossa longa conversa sobre a Biblioteca de Alexandria - "Como se fosse só esse o objetivo da conversa, dôce e estudioso vampiro" pensou a bela.

- É verdade - respondeu Jaja, um pouco distraído, correndo os olhos pelo salão. - Já reparou, Ariel querida, que a eletrecidade correndo pelas pessoas por aqui está em uma voltagem elevadíssima?

- Você acha que existe algum perigo dessa noite não acabar bem?

- Bom - Jaja voltou os olhos para aquele ser diáfano ao seu lado. - Não acredito que venham a estragar o aniversário do sobrinho do Príncipe e um dos únicos verdadeiros amigos das Gêmeas Ancestrais.

- A propósito - perguntou Ariel, cheia de curiosidade. - Maharet virá?

Jaja demorou um momento para responder, pensando na melhor resposta.

- Digamos que a noite será longa e recheada de surpresas.

Foram interrompidos pela aproximação do maravilhoso casal romano Marius & Pandora.

- O que tanto confabulam vocês dois? Podemos partilhar os seus segredos? -Perguntou o velho Vampiro.

Jaja, como de costume, sentia-se perturbado ante a presença da belíssima vampira romana e essa sabedora disso limitou-se a fitá-lo com aqueles olhos lindos e profundos . Porém tinha que manter a pose de aniversariante e esforçou-se a responder.

- Ora, Marius. Quem por aqui não tem segredos e reminiscências para compartilhar?

Mas não conseguia desviar os olhos de Pandora.

- Dança comigo um pouco? - salvou-o Ariel arrastando-o para o meio do salão. Abraçou-se ao vampiro e cochichou ao seu ouvido: -Você me deve mais uma, ouviu?

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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/21/2011, 2:05 pm

- Aliás, como você conhece todos aqui? - Mona perguntou rapidamente.
Délia não tirava o sorriso do rosto.
- Julien eu conheci há muito tempo, enquanto seguia um dos perseguidores do Talamasca. Ele não queria mais contato com eles do que já tinha, mas o fiz querer comigo. E os outros - ela observou o salão - eu conheci na Ilha da Noite, em muitas estadias temporárias.
Mona a observou por mais algum tempo e fez menção de se afastar quando Délia a interrompeu.
- Você sabe o que está acontecendo aqui, não sabe? - disse, sem soar ameaçadora, mas instigada. Sua face não se alterava, mas sua mente funcionava a todo vapor desde que vira Cláudia e ouvira o inconfundível violino de Nicolas.
- Talvez. - a ruiva respondeu, e então se virou e andou para falar com alguém, talvez Michael.
Délia continuou a olhar para todos os cantos do lugar, os olhos afiados. Foi até onde Julien estava, passando por Jaja e Ariel e mandando um aceno para o aniversariante, um gesto que indicava que ela ainda iria falar com ele. Julien estava onde eram servidas algumas bebidas. Délia conseguiu uma simples taça de vinho e lançou um olhar malicioso para o bruxo, ficando assim por algum tempo, enquanto ele ocasionalmente se distraia em alguma conversa ou a observar Mary Beth, que falava e rodopiava pelo salão.
- Julien.
- Hmm?
- Uma dança?
Délia colocou a taça cheia de vinho sobre a mesa ao lado deles e foi com Julien para onde os casais dançavam. Acompanhando o movimento musical do violino de Nicolas, os dois passeavam magnificamente pela pista.
- Esqueci de lhe fazer uma pergunta - Délia disse, quase encostando a boca e os dentes sobre a orelha de Julien.
- Sim?
- O que você veio fazer aqui hoje?
- Preciso de um motivo?
- Ah, sim, Julien, você precisa.
Ele se afastou sorrindo para girá-la e logo voltaram a se abraçar.
- O que você está sugerindo? - perguntou.
- Que estamos em um lugar lotado de vampiros e bruxos e que, até agora, somente os vampiros, seus humanos e os membros do Talamasca ficaram confusos. Não vi um olhar de interrogação em seu rosto, no de Mona ou no de Michael como vi em Gabrielle, Sophia e Danni.
- Você também as conhece? Parece muito popular por aqui, não?
- Conheço, e não mude de assunto.
Julien suspirou.
- Se você quer tanto criar suas teorias, pense que Jaja de Liouncourt também não mostrou muita surpresa hoje a noite.
Délia se calou. Não fez mais perguntas e só aproveitou o restante da dança com Julien. Quando acabaram, antes de se afastarem, Délia falou algo para o bruxo.
- Eu ainda não acabei com você, querido.
- Nenhum de nós acabou, chére.



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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/21/2011, 3:34 pm

Sophia caminhava contente ao lado de Armand, mas presentia algo ruim...
Talvez fossem seus poderes avisando sobre um perigo, não desejava ir naquela direção, mas sabia que desistir de ir, seria desistir de estar com ele.
Por alguns instantes pensou em com livrar-se... Então abriu sua mente, a abriu só para ele.
Não que ele estivesse tentando penetrá-la, mas a mente dele, era quase uma extensão de seu corpo e entrou em contato com a dela, assim que ouve um espaço.

A mente dela, falava com a dele...

Não podemos ir, preciso ficar, fique comigo...


Era quase um lamento, aquele pedido...

Armand parou seu passo, passando as mãos em torno do pescoço de Sophia, baixou levemente a cabeça, para que ficassem no mesmo nivel.

- Não posso, mas vá, aproveite o baile, linda Sophia. Nos veremos novamente antes do fim dessa noite. - disse, beijando-a na testa.

O vampiro logo se foi, passando por ela, a deixando em uma tristeza sem tamanho. Mas ela entendia. Procuraria se divertir, enquanto não pudesse estar com ele.

Caminhou pelo salão, investigando as mentes, os corações e principalmente as conversas dos convidados.

Nesse momento, lembrou-se de Danni, que lhe pareceu muito gentil, e possuir histórias bem saborosas sobre os vampiros.
A buscou com os olhos, mas seu olhar foi atraido para David, tão espantado com a situação quanto ela mesma.

Tentou se comunicar mentalmente com ele, o que correu muito naturalmente.

' Você lembra, de como nos reencontramos? De quem nos apresentou?'


Os pensamentos que vieram sem seguida, foram recordações...

Sophia, parada próxima a um carro, nas mãos um livro, que fingia ler.
Usando óculos escuros, e roupas que normalmente não usaria.
Estava na frente de uma casa, que tentava ignorar. Mas era o alvo de sua espera.
Esperava encontrar alguem, encontrar Lestat!
Seu primeiro contato com os moradores da casa foram quase desastrosos, teve de usar seu poder para defender-se do ataque de Louis, que acreditava ser ela, uma pessoa sem esperança, que desejava morrer.
Mas Lestat, esse sim a escutaria.
E isso, demorou aproximadamente uma semana de espera.
Ele provavelmente já notara, a jovem todas as noites, esperando alguem, bem na frente de sua casa.
Uma noite, quando ela menos esperava, ele veio... Tão belo, sedutor, tão irreal.
- Que faz aqui, bela jovem? Todas as noites na porta de minha casa? - perguntou, demonstrando um leve sotaque.
- Esperando um amigo. - ela respondeu, tirando os óculos e olhando interessada para ele.
- Um amigo? Que amigo é esse, que a deixa aqui, no escuro, correndo perigo de....se machucar. - disse, passando levemente as unhas no rosto da jovem. Que sentiu o verdadeiro teor do perigo.
- É um amigo que não vejo a muito tempo... Ele se chama David.. David Talbot - disse, demorando propositalmente no sobrenome.
- David? Você é do Talamasca? - perguntou, arqueando levemente uma das lindas sombrancelhas loiras.
- Sou afilhada dele. E também sou do Talamasca. Por favor.... Lestat. Eu preciso encontrá-lo novamente, a saudade está me corroendo... Está me matando, entende? - falou.

Assim acabava a lembrança....

Enquanto pensava, tão presa nos pensamentos, não notou a presença de uma figura finamente trajada, com um sorriso sedutor nos lábios...
Levantando um pouco o olhar...
- Julien...

- Uma moeda pelos seus pensamentos... - disse o bruxo, enquanto tomava a mão de Sophia e a beijava graciosamente.




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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/21/2011, 9:28 pm

Finalmente Lestat se aproximou.Fleur achou que fosse queimar como brasa na fogueira.
-Viu como logo você viria me ver? - disse ele,tocando os cabelos da vampira.
Pensou em responder grosseiramente,mas Lestat estava tão esplêndido naquela noite que ela limitou-se a dizer o que realmente queria.
-Senti saudades.
Ele desceu as mãos pelos seus ombros.
-Sabe que tenho assuntos um tanto inacabados aqui.Mas teremos nossa dança antes do nascer do sol.Eu juro por tudo que há de mais sagrado - disse maliciosamente,beijando-lhe a mão. Fleur demorou a responder.
-Lamento que nossas primeiras palavras sejam tão breves.Até logo,meu amado.
Não contestou e deixou que ele fosse.Sabia que ele era uma das faíscas que esquentariam a noite.
Enquanto Lestat se afastava,Fleur lembrou-se da época em que ainda era uma jovem mulher sonhadora,que amava sua mãe,apaixonada por livros e com um futuro promissor,atormentada por devaneios sombrios e um tanto quanto...escandalosos.Foi assim que ele a encontrou,com um livro na mão e os pensamentos absortos mais uma vez,sentada na escadaria mais fria da faculdade.
-Eu juro por tudo que há de mais sagrado,vou parar com essas besteiras e me concentrar. - repetiu para si mesma.
Uma voz soou.
-Você deveria se envergonhar.As pessoas olham pra você e nem imaginam o que se passa nessa sua cabeça.Você é uma mentirosa.E gosta disso.
Ela levantou a cabeça.Viu aquela figura quase divina em sua frente.
-E quem é você? - disse,preparando-se para se levantar.
-Apenas alguém que vai te ajudar a carregar essas coisas.Venha,me dê sua mão.
Impossível dizer não.E aquele era apenas o primeiro de seus encontros antes do nascimento de Fleur para a escuridão.

Afastou a lembrança com um balançar de cabeça.Reconheceu Délia por entre a multidão de máscaras cintilantes.Sim,falar com Délia seria de ótimo tom enquanto seu amado não voltava.Ah,e não podia esquecer de Jaja.Não poderia esquecer do curador que tanto a orientou no começo de tudo.
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Lafayette
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/22/2011, 1:13 am

A jovem mortal corria pela First Street, estava atrasada, como de costume. Estava hospedada ali perto e resolvera não ir de carro. Usava um vestido branco longo com brilho e rendas, que combinava com a sua máscara.

Próximo a Mansão Mayfair podia ouvir a música alta vinda dali, que era abafada pelo som dos seus sapatos batendo na calçada. Em ambos os lados da rua, fileiras e mais fileiras de carros estacionados. A noite estava muito agradável e a festa ia longe.

Estava receosa, pois além de uns poucos mortais que ali compareceriam e o vampiro aniversariante, não conhecia mais ninguém. Finalmente veria Armand, Lestat, Louis e todos os outros que tanto a fanscinavam. Mas será que ela conseguiria falar com eles? Eles gostariam dela?

Chegou ao portão da casa, respirou fundo e entrou. A casa estava lindamente decorada. Entrou no enorme salão duplo e viu os casais dançando, tentando achar alguém que conhecesse. Rowan e Michael estavam deslubrantes, assim como Ariel dançando com Marius. Marius. Havia esquecido do efeito que os vampiros podiam causar nela.

Queria parabenizar Jaja, mas este estava muito entrertido em uma conversa com Pandora, então resolveu deixar para depois. Pegou uma taça de vinho e, passando pela varanda lateral, chegou ao quintal, onde se sentou em uma banco perto da piscina, tentando tomar coragem para se aproximar de alguém.
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Ariel Castaneda
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MensagemAssunto: Re: BAILE DE MÁSCARAS NA MANSÃO DE FIRST STREET   2/22/2011, 9:41 am

Dançar com Marius era algo que Ariel jamais havia imaginado fazer. DANÇAR! Quando conheceu o mestre pelas amadas palavras de seu amado ruivinho concebia-o distante - fisica e comportamentalmente falando - O Mestre, que guardava tantos segredos, que sabia. O mais perto de atitude mortal que chegara em relação a ele fora a pena sentida quando esmagado pela mãe, uma ou duas décadas atrás. Respeitava-o extremamente, era o criador da criatura que mais estimava neste mundinho. Mas dançavam. Ela havia tentado escapar, puxando Jaja pela mão e divertindo-se muito com o curador. Ali estava um amigo com quem valia apena fazer as evoluções mais absurdas no salão. Alguém com quem se podia brincar sem ser julgada e rir, muito, mesmo sem razão, como adorava fazer.

Marius era muito doce e complacente. _ Querida, não precisa salvar seu amigo. É uma atitude louvável, minha bonita, mas venha, pode deixá-lo agora.


Tirou as mãos dos ombros de Jaja com certa pontadinha de pânico, e não foi educada suficientemente para deixar de rir quando Pandora o beijou, deixando-o com expressão atônita.

_ Isso, foque nessa risada, foque nessa graça que em tudo enxerga. Talvez possa explicá-la para mim - o vampiro imponente havia feito com que ela pisasse em seus pés para melhor conduzi-la - como funciona? Você a vê? Há uma teoria?



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