A Ilha da Noite

Para aqueles que amam o maravilhoso mundo criado pela Mestra inigualável Anne Rice. Lestat, Louis, Armand, Marius, Mayfairs, A Talamasca... Todos estão aqui.
 
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 [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty

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Ayame Sohma
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MensagemAssunto: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   5/8/2010, 9:46 pm

Olá ^^

Conforme eu havia prometido em Março, estou fazendo a lenta tradução de "The Claiming of Sleeping Beauty".

Então já abro o tópico pedindo em primeiro lugar, licença ao Jajá por estar fazendo isso sem consulta-lo e em segundo (se ele permitir que o tópico permaneça), ajuda a todos caso encontrem algum erro de gramática ou alguma parte traduzida de modo estranho ou incompreensível. >.<

Obrigado por terem vindo ler essa ousadia que fiz, porque traduzir Anne Rice é uma tarefa para mestre que eu estou aqui tentando assumir para pessoas que assim como eu têm muita curiosidade sobre esse conto, pensando principalmente nos que ainda não conseguem ler muitos textos em inglês.

Espero que gostem...

...................................................................................

PS: Agradeço especialmente à Gabriele e à Meiko (que não está neste fórum), por todo o incentivo e paciência, e principalmente por terem lido minhas traduções inúmeras vezes com imenso carinho, me ajudando a revisar todas as minhas falhas e erros. Amo vocês s2


Última edição por Ayame Sohma em 5/8/2010, 10:16 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: ÍNDICE   5/8/2010, 9:53 pm

SOBRE O E-BOOK




TÍTULO: O Príncipe Reivindica a Posse da Bela Adormecida - The Claiming of Sleeping Beauty

AUTOR: Anne Rice como A. N. Roquelaure

ABEB Versão: 2,0

No Tea Edition (Não sei a tradução disso, se alguém tiver alguma sugestão... ^^)




Sumário
O Príncipe Reivindica a Posse da Bela Adormecida
01. O PRÍNCIPE REIVINDICA A POSSE DA BELA ADORMECIDA
02. A VIAGEM E O CASTIGO NA HOSPEDARIA
03. BELA
04. O CASTELO E O SALÃO PRINCIPAL
05. A ALCOVA DA CAMA DO PRÍNCIPE
06. PRÍNCIPE ALEXI
07. PRÍNCIPES ALEXI E FELIX
08. O SALÃO DOS ESCRAVOS
09. O SALÃO DE TREINAMENTO
10. O SALÃO DE PUNIÇÕES
11. TAREFAS NA ALCOVA DO PRÍNCIPE
12. SERVIÇO MAID
13. A CAMINHO DE BRIDLE
14. A ALCOVA DA RAINHA
15. SENHORA JULIANA NA ALCOVA DA RAINHA
16. COM PRÍNCIPE ALEXI
17. PRINCE ALEXI FALA DE SUA CAPTURA E ESCRAVIZAÇÃO
18. O TREINAMENTO DE PRÍNCIPE ALEXI CONTINUA
19. O VILAREJO




Direitos Autorais

Este livro foi copiado à mão por monges beneditinos loucos.






Anne Rice

Escrita como A. N. Roquelaure

O Apelo da Bela Adormecida


Última edição por Ayame Sohma em 6/25/2010, 6:05 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: 01. O PRÍNCIPE REIVINDICA A POSSE DA BELA ADORMECIDA   5/8/2010, 9:57 pm

01. O PRÍNCIPE REIVINDICA A POSSE DA BELA ADORMECIDA

O PRÍNCIPE passou toda a sua breve existência ouvindo a história da Bela Adormecida, amaldiçoada a dormir por cem anos, com seus pais, o Rei e a Rainha, e todos da corte, depois de espetar o dedo em um fuso.

Mas ele não acreditou no conto até estar pessoalmente dentro do castelo.

Nem mesmo os corpos de todos os Príncipes emaranhados nos espinhos das roseiras que cobriam as paredes, foram suficientes para que ele pudesse acreditar. Eles haviam chegado até ali certos de que tudo era verdade, e seus corpos aprisionados eram de fato uma prova boa o bastante, mas ele precisava ver por si mesmo o interior do castelo.

Sem se importar com o sofrimento que ainda trazia pela morte do pai, e com as poderosas regras da mãe às quais era submetido para seu próprio bem, cortou as impressionantes roseiras pelas raízes, impedindo imediatamente que elas o prendessem. Não era seu desejo morrer tão cedo por uma conquista.

Trilhando um caminho através dos ossos dos que haviam fracassado tentando desvendar aquele mistério, pisou sozinho no interior do grande salão de banquetes.

O sol estava alto no céu e as roseiras haviam sido cortadas, então agora a luz se derramava das janelas altas em cascatas empoeiradas.

Todos estavam ao longo da mesa do banquete. O Príncipe viu os homens e mulheres da antiga corte, dormindo sob camadas de poeira, as faces rosadas e relaxadas estavam cobertas de teias de aranha.

Ele engasgou ao ver os servos cochilando junto às paredes, com as roupas reduzidas a farrapos.

Então tudo era verdade, a antiga lenda. Assim, ainda sem medo, ele foi à procura da Bela Adormecida, que deveria estar no coração do castelo.

Nos melhores aposentos da casa, a encontrou. Chegou ali pisando sobre damas de compania e valetes, respirando a poeira e a umidade do local, e finalmente estava na porta do "santuário".

Os cabelos louros estavam acomodados, longos e lisos sobre o veludo verde escuro da cama, e o vestido em camadas soltas revelava seios arredondados, braços e pernas de uma jovem mulher.

Abriu as venezianas das janelas. A Princesa foi banhada pela luz do sol. Aproximando-se, deu um leve suspiro enquanto tocava o rosto e os dentes de Bela através dos lábios entreabertos, e depois as dóceis pálpebras arredondadas.

O rosto era perfeito para ele, e o vestido bordado havia tomando o contorno do corpo por entre as pernas de modo que se podia ver a forma do sexo sob o tecido.

Sacou a espada, com a qual havia cortado todas as roseiras do lado de fora, e deslizando suavemente a lâmina entre os seios, deixou-a rasgar facilmente o velho tecido.

O vestido foi aberto desde a costura do cós e o Príncipe o dobrou para trás e a contemplou. Os mamilos eram do mesmo tom róseo dos lábios, e os pêlos entre as pernas eram de um loiro mais escuro e mais ondulado do que os cabelos longos e lisos que desciam da cabeça, cobrindo os braços ao longo do corpo até quase ultrapassar os quadris.

Cortou as mangas, erguendo-a sempre muito suavemente para livrá-la das roupas, o peso do cabelo parecia puxar a cabeça da jovem para baixo sobre braço dele, fazendo a boca se abrir um pouco mais.

Colocou a espada de lado. Removeu a pesada armadura. E então a ergueu novamente, com o braço esquerdo sob os ombros, e a mão direita entre as pernas, com polegar sobre o púbis.

Ela não emitiu som algum, mas se uma pessoa pudesse gemer em silêncio, então aquele movimento era toda a expressão de um gemido. Inclinou a cabeça para o Príncipe, e qando ele sentiu aquela umidade quente na mão direita, a deitou novamente, segurando os dois seios, e chupando delicadamente um após o outro.

Eram empinados e firmes. A moça estava com quinze anos quando a maldição se abateu sobre ela. Ele mordeu os mamilos, movendo os seios de modo quase grosseiro para sentir o peso e, em seguida, batendo levemente fazendo com que se movessem para trás e para frente, deliciando-se com isso.

O desejo que sentia era intenso e quase doloroso no momento em que havia entrado nos aposentos, e agora ardia quase incontrolável.

Montou-a, afastando-lhe as pernas, pressionando com força a pele branca da parte interna das coxas. E apertando o seio direito na mão esquerda, a penetrou.

Ao mesmo tempo que fazia isso a levantava para tomar-lhe os lábios, e enquanto destruía sua inocência, lhe abria a boca com a língua e beliscava seus seios com força.

Chupou os lábios, e a preencheu com a vida que saía dele, e quando sentiu que sua semente explodia dentro dela, a ouviu gritar muito alto.

Então ela abriu os olhos azuis.

"Bela!" ele sussurrou.

Ela fechou os olhos, as sobrancelhas douradas unidas em uma expressão de desconforto com o sol tocando a testa branca.

O Príncipe levantou-lhe o queixo, beijando a garganta, e tirando o órgão para fora do sexo apertado da Princesa, a ouvindo gemer em baixo dele.

Estava chocada. A levantou até que pôde sentar-se ainda nua, com os joelhos de lado sobre os farrapos do vestido de veludo, a cama estava tão reta e dura quanto uma tábua.

"Eu te despertei, minha querida," ele disse. "Há cem anos você adormeceu, assim como todos aqueles que te amavam. Ouça. Ouça! Você vai ouvir este castelo ganhar vida como ninguém antes de você jamais ouviu."

Logo um grito veio do lado de fora do corredor. A servente estava lá com as mãos sobre os lábios.

O príncipe foi até a porta para falar com ela.

"Vá até o seu mestre, o Rei. Avise que chegou o Príncipe que estava predestinado a remover a maldição desta família. E que estou neste momento, enclausurado com a Princesa."

Fechou a porta, às pressas, e se virou olhando para Bela.

A moça estava cobrindo os seios com as mãos, e o longo cabelo liso, dourado, pesado e maravilhosamente macio em sua textura de seda, se espalhava ao seu redor sobre a cama.

Inclinou a cabeça para que o cabelo a cobrisse.

Mesmo assim olhou para o Príncipe e seu olhar lhe pareceu desprovido de qualquer medo ou astúcia. Ela era como esses animais dóceis do bosque pendurados, momentos antes de ser abatidos: olhos vazios, sem expressão.

O peito arfava com a respiração acelerada. Agora ele ria e se aproximava, levando o cabelo dela para trás do ombro direito. Ela o olhou fixamente, com o rosto banhado em uma coloração avermelhada, e novamente ele a beijou.

Abriu-lhe boca com os lábios, e prendendo as mãos da moça com a mão esquerda, colocou-as no colo nu, de modo que ele pudesse levantar seus seios e examiná-los melhor.

"A bela inocente", ele sussurrou.

Sabia que ela ainda estava olhando fixamente. Era apenas três anos mais velho. Tinha dezoito, havia acabado de se tornar um homem, sem medo de nada nem de ninguém. Era alto, cabelos pretos, tinha uma compleição magra que o tornava ágil. Gostava de pensar em si mesmo como uma espada - iluminado, reto, muito habilidoso, e extremamente perigoso.

Havia deixado atrás de si muitos que concordavam com esta afirmação.

Nunca havia tido tanto orgulho de si mesmo até esse momento de imensa satisfação. Ele havia chegado ao coração do castelo amaldiçoado.

Batidas na porta, vozes chorosas.

Não se deu ao trabalho de respondê-las. Deitou Bela novamente.

"Eu sou o seu príncipe", ele disse, "e é assim que você irá me chamar, e é por isso que você vai me obedecer".

Abriu-lhe as pernas novamente. Viu o sangue da inocência nas roupas manchadas, isso o fez rir baixinho para si mesmo e mais uma vez ele gentilmente a penetrou.

Ela deu uma série de suaves gemidos que eram como beijos na orelha do Príncipe.

"Fale comigo do modo apropriado", sussurrou.

"Meu Príncipe", ela disse.

"Ah", suspirou, "isso é lindo”.

Quando ele abriu a porta, os aposentos estavam quase escuros. Disse aos serviçais que ia cear, e receber o Rei imediatamente.

Ordenou que Bela ceasse com ele, e permanecesse com ele, e ele disse-lhe com firmeza que ela não poderia usar roupa nenhuma.

"É meu desejo tê-la sempre nua e sempre pronta para mim", disse.

Poderia ter dito que ela estava incomparavelmente linda, usando apenas os cabelos de ouro para se vestir, o tom rosado do rosto para se cobrir, e as mãos tentando vão proteger o sexo e os seios, mas não disse nada disso em voz alta.

Ao invés disso, agarrou os pulsos delicados e segurando-os nas costas levou-a até a mesa quando a mesma foi trazida, e então ordenou que se sentasse em frente a ele.

A mesa não era tão grande que ele não pudesse alcançá-la facilmente, tocá-la, acariciar seus seios, se quisesse. E aproximando-se ele levantou-lhe o queixo para que pudesse inspecioná-la na luz das velas que os empregados seguravam.

A mesa estava posta com carne de porco assada, aves e frutas em grandes baixelas de prata, e imediatamente o Rei estava na porta, vestido com seus pesados trajes cerimoniais, uma coroa de ouro sobre a cabeça, enquanto se curvava para o príncipe e esperava o comando para entrar.

"Seu Reino foi negligenciado durante cem anos", disse o príncipe enquanto erguia a taça de vinho. "Seu vassalos, muitos deles fugiram para outros senhores; boas terras jazem improdutivas. Mas você tem a seus tesouros, sua corte, seus soldados. Muitas coisas à sua disposição."

"Estou em dívida com o Príncipe", respondeu o Rei. "Mas sua alteza vai me dizer seu nome, o nome da sua família?"

"Minha mãe, a Rainha Eleanor, vive do outro lado da floresta", disse o Príncipe. "No seu tempo, nosso reino pertencia ao meu bisavô, ele era o Rei Heinrick, seu aliado mais poderoso."

O príncipe viu surpresa imediata do rei e, em seguida, seu olhar confuso. O príncipe compreendeu perfeitamente. E quando o rubor dominou as faces do rei, o príncipe disse:

"E, naquela época você passava muito tempo no castelo do meu bisavô, não é? E talvez também a sua Rainha?"

O rei apertou os lábios com resignação e, lentamente, concordou com a cabeça. “Você é o filho de um monarca poderoso, sussurrou”. E o Príncipe pôde ver que o Rei não ia levantar os olhos para não ver a nudez da filha, Bela.

"Vou levar Bela para me servir", disse o príncipe. "Ela é minha agora." Ele pegou a longa faca de prata e, cortando a carne de porco quente e suculenta, colocou vários pedaços em seu próprio prato. Os servos todos em volta do Príncipe, competiam entre si para colocar outros pratos perto dele.

Bela sentou com as mãos sobre os seios de novo, seu rosto estava úmido por causa das lágrimas, e ela estava ligeiramente trêmula.

"Como quiser", disse o Rei. "Estou em débito com sua alteza."

"Você tem sua vida e seu Reino agora", disse o príncipe. "E eu tenho sua filha. Vou passar a noite aqui. Amanhã iremos e farei dela a minha Princesa para além das montanhas."

Ele colocou algumas frutas no prato, e outros pedaços de comida cozida e quente, e só então estalou os dedos suavemente e num sussurro disse à Bela para dar a volta na mesa e ir até ele.

Ele podia ver sua vergonha diante dos servos.

Mas espanou-lhe a mão para longe do sexo.

"Nunca se cubra assim novamente", ele disse. Pronunciou as palavras quase com ternura, enquanto retirava o cabelo que lhe cobria o rosto.

"Sim, meu Príncipe", sussurrou. Tinha uma voz baixa e adorável. "Mas é tão difícil."

"Claro que é", ele sorriu. "Mas para mim você vai fazer isso."

Então a pegou e colocou no colo, embalando-a com o braço esquerdo. "Me beija", ele disse, e tendo a boca quente em seus lábios mais uma vez, sentiu seu desejo voltando cedo demais para seu gosto, mas decidiu que podia saborear este pequeno tormento.

"Pode ir", disse ao rei. "Diga aos seus servos que tenham meu cavalo pronto pela manhã. Eu não vou precisar de um cavalo para Bela. Meus soldados que, sem dúvida, encontrou em tuas portas", disse o príncipe rindo. "Estavam com medo de entrar comigo. Ordene que eles estejam prontos de madrugada, e então poderá dizer adeus à sua filha, Bela."

O rei olhou rapidamente para aceitar as ordens do Príncipe e com uma cortesia indefectível, ele saiu.

O príncipe voltou toda a atenção para Bela.

Pegando um guardanapo, limpou-lhe as lágrimas. Ela manteve as mãos obedientemente sobre as coxas, expondo seu sexo, ele observou que ela não tentou esconder os bicos dos seios duros e rosados com os braços e aprovou isso.

"Agora, não se assuste", disse baixinho, dando um pouquinho de comida na boca trêmula novamente, e depois dando tapas nos seios para que tremessem levemente. "Pense que eu poderia ser velho e feio".

"Ah, mas se fosse assim eu poderia até sentir pena de você", disse ela em uma voz doce e trêmula.

Ele riu. "Eu vou puni-la por isso", disse-lhe com ternura. "Mas nessas horas uma dama um pouquinho impertinente pode ser muito divertida."

Ela ficou vermelha, mordendo os lábios.

"Está com fome, minha Bela?" perguntou.

Podia ver que ela estava com medo de responder.

"Quando eu mandar você vai dizer: 'Só se isso te agradar, meu Príncipe", e então saberei que a resposta é sim. Ou “Não, a menos que isso lhe agrade, meu Príncipe”, e então saberei a resposta é não. Entendeu? "

"Sim, meu príncipe", ela respondeu. "Estou com fome se isso lhe agrada."

"Muito bom, muito bom", disse a ela com uma felicidade genuína. Levantou um pequeno cacho de uvas roxas e brilhantes e a alimentou, uma por uma, tirando-lhe as sementes da boca e jogando de lado.

Observou com prazer que ela bebeu avidamente do cálice de vinho que levou-lhe aos lábios. Então, limpou-lhe a boca e a beijou.

Seus olhos ainda estavam úmidos e brilhantes. Mas ela havia parado de chorar. Ele tocou a carne macia das costas, e dos seios novamente.

"Excelente", ele sussurrou. "Você foi terrivelmente mimada e te deram tudo o que você queria?"

Ela estava confusa, corando novamente e então, cheia de vergonha, concordou.

"Sim, meu príncipe, talvez eu ache”...

"Não tenha medo de responder com muitas palavras", ele persuadiu, contanto que sejam respeitosas. E nunca fale se eu não falar com você primeiro, e em todas estas coisas, tenha o cuidado de ver se me agrada. Você foi muito mimada, te deram tudo, mas você agia como uma menina mimada?

"Não, meu Príncipe, eu não acho que eu tenha sido assim", disse ela. "Eu tentei ser uma alegria para os meus pais."

"E você vai ser uma alegria para mim, minha querida", disse ele amorosamente.

Ainda segurando-a firmemente no braço esquerdo, se virou para a ceia.

Ele comeu muito, porco, galinha assada, algumas frutas, e vários copos de vinho. Então disse aos servos que levassem tudo e os deixassem a sós.

Lençóis novos e colchas haviam sido colocados sobre a cama, lá estavam frescas almofadas, rosas em um vaso próximo, e vários candelabros.

"Agora", disse, enquanto se levantava e a colocava diante dele. "Temos de ir para a cama já que temos uma longa jornada à nossa frente amanhã. E eu ainda tenho que castigá-la pela sua impertinência."

Imediatamente as lágrimas brotaram-lhe novamente, e ela o olhou implorando. Quase chegou a cobrir os seios e o sexo, mas em seguida, corrigindo-se fechou as mãos deixando que os punhos caíssem desamparados ao lado do corpo.

"Não vou puni-la muito", disse suavemente, levantando-lhe o queixo. "Foi apenas um pequeno delito, e o seu primeiro depois de tudo. Mas Bela, para dizer a verdade, eu acho que vou adorar castigar você."

Ela estava mordendo os lábios, e ele podia ver que ela queria falar, e o esforço que fazia para controlar a língua e as mãos era quase insuportável.

"Tudo bem, querida, o que quer dizer?" ele perguntou.

"Por favor, meu príncipe", ela implorou. "Estou com tanto medo de sua alteza."

"Vai encontrar-me mais piedoso do que o esperado", disse ele.

Ele tirou a longa capa, jogando-a sobre uma cadeira, e fechou a porta. Então, apagou quase todas as velas.

Ele ia dormir vestido, como fez na maioria das noites, na floresta, nas estalagens, ou nas casas dos humildes camponeses em que às vezes parava, isso não era um grande inconveniente para ele.

Agora enquanto chegava perto dela, decidiu que deveria ser misericordioso e aplicar uma punição rápida. Sentando-se ao lado da cama, estendeu a mão para ela, e puxando-lhe os pulsos com a mão esquerda, trouxe seu corpo nu para deitá-la no colo, e as pernas de Bela ficaram balançando longe do chão, desamparadas.

"Muito, muito linda", disse ele, e movendo casualmente a mão direita sobre as nádegas arredondadas, as forçou mantendo-as ligeiramente afastadas.

Bela chorava alto, abafando os gritos na cama, suas mãos eram mantidas esticadas para frente pelo longo braço esquerdo do príncipe.

E agora com a mão direita ele batia forte nas nádegas e ouvia os gritos ficando cada vez mais altos. Não bateu com toda a força que poderia ter usado.

Mas mesmo assim deixou uma marca vermelha. Então bateu com força novamente, sentiu que ela se contorcia contra ele, o calor e a umidade do sexo em sua perna, e novamente a espancou.

"Eu acho que você está chorando mais pela humilhação do que pela dor", ele a repreendeu em voz baixa.

Ela estava lutando para que seu choro não fosse muito alto.

Deitando a mão direita sobre ela, sentindo o calor das nádegas avermelhadas ele desferiu uma outra série de tapas fortes e barulhentos, sorrindo enquanto assistia Bela em sua luta.

Poderia ter espancado muito mais forte, para seu próprio prazer sem, no entanto machuca-la de verdade. Mas ele pensou melhor. Tinha muitas noites pela frente para esses deleites.

A levantou agora, de modo que ela ficou de pé na frente dele.

"Jogue o cabelo para trás", ordenou. O rosto manchado de lágrimas era indescritivelmente belo, os lábios tremendo, os olhos azuis brilhando com a umidade das lágrimas. Ela obedeceu imediatamente.

"Não penso que você esteja assim tão mimada", disse ele. "Eu te acho muito obediente e ansiosa para agradar, isso me deixa muito feliz".

Ele podia ver o alívio da Princesa.

"Mantenha as mãos atrás da nuca", disse, "sob o seu cabelo. Isso. Muito bom." Levantou-lhe o queixo novamente. "Você tem um hábito encantadoramente modesto de olhar para baixo. Mas agora eu quero que olhe diretamente para mim."

Obedeceu timidamente, miseravelmente. Parecia que sentia sua nudez seu desamparo mais a fundo agora que estava olhando para ele. Seus cílios eram fartos e escuros, e os olhos azuis maiores do que ele pensava.

"Você me acha bonito?”, perguntou. "Ah, mas antes de responder, gostaria de saber a verdade, não o que você acha que eu gostaria de ouvir, ou o que seria melhor para você dizer, entende?"

"Sim, meu príncipe”, sussurrou. Parecia mais calma.

Ele estendeu a mão, massageou o seio direito de leve, e em seguida, acariciou-lhe as axilas aveludadas, sentindo a curva delicada do músculo que havia por baixo da pequena mecha de cabelos dourados, em seguida, acariciou os pêlos, entre as pernas enquanto ela suspirava e tremia.

"Agora", ele disse, "responda à minha pergunta, e descreva o que vê. Descreva-me como se você tivesse acabado de me conhecer e estivesse confidenciando isso à sua dama de compania”.

Novamente ela mordeu os lábios, que ele tanto amava e, em seguida, tendo a voz um pouco diminuída pela insegurança, disse:

"É muito bonito, meu príncipe, isso ninguém pode negar. E, para um... para um”...

"Prossiga", disse ele. Aproximou-a apenas um pouco mais para que seu sexo tocasse o joelho dele, e colocando o braço direito em torno dela, segurou o seio na mão esquerda e deixou que seus lábios lhe tocassem o rosto.

"E para um rapaz tão jovem, ser tão dominador", disse ela, "não é o que se poderia esperar normalmente”.

"E me diga como é que você pode perceber isso em mim, além das atitudes que presenciou?"

"Seu modo de ser, meu príncipe", disse ela, a voz ganhando um pouco de força. "Seu jeito de olhar, que olhos escuros... seu rosto. Não há nenhuma sombra das dúvidas da juventude nele."

Ele sorriu e beijou-lhe a orelha. Perguntou-se por que o sexo pouco molhado entre as pernas dela estava tão quente. Seus dedos não podiam deixar de tocá-lo. Hoje ele já a teve por duas vezes, e ele a teria de novo, mas ele estava pensando em ir mais devagar nisso.

"Gostaria que eu fosse mais velho?" sussurrou.

"Eu achei", disse ela, "que poderia ser mais fácil. Ser comandada por alguém muito jovem", disse ela, "dá uma sensação de desamparo”.

Parecia que as lágrimas que brotavam, estavam transbordando dos olhos de Bela, então o Príncipe a empurrou delicadamente para trás de modo que pudesse vê-los.

"Minha querida, eu te despertei do sono de um século, e restaurei o Reino de seu pai. Você é minha. E você não deve me ver como um mestre severo. Apenas como um mestre muito meticuloso. Quando você pensar noite e dia, a cada momento, apenas em agradar a mim, as coisas vão ficar muito fáceis para você.”

Como ela não se esforçou para desviar o olhar, ele pôde ver novamente o alívio em seu rosto, e que ela estava imersa em total admiração por ele.

"Agora", disse ele, empurrando os dedos entre as pernas dela e puxando-a para perto novamente arrancando-lhe um pequeno suspiro antes que ela pudesse se conter: "Eu quero mais de você do que eu já tive até agora. Você entende o que eu quero dizer minha Bela Adormecida”?

Ela balançou a cabeça, neste momento já estava aterrorizada.

Ele a ergueu na direção da cama e a deitou.

As velas derramaram uma luz morna, quase rosada sobre ela. Seus cabelos se derramaram ao longo dos dois lados da cama, e ela parecia prestes a gritar, as mãos lutando para se manter ainda ao lado do corpo.

"Minha querida, você carrega uma dignidade sobre você que te protege de mim, muito parecido com o seu lindo cabelo dourado que encobre e protege você. Agora eu quero que se entregue para mim. Você perceberá que vai ficar muito surpresa por ter chorado na primeira vez em que eu te sugeri isso.”

O príncipe se curvou sobre ela. Abriu-lhe as pernas. Pôde ver que ela não travou nenhuma batalha, lutando para cobrir-se ou se desviar dele. Ele acariciou as coxas. Depois, com o dedo indicador e o polegar, ele enfiou a mão afastando cabelo sedoso e úmido e sentiu os lábios, doces e pequenos forçando-a para que os abrisse bastante.

Bela sentiu um terrível calafrio. Com a mão esquerda ele cobriu-lhe a boca, e por trás de sua mão, ela chorou baixinho. Parecia mais fácil para ele assim, é só cobrir a boca e tudo ficará bem por enquanto, pensou. Ele deve ser ensinar tudo a ela, mas no tempo certo.

Com os dedos da mão direita, ele descobriu aquele minúsculo nódulo em seu sexo entre os lábios inferiores e o acariciou para frente e para trás até que ela erguesse os quadris, arqueando as costas, sem controle sobre si mesma. Seu pequeno rosto coberto pela mão do Príncipe era a imagem do sofrimento. E ele sorriu para si mesmo.

Mesmo enquanto sorria, ele sentia o líquido quente entre as pernas da Princesa, pela primeira vez, o fluido real, que ela não havia vertido antes com o sangue inocente. "É isso aí, é isso, minha querida", disse ele. “Você não deve resistir ao seu Mestre e Senhor, hmmmm?”

Agora, ele abria seus trajes e tirava o sexo, duro e ansioso, e montando nela, se deixava descansar sobre sua coxa enquanto continuava com as carícias na mesma intensidade.

Ela estava se contorcendo de um lado para o outro, com as mãos retorcendo os lençóis macios em nós ao lado do corpo, parecia que todo o corpo ficava rosado, e os bicos dos seios pareciam tão duros como se fossem pequenas pedras. O Príncipe não conseguia resistir a eles.

Mordeu-os com os dentes, brincando, sem machucar. Lambeu com a língua, e em seguida, lambeu o sexo também, como ela se debatia, corava e gemia embaixo dele, montou dominando-a, lentamente.

Novamente ela arqueou as costas. Os seios estavam avermelhados. E quando ele levou o órgão para dentro dela, a sentiu tremer violentamente lutando contra aquele prazer.

Um grito muito alto foi abafado pela mão do Príncipe sobre a boca de Bela, ela estava tremendo tão violentamente que parecia que seu corpo estiva erguendo todo o peso que ele fazia sobre ela.

E então ela ficou imóvel, úmida, rosada, com os olhos fechados, respirando profundamente, enquanto as lágrimas fluíam silenciosamente.

"Foi lindo, minha querida", disse ele. "Abra seus olhos".

Ela o fez timidamente.

Mas finalmente, estava olhando para ele.

"Isto tem sido muito difícil para você", ele sussurrou. "Não podia nem imaginar essas coisas acontecendo com você. Está vermelha de vergonha, tremendo de medo, acreditando que talvez esse seja só um dos sonhos que sonhou em seu sono de cem anos. Mas é real, Bela", disse ele. "E é só o começo! Você acha que eu já te fiz minha Princesa. Mas eu só comecei. Chegará o dia em que não poderá ver nada além de mim como se eu fosse o sol e a lua, o dia em que eu significarei tudo para você, a comida, a bebida, o ar que você respira. Só então você será realmente minha, e estas primeiras lições... e prazeres...” Ele sorriu, "não significarão nada”.

Inclinou-se sobre ela. Ela estava imóvel, olhando para ele.

"Agora quero um beijo", ele ordenou. "E quando digo isso, significa que quero um beijo... de verdade."


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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   5/8/2010, 10:10 pm

Ayame, finalmente você postou ele *.*

E obrigada pela dedicatória *.* nem precisava *---*

Amo também s2

Tava tão anciosa desde q você me falou :DD

Obrigada por postar ^^

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“E assim, estendemos a mão para o caos furioso, apanhamos alguma coisa pequena e brilhante e nos agarramos a ela, dizendo para nós mesmos que ela tem significado, que o mundo é bom, que não somos a encarnação do mal e que no fim iremos pra casa.”

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"Estaria sempre dividido. Sempre haveria a dor. Dor e prazer interligando-se e moldando-o, mas um, na verdade, jamais se sobrepondo ao outro; nunca haveria paz."



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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   5/8/2010, 11:55 pm

Pedir minha autorização???

Maravilhosa a sua iniciativa Ayame cheers

Ficamos esperando por mais!!!

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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   5/9/2010, 8:08 pm

Destaco o tópico. Muito bom!
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   5/19/2010, 1:13 pm

Perfecto!!
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   6/21/2010, 3:17 pm

Oi sou nova aqui como faz para ver o resto dos capitulos de o apelo de bela adormecida?
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   6/21/2010, 6:04 pm

Tem que aguardar a Ayame traduzir e postar.

Enquanto isso que tal vc participar de todo o Forum?

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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   6/25/2010, 6:30 pm

Oi pessoal, eu estou começando hoje a tradução do segundo capítulo.

Eu fiz uma alteração na tradução do título do capítulo 1. O original em inglês é The Claiming of Sleeping Beauty e estava traduzido como O Apelo da Bela Adormecida.

No caso a tradução direta de "claiming" é apelo ou reivindicação. Nessa tradução (O Apelo da Bela Adormecida) ficou parecendo que quem fazia o apelo era a Bela Adormecida.

Porém no contexto da história a tradução de claiming como reivindicação cai melhor por se referir à reivindicação que o Príncipe faz da posse da Bela Adormecida, então mudei o título para O Príncipe Reivindica a Posse da Bela Adormecida.

Eu já vi este mesmo título traduzido como O Seqüestro da Bela Adormecida. Mas acho que não se encaixa pois ele não está roubando ela, ele está apenas reivindicando o que seria dele por direito.

O que acharam? Ficou bom? Estava melhor antes? A palavra seqüestro se aplica melhor? Alguém tem outra sugestão? Estou aceitando idéias >XD
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   6/25/2010, 7:33 pm

MANDA VEEEERRR!!! lol!

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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   6/26/2010, 4:38 pm

Pois é, Ayame, esse tipo de problema é clássico! Alguns tradutores recaem na velha fórmula do gerúndio: "Reivindicando a Bela Adormecida".

A versão que você citou ("O sequestro") é deturpar o sentido da coisa, achei sua saída bem mais criativa e "didática". Acho que não foi intencional, mas dá até pra inferir um trocadilho entre "tomar posse" e "possuir".
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MensagemAssunto: 02. A VIAGEM E O CASTIGO NA HOSPEDARIA   6/27/2010, 10:14 pm

02. A VIAGEM E O CASTIGO NA HOSPEDARIA

NA MANHÃ seguinte toda a Corte foi reunida no Grande Palácio para ver a saída do Príncipe, e todos inclusive o Rei e a Rainha agradecidos ficaram com os olhos para baixo, curvando o corpo para dobrar-se pela cintura enquanto o Príncipe descia as escadas com Bela nua andando atrás dele. Ordenou que ela unisse as mãos na nuca sob os cabelos e andasse um pouco à sua direita para que pudesse vê-la pelo canto dos olhos. Bela obedeceu, os pés descalços não faziam o menor ruído nos degraus de pedra enquanto ela o seguia.

"Querido Príncipe", disse a Rainha quando chegou à grande porta e viu que os soldados do Príncipe estavam montados sobre a ponte levadiça, "estamos em dívida eterna, mas ela é nossa única filha”.

Ele se voltou para olhar para ela. Ainda era bonita, apesar de ter mais do que o dobro da idade de Bela, então o Príncipe se perguntou se ela também teria servido ao seu bisavô.

"Como pode me questionar?" perguntou o Príncipe pacientemente. "Eu restaurei o seu reino e você sabe muito bem, se é que você lembra dos costumes da minha terra, que Bela será muito bem recompensada pelos seus serviços lá”.

Então um rubor de culpa atingiu a Rainha assim como havia atingido ao rei antes, e ela abaixou a cabeça em aceitação.

"Mas certamente vai permitir que Bela use alguma roupa", ela sussurrou, "pelo menos até que ela atinja a fronteira do nosso reino”.

"Há um século todas as cidades daqui até o meu reino têm honrado fidelidade a nós. E em cada uma delas eu vou anunciar a restauração e o novo domínio deste reino. O que mais você poderia querer, além disso? O calor da Primavera já chegou. Bela não vai adoecer por começar a me servir imediatamente".

"Perdoe-nos, sua Alteza", o Rei se apressou a dizer. "Mas os costumes ainda são os mesmos nesta Era? A servidão de Bela não será para sempre, certo”?

"Os costumes são como sempre foram. Bela será devolvida no tempo certo. E ela estará muito aperfeiçoada em beleza e sabedoria. Agora diga a ela para obedecer assim como seus pais te ordenaram que obedecesse quando foi enviado a nós."

"O Príncipe está falando a verdade Bela", o Rei disse em voz baixa ainda se recusando a olhar para a filha. "Obedeça a ele. Obedeça a Rainha. E mesmo que às vezes você ache sua servidão imprevisível e difícil, fique sempre confiante de que vai voltar como o Príncipe disse. Muito mudada para melhor".

O príncipe sorriu.

Os cavalos estavam inquietos sobre a ponte levadiça. A montaria do Príncipe, um garanhão preto, era particularmente difícil de conter, então o príncipe novamente acenando para todos em despedida virou-se e pegou Bela.

A jogou facilmente por cima do ombro direito, apertando os tornozelos junto à cintura dele, a ouviu chorar baixinho enquanto o corpo da moça caia sobre suas costas. Um pouco antes de montar o garanhão, pôde ver o cabelo comprido varrendo o chão.

Todos os soldados caíram na estrada atrás dele.

Cavalgou pela floresta.

O céu lá no alto, que estava luminoso e azul, agora havia desaparecido mudando de cor para uma luz esverdeada, pois por entre as pesadas folhas verdes o sol se derramava em raios gloriosos enquanto o Príncipe cavalgava guiando seus soldados cantarolando para si mesmo e de vez em quando cantando.

O corpo quente e flexível de Bela balançava suavemente por cima do ombro do rapaz. Ele podia sentir o seu tremor, e entendia o motivo da agitação. As nádegas nuas ainda estavam vermelhas da surra que ele havia aplicado, e dava muito bem imaginar a deliciosa visão que ela estava proporcionando para os homens que vinham cavalgando logo atrás.

Enquanto cavalgava por uma clareira densa, onde as folhas grossas caídas abaixo deles estavam vermelhas e marrons, o Príncipe amarrou as rédeas na sela e com a mão esquerda sentiu a penugem do sexo pequeno e macio entre as pernas de Bela e inclinou o rosto contra a pele quente dos quadris da moça, beijando suavemente.

Depois de um tempo, a desceu para o colo, virando-a como antes, então ela descansou encostando-se ao braço esquerdo, o Príncipe beijou a face avermelhada e afastou do rosto da moça os longos cabelos de fios dourados, depois sugou os seios dela quase distraído, como se os estivesse sorvendo em pequenos drinques.

"Coloque a cabeça em meu ombro", disse. E ela obediente, se inclinou para ele de uma só vez.

Porém, quando ele foi jogá-la no ombro novamente, ela deu um gemido quase desesperada. Ele não deixou que isso o fizesse parar. E a mantendo firmemente no lugar, apertou-lhe os tornozelos junto ao quadril, repreendeu-a carinhosamente e lhe deu vários tapas fortes com a mão esquerda até ouvir seu choro.

"Você nunca deve protestar", ele repetiu. "Nem com sons, nem com gestos. Somente suas lágrimas podem mostrar ao seu Príncipe o que você está sentindo e nunca pense que seu Príncipe não quer saber o que você sente. Agora, com respeito, responda”.

"Sim, meu Príncipe," Bela choramingou baixinho.

Ele se excitou com aquele som.

Quando chegaram à pequena cidade no meio da floresta, havia grande entusiasmo, porque todos já tinham ouvido falar que o encantamento havia sido quebrado.

E enquanto o Príncipe cavalgava na ruazinha torta com casas altas em estilo enxaimel¹ bloqueando o céu, as pessoas corriam para as janelas e portas estreitas. Lotavam as vielas de pedra.

Atrás de si, o Príncipe podia ouvir seus homens dizendo em voz baixa ao povo da cidade quem ele era. Que era seu Senhor e que tinha quebrado o encantamento. A menina que ele levava consigo era a Bela Adormecida.

Bela chorava baixinho, seu corpo lutava contra os soluços, mas o príncipe a segurava firme.

Finalmente, com uma grande multidão o seguindo, ele chegou à hospedaria, e seu cavalo, entrou no pátio fazendo um som alto de galopes.

O pajem rapidamente o ajudou a descer.

"Nós vamos parar apenas para comer e beber", disse o Príncipe. "Ainda podemos seguir por milhas antes do sol se pôr”.

Colocou Bela bem perto de si e observou com admiração como o cabelo caia em torno dela. Fez com que ela se virasse umas duas vezes, adorando ver como ela mantinha as mãos entrelaçadas atrás do pescoço e os olhos baixos enquanto ele a observava.

A beijou com devoção.

"Vê como todos te olham?" disse ele. "Sente como admiram sua beleza? Eles estão adorando você". E abrindo-lhe os lábios novamente, sorveu outro beijo, a mão apertando as nádegas doloridas.

Parecia que os lábios dela estavam colados aos dele, como se ela estivesse com medo de deixá-lo ir, e então ele a beijou nas pálpebras.

"Agora todos vão querer dar uma olhada na Bela," o Príncipe disse ao Capitão da Guarda. "Amarre uma corda na placa que está na porta da hospedaria e prenda as mãos dela na corda esticadas pro alto, e deixe que as pessoas observem um pouco. Mas ninguém deve tocá-la. Eles podem olhar tudo que quiserem, mas você vai montar guarda e não vai permitir que ninguém a toque. Vou enviar sua refeição para você.”

"Sim, meu Senhor", disse o Capitão da Guarda.

Mas enquanto o Príncipe gentilmente passava Bela para o Capitão, ela se inclinou para frente, oferecendo os lábios para ele, que recebeu o beijo de gratidão. "Você é muito doce, minha querida", disse. "Agora, seja modesta e muito, muito boazinha. Ficaria muito decepcionado se toda esta adulação fizesse minha Bela se tornar fútil." A beijou novamente, e a deixou com o Capitão.

Em seguida, indo para dentro e fazendo um pedido de carne e cerveja, o Príncipe ficou observando através das janelas com grades em forma de losango.

O Capitão da Guarda não se atreveu a tocá-la, exceto para colocar a corda em volta dos pulsos. A levou pela corda até o portão aberto do pátio, e jogou a corda por cima da barra de ferro que sustentava a placa da hospedaria, rapidamente puxou a corda para que ela ficasse com as mãos acima da cabeça, de modo que ficou quase na ponta dos pés.

Por fim acenou para que as pessoas voltassem, e encostou-se à parede com os braços cruzados enquanto elas se espremiam para olhar para Bela.

Havia mulheres peitudas com aventais coloridos, homens grosseiros em calções e sapatos de couro pesado, e os jovens bem feitos da cidade em suas capas de veludo com as mãos nos quadris enquanto olhavam Bela à distância, não querendo se acotovelar no meio da multidão. E também várias mulheres jovens, com suas toucas brancas e cheias de detalhes recém lavadas, que haviam saído apressadas levantando as saias do chão enquanto olhavam para ela.

No começo todos estavam falando baixinho, mas agora as pessoas estavam começando a falar mais livremente.

Bela virou o rosto o posicionando de encontro ao braço e deixando o cabelo proteger a face, mas um soldado do Príncipe saiu e disse:

"Sua Majestade disse para virá-la e levantar-lhe o queixo para que eles possam ter uma visão melhor dela”.

Um murmúrio de aprovação subiu da multidão. "Muito, muito linda", disse um dos jovens.

"E é por isso que muitos morreram por ela", disse um velho Sapateiro.

O Capitão da Guarda levantou o queixo de Bela, e segurando a corda acima dela, falou suavemente:

“Você tem que se virar Princesa".

"Oh, por favor, Capitão," ela sussurrou.

"Não faça barulho, Princesa, eu te imploro. Nosso Senhor é muito rigoroso", disse ele. "E é seu desejo de que todos admirem você”.

Bela, com rosto ardendo obedeceu, se virou de modo que a multidão pudesse ver as nádegas avermelhadas e depois novamente mostrando os seios e o sexo enquanto o Capitão permanecia tocando levemente o queixo da moça com o dedo.

Parecia que ela estava respirando fundo, como se estivesse tentando permanecer calma. Os jovens a estavam chamando de linda e dizendo que tinha seios magníficos.

"Olha a bunda", sussurrou uma senhora nas proximidades. "Dá pra ver que ela foi espancada. Duvido que a princesa tenha feito algo demais para merecer isso”.

"Nada...", disse um jovem próximo a ela. "Além do fato de ter a bunda mais linda e indecente que se possa imaginar”.

Bela estava tremendo.

Finalmente, o próprio Príncipe saiu pronto para partir, e vendo a multidão tão atenta quanto antes, ele mesmo puxou a corda para baixo, e segurando-a como uma rédea curta sobre a cabeça de Bela, fez com que ela tivesse que se virar. Ele parecia se divertir com a multidão acenando em gratidão, os vivas, e as cabeças se curvando em cumprimentos para ele, sua generosidade o deixava muito gracioso.

"Levante seu queixo, Bela, eu não deveria ter que levantá-lo", repreendeu-a com uma cara feia de espontânea decepção.

Bela obedeceu, o rosto tão vermelho que as sobrancelhas e pestanas douradas brilhavam ao sol, e então o Príncipe a beijou.

"Vem cá, meu velho", o Príncipe disse ao Sapateiro. "Você já tinha visto algo tão amável”?

"Não, vossa Majestade", disse o velho. Suas mangas estavam enroladas até os cotovelos e as pernas ligeiramente arqueadas. O cabelo era cinzento, mas os olhos verdes brilhavam com um prazer especial e quase melancólico. "Ela é realmente uma Princesa magnífica, sua Majestade, vale a morte de todos daqueles que tentaram reivindicar sua posse”.

"Sim, acho que sim, e vale toda a bravura do Príncipe que conseguiu esse feito", sorriu o Príncipe.

Todos riram educadamente. Mas não podiam esconder a admiração que sentiam por ele. Estavam olhando para a armadura, a espada, e acima de tudo o rosto jovem e os cabelos pretos, que caiam sobre os ombros.

O príncipe chamou o Sapateiro para perto. "Aqui", ele disse: "Eu te dou permissão se você quiser só para tocar o tesouro da Princesa”.

O velho sorriu para o Príncipe, grato e quase inocente. Estendeu a mão, e hesitou por um momento antes de sentir os seios de Bela. Ela tremia, e tentou, obviamente, conter o choro baixo.

O velho tocou o sexo.

Em seguida, o Príncipe puxou um pouco mais a corda para que ela ficasse na ponta dos pés, o corpo dela se enrijeceu e parecia ficar mais tenso ao se esticar, mas ao mesmo tempo ele ficava mais encantador. Seios e nádegas empinados, os músculos da panturrilha enrijecidos, o queixo e a garganta formando uma linha oscilante até os seios.

"Já basta. Todos vocês devem ir agora", disse o Príncipe.

Obedientes todos se afastaram, mas continuaram observando enquanto o Príncipe montava o cavalo e instruía Bela a cruzar as mãos atrás do pescoço, ordenando que ela caminhasse diante dele.

Bela seguiu caminho saindo do pátio da hospedaria, o Príncipe ia passeando em seu cavalo atrás dela.

O povo abriu caminho para a Princesa. Eles não conseguiam tirar os olhos do belo corpo vulnerável, e se espremeram contra as paredes estreitas da cidade para acompanhar o espetáculo até a margem da floresta.

Quando deixaram a cidade para trás, o Príncipe disse para Bela ir com ele. A levantou trazendo para junto de si e a colocou sentada diante dele mais uma vez, beijou-a novamente, e censurou-lhe:

"Você achou que o que aconteceu foi demais", ele murmurou. "Por que você estava tão orgulhosa? Você achava mesmo que era boa demais para ser mostrada ao povo?"

"Sinto muito, meu Príncipe”, ela sussurrou.

"Você não vê que se você só pensar em me agradar e agradar aqueles a quem eu te mostrar, vai ser simples para você”. Ele beijou a orelha, segurando-a apertada contra o peito. ”Você deveria ter se orgulhado de seus seios e quadris bem torneados. Deveria ter se perguntado: Estou agradando meu príncipe? As pessoas estão me achando agradável?“.

"Sim, meu príncipe," Bela disse humildemente.

"Você é minha, Bela," o Príncipe disse um pouco mais severamente. "E nunca vai existir uma ordem minha que você possa deixar de obedecer. Se eu te disser para agradar o mais humilde vassalo no campo, você vai se esforçar e me obedecer com perfeição. Ele será seu Senhor, eu terei ordenado assim. Todos aqueles a quem eu te ofereço são seus Senhores”.

"Sim, meu Príncipe", ela disse, mas estava muito nervosa. Ele acariciou os seios, apertando-os com firmeza de vez em quando, em seguida, beijou-a até que pôde sentir o corpo da moça se esfregar contra o dele, e sentir os mamilos endurecendo. Parecia que ela queria falar.

"O que é isso, Bela?"

"Te agradando, meu príncipe, te agradando ..." ela sussurrou, como se estivesse pensando alto em um delírio.

"Sim, me agradar, é a sua vida agora. Quantas coisas que aprendemos no mundo são tão claras, tão simples? Você deve me agradar e eu devo sempre te dizer exatamente como me agradar."

"Sim, meu Príncipe", suspirou. Mas estava chorando de novo.

"E é por isso que agora eu vou te proteger ainda mais, exatamente como a um tesouro. A garota que eu encontrei na câmara do castelo não era nada para mim como você é agora, a minha Princesa dedicada."

Mas o Príncipe não estava totalmente satisfeito com a maneira como ele estava instruindo Bela. Ao cair da noite, quando chegaram à outra cidade, ele disse que lhe tiraria um pouco mais da dignidade para que as coisas se tornassem mais fáceis para ela.

E enquanto as pessoas da nova cidade pressionavam seus rostos contra o vitral das janelas da hospedaria, Bela permaneceu junto à mesa do Príncipe.

De quatro, engatinhou apressada pelas lajotas do piso áspero da hospedaria para buscar o prato dele da cozinha. E assim que foi autorizada a voltar com o prato, ela ficou novamente de quatro para buscar o garrafão. Os soldados devoraram a ceia à luz da lareira, lançando olhares para ela em silêncio.

Bela limpou a mesa para o Príncipe e, quando caiu um pouco da comida do prato dele no chão, ele fez com que ela comesse. Com as lágrimas rolando, assim que Bela obedeceu ele a puxou para junto de si, e a tendo em seus braços ainda de joelhos, a premiou com dúzias de beijos molhados e amorosos. Obediente, ela colocou os braços ao redor do pescoço dele.

Mas aquele pouquinho de comida que caiu dera a ele uma idéia. Mais uma vez ordenou que Bela rapidamente buscasse um prato na cozinha, e então disse para colocá-lo no chão a seus pés.

Ele colocou comida do prato dele no prato do chão, e disse a ela para manter os cabelos pesados levantados por trás dos ombros e comer só com a boca.

"Você é a minha gatinha", ele riu alegremente. "E eu proibiria todas aquelas lágrimas se não fossem tão bonitas. Você quer me agradar?”.

"Sim, meu Príncipe", ela disse.

Com o pé ele empurrou o prato a alguns passos de distância e disse a ela para virar a bunda enquanto fazia a refeição. Ele ficou admirando, observando que as marcas vermelhas do espancamento estavam quase sumindo. Com a ponta da bota de couro, cutucou os pêlos sedosos entre as pernas dela, e sentiu o sexo gostoso e úmido sob os pêlos, suspirou, pensando no quanto ela era bonita.

Quando ela terminou a refeição, com os lábios, ela empurrou o prato de volta à cadeira do Príncipe, como ele havia ordenado, e então ele limpou os lábios dela e deu um pouco do vinho de sua taça.

Enquanto ela engolia, ele observava a garganta bonita e longilínea, e beijava-lhe as pálpebras.

"Agora me escute, eu quero que você aprenda com isso", disse. "Todos aqui podem ver você, todos os seus encantos, você sabe. Mas eu quero que você esteja muito consciente disso. Atrás de você, as pessoas estão te admirando pelas janelas como fizeram quando eu te trouxe até a cidade. Isso deve fazer você se sentir orgulhosa de si mesma, não fútil, mas orgulhosa, orgulhosa por ter me agradado, e por ter alcançado a admiração do povo”.

"Sim, meu Príncipe", ela disse quando ele fez uma pausa.

"Agora pense que você está totalmente nua e totalmente indefesa, e que você é completamente minha."

"Sim, meu Príncipe", ela chorava baixinho.

"Essa é sua vida agora, e você não deve pensar em mais nada, nem se recordar de mais nada. Eu quero arrancar toda aquela dignidade para longe de você como arranco as várias cascas de uma cebola. Não quero dizer que você deva ser vulgar em momento algum. Quero dizer que você deve se render a mim.”

“Sim, meu Príncipe,” ela disse.
O Príncipe olhou para o dono da hospedaria, que estava na porta da cozinha com a esposa e a filha. Eles vieram atendê-lo imediatamente. Mas o Príncipe olhava apenas para a filha. Ela era uma mulher jovem, muito bonita a seu modo, embora não pudesse ser comparada à Bela. Ela tinha cabelos pretos e rosto redondo, uma cintura muito pequena, e se vestia como era costume entre as mulheres camponesas, com uma camisa de babados decotada e uma saia ampla e curta que revelava seus tornozelos delgados e elegantes. Ela tinha um rosto inocente. Ela estava olhando Bela com curiosidade, e seus grandes olhos castanhos se moviam ansiosamente até o Príncipe e, em seguida, timidamente de volta para Bela que estava ajoelhada aos pés dele na lareira.

"Agora, como eu disse," o Príncipe falou suavemente para Bela, “todos aqui admiram você, eles gostam de você, da sua figura, da sua bundinha gostosa, das suas lindas pernas, destes seios que eu não consigo parar de beijar. Mas não existe ninguém aqui, nem o mais humilde, que esteja abaixo de você, minha Princesa, se eu ordenar que o sirva”.


Bela estava assustada. Assentiu com a cabeça rapidamente, e respondeu: "Sim, meu Príncipe", e depois sem pensar, se curvou e beijou a bota dele, embora parecesse apavorada.

"Agora isso, é muito bom minha querida," o Príncipe a tranqüilizou lhe acariciando o pescoço. "Isso é muito bom. Se existe um jeito espontâneo de falar com o coração que eu lhe permito, é esse. Você sempre pode me mostrar com respeito que concorda comigo desta maneira.”

Novamente Bela pressionou os lábios contra o couro. Mas ela estava tremendo.

"O povo desta cidade tem fome de você, fome de provar mais da sua beleza", continuou o Príncipe. "E eu acho que eles merecem uma pequena amostra para se deliciar”.

Bela beijou novamente a bota do Príncipe, e permaneceu com os lábios pousados nela.

"Oh, não que eu realmente pense que devo deixar que eles se saciem com seus encantos. Oh, não", o Príncipe disse, pensativo.

"Mas eu estou te dando esta oportunidade, tanto para premiar a atenção dedicada deles quanto para ensinar-lhe que será castigada sempre que eu tiver vontade de te castigar. Você não precisa ser desobediente para merecer. Vou punir mesmo quando me agradar. Às vezes, essa vai ser a única razão para isso.”

Bela não conseguia parar de choramingar.

O Príncipe sorriu e acenou para a filha do dono da hospedaria. Mas ela estava tão assustada com ele que só se moveu quando o pai a empurrou.

"Minha querida", disse o Príncipe gentilmente. "Você tem na cozinha, uma pá de madeira lisa, usada para tirar os pães quentes do forno?”.

Houve uma fraca movimentação por toda a sala, enquanto os soldados se entreolhavam. As pessoas do lado de fora estavam se espremendo ainda mais perto das janelas. A jovem assentiu com a cabeça e rapidamente voltou com uma pá de madeira com ótimo cabo, muito plana e lisa pelos anos de uso.

“Excelente”, disse o Príncipe.

Mas Bela estava chorando desolada.

O príncipe rapidamente ordenou a filha do dono da hospedaria que se sentasse no banco à beira da lareira, que tinha a altura de uma cadeira, e disse à Bela que fosse até ela de joelhos.

"Minha querida", disse à filha do dono da hospedaria, "essas boas pessoas merecem um pequeno espetáculo. A vida deles é dura e improdutiva. Meus homens também merecem. E minha Princesa pode fazer bom uso do castigo”.

Beleza se ajoelhou chorando diante da menina que estava fascinada ao perceber o que estava prestes a fazer.

"Fique ajoelhada na altura do colo dela, Bela", disse o Príncipe, "mãos atrás da nuca e tire seu lindo cabelo do nosso do caminho. Agora!" ele disse, quase abruptamente.

Assustada com o tom de voz, Bela quase correu para obedecer, e todos ao seu redor viram que tinha o rosto coberto de lágrimas.

"Mantenha seu queixo para cima como naquela vez, isso, lindo. Agora, minha querida", disse o Príncipe olhando para a menina que mantinha Bela debruçada sobre o colo com uma das mãos e segurava a pá de madeira na outra. "Quero ver se você consegue empunha-la tão forte quanto um homem conseguiria. Você acha que dá para fazer isso?”

Ele não podia deixar de sorrir com o contentamento da moça e o desejo que ela tinha de lhe agradar. Ela assentiu com a cabeça murmurando uma resposta respeitosa, e quando ele deu o comando, ela desceu a pá com força nas nádegas nuas de Bela. Bela não conseguia ficar parada. Ela se esforçava para se manter quieta, mas ela não conseguia mais e, por fim, nem mesmo as lamúrias e gemidos conseguia segurar.

A menina da taverna a espancava cada vez mais e mais forte, e o Príncipe gostou disso, saboreando essa surra muito mais do que a que ele mesmo havia dado em Bela.

Porque desta vez ele podia assistir muito melhor, ver o peito de Bela arfando, as lágrimas se derramando pelo rosto, e a bundinha contraída, como se Bela acreditasse que sem se mover de alguma forma poderia escapar ou desviar dos golpes duros da moça.

Finalmente, quando as nádegas estavam muito vermelhas, mas sem ressaltos, ele disse à garota para parar.

Podia ver os soldados embevecidos, assim como todos os habitantes da cidade, então estalou os dedos e disse à Bela para ir até ele.

"Agora façam a ceia, todos vocês, conversem entre si, façam o que quiser", o Príncipe disse rapidamente.

Por um momento ninguém obedeceu. Então, os soldados se entreolharam e as pessoas lá fora vendo que Bela havia se retirado, indo se ajoelhar aos pés do Príncipe com o cabelo cobrindo o rosto vermelho e sentando com a bunda em carne viva acomodada sobre os tornozelos, estavam murmurando e falando nas janelas.

O Príncipe deu à Bela outra dose de vinho. Ele ainda não tinha certeza se estava totalmente satisfeito com ela. Estava pensando em muitas coisas.

Chamou a filha do dono da hospedaria até ele e disse que ela tinha se saído muito bem, deu-lhe uma moeda de ouro, e pegou a pá das mãos dela.

Finalmente chegou a hora de subir. E conduzindo Bela na frente, ele dava nela palmadas enérgicas, mas suaves, para apressá-la escadas acima até o quarto.

.............................................................................................................................................................................


¹Casa no estilo enxaimel com as grades das janelas em forma de losango


Última edição por Ayame Sohma em 6/28/2010, 9:04 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   6/28/2010, 3:02 am

MARAVILHA cheers cheers cheers

Pura Tia Anne lol!

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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   6/28/2010, 4:45 pm

MAS AAAAAAAAH, PUTARIA BOA!
Aguardando por mais!
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   1/29/2011, 9:59 pm

^^
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   5/24/2011, 8:29 pm

Eu parei de traduzir porque afinal de contas...
Vai sair em português esse ano na Bienal não é?
Me corrijam se eu estiver errada.

Enfim... VOLTEI Shocked
Hahah, vou olhar os outros tópicos e tentar participar mais.


Senti saudades s2
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   5/24/2011, 9:43 pm

Eu estava ansiosa para ler a tradução, mas, bem, se a Rocco acabar publicando mesmo, devemos todos nos alegrar *--*
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   5/25/2011, 1:01 am

Oi Ayameeeee!

Acho que não vai sair na Bienal, não.

Continue traduzindo, please!!!

_________________
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   5/25/2011, 11:11 am

=

Aeeeeeeeee Ayameeeeeee \o\
Saudade mulé Ç_Ç
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   2/11/2012, 9:25 pm

Kyaaaaah!!!!!! ">.<"

Ayame-chan!!!!! Continue traduzindo, onegai!!!!!

PS.: também amo furuba!!!! XD
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   1/14/2013, 3:21 pm

Aquele momento em que você percebe que é melhor indicar esses livros do que 50 tons de cinza pra'quela sua amiga toda certinha que te sacaneou o ano inteiro XD
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MensagemAssunto: Re: [TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty   

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[TRADUÇÃO] The Claiming of Sleeping Beauty

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