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 O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe

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§ Mallory Romanus §
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MensagemAssunto: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 7:01 pm



Olá amigos. Abro este tópico para que possamos falar um pouco das tradições que cercam a antiga religião. Lembrarmos da deusa pagã, a sagrada Tríplice (donzela, mãe e anciã) e de seu filho e conjugue o deus Cornífero. Para que possamos recordar os tempos em que ervas, o trato com a terra e com as fases lunares nós aproximavam com a natureza, a dança ao redor da fogueira e os rituais sagrados que pediam por boa colheita e fertilidade era entregues a boa Mãe, sabendo que era um estilo de viver... bem, diga-se de passagem, pois era feito com um amor e devoção real a tudo que é belo, mas também a tudo que é feio. Recordando que a deusa vive em tudo o que há.
Hoje, com o neo-paganismo a antiga religião virou bruxaria moderna e é chamada de Wicca, a Arte dos Sábios e tem muitos seguidores. A deusa esta na terra, ela nunca cairá no esquecimento enquanto alguns de nós seguirmos a tradição de nossos antepassados.
Ela tem muitos nomes, mas é e sempre será chamada de Mãe Natureza.

Que tal falarmos um pouco sobre esse rico povo, os celtas?! Os druidas, seguidores da grande Mãe, das mitologia que cercam o instigante mundo antigo!?
Vamos lembrar dos Templários, da vida que se seguia pela fé em algo. Enfim, vamos recordar o que esta imortalizado em nossos corações. Porque o mítico nunca se extingue, e certamente há uma bruxa/bruxo em cada um de nós.

Reservaremos então este espaço para o misticismo, para a antiga magia.

Que assim Seja!


__________________________________________________________________________________________________

IMPORTANTE:

Pessoas legais do fórum: Nunca foi minha intenção, em nenhum momento dizer que Celtas e a deuda pagã eram sinônimos, ok!?

O título foi um grave erro meu bem lembrado pela Mona.

Se lerem o com atenção a descrição do tópico verão que eu realmente não tive essa intenção. O título foi um erro da minha mente desatenta. Mas eu não tenho o poder de modificá-lo. Jaja sim! tongue

Espero que compreendam.

Beijos.


OBS: Mona, sem ressentimento! Laughing


Última edição por § Mallory Romanus § em 6/26/2009, 11:27 pm, editado 8 vez(es)
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§ Mallory Romanus §
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 7:13 pm

Estreando! cheers

Bom, que tal começar com os Druidas... Esse fiel povo seguidor da deusa?
Vamos saber um pouco mais sobre a origem do Mael, galera?!
Espero que curtam o que consegui!
Beijos.
Razz
______________________________________________________________________________

Os Druidas



Eles formavam a classe de sacerdotes entre os celtas, povo originário da Europa oriental que, no primeiro milênio a.C., se espalhou por quase todo o continente, até a Grã-Bretanha.
Os druidas eram considerados intermediários entre os homens e os deuses e atuavam também como juízes, magos e professores.
Como os celtas não deixaram obras escritas - apenas inscrições em objetos como taças e moedas - o que sabemos sobre eles vem de relatos dos romanos, surpresos com o fato de os druidas serem sacerdotes em tempo integral - pois em Roma essa função era acumulada por políticos, generais e magistrados.
A principal fonte sobre os druidas é o próprio imperador Júlio César, que conta que eles tinham o privilégio de não pagar impostos e nem servir ao exército. Seus rituais incluíam sacrifícios humanos e, principalmente, o culto à natureza, toda ela considerada encantada por espíritos das árvores, bosques, lagos, fontes, cachoeiras e animais.
O druida (druid), na religião dos antigos povos celtas, especialmente os galos, era a pessoa que exercia as funções de sacerdote, poeta, juiz e legislador. Etimologicamente, a palavra druida deriva do galo dru-(u)id, que tinha o sentido de 'dono da ciência' ou 'muito sábio' entre os galos, povo pertencente ao tronco celta situado principalmente nos territórios das atuais, França, Bélgica e Luxemburgo a partir do ano 1000 a.C., aproximadamente.
O historiador romano Plínio o Velho, entretanto, relacionou etimologicamente a voz druida com o nome grego drãj 'carvalho', certamente pela importância que nos cultos religiosos druídicos tinham esta e outras árvores. Os druidas desempenhavam várias funções, eram sacerdotes, bardos, poetas e magos sem distinções como os historiadores gregos pensavam, inclusive Lucano.
O homem sábio que em muitas ocasiões se ocupava das questões religiosas desempenhava também o papel de conservar por tradição oral o patrimônio histórico, cultural e religioso ancestral, além de compor poemas satíricos em determinadas festas e celebrações.
Os druidas mais famosos da história, presentes em todas as sociedades celtas, foram os estabelecidos nas Galias e nas Ilhas Britânicas, onde eram os depositários de toda a tradição oral dos povos celtas.
Sua crença principal era a imortalidade do ser, visto que seus mortos continuavam vivendo em outro mundo, identificado como subterrâneo, onde o morto acompanhava seus deuses; os enterros celtas não eram diferentes. O corpo do morto era enterrado com todo tipo de objetos cotidianos, pois seu uso continuaria para sempre.
Apesar de sua elevada posição social, a estrutura social dos povos celtas fez com que participassem de todos os trabalhos da comunidade, tanto nos agrícolas como nas campanhas militares, embora sua principal ocupação era a educação dos jovens, a arbitragem nos litígios ocorridos entre as diversas tribos e a celebração dos diferentes ritos religiosos (especialmente os sacrifícios).
O hermetismo destes ritos, assim como seu caráter oral, fazia com que a capacidade mais admirada pelos druidas fosse sua memória, por isso seus sucessores na tribo deviam se destacar desde jovens nesse sentido, além de jurar honrar sempre aos deuses (o conhecimento era secreto), não obrar imprudentemente e estar sempre disponíveis para os serviços que demandasse a comunidade.
A vida cotidiana de um druida estava apoiada na estrita subserviência a estas regras e na observação da natureza, onde descobriram os usos medicinais; o respeito pelos bosques como lugares sagrados era outra de suas ocupações, para o qual contaram com o apoio da aristocracia militar das comunidades celtas.
São muito escassos os escritos sobre antigos galos, a maioria dos textos foi escrita em grego, embora alguns deles tenha relação direta com as atividades druídicas. Segundo estudiosos, os druidas não tinham livros sagrados, pois transmitiam sua doutrina e sua sabedoria de forma oral.
De acordo com registros, em 1971 foi encontrado um texto em doze linhas de uma oração a uma divindade desconhecida inscrita em uma prancha de chumbo na fonte de Chamalières, perto de Clermont-Ferrand (França). Em 1983, encontrou-se na aldeia do Veyssière (Aveyron, França), o chamado Chumbo do Larzak, de 57 linhas, inscrito uma mensagem para o outro mundo que devia levar até ali uma druidesa morta.
Muito importante também é o chamado Calendário de Coligny, encontrado no final do século XIX, gravado em uma prancha de bronze de quase um metro e meio de comprimento e 80 centímetros de largura, fonte da fé dos profundos conhecimentos astronômicos dos druidas galos.
Até o momento, tudo o que conhecemos sobre os cultos e as atividades druídicas, devemos aos historiadores gregos e, sobre tudo, latinos, cuja visão sabemos que às vezes estava muito deformada pela hostilidade entre o povo romano e o galo. Por outro lado, têm-se muitos mais dados a respeito dos druidas e, em geral, dos povos galos assentados na área continental que nas Ilhas Britânicas, já que o contato mantido pelos romanos com os galos foi muito mais contínuo e intenso.
Uma das mais importantes fontes históricas para o conhecimento das atividades druídicas é o tratado historiográfico De Belo Gallico 'Da guerra das Galias', de Júlio César, quem afirmou que os druidas constituíam uma espécie de casta de iniciados que deviam receber uma formação esotérica, muito rigorosa e prolongada, nas Ilhas Britânicas.
César também assinala que os druidas se encarregavam de presidir todos os sacrifícios públicos e privados, as atividades religiosas e, as que se estendiam as suas funções aos âmbitos político e judicial, já que eram eles os encarregados de impor sentenças e castigos judiciais.
Um druida era, segundo César, um homem considerado sábio, conhecedor dos segredos da astronomia, a geografia e da natureza, além dos religiosos, e que ostentava um prestígio máximo dentro de sua comunidade, o que lhe permitia estar isento de pagar tributos e de praticar o serviço militar.
Alguns dos dados contribuídos por César sobre o conteúdo da religião druídica são especialmente interessantes; por exemplo, quando afirma que "os druidas ensinam a doutrina segundo a qual a alma não morre, mas sim depois da morte passa de um a outro", em clara referência à doutrina da metempsicose ou transmigração das almas.
O sistema religioso galo druídico devia ser muito complexo e poderoso, já que o mesmo Suetônio o chamou "religião druida", é de nossa sabedoria que alguns de seus cultos exerceram grande fascinação e inclusive influíram e impregnaram em alguns cultos romanos. Entre as funções do druida, tinha em especial relevância à preparação e presidência de todos os sacrifícios.
O geógrafo grego Estrabão, nascido na Ásia Menor, estudou em Roma, viajou por diversos países e escreveu um tratado de Geografia em dezessete livros que chegou até nós praticamente na íntegra; afirmava que os druidas faziam sacrifícios humanos cujas vítimas eram homens consagrados, embora nenhum indivíduo pertencente à casta druídica podia ser sacrificado. Os sacrifícios humanos estavam estreitamente relacionados com a adivinhação.
Plínio o Velho, autor e naturalista clássico, escreveu Naturalis Historia, um vasto compêndio das ciências antigas distribuído em 37 livros em 77 d.C., recordava que "terminados os preparativos necessários para o sacrifício e o banquete sob a árvore (um carvalho), levam ali dois touros brancos".
Sabe-se, além disso, que entre os conhecimentos transmitidos de forma oral e esotérica pelos druidas estavam os relativos à magia, ao uso de ervas, cabelos e águas medicinais e a determinação de dias fastos e nefastos, etc.
Este tipo de conhecimento druídico, afirmava alguns historiadores antigos, se relaciona também com as rituais pitagóricos gregos.
De acordo com estudiosos, a autoridade do druida estava muitas vezes acima da autoridade do rei, com o qual os sacerdotes druidas desempenhavam um papel importante, a primeira palavra era sempre a deles, e nas eleições, eram os druidas que regulamentavam e orientavam.
Sacerdotes druidas de maior prestígio podiam converter-se eles mesmos em reis. Sabe-se que o druida Mog Ruith foi chamado pelos galos do Munster, ofereceram-lhe grandes recompensas, mas Mog Ruith recusou a realeza.
O druida, além de desempenhar normalmente as funções de juiz penal e de juiz legislador, podia exercer também em muitas ocasiões o papel de árbitro de qualquer questão política ou conflito interno que tivesse lugar dentro da comunidade, e inclusive de mediador entre várias comunidades.
Em alguns lugares chegaram a fundar centros de culto druídico de especial relevância, como o santuário britânico de Anglesey, cuja destruição ocorreu no século I d.C. pelo exército romano, descreveu Tácito.
Existem notícias, embora muito escassas e confusas, a respeito da existência de druidesas (ou druidas femininas).
Há dados, por exemplo, de uma comunidade de sacerdotisas femininas que Pomponius Mela localizou em Sena, à beira do Mar Britânico: conforme parece, estava formada por nove sacerdotisas virgens especializadas em profetizar o futuro e realizar curas mágicas, mas também em provocar tempestades e em transformar pessoas em animais, ações deste tipo contribuíram para associarem as druidesas às bruxas.
É possível que ecos destes cultos druídicos femininos sobrevivessem, por exemplo, nos ritos realizados pelas monjas do monastério irlandês do Kildare, que mantinham um fogo perpétuo em honra da Santa Brígida, Santa cristã, continuação de uma antiga divindade indo-européia.
Os druidas combateram com feroz resistência à dominação romana da Gália, mesmo com a união de todas as tribos celtas, a vitória de Júlio César (52 a.C.) foi inevitável, e segundo estudiosos, eliminou a civilização celta.
A cultura e a religião druídica mantiveram quase plenamente sua vitalidade até que foram progressivamente marginalizadas e perseguidas.
O cristianismo fez todo o possível para erradicar qualquer tipo de culto religioso pagão, apesar de esquecer de erradicar também a sua influência, especialmente no terreno da religiosidade popular, pois muitas das crenças mágicas antigas ainda sobrevivem, modificando apenas os seus nomes.
Além disso, aceitou a continuidade da figura do antigo bardo ou poeta, que após, e durante boa parte da Idade Média, seguiu sendo o depositário da memória oral e do patrimônio poético dos povos de ascendência celta.
Fato é que a influência dos druidas deve ter sido considerável, pois três imperadores romanos tentaram extinguí-los por decreto como classe sacerdotal num prazo de 50 anos - sem sucesso. O primeiro foi Augusto, que impediu os druidas de obter a cidadania romana.
Em seguida, Tibério baixou um decreto proibindo os druidas de exercerem suas atividades e finalmente Cláudio, em 54 d.C., extinguiu a classe sacerdotal. Certo mesmo é que, 300 anos mais tarde, os druidas ainda continuavam a ser citados por autores como Ausonio, Amiano Marcelino e Cirilo de Alexandria, como uma classe social e religiosa de extrema importância e respeitabilidade.
A partir do século XVI vieram à luz diversas correntes de pensamento religioso que tentaram restaurar as antigas crenças e ritos druídicos e opô-los à ortodoxia cristã dominante. Estas seitas neodruídicas têm um fundo ideológico apegado à magia natural e ao culto panteísta à natureza, e conta com comunidades como a Druid Order 'Ordem Druida', fundada em 1717, que se mantém viva até a atualidade.
Outros nomes deste tipo de seitas são os de Antiga Ordem dos Druidas, Confraternidade Filosófica dos Druidas, Ordem Druida, Fraternidade dos Druidas, Bardos e Poetas ou Igreja Celta Renovada.
Atualmente, esses tipos de movimentos religiosos se acham em pleno processo de expansão, devido à decepção de muitas pessoas diante das religiões tradicionais, à tendência ao retorno a formas de pensamento e de mística naturalista, e ao renovado auge do celtismo e de sua estética musical e cultural.
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 7:40 pm

O texto dos druidas parece bacana, Mallory, embora você tenha esquecido de citar a fonte.

Mas a mistura de Celtas históricos com o papo wicca céltica foi triste *purista ao extremo*.
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 7:44 pm

scratch


Como assim triste!? Por acaso alguma coisa que falei era mentira ou errado? Eu creio que não. Os Celtas fazem parte do mundo antigo, a deusa É a antiga religião... Isso aqui é um apanhado do mundo antingo, se não percebeu! Talvez eu tenha pecado no título do tópico... processe-me por isso!

Desculpa, mas se não gostou da minha postagem por que comentou?


Última edição por § Mallory Romanus § em 6/26/2009, 8:02 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 8:00 pm

Porque a Wicca não é Celta! Ela tem alguns elementos célticos, como por exemplo quatro dos rituais da roda solar wiccana são de fato de origem Celta comprovada historicamente. Os Celtas eram politeístas, adoravam uma grande variedade de deuses e deusas, e não há nenhuma espécie de comprovação histórica de que, para eles, toda deusa é uma só deusa, todo deus é um só deus. Essa teoria dos arquétipos é Junguiana, não tem nada de Celta.

O Deus Cornífero como consorte da Deusa Mãe é uma distorção do século XX, fomentada pela visão da stregheria, que é italiana. Os Celtas eram patriarcais, governados por um Rei, que tinha poderes absolutos sobre a tribo, embora fosse constantemente aconselhado pelo Druida e respeitasse muito sua opinião... e alguns Druidas inclusive foram Reis.

Vou colocar aqui um excerto de um texto bem interessante que elucida essa questão em particular de forma perfeita:

Alguns ramos da Wicca se referem a si mesmos como "Celtas", mas em sua maioria tudo o que fizeram foi pegar emprestadas algumas Deidades e nomes de celebrações, nenhuma delas usando qualquer das formas Celtas de adoração, primitivas ou modernas, ou a cosmologia básica que é mostrada nas fontes textuais e sítios arqueológicos.

A idéia de que toda, ou ainda que qualquer, Deusa se encaixa em uma estrutura Donzela/Mãe/Anciã não é Celta. Graves inventou isso quando estava escrevendo seu "trabalho de imaginação poética", A Deusa Branca (The White Goddess). Deusas Celtas aparecem na sabedoria tradicional com uma variedade de idades, em uma variedade de diferentes aspectos, de acordo com Seus propósitos. No ponto em que elas possam ser categorizadas de alguma forma, Elas são categorizadas por função, não por idade.

Elas são vistas como indivíduos abrangentes, com Suas próprias preferências, relacionamentos e atividades, da mesma forma que a maioria dos humanos que há por aí. Dito isso, há um número de Deidades Celtas que são conhecidas por possuir três faces. Brighid e A Morrígan são duas das mais conhecidas, mas elas são comumente descritas como três irmãs, e não com idades radicalmente diferentes.

(...)[Os Celtas eram] politeístas. A idéia de "todas as Deusas são uma Deusa" (ou "todos os Deuses são um Deus) vem de um ocultista do início do século XX, Dion Fortune, e de algumas idéias do Hinduísmo tardio. Não é parte de uma tradição Celta.


Fonte: http://community.livejournal.com/thecrfaq_br/1186.html#cutid3


Última edição por Mona Mayfair em 6/26/2009, 8:11 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 8:05 pm

Por que a Wicca não é Celta
Por Iain MacAnTsaoir e Dawn O'Laoghaire - Tradução Bruxas.org

Artigo publicado por Clannada na Gadelica
(The Clannada na Gadelica is a nonprofit educational corporation,
registered in the State of Tennessee; IRS recognition as a 501 C 3 is pending.)

O artigo que se segue não pretende ser uma acusação à religião chamada Wicca. A Wicca realmente é um caminho válido e poderoso para esses que verdadeiramente a seguem e a entendem. Porém, há um grupo de pessoas que acreditam que Wicca é descendente dos costumes religiosos dos Gaélicos ou outros povos Célticos (ou ' Celtas' como uma nomenclatura geral). Este simplesmente não é o caso.

O artigo que se segue é uma breve comparação da religião Wiccana e da religião Céltica. O propósito deste exercício é desfazer a noção que a Wicca é Céltica, ou derivou de religião Céltica. Isto não deve ser considerado como uma pesquisa a fundo de qualquer religião. Há um grande número de perguntas que poderiam ser respondidas às pessoas se elas visitassem os mais velhos nas áreas rurais dos Países Velhos, ou se pelo menos lessem livros escritos por sólidos acadêmicos em vez de escritores New Age que procuram lucro. Nós colocaremos ao fim deste artigo as fontes que podem ser usadas para substanciar o que é dito aqui. Eu o convido a investigar cada fonte dada, e conferir a veracidade da declaração por si mesmo.

Quando nós falamos sobre religião Céltica, nós temos que definir sobre o que nós estamos falando. Colocando precisamente, nós estamos falando sobre convicções religiosas, práticas e visões do mundo que existiram na Cultura Gaélica e em outras culturas Célticas, enquanto desenvolvidas como manifestações naturais dentro das culturas. Enquanto isto incluiria o Cristianismo Céltico, para este artigo nós estamos nos dirigindo apenas à Teologia Céltica (Pagã) Clássica. A metodologia pagã e compreensão da espiritualidade Gaélica sobreviveram à vinda do Cristianismo e continua existindo dentro dos costumes das pessoas que são em geral denominadas Cristãs. Isto é, porém, onde os Tradicionalistas Gaélicos, pagãos e Cristãos, olham quando estabelecem as suas convicções e metodologias.

Um exemplo do que existiu no período Clássico, quando comparados com o que começou posteriormente, é o uso do “Maypole” (N.T. pau-de-fitas, utilizado no Beltane). Anterior a importação por invasores germânicos, o “Maypole” não era usado em terras Gaélicas. Os “High Days” que eram festivais de fogos, viam as pessoas se reunirem em um rio local para fazerem oferendas votivas, como também fogueiras no topo das colinas. Não era usado até a vinda do Saxão quando o “Maypole” veio para terras Gaélicas, e ainda assim o uso do Maypole ficou nas áreas onde havia uma população germânica, e não foi adotado pelos indígenas Gaélicos.

A espiritualidade do vários povos Célticos não mudou. Os povos Gaélicos ainda reconhecem isso, há espíritos do Céu, do Mar e da Terra (X). É apenas nas suas metodologias oficiais relativas ao Reino Superior que os conceitos e metodologias mudaram. A Árvore do Poder ainda pode ser achada em orações e encantamentos como registrado por Alexander Carmichael no início do Séc. XX. Ainda há muitos que reivindicam que coisas, que nunca foram uma parte do paradigma Céltico, são Célticas. A Wicca parece ser uma religião que é particularmente propensa a isto. As pessoas que declaram que a Wicca é Céltica normalmente são de dois tipos. São as pessoas jovens que por suas próprias razões realmente acreditam nisto, ou aqueles que caíram nas presas de algum professor inescrupuloso que usa o fascínio do mundo "Céltico", para atrair novos estudantes e assegurar seus lucros. Em ambos os casos o problema é exacerbado pelo fato de que a informação sólida não é facilmente acessível ao público geral. As pessoas que normalmente caem nas artimanhas do professor sem escrúpulos não têm acesso à informação que a levaria a refutar a falsidade. Todas as religiões têm estes tipos, e o fato que estes também existirão dentro da Wicca não deveria servir como uma razão para condenar aquele caminho.

Pessoas que, com convicção absoluta, declaram que a Wicca é um caminho Céltico tiram esta idéia de um dos dois argumentos comuns (como garantia de que não foram mal informadas). O primeiro é conduzido pela pessoa que declara algo para o efeito de que “... fulano (normalmente Gardner é nomeado) utilizou a doutrina Céltica quando reunindo isto...”. A segunda declaração usada é, “... isto *é* Céltico, sempre foi Céltico, sempre esteve em lugares como a Irlanda e Escócia”. Ambos estes argumentos são contestados facilmente. O que se segue tem esta finalidade.

As Religiões Célticas tradicionais, como é o caso com todas as religiões, são manifestações culturais. Em culturas tribais a espiritualidade das pessoas é parte da sua identidade e da sua forma de ver o mundo. Por exemplo, o Tradicionalismo Gaélico se mantém dentro da cultura Gaélica. Isto da mesma maneira que um Lakota Tradicionalista permaneceria fiel à sua cultura.

Entretanto na experiência Gaélica, haveria variantes regionais do nome que existiria, a Mãe dos Deuses é Danu, e o companheiro dela é Bile. Daquela união vieram Dagda e Bride os quais são descritos em alguns artigos de doutrina como companheiros. De textos e folclore vemos que os Deuses nasceram daquela união. Os Deuses são os Primeiros Antepassados das pessoas, e são individuais. Estudiosos notaram que quando a cultura Céltica entrou em uma área, os deuses Célticos do Reino Superior entraram com eles. Estes casaram dentro da família então com as deusas locais da terra (as deusas de soberania). Textos de genealogia existentes mostram como o Gaélico antigo acreditou que eles se originaram com essas uniões. Conseqüentemente, os mesmos Deuses das pessoas são os seus Primeiros Antepassados.

As várias idéias que cercam os antepassados manifestos em um monte de hábitos, como o Banquete do Morto. Assim, como o conceito de reencarnação na linhagem de sangue, junto com os costumes do povo Gaélico, dão uma sensação de continuidade e identidade que não podem ser perdidas.

Da mesma maneira que os Tradicionalistas se prendem em sua própria cultura, a Wicca tende a pincelar várias culturas e ideologias. O que permite para os praticantes da Wicca reunir elementos de várias religiões, é a ideologia modernista enraizada no conceito Jungiano de arquétipos. Wiccanos tendem a trabalhar pesadamente na idéia de arquétipos-- “Todas as deusas são a face da Deusa”. Eles enfocam as características que várias deidades compartilham, muito parecido como o modo que um Jungiano enfocaria as características compartilhadas de heróis em uma análise Jungiana. Wiccanos também falam constantemente sobre dualidades masculinas e femininas (anima e animus), que são centrais nas teorias Jungianas de personalidade. Alguns Wiccanos enfocam a sustentação do lado da sombra, ou "lado escuro" dos indivíduos, que é uma carona direta da teoria Jungiana.

Os conceitos que são tradicionalmente parte de religiões Célticas rejeitam este tipo de análise e estado que os Deuses são individuais. Além disso, como declarado, a crença Céltica tradicional diz que os Deuses são atados às pessoas através de vínculos de família. Como um exemplo, um Tradicionalista Gaélico poderia concordar que sua mãe e a mãe dela (ou a Deusa Mãe de sua tribo e a Deusa Mãe da tribo dela) dividem algumas características em virtude de ambas as pessoas serem mães. Porém, é um engano dizer que só porque ambas as pessoas são as mães, que elas são intercambiáveis. Para a perspectiva de um Galês, a fraudulência básica de estender uma análise Jungiana muito longe é isto - sua mãe não é mãe dela, não importa quão parecidas as mães sejam. É desnecessário dizer, que ninguém pode manter uma relação arquetípica ao mesmo tempo com o Deus ou a Deusa e uma relação pessoal direta e íntima para os deuses de suas pessoas. As duas idéias se contradizem uma à outra.

Outros dos sinais que contam a fundação Jungiana na Wicca, constantemente é a propensão de ‘emprestar’ conceitos, ícones e relíquias sagradas de outras culturas e suas religiões. Isto gera muito atrito para a convivência de pessoas de outras culturas e Wiccanos. Este atrito se manifesta em coisas passivas como povos tradicionais se separando e estabelecendo comunidades aparte do geral pagão. Também se manifesta em tais coisas como a literal Declaração de Guerra Lakota contra esses que “roubam” (palavras usadas pelos seus líderes espirituais) a espiritualidade daquela cultura. A opinião unânime das pessoas nas várias formas tradicionais de espiritualidade é de que a Wicca e os Wiccanos passam muito tempo "obtendo emprestado" tudo sob o sol e lançando tudo junto. Ainda, que para ser justo, do ponto de vista arquetípico baseado na Wicca, ambos são certos e lógicos.

De um ponto de vista Gaélico tradicional, e os tradicionalistas de outras culturas dizem as mesmas coisas, estas práticas desonram as antepassadas, distorce a verdade fundamental (“sua mãe não é minha mãe”), e interfere com o dever que as pessoas tradicionais geralmente sentem em preservar e restabelecer culturas tradicionais. Isto é porque, para eles, a Wicca cria uma distração que desvia as pessoas que procuram os modos tradicionais, como também suga o tempo, interesse e energia das pessoas que poderiam estar ajudando a achar modos para preservar a sua cultura, do caso contrário. Wiccanos também freqüentemente apresentam-se como a “verdadeira” religião Céltica, evitando assim que algumas pessoas achem seu caminho de volta aos ancestrais, e que iria, na visão de uma pessoa tradicional, honrar os deuses corretamente (significando, como indivíduos e como os ‘Primeiros Antepassados’). O que a maioria dos tradicionalistas acham deplorável é aqueles muitos Wiccanos que de fato abraçam a desinformação se e recusam lidar com idéias contraditórias ou visões quando confrontadas com fatos.

Tendo estabelecido a fundação Jungiana que permite a desinformação permanecer sem verificação na comunidade Wiccana, comecemos esclarecendo algumas das noções enganadoras que existem. A primeira noção a ser esclarecida é, que a 'Wicca é o que os Celtas de antigamente praticaram.' Para dispersar esta idéia, declaremos algumas coisas que são estabelecidas razoavelmente bem como fato por causa da preponderância de evidência.

O primeiro é que o neopaganismo moderno é altamente influenciado e reflexivo da Wicca Gardneriana e seus derivados. O segundo é que, quando Gardner estava reunindo a criação dele ele utilizou filosofias Orientais, ideologias egípcias e ceremonialismo do Judaísmo, além de doutrina Céltica.

Isto se torna facilmente confuso, mas quando algo é feito de componentes, o mecanismo inteiro não é de nenhum desses componentes. Declarar isto revela um argumento severamente defeituoso. Deixe-me demonstrar isto. Por muitos anos a American Motors Corporation (AMC) fabrica uma linha inteira de automóveis. Estes automóveis tiveram muito freqüentemente motores da Chrysler, transmissões da Ford, freios Chrysler, bancos Ford e, eu acredito que em algum momento, até mesmo instrumentos da General Motors. Todos esses componentes, motores, transmissões, assentos, etc, eram fixados em um corpo feito pela AMC. Ainda assim o carro completo não era um Ford porque tinha um motor Ford, nem era um Chrysler porque tinha a transmissão Chrysler. Era um AMC, uma criatura por si própria. O mesmo é verdade sobre a Wicca. Tem uma máquina hindu, um conversor de torque egípcio e uma transmissão Céltica. Estas coisas eram fixas em um corpo cerimonial que, enquanto refletivo dos corpos usados pelas Ordens Herméticas, é só Wiccana. É uma criatura em si mesma.

Relativo ao segundo argumento, que eles usam, eu dirijo sua atenção a duas áreas. Estas duas áreas bastarão dispersando bem a falsa noção de que Wicca *É * apenas Céltica. A primeira área é a teologia dos dois sistemas.

Os dois sistemas, Wicca e Céltico, e em particular Gaélico, contradizem um ao outro em vários pontos. Estas contradições são bastante, como um todo, para formar uma grande dissonância entre as duas religiões. Na religião Céltica, há três esferas básicas. Estas são o Céu, o Mar e a Terra. Cada uma destas tem um corpo governante. Para o Céu, o Sol, para o Mar, a Lua e para a Terra, a Terra.

Por estudo cuidadoso dos textos antigos, como também do próprio idioma, nós vemos que o Sol e a Lua são femininos. São as irmãs uma da outra. Embora, em alguma tradição, há rastros de evidência que algumas pessoas acreditavam que, enquanto o Sol era feminino, a Lua era masculina. Em Gaidhlig os nomes de ambos os corpos luminosos eram femininos, e em preces e feitiços ambos são colocados como seres femininos. Ainda que eles possam mudar de gênero de acordo com os atributos que são trazidos à tona. O nutridor, Sol morno que promove crescimento é feminino, a luz, como personificada por Lugh, é masculino, e o Sol abrasador logo antes da Colheita é representada por Balor. Isto contrasta nitidamente com a Wicca que é completamente baseada em uma Lua Feminina e um Sol Masculino.

Wicca é uma religião cuja fundação filosófica é dualismo Neo-Platônico com uma Deusa e um Deus como arquétipos. Não só é religião Céltica imensamente diferente nisso verdadeiramente é politeísta, totemística, animista, e zoomorfica, mas são fundados os mesmos processos de razão na qual o todo do modo de ver o mundo Céltico é baseado em uma cosmologia tripartida. Entendendo, o mundo Céltico tem três esferas independentes e livres, Céu, Terra e Mar. Os três reinos são ambos as pernas do caldeirão do mundo, como também as três partes da Árvore do Mundo.

A próxima área de diferenças refere-se à ética. A declaração ética básica de Wicca é chamada 'a Rede.' A Rede Wiccana declara, "Faz o que tu queres, contanto que não prejudique ninguém". A natureza da Rede é insustentável para os Celtas. Toda a moral da Wicca é "dano zero". Enquanto declaração teórica, tem pouca prática na vida real. Isto, porque é uma regra que só deve ser quebrada para sobreviver e, como resultado, deixa margem para interpretação e aplicação para o indivíduo, e para o bom senso.

(continua)
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 8:05 pm

Tais declarações como é típico da Rede não são partes do paradigma Célticas no qual nós achamos uma moralidade heróica. Na vida real, o termo “dano nenhum” é simbolizado pelas moralidades de Wicca, Cristianismo, e outros onde o imperativo primário é não ferir outros. O heróico é simbolizado principalmente pelas religiões Célticas e escandinavas, entretanto existem outros exemplos. O heróico é enriquecido pelo herói Gaélico Caelte como, "verdade em nossos corações, força em nossos braços e realização em nossas línguas". A Moralidade Heróica está arraigada em conceitos de honra pessoal, responsabilidade e realização de dever. Estas são todas as características da moralidade Heróica, mas como o Tao, é um conceito intangível que verdadeiramente não pode ser definido adequadamente.

Porque a Wicca e a espiritualidade Gaélica tradicional surgem fora de perspectivas analíticas diferentes, suas moralidades --as "escrituras" que eles criam para os partidários --são radicalmente diferentes. Wicca é uma religião que está baseada em uma extensão lógica de análise Jungiana (e sim, Jung era grande na religião)--assim sua única ética "faz o que tu queres contanto que não prejudique ninguém" tende a refletir uma prática pessoal, individualista. Para os Celtas tradicionalistas que vivem a “heróica” moralidade focada no heroísmo, honra pessoal, honra tribal e dever para a tribo, o "Faz o que tu queres" é a última coisa em mente. Aquele que segue a exigência da honra e do dever está no lado oposto do espectro no qual o individualista versado na Wicca chamaria.

A visão concebida e retratada pela Wicca, do que vem após esta vida, é limitada e vaga. Por outro lado, a religião Céltica tem um conceito complexo do outro mundo. De fato, a interação do outro mundo neste mundo é, em muitas formas, o ponto pivô da religião Céltica.

A Wicca é principalmente uma religião invocatória/absorta que gira em torno de rituais especiais. Os 'formulários' usados pela Wicca podem ser localizados na magia cerimonial, e especialmente no trabalho de Aleister Crowley. Na religião Céltica, as doutrinas são de natureza votiva e ênfase ética e moral, é colocada importância secundária no ritual. Para os Celtas a vida em si mesma é um ritual, com cada pensamento, palavra e ação tendo significado espiritual e mágico.

A mesma fundação da cultura Gaélica foi a casa. O coração era a base da espiritualidade das pessoas. Em religiões Gaélicas é colocada grande ênfase na santidade da casa, e força da família. Famílias, para povos Célticos tradicionais, incluem as pessoas que se adotaram umas às outras. Os indivíduos são encorajados a seguir com força e cumprir suas responsabilidades para com suas famílias. Estes componentes não são achados em Wicca.

Em Wicca, o espaço sagrado é criado ritualísticamente. ' Para a sensibilidade Céltica tradicional, abençoar o sal ou não, são argumentos supérfluos. Isto é porque, para a mente Céltica, a humanidade não pode tornar nem os Deuses, nem Suas Criações, mais perfeitos do que já são.

Em religiões Célticas, tradicionalmente baseadas, todo o espaço é sagrado. A Terra é a Deusa de Soberania, a Mãe dos povos que vivem lá, e sagrada em si mesma. O espaço sagrado é onipresente, é a história de um lugar ou alguma outra coisa distintiva que geram com que certos lugares tenham usos religiosos diferentes. O que é realizado em um local depende da predisposição natural de uma área ou sua história. Que os antepassados viram as coisas deste modo é estabelecido por evidência literária como o Dindsenchas (um livro de histórias de lugares).

Relacionado aos conceitos da terra é que, os Deuses que os Celtas levaram com eles para uma terra nova (Deuses do Céu/Deuses do Povo), se fundiram com os Deuses daquela Terra. Foram dessas uniões que vieram as famílias Gaélicas mais velhas, das quais vieram as outras famílias Gaélicas. O que isto significa é que os Celtas viam os Deuses como seus parentes. Conseqüentemente nós vemos uma de várias manifestações de reverência aos antepassados. A Wicca não tem nenhum componente para venerar ou desenvolver uma relação com os antepassados, ou a Deusa da terra ou outro espírito da terra das terras nas quais as pessoas vivem. Estes são itens importantes nas religiões Célticas tradicionais.

Wicca é uma religião iniciatória misteriosa. Os Gaélicos e outras religiões Célticas tradicionais são inclusivos, com muito poucos elementos iniciatórios. Dentro de Wicca há vários graus e níveis, cada um tendo seu próprio mistério, cada mistério é revelado por alguma autoridade. Enquanto o âmbito deste artigo não é projetado explorar as funções religiosas em culturas Célticas pré-cristãs, na religião Céltica, as declarações dos Deuses são achadas Ordem da Natureza. As revelações são dos próprios Deuses, e em geral, cada pessoa, com sinceridade, busca entender o mundo natural (que inclui o “mundo sobrenatural”) ao redor deles e o seu lugar nele. Também há o conceito de interagir com o mundo natural como co-habitantes do mundo.

Como brevemente mencionado antes, a Wicca usa os elementos clássicos como um conceito fundamental. Religiões Célticas não usam os elementos clássicos tradicionalmente (ar, fogo, água e terra) de forma alguma. Alguns apontam à inclusão das quatro cidades míticas do Tuatha De Danaan, como recontado no Lebhar Gebhala Erenn como prova ou um modelo do, uso dos elementos dos mais recentes elementos gregos. Estas pessoas atribuem os quatro tesouros que vieram dessas cidades como símbolos para esses elementos. Porém, os estudiosos tendem a pensar que estes podem ter sido incluídos como eram por monges Cristãos para trazer as coisas mais na linha dos conceitos romanos como simbolizado pelo Vulgate Romano.

Alguns discutirão que as plantas de locais sagrados apóiam o conceito do uso das direções junto com os quatro elementos. Primeiro tais associações só seriam especulação. Segundo, estas plantas são dos templos quadrados que são achados principalmente no continente. Estas plantas foram levadas para as ilhas com os romanos, e é achada como uma parte da cultura Romano-céltica. A maioria dos templos insulares eram redondas. Típico deste gênero está a importante estrutura ritual em Emain Macha. Escavações arqueológicas mostram que o local estava baseado em cinco anéis concêntricos (talvez associados com os mesmos cinco círculos colocados ao redor de um recém-nascido) de postes de carvalho, com uma abertura para o oeste. Tais locais circulares não são infestados com tal preocupação com que lado está para que direção. Realmente, o arranjo dos assentos dos cinco reis em Tara, indica uma associação com as direções, mas estas precisam ser analisadas dentro do quadro cultural. Este quadro seria os ventos, ou ' airts', não os quatro elementos gregos. Os airts hoje em dia ainda são associado com as direções, como mostrado por alguns dos encantamentos registrados nas Highlands por Carmichael. Os elementos gregos só eram associados com os Quatro Tesouros no final de 1800, pelo trabalho da Golden Dawn, do qual Yeats era membro.

Se nós queremos usar os Quatro Tesouros, nós temos que reconhecer o que está sendo declarado nos textos exatamente. Desses tesouros, um era a Espada de Nuadh e o outro a Lança de Lugh. Lugh não veio com o Tuatha De Danann quando Eles entraram na Irlanda. Lugh apareceu mais tarde, só antes da segunda batalha de Maig Tuired. De acordo com a tradição, a Lança de Lugh foi forjada por Goibiu. Naquela batalha Nuadh foi morto, e isto foi após a batalha que levou Lugh a monarquia. Conseqüentemente, vendo que Nuadh havia morrido, e Lugh ascendeu, o símbolo solar de Nuadh (a espada) foi substituído pelo símbolo solar de Lugh (a lança). Isto nos ajuda a ver que o número significante envolvido é 'três'.

Também como declarado, na cultura Céltica existem as esferas básicas do Céu, Mar e Terra. Estes três reinos são três partes da cosmologia da maioria dos povos indo-europeu, e não é o equivalente de " terra, ar, fogo e água " do mundo grego helenístico filtrado até a era moderna pelas tradições mágicas cerimoniais.

O Céu que é relacionado ao fogo é o reino dos deuses da cultura, luz/esclarecimento, ordem, permanência, pureza, e as habilidades (O Tuatha De Danann). O Mar que é o reino do Submundo aquoso é associado com caos, decadência, e morte por onde vem a renovação e o renascimento (o Fomorri). Relativo a água realmente, é através dos poços sagrados (canais diretos para Outro Mundo), das Águas de Céu (que mantém durante o reino do verdadeiro rei), que a água que cerca a Terra, sustenta e mantém as pessoas da Terra. É aqui na Terra onde os humanos existem fisicamente e se mantêm vivos contidos na 'planície de sofrimento', pego entre o que está em cima e o que está em baixo.

A coisa mais íntima para um sistema elementar entre os Celtas Gaélicos é o chamado dhuile, como tal é definido como ‘elementos’ em Gaidhlig. Estes estão em qualquer lugar de sete a onze, normalmente nove, artigos. Estes variam do sol ao raio à pedra. Os dhuile são um modo de compreensão da relação da pessoa para o cosmo, com cada artigo achado no cosmo relativo a uma parte da pessoa. A Wicca não tem nada ao longo destas linhas. Além do mais, a natureza de fertilidade da Wicca direciona aos Deuses da terra quase que exclusivamente. Quando são nomeados Deuses dos outros reinos, eles normalmente estão deslocados de seu lugar reservado em seus panteões originais. Em teologia Céltica, cada um é mantido e venerado em sua habilidade tradicional. Até onde as direções dizem respeito, a esmagadoras evidências demonstram que na religião Céltica tradicional, as direções sempre foram associadas com os ventos. Não só é evidência achada em textos que registram folclore e costume, como o Carmina Gadelica, mas também em textos mais antigo como o Senchus Mor, o Saltair Na Ran, e o Hibernica Minora. (X)

A Wicca coloca pouca ênfase em mitologia. Ainda em religião Céltica, histórias mitológicas são uma característica central. De fato, estes formam o núcleo da prática e ensinamento mágico e em qual o ritual existe (manifestado comumente em ‘jogos de paixão’). Em Wicca não há nenhum ensinamento claro do que é necessário para quebrar os ciclos de renascimento. Já em religião Céltica, a exigência pode ser claramente e concisamente declarada. Para cumprir o seu dever, sempre ser honrado e representar a verdade frente o que quer que venha, ao compreender * porque * o que é honorável é considerado assim.

Wicca é uma adição relativamente recente aos caminhos religiosos da humanidade. Há muita desinformação e boataria ao se considerar isto. É triste que um grande número de seus seguidores têm que fazer de tal religião um desserviço, reivindicando uma linhagem que não existe. Eu contaria aqui a velha piada sobre as grandes mães Wiccanas. Os Celtas tendem a descontar a iniciação, ou qualquer outro dispositivo pelo qual é ganha validade por alguma pessoa ou grupo. Para um celta, a existência de alguém é prova suficiente de sua validade. As únicas iniciações reconhecidas geralmente são aquelas suportadas pelo processo da própria vida, com os dois mais importantes sendo o nascimento e a morte, com o matrimônio, paternidade e o nascimento dos netos que entram em um segundo lugar.

Alguns escritores bem conhecidos reivindicaram uma grande Antigüidade para a Wicca. Ainda, se tem alguma origem antiga, então foi através do Wicce que era de origem saxônica e patriarcal desde o começo. Acredita-se que eles foram membros dos “Lodges of Cunning Men”. Eles não têm nada a ver com os Druidas mitológicos (um produto do esforço do revival britânico do Século XVII). O Wicce têm ainda menos há ver com o Draoi histórico. Tais histórias, como conectaram os dois grupos das pessoas, são de fato pseudo-histórias, ou como Margot Adler chama tais idéias no seu livro Drawing Down The Moon, mitos.

Estes mesmos escritores constataram que a palavra Wicca deriva da palavra saxã, Witan. Porém, o Witan era o proto-parlamento de velha Inglaterra saxã. Se alguém deseja analisar a etimologia deste modo, seria mais correto seguir a palavra witch(bruxa), voltando para a palavra ' wicga' que é o antigo inglês para o inseto conhecido como a tesourinha (lacrainha), e o qual literalmente significa "Creepy-crawly"(?).

Estes mesmos escritores constataram que a Wicca foi praticada nas terras Célticas, e especificamente nomeiam terras Gaélicas, onde estas práticas foram supostamente chamadas "Witta". Contudo, do próprio idioma Gaélico nós podemos ver a verdade que Wicca não é descendente do Celta Gaélico, nem, por causa das semelhanças em idioma, até mesmo o Cymru (aqueles conhecidos para a língua Angla como o galês). A simplicidade deste fato é vista em que nem mesmo há um ' W ' no idioma Gaélico, nem Wicca nem Witta, como derivação, poderiam ser Gaélicos. Com relação ao idioma Gaélico, o som [w] existe, ou pelo menos em irlandês Velho, como um /m / ou /b / suavizado, como o [w] na pronúncia atual de Samhain [sawhIn - isso é um I maiúsculo]. Mas isso nunca acontece no começo de uma palavra.

Em linguagem técnica o ' w' não existe no idioma, nem é [w] sempre seu próprio fonema, só um alofone de /m / ou /b / (dependendo da palavra). Entretanto, considerando que a suavização é rara no começo de uma palavra, é extraordinariamente improvável que qualquer palavra Gaélica nativa teria um [w] no princípio, e assim a palavra 'Wicca' é praticamente impossível em Gaélico mesmo transliterada no alfabeto romano.

(continua)
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 8:07 pm

A verdade é que a Wicca moderna, como é praticada comumente, é uma construção bastante moderna e data do meio deste século. Isto foi resumido melhor pela Dra. Marilyn Wells, PhD, do Anthropology Department, da Middle Tennessee State University, que se referiu a Wiccanos modernos como Neo-Wiccanos. Em outras palavras, há pouca ou nenhuma conexão entre a criação de Gardner e o Wicce da idade média, e nenhuma conexão com os Celtas; com a exceção daquilo que Wiccanos modernos pegaram emprestado e incorporaram. De fato, se a veracidade dOs Documentos de Pickengill está completa, como muitos Gardnerianos atestaram, então os Lodges of Saxon Cunning Men estiveram no lugar de adversário às Celtic Wise Women, que também vão apoiar esta composição.

Mais evidência que apóia isto pode ser achada em um corpo de leis religiosas chamado a "Lei da Arte". Enquanto há um grande número de grupos que operam que não usam o jogo de leis que Gardner escreveu, estes, porém, normalmente fazem uso de alguma derivação. "A Lei da Arte" como foi criada por Gardner, e passada adiante por muitas pessoas que receberam isto de seus avós (um pouco de humor), ao menos mostra a atitude presente nos criadores desta religião. Os sussurros ainda reverberam. Há cópias impressas deste corpo para ser achado no domínio público, tais como Lady Sheba's Grimoire (Grimório de Lady Sheba) e The King of the Witches (O Rei das Bruxas) por June Johns. Há também o que ser achado na Internet, um trabalho que compara várias versões daquele grupo de leis. Há três artigos de nota onde aquela lei diz respeito. Elas são:

#1 o título uniforme dado a Wicca moderna, como uma "fraternidade".

#2 a citação, “... como um homem ama uma mulher dominando-a...”.

#3 a citação, “deixe ela (a alta sacerdotisa) sempre ter em mente que todo poder é emprestado... Dele (o sacerdote)... (O poder dela apenas é absoluto no círculo, e mesmo assim esmprestado Dele (o sacerdote))...”.



-parênteses adicionados pelo autor -



Todos este três artigos mostram como as mulheres eram vistas por povos Gaélicos pré-romanos. Nosso povo via as mulheres como iguais aos homens e isto pelas Leis da Bretanha que governaram a sociedade. As mulheres tinham o direito de possuir e distribuir propriedade. Elas possuíam o direito a herança. Elas possuíam ascendência ao trono, em muitos lugares, acima do direito dos homens. Elas possuíam o direito para ter e carregar armas, e deixaram claro que subjugar uma população armada realmente é uma coisa difícil de se fazer. Somente quando o Cristianismo foi implantado firmemente que as mulheres perderam estes direitos, e a igualdade da lei relativa às mulheres foi questionada.

Outra evidência de conclusão vem de declarações de Wiccanos sobre eles mesmos. Dos Druidas, tudo aquilo que se pode concordar, baseado em evidência, era que eles eram intimamente envolvidos em sacrifícios. Ainda, muitos Wiccanos constatam que eles “... são os clérigos dos povos pagãos...". Eles estão até mesmo “criando clérigos”. Contudo, dentro da cultura Gaélica/Céltica todas as pessoas eram consideradas capazes, e responsáveis pela mediação dos Deuses por si mesmas. A Consideração Céltica para a responsabilidade pessoal é amplamente abundante. Isto é particularmente verdade em matéria de mediar os Deuses por si mesmo, e é tão óbvio e bem conhecido que mesmo livros de cultura popular como A Tradição Céltica de Caitlin Matthews conta esta verdade. Isto foi comentado até mesmo através de respeitados “celtófilos” como Peter Berresford-Ellis como sendo uma parte do pensamento Galês até este dia.

Mesmo as Tríades (N.T. As Leis Tradicionais, Costumes, e Sabedorias Dos Povos Célticos Pré-cristãos Do que É Agora Conhecido Como a Escócia, Gales, E Irlanda) de nossos povos mostram onde as mãos do redator deslizaram pela ocasião, e deixaram ir expressões do sentimento entre nossos antepassados, que mantiveram os padres que eram uma abominação. A idéia era, evidentemente, que em primeiro lugar nós deixemos nosso poder pessoal sobre nossas vidas para o sacerdócio. Daí em diante, é um pedaço de nossas vidas de cada vez, até que nos tornemos verdadeiros escravos. Escravidão não é uma posição aceita com muita facilidade por nosso povo.

Isto não pretende negar o fato que certamente depois da vinda do Cristianismo, e provavelmente antes, de que havia ordens de Monges dedicadas ao serviço de uma ou várias deidades. Isto só quer dizer que da mesma maneira que não haviam templos do tipo grego e romano, também não haviam sacerdotes ou “clérigos” cujas funções eram mediar e/ou interceder com os Deuses em nome de outras pessoas. Os sacrifícios que eles executavam não visavam satisfazer deidades iradas. Sacrifícios indo-europeus eram para a renovação do mundo que de acordo com pensamento indo-europeu foi criado do sacrifício primordial de uma deidade.

De fato, a religião Céltica tradicional era votiva/sacrificatória por natureza. Conceitos de oferendas votivas e sacrifícios de renovação do mundo, apesar de central na religião Céltica, não tem nenhuma posição na Wicca.

Quando me pediram que escrevesse esta composição, também me pediram que a mantivesse o menor possível, contudo sem negligenciar a eficácia. Entretanto isto deve ser o bastante, para estabelecer a premissa com firmeza suficiente, de que a Wicca não é descendente de nenhuma forma de nossos antepassados Gaélicos/Célticos.



Popular Superstitions, Sir William R. Wilde, Sterling Publishing, c. 1995

The Druids, Peter Berresford Ellis, Eerdmans Books

Death, War and Sacrifice, Dr. Bruce Lincoln, University of Chicago

Warriors, Priests and Cattle, Dr. Bruce Lincoln, University of Chicago

Myths and Symbols of Pagan Europe, H.R. Ellis-Davidson, Syracuse University

Myth, Legend and Romance - An Encyclopedia Of The Irish Folk Tradition, Dr. Daithi OhOgain, Prentice Hall

A History of Pagan Europe, Prudence Jones and Nigel Pennick

Celtic Goddesses, Miranda Green, Braziller

The Silver Bough Vols 1-4, F. Marion MacNeill, Maclellan

The Folklore of the Scottish Highlands, Dr. Anne Ross, Barnes & Nobles

The Celtic Consciousness, edited by Robert Driscoll, Braziller

The Carmina Gadelica, Alexander Carmichael, Lindisfarne Press

Celtic Heritage, Alwyn and Brinley Rees, Thames & Hudson

The Tain, Thomas Kinsella, Oxford

The World of the Druids, Miranda Green, Thames & Hudson

Twilight of the Celtic Gods, David Clarke with Andy Roberts, Blandford

Lebor Gebala Erenn Parts 1-5, trans. R.A.S. MacAlistair, Irish Texts Society

Clannada na Gadelica, "A Tripartite World and Triune Logic", Iain MacAnTsaoir, 1997

The Pickengill Papers-The Origin of the Gardnerian Craft, W.E. Liddell, Capall Bann pub.

Oxford History Of Britain, Oxford University Press

Dictionary of Word Origins, John Ayto, Arcade, c. 1990

Celtic Women, Peter Berresford Ellis, Eerdmans Pub, c. 1995,

The Women of the Celts, Jean Markale, Gordon Cremonesi, c. 1975

A HISTORY OF WITCHCRAFT-Sorcerers, Heretics and Pagans, Jeffrey B. Russell, Thames and Hudson

Drawing Down The Moon, Margot Adler

The Pickengill Papers, W.E. Liddell

The Celtic TraditionCaitlin Matthews, Element Books

The Celtic World, Miranda Green

Merlin : Priest of Nature, Jean Markale

Fonte: http://www.geocities.com/gustavo_elias/wiccacelta.html
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 8:09 pm

E, respondendo à sua pergunta: eu respondi ao tópico porque eu mesma pretendia criar um tópico sobre os Celtas, apenas não havia tido tempo de fazê-lo... eu estudo os Celtas com grande dedicação há quase dez anos, e os Celtas irlandeses são o tema da minha tese de Mestrado...

Minha intenção não foi criticar por criticar... e, embora tenha parecido isso pelo meu primeiro post (pelo que peço desculpas), ele foi na verdade um fruto do descuido, porque eu respondi a primeira coisa que me veio na cabeça... tanto que depois eu desenvolvi mais o argumento.
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 8:10 pm

Valeu pela aula de história, Mona. Fico realmente grata, mas acho inutil te dizer que eu já sabia.
Etenda por favor, eu não disse que os Celtas seguiam a deusa. Eu criei o tópico buscando comentarmos sobre TUDO que envolve o tema.
Por acaso os Templários seguem a deusa? Creio que não! Mesmo assim você pode notar que citei o nome deles.
Só quero que o pessoal debata sobre o tema e não critiquem se eles não se entrelaçam, no fundo o sentimento empregado é o mesmo!


Última edição por § Mallory Romanus § em 6/26/2009, 8:23 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 8:13 pm

Como eu disse naquele meu primeiro post discuidado... sou purista ao extremo. Dizer que os Seguidores da Grande Mãe estão de qualquer modo submetidos ao Mundo Celta (título do tópico) acertou um nervo meu.
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 8:14 pm

Aproveito pra tornar a perguntar: A sua fonte para o texto sobre os druidas, qual foi? Achei um texto bom.

Procurei na internet uma frase solta e achei esse site: http://www.misteriosantigos.com/druidas.htm

Foi daqui que você tirou?
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 8:20 pm

Você não esta esperando eu te responder... Rolling Eyes
Vamos lá:

Em primeiro lugar, tudo bem, desculpas aceitas. ^^
E espero que você tenha entendido o que eu quiz dizer.
Etenda por favor, eu não disse que os Celtas seguiam a deusa. Eu criei o tópico buscando comentarmos sobre TUDO que envolve o tema, ok?! Barta ler o que escrevi na descrição do tópico e verá que não fiz nenhuma união com uma coisa ou outra, mas não pensei mesmo ao criar o título.
Como disse, os Templários é um exemplo do que estou falando.
Só quero mesmo que o pessoal debata sobre o tema e não critiquem se eles não se entrelaçam, no fundo o sentimento empregado é o mesmo!

Realmente pequei no título mas foi por falta de idéia melhor, e como diz uma amiga: "Agora é tarde, Inês é morta!"

Sim, foi!


Última edição por § Mallory Romanus § em 6/26/2009, 8:25 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 8:25 pm

Sei lá, continuo achando que Celtas, Wicca e Templários são, em si mesmos, temas tão complexos, profundos e interessantes, que cada um deles merecia um tópico exclusivo!

Tem muito o que se dizer sobre a magia Wiccana, sobre as Cruzadas... e, já que é meu objeto de estudo primário, tenho particularmente muuuuito a dizer sobre os Celtas históricos, e sobre a mitologia Irlandesa, Galesa, Continental...

Enfim, beijemos a mão de Inês a essa altura do campeonato... prometo que vou ficar quietinha e não atrapalhar mais o seu tópico!
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 8:29 pm

Faze o que né!?
Tudo bem... mas realmente abrir o tópico para isso. Não se incomode se seus assuntos são extensos, poste por favor. Adoraríamos saber sobre o tema contado por alguém que estuda o assunto.

Beijos!
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   6/26/2009, 10:24 pm

Que maravilha.

Um debate de alto nível em um tema fascinante.

As duas estão de super parabéns!!!
Principalmente nas discordâncias mas com muito respeito.

Beijo nas duas!!!

(E Mallory, não suma!!!)

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Última edição por Lestat de Lioncourt(Jaja) em 9/26/2009, 3:37 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   9/25/2009, 10:24 pm

Sumi né, Jaja? Parecia que você estava advinhando... >.< Foi mal, se você soubesse tudo que anda rolando... Juro, vou tentar estar mais presente e que vou compensar meu sumisso! E tenho uma novidade muito, muito linda para compartilhar! Wink Atéee
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   10/23/2009, 4:09 am

Quanto ao tópico, pode até ter rolado algum erro de interpretação para um assunto tão vasto e interessante, mas continua super válido.

Vamos lá, Mallory, o que vc tem mais a acrescentar???

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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   11/18/2009, 4:22 pm

Um pequeno texto que particularmente acho de uma importância sem igual. Não só as mulheres celtas, todas deveriam ser assim. Os homens querem mulheres seguras de si, corajosas e determinadas. Essa história de sexo frágil é cascata.
É lindo na teoria. É obvio que a mulher deve ser bem tratada, não se levanta a mão para uma mulher, o homem que faz isso é covarde. Mas nem por isso temos de ser vistas como tolas dependentes por homens machistas que querem submissão. Homem de verdade gosta da bela mulher feminina porem corajosa que sabe o que quer e busca. Todas nós temos dentro de nós uma centelha intensa da MULHER CELTA.


As mulheres de origem Celta eram criadas tão livremente quanto os homens, A elas era dado o direito de escolherem seus parceiros e nunca poderiam ser forçadas a uma relação que não queriam. Eram ensinadas a trabalhar para que pudessem garantir seu sustento, bem como eram excelentes amantes, donas de casas e mães.

Assim aprendiam:

Ama teu homem e o segue, mas somente se ambos representarem um para o outro o que a Deusa Mãe ensinou: amor, companheirismo e amizade. Jamais permita que algum homem a escravize. Você nasceu livre para amar, e não para ser escrava.

* Jamais permita que o seu coração sofra em nome do amor. Amar é um ato de felicidade, por que sofrer?
* Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca fará você sorrir.
* Jamais permita que o uso de seu próprio corpo seja cerceado. Saiba que o corpo é a moradia do espírito, por que mantê-lo aprisionado?
* Jamais permita que o seu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome você sequer sabe.
* Jamais permita que o seu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para você.
* Jamais permita ouvir gritos em seus ouvidos. O Amor é o único que pode falar mais alto.
* Jamais permita que paixões desenfreadas transformem você de um mundo real para outro que nunca existiu.
* Jamais permita que outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo.
* Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.
* Jamais permita que seu útero gere um filho que nunca terá um pai.
* Jamais permita viver na dependência de um homem como se você tivesse nascido inválida.
* Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tenha olhos para admirá-la.
* Jamais permita que seus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de você.
* Jamais permita que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe em você.


E, sobretudo, jamais permita que você mesma perca a dignidade ser MULHER!


queen
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Jaja de Lioncourt
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   11/18/2009, 7:23 pm

Maravilha cheers

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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   11/18/2009, 7:27 pm

Concorda, meu príncipe?
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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   11/18/2009, 7:43 pm

Claro!

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MensagemAssunto: Re: O Mundo Celta: Seguidores da Grande Mãe   12/3/2009, 10:18 pm

Ah,eu sou apaixonada pela cultura celta,apesar de saber pouco a respeito...principalmente porque foi uma das poucas civilizações que realmente respeitou as mulheres.Lindo texto,Mallory!

Off-topic on:Meu último trabalho de Artes do ano foi sobre a liberação feminina através dos tempos,só para constar./Off-topic off
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