A Ilha da Noite

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 MITOLOGIA GREGA

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NÍS de Lioncourt
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MensagemAssunto: MITOLOGIA GREGA   7/17/2009, 2:00 pm

Meu assunto preferido espero q apreciem essa leitura tanto quanto eu!!!!!!!!
Introdução.
Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos. Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.
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NÍS de Lioncourt
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/17/2009, 2:01 pm

Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.

Entendendo a Mitologia Grega.
Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.

Medusa: mulher com serpentes na cabeça

O Minotauro
É um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes, desenhos animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha de Creta. Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas pelo rei Egeu ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos tentaram matar o minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos pelo monstro.
Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta seu filho, Teseu, que deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei de Creta, Ariadne, um novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto, matou o Minotauro com um golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia marcado todo o caminho percorrido.

Deuses gregos
De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos. Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.

Conheça os principais deuses gregos :

Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon - deus dos mares
Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Artemis - deusa da caça.
Ares - divindade da guerra..
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas
Hermes - divindade que representava o comércio e as comunicações
Hefestos - divindade do fogo e do trabalho
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Lady Mandy
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/17/2009, 4:10 pm

Nis, já leu O Livro de Ouro da Mitologia do Thomas Bulfinch??? Pra vc que gosta, vai amar! É cheio de contos e histórias da mitologia greco-romana, além de capítulos menores sobre mitologia nórdica, indiana e egípcia ^^

E recentemente foi lançado para versão de bolso, bem em conta! Olha q legal ^^
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Jaja de Lioncourt
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/17/2009, 6:01 pm

Minha iniciação na Mitologia Grega foi na deliciosa Obra Infantil de Monteiro Lobato, cujo melhor livro é justamente o último: Os Trabalhos de Hécules.

De maneira leve e super divertida temos uma senhora aula do assunto via a viagem de Pedrinho, Emília e do Visconde a Grecia antiga acompanhando os famosos Trabalhos do Herói.

Imperdível!!!

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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/17/2009, 6:39 pm

A Ediouro acabou de lançar um livro chamado "O Grande Livro dos Mitos Gregos".É bem completo,usa uma linguagem mais séria,inclusive exemplificado com passagens de obras literárias.Outro dia encontrei esse livro em uma livraria perto da minha casa,deve er mais de mil páginas...o único problema é que o preço não facilita a compra.Aqui vai a imagem do livro:


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NÍS de Lioncourt
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/18/2009, 6:37 pm

OK! sim obreigada pelas sujest~~oes vou procurar sim!!!

Continuando: ZEUS Deus do céu e regente dos deuses do Olimpo ou seja o CHEFÃO!!RS

Zeus
Deus do céu e regente dos deuses do Olimpo. Zeus corresponde ao deus Júpiter Romano. Zeus foi considerado, de acordo com Homero, o pai dos deuses e dos mortais. Ele não criou qualquer um dos deuses nem dos mortais. Era seu pai no sentido de ser o protetor e regente tanto da família do Olimpo quanto da raça humana. Era o senhor do céu, o deus da chuva, e o ceifeiro das nuvens, aquele que detinha o terrível trovão. Seu pássaro era a águia, sua árvore o carvalho. Zeus presidia sobre os deuses no Monte Olimpo, na Tessália. Seus principais relicários estavam em Dódona, em Epiros, a terra das árvores de carvalho e o relicário mais antigo, famoso por seu oráculo, em Olímpia, onde os Jogos do Olimpo eram celebradas em sua honra a cada quatro anos. Zeus era o filho mais jovem do Titã Cronos e Réia, e o irmão das divindades Posêidon, Hades, Héstia, Deméter e Hera. De acordo com um dos mitos antigos do nascimento de Zeus, Cronos, temendo que ele talvez fosse destronado por um de seus filhos, engolia-os assim que nasciam. Quando do nascimento de Zeus, Réia embrulhou uma pedra com os cueiros de criança e deu-a a Cronos para que engolisse pensando que fosse seu filhos, e ocultou o deus infante em Creta, onde foi alimentado com o leite da cabra Amaltéia e criado por ninfas. Quando Zeus chegou à maturidade, ele forçou Cronos a vomitar as outras crianças, que estavam ávidas para se vingar de seu pai. Na guerra que se seguiu, os Titãs lutaram ao lado de Cronos, mas Zeus e os outros deuses foram bem sucedidos, e os Titãs foram confinados no abismo do Tártaro. Zeus, a partir de então, dominou o céu, e a seus irmãos Posêidon e Hades foi conferido o poder para dominar o mar e o mundo subterrâneo, respectivamente. A terra seria governada em comum por todos os três. Para Homero, Zeus era imaginado de duas maneiras diferentes. É representado como o deus da justiça e da misericórdia, o protetor dos fracos e o punidor do mau. Como marido de sua irmã Hera, ele é o pai de Ares, o deus da guerra; Hebe, a deusa da juventude; Hefaísto, o deus do fogo; e Ilíthia, deusa do parto. Ao mesmo tempo, Zeus é descrito como um deus que se apaixona por uma mulher a cada instante e usando de todos os artifícios para esconder sua infidelidade da esposa. Os relatos de suas travessuras eram numerosos na mitologia antiga, e muitos de seus filhos eram o produto de seus casos de amor tanto com deusas quanto com mulheres mortais. Acredita-se que, com o desenvolvimento de um sentimento de ética na vida grega, a idéia de um deus lascivo, algumas vezes um ridículo deus-pai tornava-se desagradável, e então as lendas posteriores tenderam a apresentar Zeus com uma luz mais gloriosa. Seus muitos casos com mortais às vezes são explicados como o desejo dos primeiros gregos a traçar sua linhagem até o pai dos deuses. A imagem de Zeus era representada na escultura como a figura de um rei barbado. A mais célebre de todas as estátuas de Zeus era a colossal em ouro e marfim feita por Fídias, em Olímpia.
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NÍS de Lioncourt
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/18/2009, 6:44 pm

Deus Pã: Deus dos rebanhos e pastores.!

Nascimento de Pã
Pã, antiquíssima divindade pelágica especial à Arcádia, é o guarda dos rebanhos que ele tem por missão fazer multiplicar. Deus dos bosques e dos pastos, protetor dos pastores, veio ao mundo com chifres e pernas de bode. Pã é filho de Mercúrio. Era assaz natural que o mensageiro dos deuses, sempre considerado intermediário, estabelecesse a transição entre os deuses de forma humana e os de forma animal. Parece, contudo, que o nascimento de Pã provocou certa emoção em sua mãe, assustadíssima com tão esquisita conformação; e as más línguas pretendem até que, quando Mercúrio apresentou o filho aos demais deuses, todo o Olimpo desatou a rir. Mas como é provável que haja nisso um pouco de exagero, convém restabelecer os fatos na sua verdade, e eis o que diz o hino homérico sobre a estranha aventura. "Mercúrio chegou à Arcádia fecunda em rebanhos; ali se estende o campo sagrado de Cilene; nesses páramos, ele, deus poderoso, guardou as alvas orelhas de um simples mortal, pois concebera o mais vivo desejo de se unir a uma bela ninfa, filha de Dríops. Realizou-se enfim o doce o doce himeneu. A jovem ninfa deu à luz o filho de Mercúrio, menino esquisito, de pés de bode, e testa armada de dois chifres. Ao vê-lo, a nutriz abandona-o e foge. Espantam-na aquele olhar terrível e aquela barba tão espessa. Mas o benévolo Mercúrio, recebendo-o imediatamente, pô-lo ao colo, rejubilante. Chega assim à morada dos imortais ocultando cuidadosamente o filho na pele aveludada de uma lebre. Depois, apresenta-lhes o menino. Todos os imortais se alegram, sobretudo Baco, e dão-lhe o nome de Pã, visto que para todos constituiu objeto de diversão."

As ninfas zombavam incessantemente do pobre Pã em virtude do seu rosto repulsivo, e o infeliz deus, ao que se diz, tomou a resolução de nunca amar. Mas Cupido é cruel e afirma uma tradição que Pã, desejando um dia lutar corpo a corpo com ele, foi vencido e abatido, diante das ninfas que se riam.

Pã e Syrinx
Um dia percorria Pã o monte Liceu, segundo o seu hábito, e encontrou a ninfa Syrinx que jamais quisera receber as homenagens das divindades e que só tinha uma paixão: a caça. Aproximou-se dela, e como nos costumes campestres se vai imediatamente ao objetivo, sem nenhum artifício, sem nenhum desvio, disse-lhe: "Cedei, formosa ninfa, aos desejos de um deus que pretende tornar-se vosso esposo." (Ovídio).

Queria falar mais; mas Syntrix, pouco sensível àquelas palavras, deitou a correr, e já chegara perto do rio Ladon, seu pai, quando, vendo-a detida, rogou às ninfas, suas irmãs, que a acudissem. Pã, que lhe saíra no encalço, quis abraçá-la, mas em vez de uma ninfa, só abraçou caniços. Suspirou e os caniços agitados emitiram um som doce e queixoso. O deus, comovido com o que acabava de ouvir, pegou alguns caniços de tamanho desigual e, unindo-os com cera, formou a espécie de instrumentos que se chama syrinx e que constitui a flauta de sete tubos, transformada em atributo de Pã.

Pítis Metamorfoseada em Pinheiro
Com efeito, em breve, os melodiosos acordes fazem acorrer de toda parte as ninfas que vêm dançar em volta do deus chifrudo. A ninfa Pítis parece tão enternecida que Pã renasce com a esperança e crê que o seu talento faz com que seja esquecido o rosto. Sempre tocando a flauta de sete tubos, começa a procurar lugares solitários e percebe, finalmente, um rochedo escarpado no alto do qual resolve sentar-se. Pítis segue-o. Para melhor ouvi-lo, aproxima-se cada vez mais, tanto que Pã, vendo-a bem perto, julga o momento oportuno para lhe falar. Não sabia o infeliz que Pítis era amada por Bóreas, o terrível vento do norte, que naquele instante soprava com grande violência. Vendo a amante perto de um deus estranho, Bóreas foi acometido de um acesso de ciúme furioso, e, não se contendo, soprou com tal impetuosidade que a ninfa caiu no precipício, e despedaçou contra as pedras o formoso corpo, imediatamente transformado pelos deuses em pinheiro. Foi depois disso que essa árvore, que traz o nome da ninfa (Pítis significa, em grego, pinheiro) foi consagrada a Pã, e é por esse motivo que nas representações figuradas, a cabeça de Pã está muitas vezes coroada de ramos de pinheiro.

Pã e a Ninfa Eco
O destino de Pã era amar sempre sem que nunca lograsse unir-se à criatura amada. Continuando a fazer música na montanha, ouviu, saída do fundo do vale, uma terna voz que parecia repetir-lhe os acordes. Era a voz da ninfa Eco, filha do Ar e da Terra. Desceu, então, para procurar a que lhe havia respondido, sem nunca poder atingi-la, embora ela lhe respondesse constantemente; a cruel ninfa parecia rir-se dele. Mas, francamente, ninguém a pode censurar por isso. Quando se ama o belo Narciso, como é possível encarar o velho Pã? Pã é sempre velho, apesar de ter tido por pai Mercúrio, que é eternamente jovem.

Pã, Filho de Mercúrio
Um dia o pai e o filho encontraram-se:

Pã. - Bom dia, Mercúrio, meu pai!

Mercúrio. - Bom dia. Como dizes que sou teu pai?

Pã. - Não és Mercúrio, o deus de Cilene?

Mercúrio. - Sim. Como és meu filho?... Ah, por Júpiter! Lembro-me agora da aventura! Quer dizer que eu, que tanto me orgulho desta minha beleza, e que não tenho barba, devo ser chamado teu pai! Todos se riram de mim, por ser meu filho um sujeito tão bonito assim!

Pã. - Mas eu não vos desonro, meu pai. Sou músico e toco muito bem flauta. Baco não dá um passo sem mim. Escolheu-me por amigo e companheiro das danças, e sou eu quem lhe conduz os coros.

Mercúrio. - Pois bem, Pã (creio que é esse o teu nome), sabes como podes ser-me agradável? E queres, além disso, conceder-me um favor?

Pã. - Ordenai, meu pai, e nós veremos.

Mercúrio. - Vem cá, dá-me um abraço. Mas cuida de não me chamares de pai na presença de estranhos. (Luciano).

Pã, Divindade Pastoril
Como símbolo da obscuridade, Pã causa nos homens os terrores pânicos, isto é, sem motivo. Na batalha de Maratona, inspirou aos persas um desses terrores súbitos, o que contribuiu bastante para assegurar a vitória aos gregos. Foi por causa desse auxílio que os atenienses lhe consagraram uma gruta na Acrópole.

Todavia, a princípio, Pã nada mais era do que a divindade pastoril dos arcádios que o invocavam para que lhes multiplicasse os rebanhos. "Glauco e Coridon, que conduzem juntos os seus rebanhos de bois pelas montanhas, ambos arcádios, imolaram a Pã, guarda do monte Cilene, a novilha de lindas pontas; e as pontas, de doze palmas, prenderam-nas em sua honra, mediante um longo cravo, ao tronco deste plátano copado, bela oferta ao deus dos pastores." (Antologia).

As imagens primitivas de Pã eram providas de um símbolo cuja crueza significativa nada possuía naquele tempo de licencioso. O seu culto, que posteriormente se sumiu diante do das divindades do Olimpo, é extremamente antigo na Arcádia e muito certamente anterior a qualquer civilização. "Quando a educação do gado não prosperava, diz Creuzer, os pastores arcádios golpeavam os ídolos do deus Pã, costume que prova a sua profunda barbaridade em matéria de religião."

Pã, deus Universal
Sob a influência da poesia órfica, o deus Pã tornou-se o símbolo panteísta fundado na interpretação do seu nome: a flauta de sete tubos representa, então, as sete notas da harmonia universal, e a fusão das formas animais com as formas humanas corresponde ao caráter múltiplo da vida no universo. É sob tal aspecto que Pã nos surge numa linda composição de Gillot. Essa imagem corresponde à idéia que da antigüidade tinha o século dezoito. Toda natureza está em festa diante do deus que simboliza a universalidade dos seres; mas tal festa, tão repleta de vida e de movimento, nos lembra as quermesses flamengas muito mais que os baixos-relevos antigos.

Sob o reinado de Tibério, estando um navio ancorado, ouviu-se uma voz misteriosa que gritava: "O grande deus Pã morreu!" Desde então, nunca mais se ouviu falar dele.

Um Pouco mais de Pã
O deus Pã, assim chamado, diz-se da palavra grega pã, que quer dizer tudo, era filho, segundo uns, de Júpiter e da ninfa Timbris, segundo outros de Mercúrio e da ninfa Penélope. Dizem outras tradições que era filho de Júpiter e da ninfa Calisto, ou talvez do Ar e de uma Nereida, ou finalmente do Céu e da Terra. Todas essas diversas origens têm uma explicação, não só no grande número de deuses com esse nome, mas ainda nas múltiplas atribuições que a crença popular emprestava a essa divindade. O seu nome parecia indicar a extensão do poder, e a seita dos filósofos estóicos identificava Pã com o Universo, ou ao menos com a natureza inteligente, fecunda e criadora.

Mas a opinião comum não se elevava a uma concepção tão geral e filosófica. Para os povos, o deus Pã tinha um caráter e uma missão sobretudo agrestes. Se nos mais remotos tempos ele havia acompanhado os deuses do Egito, na sua expedição das Índias, se tinham inventado a ordem de batalha e a divisão das tropas em ala direita e em ala esquerda, o que os gregos e os latinos chamavam os cornos de um exército, se era mesmo por essa razão que o representavam com chifres, símbolo da sua força e da sua invenção, a imaginação popular, desde logo tendo restringido e limitado as suas funções, havia-o colocado nos campos, entre os pastores e os rebanhos.

Era principalmente venerado na Arcádia, região das montanhas, onde proferia oráculos. Em sacrifício ofereciam-lhe mel e leite de cabra. Celebravam-se em honra sua as Lupercais, festas que depois se espalharam na Itália, onde o árcade Evandro levou o culto de Pã. Representam-no ordinariamente muito feio, com os cabelos e a barba descuidados, com chifres, e corpo de bode da cintura para baixo, enfim, pouco diferente de um fauno ou de um sátiro. Muitas vezes empunha um cajado e uma flauta de sete tubos que se chama a flauta do Pã, porque se diz que foi ele o inventor, graças à metamorfose da ninfa Sirinx em juncos do Ladon.

Viam-no também como o deus dos caçadores; quando ia à caça, mais do que dos animais ferozes era o terror das ninfas, a quem perseguia com os seus ardores amorosos. Está sempre atrás de emboscadas atrás dos rochedos e das moitas; para ele o campo não tem mistérios. Foi por isso que descobriu e revelou, a Júpiter, o esconderijo de Ceres, depois do rapto de Prosérpina.

Pã foi muitas vezes confundido na literatura latina com Fauno e Silvano. Muitos autores os consideravam como um só divindade com diferentes nomes. As Lupercais eram mesmo celebradas em tríplice honra desses gênios. Entretanto Pã é o único de quem se fez alegoria e que foi considerado como um símbolo da Natureza, conforme a significação do seu nome. Dizem os mitólogos que os seus chifres representam os raios do Sol; a vivacidade de sua tez exprime o fulgor do céu; a pele de cabra estrelada que usa sobre o estômago representa as estrelas do firmamento; enfim os seus pés e as suas pernas eriçados de pêlos designam a parte inferior do mundo, - a terra, as árvores e as plantas.

Os seus amores suscitaram-lhe rivais, às vezes perigosos. Um deles, Bóreas, quis arrebatar violentamente a ninfa Pitis, que era a Terra, condoída, metamorfoseou em pinheiro. Eis a razão porque essa árvore, conservando ainda, os sentimentos da ninfa, coroa Pã com a sua folhagem, enquanto o sopro do Bóreas excita os seus gemidos.

Pã também foi amado por Silene, isto é, a Lua ou Diana, que para ir visitá-lo nos vales e nas grutas das montanhas, esquece o belo e terno dormilão Endímion.

Sob o reinado de Tibério a fábula do grande Pã motivou um acontecimento que interessou vivamente a cidade de Roma e que merece ser contado. "No mar Egeu, diz Plutarco, estando uma tarde o navio do piloto Tamo nas imediações de certas ilhas, o vento cessou de repente. Todas as pessoas a bordo estavam bem acordadas, muitas mesmo passavam o tempo bebendo umas com as outras, quando ouviram de súbito uma voz que vinha das ilhas e que chamava Tamo. Tamo deixou que o chamassem duas vezes sem responder, mas à terceira respondeu. A voz então ordenou-lhe que, ao chegar a um certo lugar, gritasse que o grande Pã tinha morrido. Não houve ninguém a bordo que não ficasse tomado de terror e de espanto. Deliberou-se se Tamo devia obedecer à voz e Tamo concluiu que, se quando chegassem à paragem indicada, houvesse bastante vento para passar adiante, não era preciso dizer nada; mas que se aí uma calmaria os detivesse, era necessário desempenhar-se da ordem recebida. Ficou surpreendido da calma que reinava nesse lugar, e imediatamente começou gritar a plenos pulmões: 'O grande Pã morreu!' Apenas cessou de gritar, que todos ouviram de todos os lados queixas e gemidos, como os de muitas pessoas surpresas e aflitas por essa notícia.

Os que estavam no navio foram testemunhas dessa estranha aventura; e o ruído em pouco tempo se espalhou em Roma. O imperador Tibério quis ver a Tamo; viu-o, interrogou, reuniu os sábios para deles saber quem era esse grande Pã, e se chegou à conclusão de que era filho de Mercúrio e de Penélope."

Outros mitólogos, interpretando este fato, preferiram ver nele o fim do antigo mundo romano e o advento de uma sociedade nova.
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/21/2009, 1:53 pm

Uma das deusas q adoro é HERA


HERA


As crises de ciúme provocadas pela infidelidade de seu esposo, Zeus, marcaram o comportamento da deusa grega Hera em muitos episódios da mitologia.

Hera, na mitologia grega, era filha de Cronos e Réia, irmã e esposa de Zeus.

Venerada como rainha dos deuses em Esparta, Samos, Argos e Micenas, tinha entre as duas últimas cidades um templo famoso por abrigar uma bela estátua sua, esculpida em ouro e marfim por Policleto.

Embora, na lenda, Hera figure como deusa da vegetação, foi em geral considerada rainha do empíreo - o céu - e protetora da vida e da mulher.

Esta última característica tornava-a também protetora da fecundidade e do matrimônio, pelo que recebeu o nome de Ilítia, atribuído em outras ocasiões a uma filha sua. Foram também seus filhos Hebe, a juventude florida; Ares, deus da guerra; e Hefesto, deus ferreiro.

O ciúme despertado pelas constantes infidelidades de Zeus levou-a a perseguir encarniçadamente as amantes do marido e os filhos oriundos dessas uniões de Zeus.

Hera intervém com muita freqüência nos assuntos humanos: protegeu os aqueus na guerra de Tróia e velou, igualmente, pelos argonautas, para que seu barco passasse sem perigo pelos temíveis rochedos de Cila e Caribde.

Seus atributos são o cetro e o diadema, o véu (associado à mulher casada) e o pavão (símbolo da primavera).

Na Mitologia Romana, Hera foi identificada com a deusa Juno.

Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

HERA
Rainha dos deuses, a filha dos Titãs: Cronos e Réia, Hera era irmã e esposa de Zeus.

A deusa que protegia o casamento e a protetora de mulheres casadas.

Era a mãe de Ares, deus da guerra; Hefaístos, deus do fogo; Hebe, deusa da juventude; e Eileitia, deusa do parto.

Hera era uma esposa ciumenta, que freqüentemente perseguia as amantes de Zeus e seus respectivos filhos.

Ela nunca esquecia uma ofensa e era conhecida por sua natureza vingativa.

Zangada com o príncipe Páris por preferir Afrodite, deusa do amor, a si, a deusa ajudou os gregos na Guerra de Tróia e não sossegou até que Tróia fosse destruída.

Hera freqüentemente é identificada como a deusa romana Juno.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

HERA
Juno, também conhecida como Hera na mitologia grega, é a esposa de Júpiter e rainha dos deuses. É representada pelo pavão, sua ave favorita. Íris era sua servente e mensageira.

Juno e Júpiter tinham 2 filhos, Marte (Ares), deus da guerra e Vulcano (Hefesto), o artista celestial, que era coxo. Juno sentia-se tão aborrecida ao vê-lo que atirou-o para fora do céu. Outra versão diz que Júpiter o jogou para fora, por este ter participado de uma briga do rei do Olimpo com Juno, deixando-o coxo com a queda.

Juno possuia muitas rivais, entre elas, a bela Calisto, que Juno, por inveja da imensa beleza que conquistara seu marido, transformou numa ursa. Calisto passou a viver sozinha com medo dos caçadores e das outras feras da floresta, esquecendo-se de que agora ela própria era uma. Um dia, Calisto reconheceu num caçador seu filho Arcas, já homem. Quis correr e abraçá-lo mas Arcas já erguera sua lança para matá-la quando Júpiter, vendo a desgraça que estava por acontecer afastou-os e lançou-os ao céu transformando-os nas constelações de Ursa Maior e Ursa Menor. Juno, enfurecida por Júpiter ter dado tal privilégio a sua rival, sai à procura de Tétis e Oceano, as antigas divindades do mar. Conta-lhes toda a injúria que Júpiter fizera a ela, e pede para que eles não deixem as constelações se esconderem em suas águas. Assim a Ursa Maior e a Ursa Menor movem-se em círculo no céu mas nunca descem por trás do oceâno, como as outras estrelas.

Outra de suas rivais foi Io, que Júpiter, ao sentir a presença de Juno, transforma em uma novilha. Juno, desconfiada, pede a novilha de presente. Júpiter não podia negar um presente tão insignificante a sua mulher, então, pesaroso, entrega a novilha a Juno que coloca-a sob os cuidados de Argos, um monstro de muitos olhos, e tendo tantos, nunca fechava mais que dois para dormir, vigiando Io dia e noite. Júpiter, perturbado pelo sofrimento da amante, pede a Mercúrio que mate Argos. Com músicas e histórias, Mercúrio consegue fazer com que Argos feche seus 100 olhos e nisso corta sua cabeça fora. Juno entristecida recolhe seus olhos que haviam perdido toda a luz e coloca-os na cauda de seu pavão, onde permanecem até hoje.

Enfurecida, Juno persegue Io por muitas partes da terra até que Júpiter intercede por ela prometendo não dar mais atenção a Io. Juno concorda devolvendo-lhe a aparência humana.

Outro forte inimigo de Juno foi Hércules, filho de Júpiter com a mortal Alcmena. A este declarou guerra desde seu nascimento. Com uma tentativa frustrada de matá-lo quando era apenas um bebê, Juno o submete a Euristeus, que o envolve em muitas aventuras perigosas que ficam conhecidas como "Os 12 Trabalhos de Hércules".

Fonte: pt.wikipedia.org

HERA
"Filha de Chronos e Rhéa, irmã e esposa de Zeus, Hera (Juno) é a grande divindade feminina do céu, do qual Zeus é o grande deus masculino. Seus atributos correspondem quase exatamente aos de Zeus, embora revestidos, por se tratar de uma deusa, de forma mais branda.

Os poetas no-la representam dotada de uma beleza austera e grave, de grandes olhos calmos e modestos, e , principalmente, de braços brancos, roliços e formosos, que constituiam o seu principal atributo físico.

As núpcias de Zeus e Hera foram celebradas na ilha de Creta, próximo ao rio Thereno. Para torná-las mais solenes, foram convidados todos os deuses e semi-deuses. Atenderam todos ao convite, com a exceção da ninfa Cheloné, que chegou atrasada devido às sandálias lhe machucarem os pés. Juno, indignada com este atraso e atribuindo-a a pouco caso com o casamento, transformou a ninfa em tartaruga.

Hera foi exemplarmente casta e fiel a seu esposo, sendo venerada como o símbolo da fidelidade conjugal. Esta virtude se realça na lenda de Ixion, rei dos Lápitas, o qual, convidado a participar do banquete celeste, ousou cortejar a rainha dos deuses. Ela, porém, advertiu seu marido e este, para provar a má fé do hóspede, forjou com uma nuvem uma figura idêntica à de Hera e surpreendeu Ixion enlaçando amorosamente a nuvem e dizendo palavras ternas. Para castigar este gesto insensato, Zeus atirou Ixion aos infernos, onde ele foi amarrado por cordas feitas de serpentes a uma roda que gira incessantemente.

Este atributo moral tornou Hera a protetora das mulheres casadas, motivo pelo qual recebeu o nome de Hera Gamelios; e daí, por extensão, igualmente protetora dos partos e dos recém-nascidos.

Além disso, ela velava pelos deveres dos filhos para com os pais, principalmente para com a mãe.

Uma lenda, contada por Heródoto, nos mostra como ela sabia recompensar a piedade filial.

A sacerdotisa de um templo de Hera, na Argólida, tinha dois filhos, Cleobis e Bitão. Devia ela, como exigia o ritual, se dirigir de carro para o altar, mas à hora da cerimônia os bois ainda não haviam voltado do pasto. Vendo sua mãe aflita, Cleobis e Bitão se atrelaram ao carro e puxaram até o templo. Orgulhosa do gesto de seus filhos, o qual provocara o aplauso geral de toda a população e a particular inveja das mulheres, pediu a sacerdotisa que Hera lhes concedesse como recompensa aquilo que os deuses podiam dar de melhor aos homens. No dia seguinte Cleobis e Bitão morreram. Esta lenda melancólica significa ser a vida uma provação e a morte um favor dos deuses.

Zeus e Hera não viviam, no entanto, em boa harmonia; são, ao contrário, célebres as querelas que frequentemente irrompiam entre eles. Por mais de uma vez foi Juno espancada e maltratada por seu esposo, devido ao seu gênio obstinado e ao seu humor azedo.

Estas querelas são alegorias para representar as perturbações atmosféricas. Assim, enquanto Zeus seria o ar puro e o firmamento sereno, Hera seria a atmosfera carregada, obscura e ameaçadora.

Eram estas rusgas as mais das vezes, provocadas pelas infidelidades de Zeus, que exercitavam o ciúme e o ódio de Hera.

De uma feita, enfurecida, jurou ela abandoná-lo e, deixando o Olimpo, retirou-se para a ilha de Eubéa. Após uma longa espera, começou Zeus a sentir saudades dela, mas, não querendo abaixar-se a lhe implorar perdão, urdiu um estratagema para fazê-la voltar. Assim, fez espalhar que ele iria desposar uma bela ninfa, com a qual ele iria percorrer de carro a ilha. Preparou, então, um fantoche de madeira, cobriu-o de ricas roupagens e jóias e colocou-o na assento de um magnífico carro. Hera, que ouvira falar do novo casamento de Zeus, vai, inflamada de indignação, ao encontro de sua rival e, avistando-a, sobre ela se atira, furiosa, lacerando-lhe as roupas. Aparece então o lenho nú e, em meio a grandes risadas, celebraram os deuses a sua reconciliação.

Hera, que experimentava pelas mulheres inconscientes e culpadas uma profunda aversão, perseguiu ferozmente, não só as concubinas de Zeus, como também os filhos nascidos desses amores.

Ao contrário de Zeus, não se origina Hera da mitologia ariana, como o comprova a etimologia até hoje impenetrável do seu nome.

Há quem pretenda encontrar nas discórdias do casal olímpico um reflexo do lar de algum invasor ariano, que se tenha consorciado com uma mulher do povo vencido.

Se, posteriormente, foi Hera identificada com Zeus, como deusa do céu, primitivamente representava a Terra-Mãe.

Confirmam essa suposição a fato dela ser a deusa propícia aos nascimentos e, principalmente, o seu característico "casamento sagrado" com Zeus.

Hera inspirava uma veneração misturada de temor e seu culto era quase tão solene e difundido quanto o de Zeus, sendo principalmente adorada nas cidades de costumes austeros: Argos, que parece ter sido o centro primitivo, Micenas, Esparta. Inimiga dos costumes dissolutos da Ásia, protegeu constantemente os gregos durante a Guerra de Tróia.

nota: esta guerra será contada em episódios mais adiante.

A vítima de ordinário imolada em sua honra era uma ovelha ainda muito jovem, mas, no primeiro dia de cada mes, imolava-se uma porca; nunca se sacrificavam vacas, porque tinha sido sob a forma desse animal que ela se escondera no Egito, por temor do monstruoso Typhão.

O tipo de Hera foi fixado por uma admirável estátua de ouro e mármore, que, no templo de Argos, tinha sido esculpida por Policleto de Licyone, contemporâneo de Fídias; infelizmente, não se conhece essa estátua, senão por uma descrição deixada pelo autor grego Pausânias.

Seus traços são de uma mulher robusta, já completamente formada mas ainda jovem, sentada sobre um trono, segurando com uma das mãos uma semente de romã, símbolo da fecundidade, e com a outra o cetro encimado por um cuco, pássaro símbolo da vegetação primaveril."

Fonte: www.lunaeamigos.com.br
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/21/2009, 2:04 pm

Acho q irão gostar dessa aqui : Hecate = deusa da escuridão, protetora das bruxas e das feiticeiras.


Hécata é uma divindade, filha dos titãs Perses e Astéria. Hécate, em grego, significa "a distante" (embora alguns atribuam a origem do nome à palavra egípcia Hekat que significaria "Todo o poder", já que supostamente Hécate teria se originado em mitos do sudoeste asiático que fora assimilada para a religião greco-romana mais tarde) mas era conhecida como a mais próxima de nós, pois se acreditava que, nas noites de lua nova, ela aparecia com sua horrível matilha de cachorros fantasmas diante dos viajantes que por ali cruzavam. Ela enviava aos humanos os terrores nocturnos e aparições de fantasmas espectros. Também era considerada a deusa da magia e da noite, mas em suas vertentes mais terríveis e obscuras. Era associada a Ártemis, mas havia a diferença de que Ártemis representava a luz lunar e o esplendor da noite. Também era associada à deusa Perséfone, a rainha dos infernos, lugar onde Hécate vivia.

Dada a relação entre os feitiços e a obscuridade, os magos e bruxas da Antiga Grécia lhe faziam oferendas com cachorros e cordeiros negros no final de cada lua nova. Era representada com três corpos e três cabeças, ou um corpo e três cabeças. Levava sobre a testa o crescente lunar (tiara chamada de pollos), uma ou duas tochas nas mãos e com serpentes enroladas em seu pescoço. Os romanos assimilaram Hécate a Trívia, deusa das encruzilhadas, embora a relação dada entre ambas não seja tão perfeita como em outros casos da mitologia. Os marinheiros consideravam-na sua deusa titular e pediam-lhe que lhes assegurasse boas travessias. Hécate era uma divindade tripla: lunar, infernal e marinha.

Hécate se uniu primeiramente com Fórcis e foi mãe do monstro Cila e depois com Aestes, de quem gerou a feiticeira Circe. Em outros mitos, Cila era uma ninfa que foi transformada por Circe num monstro marinho. O cipreste estava associado a Hécate. Seus animais eram os cachorros, lobos e ovelhas negras. Suas três faces simbolizam a virgem, a mãe e a senhora. Ela transmite o poder de olhar para três direcções ao mesmo tempo. Esta deusa sugere que algo no passado está amarrando o presente e prejudicando planos futuros.

Com o fim do matriarcado na Grécia, Hécate se tornou a senhora dos ritos e da magia negra. As três faces passaram a simbolizar seu poder sobre o mundo subterrâneo, onde morava, ajudando à deusa Perséfone a julgar os mortos; a terra, onde rondava nas luas novas; o mar, onde tinha seus casos de amor. Esse tríplice poder de Hécate é comparável ao tríplice domínio sobre o mar, a terra e o céu.

Nos mitos, seu papel foi sempre secundário. Participou da Titanomaquia ao lado de Zeus, ajudou Deméter a procurar sua filha Perséfone quando esta foi raptada por Hades e combateu Hércules quando ele tentou enfrentar Cérbero, seu cão de companhia no mundo subterrâneo.


[editar] Outra definição

Hécate, por William Blake. Aquarela, 1795. Tate Gallery, LondresHecate ou Hécate é uma deusa correspondente a Ártemis. Segundo Hesíodo, é filha de Astéria (deusa estrelar) e Perses, deus da destruição. Astéria, também conhecida por Ortígia, é irmã de Leto, mãe de Apolo e Ártemis (Astéria é filha dos Titãs Céos e Febe. Perses é filho do Titã Créos e de Euríbia; e Euríbia é filha de Pontos e Gaia). Nesta versão Hécate descende da geração de Urano, Gaia e Pontos, tornando-se uma deusa do Céu, da Terra e do Mar. Mas também aparece como filha de Nyx, deusa da Noite escura. Já acreditaram que Hécate fora outrora uma das Erínias, pois seus símbolos são idênticos (tochas, serpentes, sombras etc). Também já a citaram como uma das Moiras, pois tanto Hécate, quanto sua filha Circe, podem intervir nos fios do Destino. Permanece muito misteriosa, caracterizada mais por suas funções e atributos que pelas lendas em que intervém. É, portanto, independente das divindades do Olimpo. Zeus conservou seus privilégios antigos e inclusive os aumentou.

Hécate espalha sua benevolência por todos os homens, concedendo as graças a quem as pede. Dá nomeadamente a prosperidade material, o dom da eloqüência na política, a vitória nas batalhas e nos jogos. Proporciona peixe abundante aos pescadores e faz prosperar ou definhar o gado conforme quer. Seus privilégios se estendem a todos os campos em vez de se limitarem a alguns, como acontece em geral com as divindades. É invocada também particularmente como "deusa que nutre" a juventude, em pé de igualdade com os gêmeos Ártemis e Apolo. É igualmente uma deusa protetora das crianças, e enfermeira e curandeira de jovens e mulheres.

São estas as características de Hécate na época antiga. Pouco a pouco, a deusa foi adquirindo uma especialização diversa. Foi considerada como deusa que preside à magia e aos feitiços. Está ligada ao mundo das sombras. Surge aos magos e às feiticeiras com um archote em cada mão, ou na forma de diversos animais: égua, cadela, loba etc. É a ela que se atribui a invenção da feitiçaria, e a lenda a incorporou à família dos magos por excelência: Circe, Eetes e Medéia. Com efeito, tradições tardias dizem que Circe é filha de Hécate e ora mãe, ora tia de Eetes e Medéia.


Hécate, a deusa grega das encruzilhadas; desenhada por Stephane Mallarmé em Les Dieux Antiques, nouvelle mythologie illustrée (Paris, 1880).Medéia se diz sacerdotisa de Hécate, e sempre está no altar da deusa, em suas invocações. Hécate era uma divindade misteriosa, às vezes identificada com Ártemis (deusa da Lua - esplendor na noite de Lua cheia; e as trevas e seus horrores) -, às vezes com Perséfone (Hécate é a deusa dos espectros e fantasmas). É a deusa da bruxaria e do encantamento, e acreditava-se que vagava à noite pela terra, vista somente pelos cães, cujo latido indicava sua aproximação. Hécate, nesses passeios, estava sempre acompanhada por seu séquito de espectros, entre eles Empusa.

Como feiticeira, Hécate preside às encruzilhadas, que são lugares preferidos da magia. Ali se ergue sua estátua, na forma de uma mulher com três corpos ou três cabeças. Essas estátuas eram abundantes nos campos da antiguidade e junto delas colocavam-se oferendas.

Hécate é também a deusa dos caminhos, dando à humanidade novos caminhos a serem seguidos. Deusa forte e poderosa por excelência. Mãe também de Skylla ou Cila, como Fórcis, a qual Circe transformara em monstro terrível.

Hécate é conhecida como "deusa tríplice", pois domina nos céus, na Terra e no mar (e também no mundo dos mortos, pois era rainha do Érebo, na ausência de Perséfone). Com Perséfone e Deméter é uma das grandes deusas dos mistérios de Elêusis. Dizem que na versão hesiódica Hécate é o ressurgimento da grande Febe.
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/23/2009, 8:50 pm

HECATE



INVOCAÇÃO E RITUAL DE HÉCATE





Hécate, a misteriosa Deusa das Trevas e protectora de todos os Bruxos, é a personificação da lua e do lado escuro do princípio feminino. Seu nome é grego e significa "aquela que tem êxito de longe", o que a liga a Diana (Artemis), a virgem caçadora da lua.


Na mitologia, Hécate era filha dos titãs Perses e Asteria, e acreditava-se que vagava pela terra e assombra­va as encruzilhadas nas noites sem lua com uma matilha de cães fantasmagóricos e uivantes.


Como Diana, Hécate pertence à classe das deidades portadoras de archote, sendo retratada portando um, afim de se ajustar à crença de que era a deusa lunar nocturna e poderosa caçadora que conhecia seu caminho no reino dos espíritos. Controlava as fases de nascimento, vida e morte, e dizia-se que os poderes secretos da Natureza estavam sob seu comando.


Embora os cães fossem os animais mais sagrados para ela, Hécate estava associada às lebres na antiga Grécia, como a sua equivalente germânica, a deusa lunar Harek.



(A lebre, de acordo com uma série de hieróglifos egípcios, é um "sinal determinador que define o conceito do ser, e simboliza, em consequência, a existência elementar. Para os antigos chineses, a lebre era tida como animal de augú­rio, e dizia-se que vivia na lua.)


Na arte, Hécate é muitas vezes representada como uma mulher com três cabeças, com serpentes sibilantes entrelaçadas em seu pescoço.

Por essa razão, ela é chama­da de Triforme —símbolo que pode estar ligado aos três níveis. Nascimento, Vida e Morte (representando o Passa­do, o Presente e o Futuro) e à trindade da Deusa Tripla: Virgem, Mãe e Anciã.


Hécate é uma poderosa deidade lunar, e todos os rituais realizados em sua honra devem ser feitos:

- à meia-noite,

- em noites sem lua

- ou ao nascer da lua do dia 13 de Agosto, o principal festival pagão de Hécate.




O RITUAL


Antes de começar a invocação e o ritual, escolha um local retirado numa clareira escura, calma e cercada de árvores, e trace um círculo de pedras com cerca de 3 a 4m de diâmetro.

No ponto norte do círculo, monte um pequeno altar.

Coloque um símbolo da Deusa (alguma estatueta ou figura feminina, por exemplo) no topo do altar e acenda um incenso de olíbano, mirra ou jasmim diante dela.

A esquerda do símbolo da Deusa, coloque uma vela preta e um cálice com vinho branco.

À direita, outra vela preta, um punhal consagrado, um sino de latão, uma tigela com água e um prato com sal marinho.

Velas elementais bran­cas deverão ser colocadas nos pontos leste, sul e oeste do círculo.

Uma vela elemental representando o norte deverá ser colocada por trás da figura da Deusa no altar.
A Alta Sacerdotisa (ou o Solitário) acenderá as velas e, então, abençoará a água, mergulhando a lâmina do punhal na tigela com água, dizendo:


EU TE EXORCIZO,

OH CRIATURA DA ÁGUA,
SOB O NOME DIVINO DE HÉCATE E RETIRO DE TI
TODAS AS IMPUREZAS E ESPÍRITOS IMUNDOS.
ASSIM SEJA.


A Alta Sacerdotisa colocará a ponta do punhal no sal e o purificará, dizendo:


ABENÇOADO SEJA ESTE SAL
EM NOME DA DEUSA HÉCATE.
QUE TODA A MALIGNIDADE E TODOS OS OBSTÁCULOS
SEJAM AFASTADOS DAQUI PARA A FRENTE
E QUE PENETRE TODO O BEM.
ASSIM SEJA.


O punhal voltará para o altar, e o sal será, então, despejado na tigela com água.
A Alta Sacerdotisa traçará o círculo com a sua espada na direcção destrógira, dizendo:


EU TE CONJURO, OH CÍRCULO DE PODER,
PARA QUE TU SEJAS UM ANEL DE PROTEÇÃO
QUE PRESERVE E CONTENHA O PODER QUE SURGIRÁ DENTRO DELE,
UM ESCUDO CONTRA TODA A INIQUIDADE E TODO O MAL
PARA O QUE TE ABENÇOO
E CONSAGRO EM NOME DE HÉCATE,
DEUSA DAS TREVAS,
DEUSA DA LUA.


A Alta Sacerdotisa acenderá um fogo no centro do círculo e colocará sobre ele o caldeirão pintado com símbo­los lunares e cheios de uma mistura perfumada de água da fonte, óleo de rosa e mel.

A bebida deverá ser colocada para ferver e, então, a Alta Sacerdotisa adicionará uma pitada de pedra lunar em pó, penas de corvo preto, um pouco de geada colhida à luz da lua e plantas místicas governadas pela lua: erva-moura e lunária.

(Os ingredientes originais do caldeirão na antiga versão do ritual de Hécate falava nas vísceras de um lobo juntamente com os outros mencio­nados; entretanto, esse ingrediente foi omitido na versão moderna, pois seria extremamente difícil, além de perigo­so, de ser obtido pelo Bruxo.)


Após todos os ingredientes terem sido colocados, a mistura fervente será mexida com um galho seco de olivei­ra.

A Alta Sacerdotisa ficará de pé diante do caldeirão, voltada para o norte, com os braços estendidos, e dirá:


EU VOS CONVOCO,
OH FORÇAS INVISÍVEIS DA NATUREZA,
A SE REUNIREM EM TORNO DE MIM NESTE CÍRCULO,
POIS NA HORA MÍSTICA DA NOITE
INVOCO A DEUSA ESCURA
DA LUA.
INVOCO E CONJURO A TI, HÉCATE,
DEUSA DO SUBMUNDO
E PROTETORA DE TODOS OS BRUXOS.
VEM AGORA PARA ESTE CÍRCULO DE FOGO,
POIS EU REALIZO ESTE RITUAL
EM TUA HONRA.


Todo o coven deverá ajoelhar-se diante do altar, vol­tado para a imagem da Deusa, enquanto a Alta Sacerdo­tisa tomará o cálice de vinho com ambas as mãos e dirá:


EM TUA HONRA,
OH GRANDE DEUSA HÉCATE, EU FAÇO ESTA LIBAÇÃO E TOMO ESTE BRINDE.


A Alta Sacerdotisa derramará algumas gotas de vi­nho no chão diante do altar, como oferenda à Deusa.

Levará o cálice aos lábios, tomará um gole do vinho e o entregará ao Alto Sacerdote, que beberá um pequeno gole e o colocará de volta em seu lugar no altar.

Ele pegará o sino e o tocará três vezes, enquanto a Alta Sacerdotisa segurará o punhal com a mão direita, apontará com ele o céu, dizendo:


NESTA HORA ESCURA E MÍSTICA DA NOITE A DEUSA HÉCATE REINA SUPREMA E EM TEU NOME EU LOUVO AGORA:
EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! BENDITA SEJAS!


A Alta Sacerdotisa beijará a lâmina do punhal e o colocará de volta no altar, enquanto o coven repetirá o cântico:


EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! BENDITA SEJAS!


Em seguida, todo o coven deverá relaxar e meditar sobre a imagem da Deusa.

Poderão ser entoadas músicas folclóricas em sua honra ou recitadas poesias místicas nela inspiradas.

Após o término do ritual, o coven agradecerá à Deusa pela presença, e a Alta Sacerdotisa desfará o círculo com a espada em movimento levógiro.
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/23/2009, 8:51 pm

Hino Órfico à Hécate

“Hécate a Beleza, eu a invoco:
Vós, dos caminhos e encruzilhadas, do céu, da terra e também do mar.
Vós, vestida de açafrão, dentre as tumbas,
Dançando com as almas mortas e o ritual báquico.
Vós, filha de Perses, amante da desolação, se regozija em gamos e cães, na noite.
Vós, terrível Rainha! Devoradora de bestas!
Despertada, possuída por forma inacessível!
Vós, caçadora de búfalos, Imperatriz soberana universal:
Vós, guia que vagueia pela montanha, é noiva, é pajem,
eu rogo, Ó Donzela, sua presença nestes rituais sagrados.
Vós, que vindes com a graciosidade do touro e um eterno coração alegre".

Traduzido do grego para o inglês por Shawn Eyer
Hecate é uma das deusas Greco-Romanas simultaneamente mais temida e admirada. Hecate é uma deusa lunar, um pouco á imagem da temida Lilith. Como todas Deusas lunares, Hecate encontra-se profundamente ligada ao mundo da magia, do oculto, da bruxaria, dos mais profundos segredos.
Hecate é a Deusa das bruxas, e simultaneamente a Deusa que vem a este mundo recolher almas para as conduzir ao abismo do reino dos mortos. Trata-se por isso de uma Deusa a que cabe um papel previligiado na «ponte» entre o mundo dos vivos, e o mundo dos mortos, entre o nosso mundo fisico e o mundo dos espiritos.
Hecate é a Deusa das encruzilhadas, onde lhe eram dedicadas oferendas e sacrificios : bodes negros, caes negros ou gatos negros eram-lhe oferendados no decurso de rituais de adoraçao, ou de feitiçarias. Hecate pode incorporar numa lindissima mulher de longos cabelos negros, e pode ser uma amante incomparavel. Contudo a sua furia e o seu poder sao temiveis, e perante Hecate todo o respeito é pouco para garantir a sua ajuda. Dizem as lendas que Hacate tambem podia assumir a forma de um majestoso lobo negro, ou de um belo cao preto.
As estatutas existentes nas encruzilhadas onde hacete era venerada e as bruxarias eram executadas, chamavam-se «hecateias», e constavam na fugira de uma lindissma mulher com tres faces, ou tres belos corpos feminino unidos num só.
Hecate permite a operaçao de tarefas misticas essencialmente atraves de processo de meditaçao. Atraves desse processo, no silencio de uma meditaçao e atraves do aprofundamento dos nossos sentidos, pensamentos e forças espirituais, é que Hecate reside e abre portas ao mundo magico. Como deusa lunar que é, Hecate tambem opera a nivel dos sentidos, aguçando-os, excitando-os, fazendo com que a carnalidade e o prazer se tornem uma poderosa chave de concretizaçao de processos misticos poderosos.
Hecate reina na terra, ( onde vem buscar as almas dos mortos, conduzindo-as para o submundo ), no ceu, ( onde viaja atraves do luar), e do mar, ( onde se enebria com os prazeres do amor), pelo que é denominada a Deusa Triplice.
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/23/2009, 9:36 pm

Continue as suas aulas de Mitologia, Nis querida. Estou adorando!!! cheers

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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/24/2009, 12:30 am

obrigada JaJa q bom q estão gostando!!rs

o proximo deus ou deusa: Afrodite = deusa do amor, da beleza e da fertilidade.

Introdução

Na mitologia grega, Afrodite era a deusa do amor, da beleza corporal e do sexo. Para os gregos, ela tinha uma forte influência no desenvolvimento e prazer sexual das pessoas. Era considerada também a deusa protetora das prostitutas na Grécia Antiga. Foi cultuada nas cidades de Esparta, Atenas e Corinto.

Nascimento e relacionamentos

De acordo com a mitologia, Afrodite nasceu na ilha de Chipre. Filha de Zeus (deus dos deuses) e Dione (deusa das ninfas), casou-se com Hefesto (deus do fogo). Porém, em função de suas vontades e desejos, possuiu vários amantes (homens mortais e outros deuses). Chegou a ter um filho, Enéias (importante herói da Guerra de Tróia) com o amante Anquises.

Principais filhos de Afrodite:

- Com Hermes (deus mensageiro) teve o filho Hermafrodito.
- Com Ares (deus da guerra) teve os filhos Eros (deus da paixão e do amor) e Anteros (deus da ordem).
- Com Apolo (deus da luz, da cura e das doenças) teve o filho Himeneu (deus do casamento).
- Com Dionísio (deus do prazer, das festas e do vinho) teve o filho Príapo (deus da fertilidade).

Curiosidades:

- Na mitologia romana, Afrodite era chamada de Vênus.

- Esta deusa inspirou vários artistas (pintores e escultores), principalmente, na época do Renascimento Cultural. Uma das obras mais conhecidas é “O nascimento de Vênus” do pintor renascentista italiano Sandro Botticelli
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/24/2009, 12:31 am

AFRODITE


Afrodite, na mitologia grega, era a deusa da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas.

Seus símbolos eram a pomba, a romã, o cisne e a murta. No panteão romano, Afrodite foi identificada com Vênus.

A mitologia oferecia duas versões de seu nascimento: segundo Hesíodo, na Teogonia, Cronos, filho de Urano, mutilou o pai e atirou ao mar seus órgãos genitais, e Afrodite teria nascido da espuma (em grego, aphros) assim formada; para Homero, ela seria filha de Zeus e Dione, sua consorte em Dodona.

Por ordem de Zeus, Afrodite casou-se com Hefesto, o coxo deus do fogo e o mais feio dos imortais. Foi-lhe muitas vezes infiel, sobretudo com Ares, divindade da guerra, com quem teve, entre outros filhos, Eros e Harmonia.

Outros de seus filhos foram Hermafrodito, com Hermes, e Príapo, com Dioniso. Entre seus amantes mortais, destacaram-se o pastor troiano Anquises, com quem teve Enéias, e o jovem Adônis, célebre por sua beleza.

Afrodite possuía um cinturão mágico de grande poder sedutor e os efeitos de sua paixão eram irresistíveis.

As lendas freqüentemente a mostram ajudando os amantes a superar todos os obstáculos.

À medida que seu culto se estendia pelas cidades gregas, também aumentava o número de seus atributos, quase sempre relacionados com o erotismo e a fertilidade

Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

AFRODITE


Deusa do amor e da beleza. Na lenda de Homero, ela é dita como sendo a filha de Zeus e Dione, uma de suas consortes, mas na Teogonia de Hesíodo, ela é descrita como nascida da espuma do mar e, etimologicamente, seu nome quer dizer "erguida da espuma". De acordo com Homero, Afrodite é a esposa de Hefaístos, o deus das artes manuais. Seus amantes incluem Ares, deus da guerra, que posteriormente foi representado como seu marido. Era a rival de Perséfone, rainha do mundo subterrâneo, pelo o amor do belo jovem Adônis. Talvez a lenda mais famosa sobre Afrodite diga respeito à causa da Guerra de Tróia. Eris, a personificação da discórdia - a única deusa que não foi convidada ao casamento de Peleu e da ninfa Tétis - ressentida com os deuses, arremessou uma maçã dourada no corredor onde se realizava o banquete, sendo que na fruta estavam gravadas as palavras "à mais bela". Quando Zeus se recusou a julgar entre Hera, Atena, e Afrodite, as três deusas que reivindicaram a maçã pediram à Páris, príncipe de Tróia, para fazer a premiação. Cada deusa ofereceu à Paris um suborno: Hera, prometeu-lhe que seria um poderoso governante; Atena que ele alcançaria grande fama militar; e Afrodite que ele teria a mulher humana mais linda do mundo. Páris declarou Afrodite como a mais bela e escolheu como prêmio Helena, a esposa do rei grego Menelau. O rapto de Helena por Páris foi a causa da Guerra de Tróia.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

AFRODITE
Afrodite ou Aphrodite, na mitologia grega, era a deusa da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas.

Teogonia
Aphrodite é a Deusa grega do amor, beleza, fertilidade e êxtase sexual. De acordo com o mito mais aceito, ela nasceu quando Uranus (o Deus pai dos Titãs) foi castrado por seu filho Chronos. Chronos atirou os genitais cortados de Uranus no oceano, que começou a ferver e espumar. Do aphros ("espuma do mar"), se ergueu Aphrodite e o mar a carregou para Chipre. Por isso um de seus epítetos é Kypris. Assim, Aphrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros Deuses Olímpicos.

Mais tarde, quando o culto de Zeus usurpou o culto a Dione no bosque sagrado de carvalhos em Dodona, os poetas começaram a lhe atribuir a paternidade de Aphrodite, oriunda de sua união com Dione.

A literatura platônica chama a Aphrodite nascida do primeiro mito de Aphrodite Urania, ou Celestial, e a nascida do segundo mito de Aphrodite Pandemos, ou Comum. O platonismo associa Urania com o amor espiritual, enquanto Pandemos é associada ao amor carnal. É interessante notar que Urânia é também associada ao homossexualismo, considerado pelos platônicos como "mais celeste" que o heterossexualismo, atribuído a Pandemos.

Casamento
Após destronar Chronos, Zeus ficou ressentido pois tão grande era o poder sedutor de Aphrodite que ele e os demais Deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos. Como vingança e punição, Zeus a fez se casar com o Deus ferreiro Hephaestus. Hephaestus usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Aphrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos.

Relacionamentos e filhos
Aphrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hephaestus. Aphrodite amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, o mais famoso foi Adônis. Alguns de seus filhos são Hermaphroditus (com Hermes), Eros (com Zeus), Anteros, Phobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Hymenaios e Priapus (com Dionysus) e Enéas (com o mortal Anchises). Os diversos filhos de Aphrodite mostram seu domínio sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humanas.

Aphrodite era acompanhada por um séqüito de Graças, ou Cáritas, como eram também conhecidas.

Culto
Suas festas eram chamadas de Aphrodisíacas e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Suas sacerdotisas eram prostitutas sagradas, que representavam a Deusa, e o sexo com elas era considerado um meio de adoração e contato com a Deusa. Seus símbolos incluem a murta, o golfinho, o pombo, o cisne, a romã e a limeira. Entre seus protegidos contam-se os marinheiros e artesãos.

Com o passar do tempo, e com a substituição da religiosidade matrifocal pela patriarcal, Aphrodite passou a ser vista como uma Deusa frívola e promíscua, como resultado de sua sexualidade liberal. Parte dessa condenação a seu comportamente veio do medo humano frente à natureza incontrolável dos aspectos regidos pela Deusa do Amor.

Deusas relacionadas
Aphrodite tem atributos comuns com as Deusas Freya (nórdica), Vênus (romana), Turan (etrusca), Ishtar (mesopotâmica) Inanna (suméria) e com a Ashtart (ou Astarte, ou Asterarte - sírio-palestina).

Fonte: pt.wikipedia.org
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/24/2009, 12:33 am

Afrodite, deusa do amor



Havia uma grande excitação na corte de Zeus, porque a sua esposa Hera ia ter outro filho. Zeus previra que ia ser um rapaz e já lhe escolhera o nome de Hefesto.

E, quando o rapaz nasceu, era horrível e aleijado. A deusa mal viu o filho agarrou nele por uma das pernas e atirou-o do alto do Olimpo.

Ele foi caindo em direção às montanhas da Terra. Mas, por sorte, havia um braço de mar no sítio onde se despenhou, e duas nereidas, Tétis e Eurínome, receberam-no e cuidaram muito bem dele.

Passaram-se os anos, e Hefesto tornou-se exímio em trabalhos artísticos de ferro e outros metais. Tétis arranjou-lhe uma forja e uma oficina numa gruta debaixo do mar, e o deus trabalhava ali, fabricando toda a espécie de objetos de metal e de jóias delicadas.

E, certo dia, Tétis vestiu-se com os seus mais lindos vestidos e pôs um colar que Hefesto tinha feito para ela.

Hera chamou-a imediatamente de parte e perguntou-lhe quem era o artista que tinha feito coisa tão fabulosa.

A pobre Tétis fez os possíveis por não dizer, mas Hera não desistiu. Por fim a deusa teve que confessar que o joalheiro não era senão o filho desprezado de Hera.

- Então manda-o imediatamente à minha presença - ordenou Hera.

Conforme Tétis suspeitara, Hefesto recusou-se a abandonar a sua forja no fundo do oceano. Não se tinha esquecido nem perdoara a Hera o seu procedimento descaroável. Apesar disso, começou imediatamente a trabalhar numa prenda para lhe oferecer: um lindo cadeirão de ouro lavrado, que Hera aceitou como oferta de paz, convencida de que em breve ele voltaria para junto de si.

Hera sentou-se orgulhosamente no seu novo trono, gabando-se da habilidade do filho. Só quando tentou levantar-se verificou que não conseguia sair dali.

- Hefesto tem que vir libertar-me - ordenou ela. - Não consinto em ser vexada desta maneira pelo meu próprio filho.

Zeus mandou primeiro mensageiros, e depois até mesmo alguns deuses para falarem com Hefesto, mas o deus das forjas manteve-se firme. Finalmente, o próprio irmão de Hefesto, Dioniso, conseguiu entontecê-lo com vinho e convenceu-o a abandonar o mar e regressar ao Olimpo.

Quando lá chegou, Hefesto libertou Hera do seu trono e, em troca, a rainha dos deuses mandou fazer para ele uma forja magnífica, cavada na encosta de uma montanha. Hefesto possuía agora tudo o que ambicionava, menos uma coisa: uma esposa. Como símbolo de reconciliação final, Hera prometeu-lhe a mão de Afrodite, a deusa do amor.

Hefesto estava encantado com a idéia de casar com Afrodite, a mais linda mulher do Mundo.

Para os Gregos antigos, Afrodite era o símbolo de tudo quanto era belo e desejável, e a própria deusa do amor. A estranha história da sua origem remonta à Idade dos Titãs, quando Crono combateu e matou o pai Urano com uma foice. O corpo desmembrado de Urano foi precipitado no mar, e em volta as ondas fervilharam lançando uma coluna de espuma. No centro desta coluna apareceu a mais encantadora ninfa do mar, Afrodite.

Poséidon, o deus do mar, levou-a para Cítera, uma ilha nas costas da Lacónia. Poséidon contava guardar Afrodite para ele, mas a notícia da sua extrema beleza chegou aos ouvidos de Zeus, que a levou para o Olimpo.

Embora a sua beleza bastasse para fascinar todos os que a viam, Afrodite usava um cinto mágico que tinha o poder de fazer com que todos os homens a amassem. E, de fato, todos os deuses caíram no seu feitiço.

Poséidon achou que tinha mais direitos do que todos os outros, por ser ele quem a tinha descoberto no seu reino. E, levantando o tridente, desencadeou uma tempestade que pôs o mar em fúria.

Hermes prometeu levar Afrodite a dar a volta ao Mundo num carro dourado. Apolo também tentou convencê-la, cantando-lhe uma canção de amor. Mas Afrodite não deu atenção a nenhum, porque esperava arranjar um deus mais belo e mais poderoso ainda do que os outros que a perseguiam tão ansiosamente.

Mas de fato não teve oportunidade de escolher, porque Hera decidira casá-la com Hefesto, quando viu os olhos de Zeus brilharem de amor pela jovem deusa.

Hefesto ficou louco de alegria, mas todos os outros olharam para a cara de Afrodite quando ela encontrou pela primeira vez o pobre aleijado que ia ser seu marido.

Mas Afrodite ficou calma, e abraçou Hefesto.

Conforme era de esperar, o casamento da deusa do amor não foi fácil. Depressa se viu que ela preferia a companhia dos outros homens à do marido, e chegou aos ouvidos de Hefesto que a mulher passava a maior parte do tempo com o impetuoso Ares.

Então Hefesto fabricou uma rede de arame de bronze tão fina que era quase invisível, mas mais forte do que feita de mil cordas. Quando a acabou disse a Afrodite que ia para fora durante alguns dias. Depois introduziu-se em segredo em casa de Ares e pendurou a rede entre as cortinas da cama do deus da guerra. Despediu-se de Afrodite, como se fosse para uma grande viagem, mas depois de andar uma ou duas milhas voltou para trás e escondeu-se debaixo da cama de Ares.

Nessa noite Afrodite foi a casa do deus da guerra, e a armadilha de Hefesto funcionou como ele esperava. Quando os apanhou abraçados, puxou por um fio de bronze, que fez a rede cair sobre eles. E, apesar de lutarem e puxarem pelos arames, não houve possibilidade de escaparem.

E ali ficaram, apanhados como dois pássaros. Depressa os outros deuses souberam o que tinha acontecido, e ao princípio acharam muita graça, mas depois as deusas ficaram muito chocadas com a atitude de Afrodite.

Todavia, Hefesto estava disposto a libertá-los, mas não sem que Ares lhe desse uma compensação. Moedas de ouro, espadas e escudos preciosos, e os despojos de cem batalhas foram guardados num buraco feito na montanha, e ali ficaram para todo o sempre.

E o ridículo foi castigo suficiente para Ares. Mas Afrodite não se importou muito. Afinal era a deusa do amor e não estava no seu feitio ficar sossegada muito tempo.

Quando havia alguma festa, Afrodite era sempre convidada. Um dia assistiu ao casamento de Tétis, uma das nereidas que tinham tratado de Hefesto em criança. Tétis casava-se com um mortal, o rei Peleu da Ftiótida.

No meio do festim, Éris, uma das deusas convidadas, atirou ao chão uma maçã de ouro. E na casca da maçã estava gravada esta frase: <<Para a mulher mais bela de todas.» Três das deusas reclamaram ao mesmo tempo a maçã: Hera, Atena e, claro, Afrodite. E Páris, filho do rei de Tróia, foi nomeado juiz.

Páris era um jovem belo e desembaraçado, e não receava as três deusas ciumentas. Mandou-as porem-se em fila e, caminhando de uma para a outra, fez a sua escolha. E entregou a maçã de ouro a Afrodite.

E pouco tempo depois, Páris apaixonou-se loucamente por Helena, filha de Zeus, casada com Menelau. Com a ajuda de Afrodite conseguiu raptar Helena e levá-la para Tróia. A história da prolongada guerra que se seguiu quando os Gregos tentaram recuperar Helena.
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/24/2009, 5:10 pm

Deus APOLO: deusda música, da profecia e do arco e flecha
Apolo - deus do sol e da música
Apolo é o deus do sol e da música, irmão gemeo de Artemis deusa da lua e da caça, filho de Zeus e da ninfa Leto.
Apolo é um adorador da música, é diretor do coro das musas, mas ele só virou deus da música ao receber uma lira do deus Hermes que foi feita com um casco de tartaruga e com tripas do gado que Hermes havia roubado de Apolo, isso criou bastante discussão entre os dois e Maia (mãe de Hermes), mas ao ouvir Hermes tocar a lira Apolo ficou tão admirado que aceitou a lira com muito gosto.
A mãe de Apolo sofreu com Hera, pois Hera ao saber que Leto estava grávida de Zeus, a proibiu de ter o filho em terra firme e colocou a serpente Píton para observa-la, Leto acabou tendo os seus filhos (Apolo e Artemis) numa ilha flutuante criada por Poseidon, mesmo depois do nascimento dos filhos a serpente Píton continuou a perseguir Leto, mas Apolo matou a serpente a flechadas.
Apolo tem diversas histórias a maioria de romances que teve, mas nunca davam certo, talvez pelo fato dele se gabar muito de ser o melhor arqueiro entre os deuses, causando raiva em Eros (cupido).
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/27/2009, 3:06 pm

DEUS HADES:


Hades, o deus do mundo dos mortos

A jornada de Eneias ao Hades pela entrada em Cumas, mapeada por Andrea de Jorio, 1825
Hades e Cérbero, em Meyers Konversationslexikon, 1888Hades (Άδης em grego), filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus e Posídon. Segundo a lenda, o poder de Hades, Zeus e Posídon era equivalente. Hades era um deus de poucas palavras e seu nome inspirava tanto medo que as pessoas procuravam não pronunciá-lo. Era descrito como austero e impiedoso, insensível a preces ou sacrifícios, intimidativo e distante. Invocava-se Hades geralmente por meio de eufemismos, como Clímeno (o Ilustre) ou Eubuleu (o que dá bons conselhos). Seu nome significa, em grego, o Invisível, e era geralmente representado com o elmo mágico que lhe dava essa habilidade, que ele ganhou dos ciclopes quando participou da titanomaquia contra os titãs. No fim da luta contra os titãs, vencidos os adversários, Zeus, Posídon e Hades partilharam entre si o universo, Zeus ficou com o céu, e a terra, Posídon ficou com os mares e Hades tornou-se o deus do inferno e das riquezas. Como reinava sobre os mortos, Hades era ajudado por outras divindades, que serão mais tarde citadas. O nome Plutão "o rico" (pois era dono das riquezas do subsolo) ou "o distribuidor de riqueza", que se tornou corrente na religião romana, era também empregado pelos gregos, e apresentava um lado bom, pois era ele quem propiciava o desenvolvimento das sementes e favorecia a produtividade dos campos. Como divindade agrícola, seu nome estava ligado a Deméter e junto com ela era celebrado nos Mistérios de Elêusis que eram os ritos comemorativos da fertilidade, das colheitas e das estações. Hades teve uma amante cujo nome era Mente, que foi transformada por Perséfone em uma planta, hoje chamada de menta. Teve também outra amante, Leuce, porém antes do rapto de sua esposa.

Era também conhecido como o Hospitaleiro, pois sempre havia lugar para mais uma alma no seu reino. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte, mas sim do pós-morte. Apenas Ares e Cronos estão relacionados com a prática da morte. Assim, Hades não é inimigo da humanidade, como o são Ares e Cronos. O deus raramente deixava seu mundo e não se envolvia em assuntos terrestres ou olímpicos. Deixou o seu reino apenas duas vezes; uma para raptar Perséfone, a quem tomou como esposa e outra para curar-se, no Olimpo, de uma ferida provocada por Héracles.


[editar] Características
Para Hades, eram consagrados o narciso e o cipreste. O deus é representado de diversas maneiras:

bonito de aparência jovem, corpo atlético;
cenho franzido, cabelos e barbas em desalinho, vestindo túnica e mantos vermelhos, sentado no trono e tendo ao seu lado o cão Cérbero;
como deus da vegetação, com traços mais suaves;
portador de uma cornucópia ou com uma coroa de ébano na cabeça, chaves na mão e sobre um coche puxado por cavalos negros.

[editar] O mundo dos mortos
Ver artigo principal: Mundo inferior (mitologia grega)
Na mitologia grega o Mundo dos mortos, chamado apenas de Hades, é o local no subterrâneo para onde vão as almas das pessoas mortas (sejam elas boas ou más), guiadas por Hermes, o emissário dos deuses, para lá tornarem-se sombras. É um local de tristeza.

No fim da luta dos deuses olímpicos contra os Titãs (a Titanomaquia), os deuses olímpicos saíram vitoriosos. Então Zeus, Posídon e Hades partilharam entre si o universo: Zeus ficou com os céus e as terras, Posídon ficou com os oceanos e Hades ficou com o mundo dos mortos. Os titãs pediram socorro a Érebo do mundo inferior; Zeus, então, lançou Érebo para lá também, assim tornou-se a noite eterna do Hades (Érebo também é outra designação do mundo inferior). Das Idades do Homem e suas raças, a raça de bronze, raça dos heróis, e a raça de ferro vão para o Hades após a morte.


[editar] Filhos
Da mesma forma que Zeus, Hades tinha inúmeras aventuras amorosas, gerando uma grande quantidade de filhos, que, como os filhos de Poseidon, eram violentos e malévolos. São poucas as lendas que falam sobre os filhos de Hades. Entre eles os mais conhecidos eram:

Macária, irmã de Celestas deusa da destruição, e Diaras, deusa dos campos, ambas habitavam os Eliséos, aparecem na mitologia delatando à sua mãe Perséfone que a Ninfa Menth teria um caso com Hades.

Também se destacava Oberon, fruto do romance de Hades com a ninfa Amantéia. Oberon era um deus muito bonito. Inspirou fortes amores em Enio a mensageira de Hades, filha de Ares. Oberon ficou conhecido como um deus sublime, o deus da escuridão. Teve confronto direto com Adônis que acabou sendo aprisionado pelo deus. Havia também Fégia, filho de Hades e Calíope que guardava a entrada para os Eliséos.
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/27/2009, 3:38 pm

Momento de descontração.

Não consigo deixar de pensar em Hades com esse visual:


_________________
Bebe comigo?

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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   7/28/2009, 10:49 am

KKKKKKKKK
Ja eu via Hades num seriado da record era cara de cabelos cacheados!!!!
raarar!! Mas Hércules por outro lado so imagino ele nesse mesmo desenho!!!!rsrssrrs
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   8/8/2009, 8:56 pm

Adonis = Nascido da casca de uma árvore, é o mais belo dos deuses!

Adônis
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Adônis, torso romano patente no museu do LouvreAdônis, nas mitologias fenícia e grega, era um jovem de grande beleza que nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras de Chipre manteve com a sua filha Mirra. Adônis passou a despertar o amor de Perséfone e Afrodite.Mais tarde as duas deusas passaram a disputar a companhia do menino, e tiveram que submeter-se à sentença de Zeus. Este estipulou que ele passaria um terço do ano com cada uma delas, mas Adônis, que preferia Afrodite, permanecia com ela também o terço restante. Nasce desse mito a idéia do ciclo anual da vegetação, com a semente que permanece sob a terra por quatro meses. A deusa grega Afrodite, do amor e da beleza sensual, apaixonou-se por ele. No entanto, o deus Ares, da guerra, amante de Afrodite, ao saber da traição da deusa, decide atacar Adônis enviando um javali para matá-lo. O animal desferiu um golpe fatal na anca de Adônis, tendo o sangue que jorrou transformado-se numa anêmona. Afrodite, que corria por entre as silvas para socorrer o seu amante, feriu-se e o sangue que lhe escorria das feridas tingiu as rosas brancas de vermelho. Outra versão da mito conta que Afrodite transmutou o sangue do amado numa anêmona. O jovem morto desceu então ao submundo, onde governava ao lado de Hades a esposa dele, a deusa Perséfone – a rainha do submundo, que também apaixonou-se por ele. Isso causou um grande desgosto em Afrodite, e as duas deusas tornaram-se rivais.

Inicialmente, Perséfone, compadecida pelo sofrimento de Afrodite, prometeu restituí-lo com uma condição: Adônis passaria seis meses no submundo com ela e outros seis meses na Terra com Afrodite. Cedo o acordo foi desrespeitado, o que provocou nova discussão entre as duas deusas, que só terminou com a intervenção de Zeus, que determinou que Adônis seria livre quatro meses do ano, passaria outros quatro com Afrodite e os restantes quatro com Perséfone. Adônis tornou-se então símbolo da vegetação que morre no inverno (descendo ao submundo e juntando-se a Perséfone) e regressa à Terra na primavera (para juntar-se a Afrodite). Deus oriental da vegetação, divindade ctônia (que cumpre o ciclo da semente).

Embora seja mais conhecido como divindade grega Adônis teve, no entanto, origem na Síria, onde era cultuado sob o nome semita de Tamuz. Era também um deus eternamente jovem, ligado à vida, à morte e à ressurreição, estando associado ao calendário agrícola. De resto, o nome Adônis deve ter origem no mundo semítico - parece proceder do semita Adonai, expressão que significa Meu Senhor. É um deus que congrega em si elementos de várias origens, demonstrativo do grande sincretismo religioso produzido pelos gregos da antigüidade.
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   8/18/2009, 12:37 pm

Poseidon: Deus dos mares!
Na mitologia grega, Poseidon era o deus dos mares. Representado como um homem forte, com barbas e segurando sempre um tridente. Era filho do titã Cronos e Rea, irmão de Zeus (deus dos deuses) e de Hades (deus das almas dos mortos, do subterrâneo).

De acordo com a mitologia grega, Poseidon teve várias amantes e com elas vários filhos como, por exemplo, o gigante Órion e o ciclope Polifemo.

Poseidon aparece em vários mitos da Grécia Antiga. Num deles, disputou com a deusa Atena o controle da cidade-estado de Atenas, porém saiu derrotado. Num outro mito ajudou os gregos na Guerra de Tróia. Fez isto para se vingar do rei de Tróia que não havia lhe pagado pela construção do muro na cidade.

Na mitologia romana, Poseidon é conhecido como Netuno.
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   8/18/2009, 12:38 pm

POSÊIDON


As tempestades que, segundo Homero, Posêidon provocou para evitar que Ulisses (Odisseu), que o ofendera, retornasse à pátria, são um exemplo característico do temperamento irado que a Mitologia Grega atribuía a esse deus.

Posêidon (ou Posídon), deus grego dos mares, era filho de Cronos, deus do tempo, e Réia, deusa da fertilidade.

Eram seus irmãos Zeus, o principal deus do panteão grego, e Hades, deus dos infernos.

Quando os três irmãos depuseram o pai e partilharam entre si o mundo, coube a Posêidon o reino das águas

. Seu palácio situava-se no fundo do Mar Egeu e sua arma era o tridente, com que provocava maremotos, tremores de terra e fazia brotar água do solo.

Pai de Pégaso, o cavalo alado gerado por Medusa, esteve sempre associado aos eqüinos e por isso se admite que tenha chegado à Grécia como deus dos antigos helenos, que também levaram à região os primeiros cavalos.

O temperamento impetuoso de Posêidon, cuja esposa era Anfitrite, conduziu-o a numerosos amores.

Como pai de Pélias e Nereu, gerados pela princesa Tiro, era o ancestral divino das casas reais de Tessália e Messênia.

Seus outros filhos eram, na maioria, seres gigantescos e de natureza selvagem, como Órion, Anteu e o Ciclope Polifemo.

Embora tenha perdido uma disputa com Atena pela soberania da Ática, foi também cultuado ali.

Em sua honra celebravam-se os Jogos Ístmicos, constituídos de competições atléticas e torneios de música e poesia, realizados a cada dois anos no istmo de Corinto.

Os artistas plásticos acentuaram a ligação de Posêidon com o mar e representaram-no como um homem forte, de barbas brancas, com um tridente na mão e acompanhado de golfinhos e outros animais marinhos.

A Mitologia Romana identificou-o com o deus Netuno.

Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

POSÊIDON


Deus do mar, filho dos Titãs Cronos e Réia, e irmão de Zeus, Deméter, Héstia, Hera e Hades. Posêidon era o marido de Anfitrite, uma das Nereidas, com quem ele teve um filho, Tritão.

Entretanto, Poseidon teve inúmeros outros casos de amor, especialmente com ninfas de riachos e fontes, e teve filhos conhecidos pela sua selvageria e crueldade, entre eles o gigante Orion e o Cíclope Polífemo.

Poseidon e Górgona Medusa eram os pais de Pégaso, o famoso cavalo alado. Poseidon aparece proeminentemente em inúmeros mitos antigos e lendas.

Disputou sem sucesso com Atena, deusa da sabedoria, pelo controle de Atenas.

Quando ele e Apolo, deus da música, foram enganados de receber suas recompensas depois de terem ajudado Laomedonte, rei de Tróia, a construir os muros da cidade, a vingança de Poseidon contra Tróia não teve limites.

Ele enviou um terrível monstro marinho para devastar a terra, e durante a Guerra de Tróia ele ajudou os gregos.

Na arte, Poseidon é representado como uma figura majestosa e barbada, segurando um tridente e freqüentemente acompanhado por um golfinho.

Os Romanos identificaram Poseidon com seu deus do mar, Netuno.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

POSÊIDON


Na Mitologia grega, Posídon ou Poseídon assume o estatuto de Deus supremo do Mar, conhecido pelos romanos como Netuno, e pelos Etruscos por Nethuns.

Como filho de Cronos e Rhea é um dos principais Deuses do Olimpo e de acordo com certas tradições umas vezes aparece como irmão mais velho ou mais novo que Zeus, Primordialmente Zeus terá obrigado seu pai Cronus a regurgitar e restabelecer a vida aos filhos que este sistematicamente engolia, e entre os salvos está Poseidon, explicando assim Zeus como o irmão mais novo. Mais tarde com o gradual aparecimento genealógico das dividades e os seus direitos de nascimento, Zeus vai-se estabelecendo no folclore helénico no filho mais Velho. Poseidon terá sido criado entre os Telchines, os demónios de Rhodes, bem como com Cephira (ou Caphira), uma das inúmeras filhas de Oceanus. Quando atingiu a maturidade ter-se-á apaixonado por Halia, uma das irmãs dos Telchines, e desse romance nascerem seis filhos, e uma filha, de seu nome Rodhus, dai o nome da ilha de Rhodes.

Na Ilíada, Poseidon aparece-nos como o Deus supremo dos mares, comandando não apenas as ondas, correntes e marés, mas também as tempestades marinhas e costeiras, provocando nascentes e desmoronamentos costeiros com o seu Tridente, e muito embora o seu poder parecer ter se estendido a nascentes e lagos; os rios, por sua vez, têm as suas próprias deidades, no obstante o facto de que Poseidon era dono da magnifica ilha de Atlântida (atlantis)

Considerando que as inúmeras aventuras amorosas de Poseidon foram todas elas frutíferas em descendentes, é de notar que ao contrário dos descendentes de seu irmão Zeus, os filhos do Deus dos mares, tal como os de seu irmão Hades, são todos maléficos e de temperamentos violentos. Alguns Exemplos: Com Thoosa nasceu o ciclope Polyphemus; de Medusa nasceu o gigante Chrysaor e o cavalo alado, Pegasus; de Amymone nasceu Nauplius; Com Iphimedia, nasceram os irmãos gigantes Otus e Ephialtes, (os Aloadaes), que chegam mesmo a declarar guerra aos Deuses. Por sua vez, os filhos que teve com Halia, cometeram tantas atrocidades que o Pai teve que os enterrar para evitar-lhes maior castigo. Casou ainda com Anfitrite, de quem nasceu o seu filho Tritão, o Deus dos abismos oceanicos, que ajudou Jasão e os seus argonautas a recuperar o Velocino de ouro.
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   8/30/2009, 3:40 pm

Ártemis= Deusa da caça e protetora das amazonas.
Na Grécia, Ártemis (em gr. Άρτεμις) era uma deusa ligada inicialmente à vida selvagem e à caça. Durante os períodos Arcaico e Clássico, era considerada filha de Zeus e de Leto, irmã gêmea de Apolo; mais tarde, associou-se também à luz da lua e à magia. Em Roma, Diana tomava o lugar de Ártemis, frequentemente confundida com Selene ou Hécate, também deusas lunares.


[editar] Mito
O seu mito começa logo à nascença. Ao ficar grávida, a sua mãe incorreu na ira de Hera que a perseguiu a ponto de nenhum lugar, com receio da deusa rainha, a querer receber quando estava preste a dar à luz. Quando finalmente na ilha de Delos a receberam, Ilítia, filha de Hera e deusa dos partos, estava retida com a mãe no Olimpo. Letó esperava gêmeos, e Ártemis, tendo sido a primeira a nascer, revelou os seus dotes de deusa dos nascimentos auxiliando no parto do seu irmão gêmeo, Apolo. Também é conhecida como Cíntia, devido ao seu local de nascimento, o monte Cinto.

Deusa da caça e da serena luz, Ártemis é a mais pura e casta das deusas e, como tal, foi ao longo dos tempos uma fonte inesgotável da inspiração dos artistas. Zeus, seu pai, presenteou-a com arco e flechas de prata, além de uma lira do mesmo material (seu irmão Apolo ganhou os mesmos presentes, só que de ouro). Todos eram obra de Hefesto, o Deus do fogo e das forjas, que era um dos muitos filhos de Zeus, portanto também irmão de Ártemis. Zeus também lhe deu uma corte de Ninfas, e fê-la rainha dos bosques. Como a luz prateada da lua, percorre todos os recantos dos prados, montes e vales, sendo representada como uma infatigável caçadora.

Tinha por costume banhar-se nas águas das fontes cristalinas; numa das vezes, tendo sido surpreendida pelo caçador Acteon que, ocasionalmente, para ali se dirigiu para saciar a sede, transformou-o em veado e fê-lo vítima da voracidade da própria matilha.

Outra lenda nos conta que, apesar do seu voto de castidade, tendo ela se apaixonado perdidamente pelo jovem Orion, e se dispondo a consorciá-lo, o seu enciumado irmão Apolo impediu o enlace mediante uma grande perfídia: achando-se em uma praia, em sua companhia, desafiou-a a atingir, com a sua flecha, um ponto negro que indicava a tona da água, e que mal se distinguia, devido à grande distância. Ártemis, toda vaidosa, prontamente retesou o arco e atingiu o alvo, que logo desapareceu no abismo no mar, fazendo-se substituir por espumas ensangüentadas. Era Orion que ali nadava, fugindo de um imenso escorpião criado por Apolo para persegui-lo. Ao saber do desastre, Ártemis, cheia de desespero, conseguiu, do pai, que a vítima e o escorpião fossem transformados em constelação. Quando a de Órion se põe, a de escorpião nasce, sempre o perseguindo, mas sem nunca alcançar. Segundo outra versão teve um caso com Endimião que ela gerou as 50 Pausânias e Étolo.

É representada, como caçadora que é, vestida de túnica, calçada de coturno, trazendo aljava sobre a espádua, um arco na mão e um cão ao seu lado. Outras vezes vêmo-la acompanhada das suas ninfas, tendo a fronte ornada de um crescente. Representam-na ainda: ora no banho, ora em atitude de repouso, recostada a um veado, acompanhada de dois cães; ora em um carro tirado por corças, trazendo sempre o seu arco e aljava cheia de flechas.

O absinto (Ártemisia absinthium L.) era uma das plantas dedicadas à deusa.

O templo de Ártemis em Éfeso foi uma das sete maravilhas do mundo antigo
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   8/30/2009, 3:54 pm

Quem foi Ártemis?
[mitologia grega]

Deusa grega da caça e da lua, competidora e irmã - equivalente à Diana, a deusa romana.


Filha de Zeus e Leto, irmã gêmea de Apolo, o deus sol, é considerada uma divindade lunar, retratada como uma destemida virgem caçadora, senhora dos animais selvagens. Passava seu tempo na caça, acompanhada de seus cães.

Vestia-se com uma túnica curta equipada com um arco de prata e aljava de setas ao ombro; é a potência misteriosa que preside a fecundidade animal das florestas além de ser considerada como sendo a deusa principal das Amazonas enquanto caçadora divina.

Na Ásia Menor também é retratada como prostituta e deusa da fertilidade, mas paradoxalmente também é virgem e protetora da gravidez e do parto. A sua fama de protetora do parto, deveu-se ao fato de que por ter nascido antes de Apolo, auxiliou sua mãe, Leto, no parto do irmão.

Também é associada à Hécate, outra deusa lunar e regente do inferno que fazia-se acompanhar por cães tal qual Ártemis, e nesse seu aspecto de deusa da lua, associa-se também a Selene. Hécate, Ártemis e Selene eram consideradas como sendo uma trindade lunar.

As veneradoras da deusa Ártemis chamavam-se ursas. Ártemis simboliza o aspecto dominador e castrador da mãe e as feras que a acompanham simbolizam o instinto que precisa ser domado.

Ela era considerada como símbolo da fecundidade e não do casamento e era também chamada de "a que acerta de longe" ou "a Senhora das feras."

É ainda um símbolo da mulher que é individualista e que se movimenta sozinha fazendo o que lhe interessa sem a necessidade de amparo ou de aprovação - quer masculina ou feminina. Personifica o espírito feminino independente que possui imunidade à paixão, uma vez que esse arquétipo permite que a mulher sinta-se completa sem a presença de um homem.



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A Lenda

O deus grego Zeus estava envolvido em casos com a desafortunada mortal Leto - também chamada de Latona (uma das filhas dos Titãs e tão bela que o rei dos deuses por ela se apaixonou). Logo ela estava grávida de gêmeos. Para evitar a fúria e a vingança de Hera - sua esposa, a deusa do casamento -, Leto fugiu para a ilha de Delos, originalmente chamada de Ortygia, onde deu à luz seus filhos numa caverna: a deusa Lunar Ártemis/Diana, que nasceu um dia exato antes de seu irmão, o deus Solar Apolo.

Ao descobrir, Hera ficou furiosa. Ela enviou a grande serpente Pítone ao encalço de Leto, mas o deus dos mares, Posêidon, a ocultou. O jovem Apolo, extremamente forte e belo, fortaleceu-se com néctar e ambrósia. Tomando consigo as flechas forjadas especialmente para ele pelo ferreiro Hephaestus, ele buscou o monstro em Parnaso e o matou.

Ártemis era tão bela quanto seu irmão mas, ao contrário de Apolo, esta deusa não desfrutava de prazeres sexuais. Ela era a Caçadora Virgem, a Caçadora das Almas. Tão logo nasceu, Ártemis partiu diretamente ao encontro de seu pai, Zeus, e pediu uma túnica curta, botas de caça, um arco de prata e uma aljava repleta de flechas.

As Amazonas lhe eram leais e seus lugares prediletos eram bosques e montanhas da Arcádia, por onde andava na companhia de sessenta oceânides, vinte ninfas e uma matilha de cães de caça chamados Alani.

Ela tornou-se a defensora das mulheres maltratadas ou ameaçadas pelos homens. E apesar de não ter nada em comum com eles nem permitir que suas ninfas se envolvessem em amores, Ártemis é a patrona da fertilidade feminina e dos partos.

O arquétipo de Ártemis

Espírito feminino independente, esta vibração possibilita à personalidade expressar a procura de seus próprios objetivos no terreno de suas próprias escolhas.

Ártemis representa integridade, autoconfiança e espírito independente, atento e firme a respeito de suas causas e princípios
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MensagemAssunto: Re: MITOLOGIA GREGA   8/30/2009, 4:00 pm

Ares= Deus da guerra!
Ares no mito
No conto cantado pelo bardo na sala de Alcínoo,[13] o Deus do sol Hélios uma vez espiou Ares e Afrodite amando um ao outro secretamente na sala de Hefesto, e ele prontamente informou o incidente ao cônjuge Olimpo de Afrodite. Hefesto conseguiu pegar o casal em flagrante, e para tanto, ele fez uma rede especial, fina e resistente como o diamante para pegar os amantes ilícitos. No momento apropriado, esta rede foi jogada, e encurralou Ares e Afrodite em um abraço apaixonado. Mas Hefesto ainda não estava satisfeito com a sua vingança — ele convidou os deuses Olimpos e deusas a examinar o casal infeliz. Por causa da modéstia, as deusas duvidaram, mas os deuses testemunharam a vista. Alguns comentaram a beleza de Afrodite, os outros opinavam em trocar de lugar ansiosamente com Ares, mas todos zombaram dos dois. Uma vez que o casal foi solto, Ares, embaraçado, fugiu para longe à sua pátria, Trácia.[14]

Em um detalhe interpolado muito posterior, Ares põem o jovem Alectrión à sua porta para avisá-los da chegada de Hélios, como Hélios diria a Hefesto da infidelidade de Afrodite se os dois fossem descobertos, mas Alectrión adormeceu. Hélios descobriu os dois e alertou Hefesto. Ares ficou furioso com Alectrión e o transformou em um galo, que agora nunca esquece de anunciar a chegada do sol na manhã.


[editar] Ares e os gigantes
Em um mito arcaico e obscuro relacionado na Ilíada pela deusa Dione a sua filha Afrodite, dois gigantes ctônicos, os Aloídas, chamados Otus e Ephialtes, lançaram Ares em cadeias e puseram-no em uma urna de bronze, onde ele permaneceu durante treze meses, um ano lunar. "E teria sido o fim de Ares e o seu apetite da guerra, se a bela Eriboea, a madrasta dos jovens gigantes, não tivesse dito a Hermes o que eles tinham feito," ela relatou (Ilíada 5.385–391). "Em um destes suspeitos um festival de licença que é feito no décimo terceiro mês."[4] Ares ficou gritando e uivando na urna até que Hermes o resgatasse e Ártemis enganou os Aloídas fazendo um assassinar o outro.


[editar] A Ilíada
Na Ilíada,[15] Homero representou Ares como não fixando lealdades nem respeito à Têmis, a ordem certa das coisas: ele prometeu a Atena e Hera que ele lutaria do lado dos Aqueus, mas Afrodite foi capaz de persuadir Ares para o lado dos Troianos (Ilíada V.699). Durante a guerra, Diomedes lutou com Heitor e viu Ares lutar do lado dos Troianos. Diomedes pediu que os seus soldados retrocedessem lentamente. Hera, a mãe de Ares, viu a sua interferência e perguntou a Zeus, o seu pai, para a permissão de expelir Ares do campo de batalha. Hera estimulou Diomedes a atacar Ares, portanto ele jogou uma lança em Ares e os seus gritos fizeram Aqueus e Troianos igualmente tremem. Athena então pegou a lança e machucou o corpo de Ares, que gritou de dor e fugiu para o Monte Olimpo, forçando Troianos a retroceder (XXI. 391). Depois quando Zeus permitiu que os deuses lutassem na guerra novamente, Ares tentou lutar contra Athena para vingar-se de seu dano prévio, mas foi mais uma vez ferido quando ela lançou um enorme seixo rolando nele. Contudo, quando Hera durante uma conversa com Zeus mencionou que o filho de Ares, Ascalaphus foi morto, Ares desatou a chorar e quis se juntar à luta do lado dos Aqueus descartando a ordem de Zeus que nenhum deus Olímpico devia entrar na batalha. Atena parou Ares e ajudou-o a tirar a sua armadura (de XV.110-128).


[editar] Ares na Renascença
Na Renascença e obras de arte Neoclássicas, os símbolos de Ares são a lança e o elmo, o seu animal é o cão, e o seu pássaro é o abutre. Em trabalhos literários dessas eras, Ares parece como cruel, agressivo, e sanguinário, injuriado tanto por deuses como por seres humanos, muito como ele era nos mitos gregos antigos.


[editar] Ares na cultura moderna
Ares é o principal antagonista em quadrinhos da DC Comics, na história da super-heroína Mulher Maravilha. Também faz uma aparição na série animada Liga da Justiça – Sem Limites. Ele é dublado por Michael York. No episódio “Gavião e Pombo”.
No game Empire Earth, uma das unidades robóticas que se pode construir na era digital se chama Ares.
Ares também é o antagonista principal no jogo de videogame God Of War. O anti-herói principal, Kratos, era guerreiro de Ares, mas foi traído quando Ares fez Kratos matar sua própria esposa e filha. Com a ajuda de outros deuses, Kratos mata Ares e vira o novo deus da guerra.
Ares também aparece história em quadrinhos da Marvel Comics como um membro proeminente dos Mighty Avengers. Ele desempenha o papel como de "Wolverine e Thor" tanto tendo os traços de violência como a força de Thor. Ele é também um antagonista principal da versão em quadrinho da Marvel, Hércules.
Ares aparece como um personagem maior na série de TV em Hércules: as Viagens Místicas e Xena: a Princesa Guerreira; tanto como vilão como anti-herói, bem como ter um amor unilateral de interesse por Xena. Ele foi interpretado por Kevin Smith.
Ares também apareceu na produção de Hercules da Disney e as suas séries animadas originadas. Os animadores da Disney retrataram-no em uma armadura de guerreiro e elmo como a sua roupa. Ele também é retratado tendo uma rivalidade com sua irmã Atena na série animada.
Ares é o nome de um dos deuses falsos de Ilíon, uma novela escrita por Dan Simmons.
Há um manhwa (desenho em quadrinho sul-coreano) chamado Ares.
O míssil que substituirá o ônibus espacial será chamado Ares.
Ares tem muitos traços em comum com o poder do Caos, Khorne em miniaturas de jogos da Games Workshop, Warhammer Fantasy Battle e Dark Millennium. Khorne pode ter sido deliberadamente modelado depois de Ares.
Uma companhia de fabricação de armas em Shadowrun no jogo é chamado Ares.
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